Cinema e Argumento

Melhores de 2011 – As regras e os elegíveis

I. São considerados todos os filmes lançados comercialmente nos cinemas brasileiros no ano de 2011.

II. Qualquer filme lançado diretamente em DVD (desde que inédito no Brasil) também está apto a concorrer.

III. As categorias são: filme, direção, ator, atriz, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, roteiro original, roteiro adaptado, elenco, montagem, fotografia, canção original, efeitos especiais, trilha sonora, figurino, animação, edição/mixagem de som e direção de arte

IV. Em cada categoria, são admitidos apenas cinco concorrentes. A exceção encontra-se em efeitos especiais e animação, onde são três filmes na disputa.

V. Após divulgados, os indicados e os vencedores não poderão ser alterados posteriormente. A avaliação é feita de acordo com os filmes conferidos em 2011 e o que for assistido após a premiação não poderá interferir no resultado já divulgado.

VI. Algumas definições se adaptam aos princípios do autor do blog. Por exemplo: ana passado, o circuito de premiações considerou os roteiros de Toy Story 3 e Tropa de Elite 2 adaptados por se basearem em personagens que já existiam antes. No entanto, o Cinema e Argumento considera como roteiro a história de um longa e não os personagens. Portanto, os filmes já citados se enquadraram na definição de roteiro original.

VII. Não existe limite de indicações indicações ou vitórias para determinado profissional em uma categoria. Como visto em premiações passadas, Meryl Streep recebeu indicação dupla, ao passo que Kate Winslet venceu em duas categorias diferentes.

VIII. Os filmes elegíveis para a edição do 2011 do prêmio Cinema e Argumento são: 127 HorasÁgua Para ElefantesAlém da VidaAmizade ColoridaAmor a Toda ProvaAmor e Outras DrogasA Árvore da VidaBiutifulBravura IndômitaBruna SurfistinhaBurlesqueAs CançõesCapitão América: O Primeiro VingadorA Casa, Cisne NegroComo Você SabeA CondenaçãoContágioContra o TempoUm Conto ChinêsCópia FielDeixe-me EntrarDesenrolaUm DiaO Discurso do ReiEm Um Mundo MelhorEnroladosEntrando Numa Fria Maior Ainda Com a FamíliaEntre Segredos e MentirasEsposa de MentirinhaA Garota da Capa VermelhaGato de BotasUm Gato em ParisHarry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2InquietosInverno da AlmaUm Lugar QualquerO MágicoUma Manhã GloriosaMargin Call – O Dia Antes do FimMedianeras – Buenos Aires na Era do Amor VirtualMeia-Noite em ParisMelancoliaMinha Versão do AmorMissão Madrinha de Casamento, A Morte e Vida de CharlieOs MuppetsNamorados Para SempreNão Me Abandone JamaisNão Tenha Medo do EscuroUm Novo DespertarO PalhaçoPânico 4A Pele Que HabitoPiratas do Caribe: Navegando em Águas MisteriosasPlaneta dos Macacos: A OrigemProfessora Sem Classe, Reencontrando a FelicidadeReféns, Reino AnimalRioA Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1Sem SaídaSexo Sem CompromissoUm Sonho de AmorSuper 8Tarde DemaisToda Forma de AmorTudo Pelo PoderO TuristaA Última EstaçãoO Ursinho PoohVejo Você no Próximo VerãoO VencedorVIPsX-Men: Primeira Classe.

(Um agradecimento mais do que especial para o meu amigo Alex Majkowski, responsável pelas imagens dos vencedores que vocês verão nos próximos posts).

Dez cenas do cinema em 2011

A perfeição de Nina (Natalie Portman), em Cisne Negro.

A sequência final de Um Sonho de Amor.

Kermit relembra o passado cantando Pictures in My Head, em Os Muppets.

O desfecho de Melancolia.

Uxbal (Javier Bardem) pede que a filha nunca o esqueça, em Biutiful.

