Cinema e Argumento

Melhores de 2013 – Figurino

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É impressionante como o britânico Joe Wright vem se tornando um diretor cada vez mais atento e dedicado aos setores técnicos de seus filmes de época. Basta comparar Orgulho e Preconceito com esse recente Anna Karenina para perceber a indiscutível evolução dele. O mais importante desse novo filme é que nunca uma história contada por Wright dependeu tanto de fotografia, direção de arte e figurinos. A roupagem elaborada pela veterana Jacqueline Durran (em mais uma colaboração vitoriosa com o diretor) dá o tom perfeito para a história, que tem lá seus problemas narrativos mas que nunca deixa de encher os olhos. Keira Knightley sabe desfilar com um vestido de época como poucas e todos os outros personagens vestem peças cheias de detalhes e deslumbres. Por Anna Karenina, Durran ganhou merecidamente seu primeiro Oscar depois de ter assinado o figurino de outros 11 longas – e sendo uma fiel colaboradora de Wright e Mike Leigh.

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OUTROS INDICADOS:

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Para reproduzir os tempos do presidente estadunidense Abraham Licoln, os figurinos de Lincoln apostaram na discrição / Já O Grande Gatsby não esconde que mais é a palavra de ordem – e acerta nos exageros / Constante colaborador de Pedro Almodóvar, Paco Delgado foi merecidamente indicado às premiações de sua respectiva temporada por Os Miseráveis / O Rio de Janeiro dos anos 1950 e as personalidades das protagonistas são capturados com precisão pelos figurinos de Marcelo Pies em Flores Raras.

EM ANOS ANTERIORES: 2012 – W.E. – O Romance do Século | 2011 – O Discurso do Rei | 2010 – A Jovem Rainha Victoria | 2009 – O Curioso Caso de Benjamin Button | 2008 – Elizabeth – A Era de Ouro | 2007 – Maria Antonieta

Até o Fim

I’m sorry. I know that means little at this point, but I am.

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Direção: J.C. Chandor

Roteiro: J.C. Chandor

Elenco: Robert Redford

All is Lost, EUA, 2013, Drama, 106 minutos

Sinopse: Um navegador experiente (Robert Redford) está viajando pelo Oceano Pacífico, quando uma colisão com um container leva à destruição parcial do veleiro. Ele consegue remendar o casco, mas terá a difícil tarefa de resistir às tormentas e aos tubarões para sobreviver, além de contar apenas com mapas e com as correntes marítimas para chegar ao seu destino.

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O momento não poderia ser mais propício para Até o Fim chegar aos cinemas. Afinal, o tema sobrevivência tem pautado importantes filmes dos últimos meses, como o vencedor do Oscar 2014, 12 Anos de Escravidão, e o cultuado Gravidade. Não é diferente com Até o Fim, que é basicamente o filme estrelado por Sandra Bullock em alto-mar. Dadas as proporções, são produções igualmente excepcionais que narram a solitária jornada de personagens em situações de puro confronto com a finitude da vida e com a imensidão de um universo forte e impiedoso. Entretanto, Até o Fim está fadado ao fracasso. Com admiráveis aspectos técnicos e narrativos menos perceptíveis ao grande público, o filme de J.C. Chandor afasta plateias por um motivo específico: são quase duas horas com um único personagem em cena e que quase não fala. Um filme, enfim, que ninguém cria expectativa para ver. E a recepção reflete essa má vontade: custou oito milhões e, desde sua estreia em outubro nos Estados Unidos, só conseguiu arrecadar mundialmente pouco mais de seis. Nas premiações também foi solenemente ignorado, conseguindo no máximo uma vitória na categoria de trilha sonora do Globo de Ouro e uma indicação de som ao Oscar. Rejeição merecida? De forma alguma. Bastante injusta, na verdade. Pelas mais diversas razões.

