Cinema e Argumento

Me Chame Pelo Seu Nome

Nature has cunning ways of finding our weakest spot.

Direção: Luca Guadagnino

Roteiro: James Ivory, baseado no livro homônimo de André Aciman

Elenco: Timothée Chalamet, Armie Hammer, Michael Stuhlbarg,  Amira Casar, Esther Garrel, Victoire Du Bois, Vanda Capriolo, Antonio Rimoldi, André Aciman, Peter Spears

Call Me By Your Name, Itália/França/Brasil/Estados Unidos, 2017, Drama, 132 minutos

Sinopse: O sensível e único filho da família americana com ascendência italiana e francesa Perlman, Elio (Timothée Chalamet), está enfrentando outro verão preguiçoso na casa de seus pais na bela e lânguida paisagem italiana. Mas tudo muda quando Oliver (Armie Hammer), um acadêmico que veio ajudar a pesquisa de seu pai, chega. (Adoro Cinema)

Entre os diretores de língua não-inglesa que começam a fazer carreira internacionalmente, o italiano Luca Guadagnino desponta como um dos mais bem sucedidos e instigantes de se acompanhar. Se olharmos para trás, hoje percebemos que sua trajetória ascendente se desenhou de forma muito sutil, o que faz com que sua atual celebração com o drama Me Chame Pelo Seu Nome não pareça sorte repentina: com uma carreira que acumula vários curtas e documentários, Guadagnino já viajava o mundo em 2009, quando colocou Tilda Swinton para falar italiano em Um Sonho de Amor, ou até mesmo três anos atrás, ao unir forças novamente com Tilda no subestimado Um Mergulho no Passado, refilmagem de A Piscina que contava ainda com outros nomes de repercussão internacional (Ralph Fiennes, Matthias Schoenaerts e até Dakota Johnson em um momento bacana).

Mesmo munido de uma filmografia encorpada, o cineasta só foi abraçado com igual entusiasmo por prêmios, público e crítica com esse Me Chame Pelo Seu Nome, que chega aos cinemas brasileiros no próximo dia 18. E o que mais me toca entre os méritos que justificam o reconhecimento mais amplo é a forma como o filme trata o universo da sexualidade sem fazer dela uma questão. Aqui, são ensolaradas as vivências de cada descoberta do corpo, do amor, do sexo, da juventude e inclusive do doloroso processo de se tornar adulto. Tal perspectiva não deixa de ser uma herança — ou ao menos uma feliz coincidência — do drama Carol, que, dirigido por Todd Haynes em 2015, celebrava o nascimento do amor entre duas mulheres colocando o romance muito antes do drama, escolha que trazia uma perspectiva otimista e esperançosa para uma parcela do público retratada sempre de forma cômica ou trágica no cinema.

A lógica se repete em Me Chame Pelo Seu Nome, que, a partir do roteiro escrito por James Ivory com base no romance homônimo de André Aciman, em momento algum administra o desabrochar homossexual como o principal componente da tristeza de um personagem — aliás, se Elio (Timothée Chalamet, uma revelação) sofre, são por questões inerentes a qualquer ser humano em determinado momento da vida. Prova de que o longa é sabiamente desprovido de firulas acerca das problemáticas da homossexualidade é a doçura com que emerge uma conversa entre pai e filho, onde, em uma daquelas cenas de poucos minutos que atravessam milhares de universos, o próprio progenitor se confronta sobre o que é necessário para cada um ser feliz, autêntico ou ao menos em paz com os próprios rumos da vida.

É sutil ainda o desenho que Me Chame Pelo Seu Nome faz das primeiras experimentações sexuais de Elio, que, sim, se apaixona por Oliver (Armie Hammer), um homem mais velho, mas também se aventura em um relacionamento com uma menina que, não, não é a clássica situação em que um menino gay faz uma garota de boba enquanto tenta se descobrir. Elio tem afeto, desejo e interesse pelos dois. Tratando rupturas como processos naturais da vida, Me Chame Pelo Seu Nome captura a fase jovem da nossa existência com o espírito que ela merece, uma vez que o filme é vivo e veranil.