Emily (Julianne Moore) inventa uma desculpa e liga para Cal (Steve Carell), em Amor a Toda Prova.

O passado de Snape (Alan Rickman) no flashback de Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2.

“Já conheço os passos dessa estrada. Sei que não vai dar em nada”, em As Canções.

All the Lovers encerra Aphrodite: Les Folies, show de Kylie Minogue gravado em 3D especialmente para os cinemas.

Discussão final + créditos de Namorados Para Sempre.

Melhores de 2010 – Filme

A premiação dos melhores de 2010 do Cinema e Argumento chega ao fim. Espero que vocês tenham gostado das minhas seleções. E, agora, depois de dois meses com atualizações quase que diárias, o blog tira uma curta temporada de férias. O retorno fica programado para semana que vem! Até mais, pessoal!

Amor. Tragédia. Solidão. Colin Firth. Julianne Moore. Tom Ford. Abel Korzeniowski. Cada cena é uma obra de arte. O filme do ano.

A ORIGEM, de Christopher Nolan

A Origem é um filme grandioso com jeito de clássico contemporâneo. Claro, não é sempre que encontramos um longa com uma direção tão magistral e elementos técnicos notáveis. Engenhoso e cheio de bons atores, A Origem foi um marco do cinema em 2010. Basta assistir ao filme para saber o porquê.

TROPA DE ELITE 2 – O INIMIGO AGORA É OUTRO, de José Padilha

Fui assistir Tropa de Elite 2 com extrema desconfiância. O primeiro estava longe de ser tudo aquilo que diziam e esse segundo parecia receber elogios ainda mais exagerados. Fiquei feliz em estar enganado. De fato, essa continuação é um exemplar de grande qualidade do cinema brasileiro. Produzido com competência, também tem muito conteúdo. Grande surpresa.

OS FAMOSOS E OS DUENDES DA MORTE, de Esmir Filho

Identificação é meio caminho andado para eu adorar um filme. Foi assim com Os Famosos e os Duendes da Morte. Identificação não apenas no jeito de fazer cinema de Esmir Filho, mas também no lado emotivo da história. Filme singular no cinema brasileiro recente e que merecia muito mais reconhecimento e compreensão.

LUNAR, de Duncan Jones

Lunar, além de ser um filme subestimado, foi uma das grandes surpresas de 2010. Injusto seria redimi-lo apenas ao marcante desempenho de Sam Rockwell. O diretor e roteirista Duncan Jones nos trouxe uma história bem pontuada e que consegue se sustentar com apenas um personagem. A parte técnica (em especial a trilha de Clint Mansell) é outro achado.

EDUCAÇÃO, de Lone Scherfig

Crescer não é tarefa das mais fáceis e Educação consegue mostrar essa jornada de uma forma muito atrente. Com o habitual charme britânico, a produção faz um ótimo desenvolvimento psicológico e emocional da protagonista, interpretada pela excelente Carey Mulligan. Destaco, também, a reconstituição de época e os outros atores do elenco, mesmo aqueles em breves participações, como Emma Thompson.

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE – PARTE 1, de David Yates

Surpreendente trabalho de adaptação da primeira e monótona parte do livro de J.K Rowling, Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 consegue fazer aquilo que O Enigma do Príncipe não conseguiu: evolução de cinema sem mutilar as origens da história. Yates acertou em todas escolhas, trazendo um tom apocalíptico e melancólico para a saga.

A FITA BRANCA, de Michael Haneke

Antes de assistir A Fita Branca, já tinha quatro pedras nas mãos e me irritava só de pensar que esse filme pudesse ser pretensioso e pedante. Fui desarmado. Haneke, mais uma vez, me conquistou. Não é o meu longa favorito dele (ainda prefiro A Professora de Piano), mas, sem dúvida, temos aqui outro trabalho marcante do diretor.

A ENSEADA, de Louie Psihoyos

Documentário é um gênero que me atrai bastante, principalmente aqueles filmes que seguem esse estilo ao fazer uma denúncia. A Enseada o faz com louvor, trazendo belas imagens e, também, momentos chocantes. Um filme bem completo e que, por sinal, traz uma maravilhosa trilha produzida por J. Ralph. Merece ser conferido.