Logo no início, J.C. Chandor já resume muito bem o seu filme. Abrindo Até o Fim com uma carta de despedida do protagonista vivido por Robert Redford, Chandor coloca, nessa carta, uma série de pedidos de desculpas que não serão esmiuçados ao longo da história. Nós sabemos que esse homem, agora sozinho em alto-mar, errou muito na vida e que somente há pouco conseguiu admitir tais erros, mas nunca nos é revelado o que de fato ele fez. E nem precisa: o longa passa uma solidão muito grande e o rosto lindamente envelhecido de Robert Redford se encarrega de trazer todo o pesar de uma vida complicada que agora ficou para trás. Não é necessário saber o que exatamente ele fez de errado. O que importa é o que ele fará – ou não – agora que se encontra em uma situação complicadíssima e praticamente de frente com o fim da vida. Em síntese, Até o Fim é sobre sobreviver, mas é bom ficar atento a vários detalhes que denotam uma complexidade que pode passar despercebida. Um exemplo é como Chandor usa a solidão imposta pela circunstância do personagem para fazer uma metáfora da solidão real dele. A força da natureza e os obstáculos enfrentados são uma espécie de penitência pelos erros passados – e o protagonista tem quase uma paz interior com tudo aquilo, como que se aceitasse o fato de que precisa passar por essa situação para limpar a alma.

Era difícil imaginar que Chandor, responsável pelo complexo Margin Call – O Dia Antes do Fim (que, ironicamente, era inteiramente apoiado em diálogos), fosse fazer algo tão surpreendente como Até o Fim. E é magnífica sua habilidade de segurar o filme com um só ator e sem diálogos, mantendo sempre uma constante agonia. Nós compartilhamos da angústia do protagonista sem nome: estamos temerosos no bote, no barco, no mar – e queremos ajudá-lo. Além da direção de Chandor, a inteligente fotografia (subaquática ou não), o estupendo trabalho de som e a certeira trilha sonora de Alexander Ebert ajudam o filme a alcançar toda esse sentimento com muita plausibilidade e com situações nada apelativas. Mesmo o final, que parece tão simples e fácil, pode não ser tão simples assim e apresentar uma outra simbologia, especialmente quando você descobre que a faixa da trilha que encerra o filme se chama “Amém”. Se, dois anos atrás, As Aventuras de Pi ficou longe de me comover, aqui Chandor conseguiu fazer muito mais com literalmente pouquíssimas palavras. Um filme difícil, mas real, belo e muito mais profundo do que parece. Uma aula de direção que não merecia esse fracasso que amarga.

Melhores de 2013 – Canção Original

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Sabe-se lá porque as premiações não deram muita atenção para essa excelente canção da banda Kings of Leon para Álbum de Família. Além do quarteto por si só já ser um apelo para “Last Mile Home”, a canção funciona perfeitamente na conclusão do filme de John Wells. A banda estadunidense formada pelos irmãos Followill apresentou a canção no álbum Mechanical Bull, mas foi a versão acústica dela que terminou em Álbum de Família. Nada mais apropriado para exaltar a melancolia da família Weston, que há muito tempo deixou de ser… uma família. Difícil saber quem tem mais razão ali (todos têm as suas), mas o que resta de certeza é que, independente do caminho que cada um seguiu, ninguém saiu dessa dinâmica familiar ileso. “Talvez seja eu o danificado. Talvez seja eu quem parte corações. Estou solitário desde a última vez que nos falamos. Tem sido solitário, baby… Tem sido difícil”, diz a letra dos Followill. Nada mais apropriado, em melodia e letra, para sintetizar as vidas isoladas dessa família cheia de cicatrizes.

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OUTROS INDICADOS:

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A execução de “Young and Beautiful” é um dos pontos altos do romance de O Grande Gatsby / O espírito libertário de Tatuagem está todo sintetizado na irreverente “Polka do Cu” / Susanne Sundfør, em parceria com M83, foi bem sucedida ao realizar “Oblivion”, canção que tem tudo a ver com o filme de mesmo título / “Suddendly“, escrita originalmente para essa versão cinematográfica de Os Miseráveis, é responsável por um dos momentos mais sensíveis do filme de Tom Hooper.