Todas essas qualidades me levam a não culpar tanto a construção de certa forma imperfeita do roteiro de James Ivory, que, durante basicamente toda a primeira metade, na ânsia de trabalhar a trabalhar a atração entre os dois rapazes com minúcias discretas, pouco envolve o espectador, fazendo com que ele só sinta a paixão de seus personagens quando eles de fato passam a consumir uma história de amor. Falta ali a mesma alquimia que existe depois, quando Elio e Oliver vivem um um romance e quando o filme nos mostra, em sua reta final, que certas coisas têm, de fato, a habilidade de descobrir os nossos pontos mais fracos — e que o que nos resta é, de alguma forma, tentar transformar isso em sabedoria.

Rapidamente: “O Agente da U.N.C.L.E.”, “Armas na Mesa”, “Os Golfinhos Vão Para o Leste” e “Planeta dos Macacos: A Guerra”

Jessica Chastain interpreta uma mulher autêntica, bem sucedida e de personalidade em Armas na Mesa, filme cheio de pique que não complica o tema lobby político nos Estados Unidos.

O AGENTE DA U.N.C.L.E. (The Man from U.N.C.L.E., 2015, de Guy Ritchie): O Agente da U.N.C.L.E. reúne três lindos rostos de Hollywood — Henry Cavill, Armie Hammer e Alicia Vikander —, mas tal encontro deixa de soar qualquer chamarisco de bilheteria quando percebemos que o novo filme de Guy Ritchie tem mesmo o DNA desse diretor de estilo muito próprio. Nesse filme de 2015, ele volta aos anos 1960 para conduzir uma história onde Napoleon Solo (Cavill), um agente da CIA, é escalado para deter uma organização criminosa responsável pela proliferação de armas nucleares. O que sempre diferencia os filmes de Ritchie de outras aventuras comerciais é a sua vontade de, sim, fazer graça, orquestrar ação e proporcionar entretenimento, mas a partir de uma trama assumidamente mais consistente. Para isso, ele toma como base o seriado homônimo dos anos 60 criado por Ian Fleming, que tentava reproduzir na telinha a pegada do clássico James Bond, outra criação de Fleming. Ao fazer essa transposição, Ritchie estava em uma de suas épocas felizes, pois O Agente da U.N.C.L.E. tem charme, graça, um elenco que dá conta do recado e, principalmente, esse senso de diversão que é tão rato em filmes de época, que costumam ser predominantemente mais históricos e de cunho dramático tradicional. 

ARMAS NA MESA (Miss Sloane, 2016, de John Madden): O assunto é um tanto complicado — o poderoso lobby político, prática tão famosa e escancarada nos Estados Unidos —, mas Armas na Mesa, mesmo com um diretor que não inspira tanta curiosidade (John Madden, de Shakespeare ApaixonadoA ProvaO Exótico Hotel Marigold), é, de repente, uma das obras mais surpreendentes lançadas no circuito comercial brasileiro em 2017. Aliás, muito se falou sobre uma possível indicação ao Oscar de melhor atriz para Jessica Chastain, que acabou não aconteceu, marcando mais uma injustiça do prêmio com um desempenho forte e que vem a calhar bem em tempos de discussão sobre a representação da mulher no cinema. Aqui, Chastain interpreta uma lobista bem sucedida profissionalmente e que não tem receio algum em impôr seu talento e renome seja no trabalho ou em frente às câmeras. Complexa, a personagem ganha uma energia embasbacante nas mãos da atriz, que, mais elegante do que nunca, entende que as imperfeições e as dubiedades da protagonista são traços importantes para sua construção dramática. Lá pelas tantas, quando chega ao terço final, Armas na Mesa se atrapalha ao forçar reviravoltas para manter vivo o fator surpresa e ao ceder aqui ou ali para lições de moral. Tropeços que, ainda assim, não chegam perto de comprometer um filme bem atuado, contemporâneo e cheio de pique.