AMOR SEM ESCALAS, de Jason Reitman

Um filme que vai além de seus méritos de elenco ou direção. Amor Sem Escalas tem sinceridade e passa uma sensação muito agradável. O desfecho é clichê e não segue tudo aquilo que o roteiro até então tinha trabalhado, mas nada que apague o charme dessa produção cheia de excelentes diálogos.

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Escolha do público:

1. A Origem (27 votos, 40.03%)

2. Direito de Amar (16 votos, 23.88%)

3. A Fita Branca (6 votos, 8.96%)

4. Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 (5 votos, 7.46%)

5. Amor Sem Escalas (4 votos, 5.97%)

6. Os Famosos e os Duendes da Morte (4 votos, 5.97%)

7. Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro (4 votos, 5.97%)

8. Educação (1 voto, 1.49%)

9. A Enseada (0%, 0 votos)

10. Lunar (0%, 0 votos)

Melhores de 2010 – Diretor

Logo quando saí da sala de cinema já considerava a direção de Christopher Nolan para A Origem como uma das melhores dos últimos anos. Hoje, a cada dia, essa minha certeza só aumenta. Toda vez que tenho a oportunidade de rever esse longa, fico ainda mais impressionado com o resultado alcançado pelo britânico. A Origem é orquestrado de forma magistral, onde Nolan consegue deixar todos os elementos visuais e narrativos em plena sintonia. Autor também do ótimo roteiro, ele não só realizou um verdadeiro clássico contemporâneo como também representa o novo jeito de fazer blockbuster com conteúdo. A Origem é para se divertir e para se ver em tela grande, mas também para pensar e prestar atenção em cada detalhe com o objetivo de juntar todas as peças da história mirabolante. E quem, hoje em dia, consegue unir tudo isso em um só trabalho? Poucos. E Nolan é um deles.

TOM FORD (Direito de Amar)

Já não é de hoje que novatos impressionam em seus primeiros trabalhos. Sam Mendes foi um que arrasou logo no seu trabalho de estreia, Beleza Americana. Ao meu ver, Tom Ford alcança o mesmo feito. Dono de uma linguagem visual de impressionar, o estilista mostra pleno domínio de habilidades cinematográficas para comandar uma história melancólica e sofrida, que sempre pulsa em suas emoções e em seus setores técnicos. Subestimado, é um diretor para ficar de olho.

JUAN JOSE CAMPANELLA (O Segredo dos Seus Olhos)

Se até então Juan Jose Campanella realizava longas menores e sem o intuito de grandiosidades, eis que ele aparece com O Segredo dos Seus Olhos, um filme mais ambicioso (o plano-sequencia do estádio de futebol é executado com perfeição) e comandado com precisão. Romance, drama e investigação formam o eficiente retrato proposto por Campanella. Ou seja, O Segredo dos Seus Olhos passeia pelos mais variados gêneros – e sai vitorioso em todos eles.

JOSÉ PADILHA (Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro)

José Padilha já se destacava no primeiro Tropa de Elite. Agora, ele está ainda melhor – inclusive, já entra para a lista dos mais importantes diretores brasileiros da atualidade. Mestre em dirigir sequências de ação, agora ele também mostra alta competência ao comandar uma história que vai além do cotidiano policial. Política e ideologias também são bem retratadas por Padilha. Tropa de Elite 2, desde já, é um dos grandes filmes brasileiros em função da maravilhosa direção.

MICHAEL HANEKE (A Fita Branca)

Adoro Michael Haneke. Quase sempre admiro todos os seus trabalhos (a exceção é Caché, pretensioso demais para o meu gosto) e A Fita Branca seguiu o mesmo caminho. Incutindo suspense e subjetividade em um cenário que lembra muito o clima de A Vila (e isso é um bom sinal, já que sou fã desse filme de M. Night Shyamalan), Haneke desenvolve personagens com a precisão de sempre e ainda tem o dom de deixar tudo sempre interessante. O cinema estrangeiro de 2010 está de parabéns!