EM ANOS ANTERIORES: 2012 – “Skyfall” (007 – Operação Skyfall) | 2011 – “Life’s a Happy Song” (Os Muppets) | 2010 – “Better Days” (Comer Rezar Amar) | 2009 – “By the Boab Tree” (Austrália) | 2008 – “Falling Slowly” (Apenas Uma Vez)

12 Anos de Escravidão

I don’t want to survive. I want to live.

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Direção: Steve McQueen

Roteiro: John Ridley, baseado no livro “12 Years a Slave”, de Solomon Northup

Elenco: Chiwetel Ejiofor, Michael Fassbender, Paul Dano, Lupita Nyong’o, Sarah Paulson, Brad Pitt, Paul Giamatti, Benedict Cumberbatch, Alfre Woodard, Quvenzhané Wallis, Taran Killam, Scoot McNairy, Tony Bentley

12 Years a Slave, EUA/Inglaterra, 2013, Drama, 134 minutos

Sinopse: 1841. Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor) é um escravo liberto, que vive em paz ao lado da esposa e filhos. Um dia, após aceitar um trabalho que o leva a outra cidade, ele é sequestrado e acorrentado. Vendido como se fosse um escravo, Solomon precisa superar humilhações físicas e emocionais para sobreviver. Ao longo de doze anos ele passa por dois senhores, Ford (Benedict Cumberbatch) e Edwin Epps (Michael Fassbender), que, cada um à sua maneira, exploram seus serviços. (Adoro Cinema)

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Pode até não parecer, mas a escravidão ainda é um assunto muito recente. Basta pensar em um amigo negro seu. Não é muito remota a possibilidade que o bisavô dele tenha sido um escravo, por exemplo. E por mais que este doloroso ciclo da história mundial tenha chegado ao fim, ainda vivemos tempos em que sua lógica perpetua em outros movimentos e ações. Tomem os gays como referência, que ainda lutam para ter direitos reconhecidos e que volta e meia são agredidos e mortos por serem… gays. Na Uganda, recentemente, atearam fogo publicamente em um gay, que não sobreviveu e morreu na frente de várias pessoas – incluindo crianças. Por isso, a crueza com que Steve McQueen retrata as chicotadas em Patsy (Lupita Nyong’o) e a perversidade do senhor de escravos vivido por Michael Fassbender não chega perto do apelativo em 12 Anos de Escravidão. Ainda existe sim, em nossa sociedade, todo um prazer sádico em inferiorizar, torturar e assassinar os “diferentes”. Prazer doentio esse que é muito bem representado pela figura de Fassbender e por este filme como um todo, que é sim necessário e dotado de um absurdo valor humano e social.

Contudo, nestes casos, fica a dúvida se a admiração vem pelo que ele representa em um contexto específico ou necessariamente por sua execução. E confesso que minha recepção a 12 Anos de Escravidão se confunde um pouco nesses meandros. Às vezes, cinema é simplesmente uma questão de envolvimento: o filme pode ter tudo no lugar, ser repleto de aspectos admiráveis e mesmo assim não arrebatar um determinado espectador como uma obra cinematográfica. Talvez tenha sido essa minha reação ao filme de McQueen. Lindo em sua abordagem e bem realizado em sua proposta, mas não necessariamente uma obra que tenha me fisgado por completo. Envolvimento, enfim. De todo jeito, é diferente a forma como o diretor mostra escravidão nesta produção vencedora do Oscar 2014 de melhor filme, roteiro adaptado e atriz coadjuvante (Nyong’o). Uma escolha particular resume bem o posicionamento de seu realizador: ao invés das tradicionais tomadas aéreas para mostrar grande planícies lotadas de escravos trabalhando incessantemente, 12 Anos de Escravidão prefere navegar com a câmera nas próprias plantações, onde as folhas constantemente batem na câmera como se ela fosse alguém desbravando de perto aquele mundo.