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Escolha do público:

1. Christopher Nolan (22 votos, 59.46%)

2. Michael Haneke (5 votos, 13.51%)

3. Tom Ford (5 votos, 13.51%)

4. Juan Jose Campanella (3 votos, 8.11%)

5. José Padilha (2 votos, 5.41%)

Melhores de 2010 – Elenco

Não sei o porquê de terem apreciado tanto Minhas Mães e Meu Pai. Na minha opinião, o único aspecto realmente digno de reconhecimento no filme de Lisa Cholodenko é o elenco. E, convenhamos, que elenco ótimo! Longe de ser apenas um monólogo de Annette Bening como as premiações apontaram, o longa é muito mais do que apenas a atriz. Bening, claro, está ótima, mas é muito injusto resumir tudo somente a ela. Julianne Moore, igualmente boa, faz um excelente par com a atriz de Beleza Americana. Uma dupla impecável. Os filhos também estão em bons momentos. Enquanto o jovem Josh Hutcherson comprova que deixou conseguiu se desvencilhar da imagem infantil que tanto lhe marcou em ABC do Amor, Mia Wasikowska comprova que não é aquela ineficiência vista em Alice no País das Maravilhas. Para completar, Mark Ruffalo mostra estar super à vontade como o mais novo intruso da família. Por isso, volto a repetir: se não fosse por esse elenco excelente, Minhas Mães e Meu Pai seria um longa-metragem esquecível do início ao fim.

PRECIOSA – UMA HISTÓRIA DE ESPERANÇA

Mais do que uma direção que evita melodramas, Preciosa – Uma História de Esperança é, primordialmente, um filme de atuações – e dos mais variados tipos. Temos a intensidade dramática da sofrida Gabourey Sidibe, a crueldade de Mo’Nique e a luz no fim do túnel que Paula Patton faz questão de mostrar para a personagem-título. Ainda, claro, existe a pequena mas satisfatória participação de Mariah Carrey. Ótimo grupo de atrizes!

TROPA DE ELITE 2 – O INIMIGO AGORA É OUTRO

Tropa de Elite não é só Wagner Moura! É de se lamentar que ele seja o único ator do longa que é ressaltado pela maioria do público e da crítica. Se o anterior já tinha André Ramiro em papel extremamente eficiente, agora o elenco ganha mais figuras e alcança um nível digno de reconhecimento. Eficiência presente em coadjuvantes como Irandhir Santos, humanidade e visceralidade formam o verossímil Tropa de Elite 2.

A ORIGEM

Todos os atores de A Origem estão impecáveis em seus respectivos papéis. Claro que alguns não brilham tanto quanto outros, mas é bom ver um elenco em plena sintonia, onde todos parecem trabalhar para o completo êxito do longa-metragem. Se Leonardo DiCaprio prova, de uma vez por todas, que é um sujeito extremamente confiável, ele também recebe o suporte de uma coadjuvante maravilhosa (Marion Cotillard) e de tantos outros que são sempre eficientes.

AMOR SEM ESCALAS

Você consegue imaginar Amor Sem Escalas sem o charme de George Clooney, a simpatia de Anna Kendrick ou a competência de Vera Farmiga? Pois é, o longa de Jason Reitman não seria o mesmo sem esse trio perfeito de atores. Além de terem o timing cômico perfeito para os momentos cômicos e a habilidade necessária para fazer drama, conseguem conquistar qualquer um com a sinceridade de suas interpretações.

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Escolha do público:

1. A Origem (13 votos, 35.14%)

2. Minhas Mães e Meu Pai (7 votos, 18.92%)

3. Amor Sem Escalas (7 votos, 18.92%)

4. Preciosa – Uma História de Esperança (6 votos, 16.22%)

5. Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro (4 votos, 10.81%)