Se recentemente o racismo foi mostrado açucaradamente em Histórias Cruzadas ou com grandes caricaturas no péssimo O Mordomo da Casa Branca, McQueen dá a lição de como tratar o tema com dignidade em seu mais novo filme. Não existe necessariamente uma história de grandes detalhes em 12 Anos de Escravidão. Basta saber que Solomon era um negro nascido livre que foi capturado ilegalmente e escravizado durante 12 anos. É o dia-a-dia como escravo, com angústias, esperanças, humilhações e um duro trabalho nos campos de algodão. Simples assim. Nada de surpresas ou maiores acontecimentos. Por isso que as interpretações são tão essenciais, especialmente porque 12 Anos de Escravidão é um filme que se apoia bastante em figuras que passam – brevemente ou não – pela vida de Solomon deixando marcas, sejam elas boas ou ruins. Assim, ligeiras mas boas participações existem aqui para contextualizar uma época e seus hábitos, como a de Paul Dano, por exemplo, interpretando com excelência um desprezível jovem racista que vive inventando razões para maltratar os escravos. É o representante de uma geração ensinada a ser cruel já desde os primeiros anos de vida.

Entretanto, é mesmo Chiwetel Ejiofor quem lidera com grande discrição esse excelente elenco. Nunca extravasando por completo a revolta de um negro injustiçado mas tampouco interiorizando suas angústias de forma que o espectador não perceba o que se passa com ele, Ejiofor segura com firmeza o filme, provando que seu nome complicado não deveria ser um empecilho para uma trajetória de sucesso. Na última cena, é particularmente impressionante essa “força contida” do ator. Ainda chamando a atenção em cena está a estreante Lupita Nyong’o, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante. Ainda que ela pareça uma espécie de Anne Hathaway (Os Miseráveis) de 2014 com pouquíssimo tempo em cena (entra, arrebata, corta o coração e vai embora), a atriz surpreende e é uma das figuras que mais fica com o espectador após o término da história.

A direção de McQueen conduz muito bem os atores e a discreta trilha de Hans Zimmer dá atmosfera certa para essa tragédia diária do protagonista. Mas, mesmo que eficiente em seu lado técnico, 12 Anos de Escravidão não traz o horrível sendo fotografado lindamente. Quando chega perto de mostrar uma paisagem mais ampla, por exemplo, é com Edwin (Fassbender, a personificação do diabo) andando a cavalo ao fundo e chicoteando os negros durante o trabalho. Não há espaço para uma mera panfletagem de moralismos e piedades. São fatos que se bastam, simplesmente. Pode até ser que a escravidão tenha sido oficialmente superada, mas, de um jeito ou de outro, ela ainda reverbera. Só que 12 Anos de Escravidão não é sobre culpa. É sobre olhar para trás e pensar como não deixaremos o passado se repetir no presente e no futuro. Não saí tão envolvido com o resultado como cinema, mas tal mensagem é suficiente para que o valor humano do projeto seja incontestavelmente reconhecido – o que por si só já é uma rara vitória.

Melhores de 2013: indicados

O Mestre lidera a lista com oito indicações, seguido de Gravidade e Os Suspeitos com sete cada

O Mestre lidera a lista de melhores do ano do Cinema e Argumento com oito indicações, seguido de Gravidade e Os Suspeitos com sete cada

Premiações continuam sendo pauta aqui no blog. Agora, chegou a nossa vez de escolher os melhores filmes de 2013! Pelo sétimo ano consecutivo, fazemos essa lista, que, em edições anteriores, teve como grandes vencedores os seguintes longas: O Ultimato Bourne (2007), WALL-E (2008), Dúvida (2009), Direito de Amar (2010), Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (2011) e Precisamos Falar Sobre o Kevin (2012).

O recordista de vitórias até o momento é Direito de Amar, que faturou cinco categorias: filme, ator, roteiro adaptado, fotografia e trilha sonora. Entre os atores, três já repetiram vitórias: Colin Firth, Marion Cotillard e Kate Winslet. Outra curiosidade é que um empate já aconteceu: em 2011, quando Kirsten Dunst e Charlotte Gainsbourg dividiram o prêmio de melhor atriz por Melancolia.

Contemplando os filmes lançados comercialmente no circuito brasileiro em 2013 (tanto no cinema quanto em home video), a lista do ano em questão é liderada por O Mestre com oito indicações. Gravidade e Os Suspeitos vêm logo em seguida com sete indicações cada. Uma importante mudança deste ano é a eliminação definitiva da categoria de melhor animação. Todos os filmes merecem ser analisado em uma única lista, sem subdivisões de documentários, animações ou produções nacionais, por exemplo – pensamento que este que já estávamos amadurecendo desde o ano passado. Fiquem abaixo com a nossa lista completa e acompanhem o blog para conhecer os vitoriosos! As artes dos posts ficarão a cargo do Márcio Ramos, meu amigo e colaborador de longa data do Cinema e Argumento.

MELHOR FILME

Gravidade
O Lugar Onde Tudo Termina
O Mestre
Os Miseráveis
Os Suspeitos

MELHOR DIREÇÃO

Alfonso Cuarón (Gravidade)
Denis Villeneuve (Os Suspeitos)
Derek Cianfrance (O Lugar Onde Tudo Termina)
Jacques Audiard (Ferrugem e Osso)
Paul Thomas Anderson (O Mestre)

MELHOR ATRIZ

Adèle Exarchopoulos (Azul é a Cor Mais Quente)
Cate Blanchett (Blue Jasmine)
Marion Cotillard (Ferrugem e Osso)
Meryl Streep (Álbum de Família)
Miranda Otto (Flores Raras)

MELHOR ATOR

Bradley Cooper (O Lado Bom da Vida)
Daniel Day-Lewis (Lincoln)
Hugh Jackman (Os Miseráveis)
Joaquin Phoenix (O Mestre)
John Hawkes (As Sessões)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Amy Adams (O Mestre)
Helen Hunt (As Sessões)
Julia Roberts (Álbum de Família)
Léa Seydoux (Azul é a Cor Mais Quente)
Sally Hawkins (Blue Jasmine)

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Barkhad Abdi (Capitão Phillips)
Christoph Waltz (Django Livre)
Eddie Redmayne (Os Miseráveis)
Jake Gyllenhaal (Os Suspeitos)
Philip Seymour Hoffman (O Mestre)

MELHOR ELENCO

Álbum de Família
O Mestre
O Que Se Move
Os Suspeitos
Tatuagem

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Antes da Meia-Noite *
Blue Jasmine
O Mestre
O Som ao Redor
Os Suspeitos

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

Álbum de Família
Azul é a Cor Mais Quente
Ferrugem e Osso
O Lugar Onde Tudo Termina
As Sessões

MELHOR TRILHA SONORA

Anna Karenina
Flores Raras
Gravidade
Indomável Sonhadora
O Mestre

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

Anna Karenina
Gravidade
O Hobbit: A Desolação de Smaug
Rush – No Limite da Emoção
Serra Pelada

CANÇÃO ORIGINAL

“Last Mile Home” (Álbum de Família)
“Oblivion” (Oblivion)
“Polka do Cu” (Tatuagem)
“Suddendly” (Os Miseráveis)
“Young and Beautiful” (O Grande Gatsby)

EDIÇÃO/MIXAGEM DE SOM

Gravidade
A Hora Mais Escura
Os Miseráveis
Rush – No Limite da Emoção
O Som ao Redor

FIGURINO

Anna Karenina
Flores Raras
O Grande Gatsby
Lincoln
Os Miseráveis

FOTOGRAFIA

Amor Pleno
Anna Karenina
Gravidade
Ferrugem e Osso
Os Suspeitos

MONTAGEM

Capitão Phillips
A Hora Mais Escura
O Lugar Onde Tudo Termina
Rush – No Limite da Emoção
Os Suspeitos

MAQUIAGEM

Além da Escuridão – Star Trek
Os Miseráveis
A Morte do Demônio

EFEITOS VISUAIS

Além da Escuridão – Star Trek
Gravidade
O Hobbit: A Desolação de Smaug

* por questões pessoais, consideramos o roteiro de Antes da Meia-Noite original. Não acreditamos que uma continuação deve ser considerada adaptada só por dar sequência a um história já existente. Se é uma continuação com uma trama inteiramente nova, adotamos o posicionamento que ela é sim original. O que conta é a origem da história em questão.