OS GOLFINHOS VÃO PARA O LESTE (Las Toninas Van al Este, 2016, de Gonzalo Delgado e Verónica Perrota): Vencedor do Kikito de melhor atriz em 2016 para a carismática Perónica Perrota, Os Golfinhos Vão Para o Leste trata com simplicidade e carinho temas corriqueiros e frequentemente explorados pelo cinema em suas mais diferentes origens, como o retorno à terra natal, a relação conturbada entre pais e filhos e o confronto com o passado — dessa vez, com charme de uma Punta Del Este em sua versão menos glamourizada e turística, mas por isso mesmo mais próxima e humana. Perrota, que dirige o filme com Gonzalo Delgado, faz um bom trabalho tanto como diretora quanto como atriz: atrás das câmeras, dosa muito bem o drama e a comédia de um filme deveras gracioso, enquanto, como intérprete, esbanja sintonia com Jorge Denevi, que interpreta o pai agora homossexual cuja afetação em momento algum descamba para a histeria. Frente a tudo isso, Os Golfinhos Vão Para o Leste pode até abordar temas que não são exatamente inovadores, mas o faz sem pretensão e de maneira espirituosa, o que, com o passar do tempo, tem se revelado uma qualidade cada vez mais preciosa em comparação a essa infinidade de produções mundiais realizadas a toque de caixa.

PLANETA DOS MACACOS: A GUERRA (War for the Planet of the Apes, 2017, de Matt Reeves): Conclusão menos reveladora do que se poderia esperar para essa que é uma das mais bem sucedidas trilogias do cinemão recente, Planeta dos Macacos: A Guerra preserva a impecável parte técnica de uma franquia que, ao longo dos anos, questionou, entre outras coisas, as fronteiras da atuação, tornando célebre o caso de Andy Serkis, que deu um show como o macaco Caesar através da chamada captura de movimento, termo usado para descrever o processo de gravação e transposição de movimentos de um ator para o modelo digital. Neste último capítulo, vemos a jornada final dos macacos para fazer justiça a sua espécie, cada vez mais ameaçada por exércitos humanos. Acompanhamos especificamente a batalha pessoal de Caesar para vingar uma recente baixa no seu clã, o que confere ao filme um tom menos grandioso e mais intimista. Todos os elogios para a parte técnica já foram feitos mundo afora (dessa vez, destaco a trilha de Michael Giacchino, que vem fazendo uma linda carreira com blockbusters, animações e projetos mais comerciais), situação que deixa uma carga de responsabilidade muito maior para a história em si, uma vez que a franquia já estabeleceu um notável padrão de qualidade técnica. Como filme isolado, Planeta dos Macacos: A Guerra talvez surpreendesse mais em termos dramáticos. Já como a peça final de uma história muito maior, não conversou tanto comigo quanto eu gostaria.

Os indicados ao BAFTA 2018

A Forma da Água lidera a lista do BAFTA 2018 com 12 indicações. Prêmio britânico recupera parte de sua autenticidade perdida nos últimos anos.

Com sua lista de indicados revelada hoje, o BAFTA prova ter retomado parte da autenticidade que havia perdido nos últimos anos, quando basicamente seguia a lista de outros grandes prêmios sem tirar da manga aquelas indicações surpreendentes e muitas vezes bairristas (isso não é um problema) que sempre marcaram a sua trajetória. A seleção pode até ser liderada por A Forma da Água com 12 indicações, seguido por Três Anúncios Para Um CrimeO Destino de Uma Nação, ambos disputando nove categorias, mas há surpresas características do prêmio, o que é instigante para uma temporada que costuma, em sua totalidade, ser bastante parecida.

Fora a inclusão de antigos queridinhos do BAFTA (Lesley Manville, Jamie Bell, Hugh Grant e Kristin Scott Thomas), é bacana ver os britânicos se atentando a filmes solenemente ignorados até então, como Blade Runner 2049, lembrado inclusive com uma indicação para Denis Villeneuve como melhor diretor. Por sinal, nessa categoria, há outra inclusão bacana: a de Luca Guadagnino, por Me Chame Pelo Seu Nome, demonstrando a sensibilidade do BAFTA em reconhecer um trabalho mais humano e sem hipérboles, o que basicamente não vemos em outras listas. Com a surpreendente exclusão de Judi Dench da categoria de melhor atriz por Victoria & Abdul, outra descoberta da Academia Britânica foi Annette Bening, uma eterna azarona, lembrada por seu desempenho em Film Stars Don’t Die in Liverpool.

Falando em ausências, novamente não temos uma mulher sequer concorrendo a direção (Greta Gerwig, a cineasta com maiores chances, ficou de fora por seu trabalho em Lady Bird: É Hora de Voar). Outro esquecido foi Armie Hammer, que agora tenta uma indicação ao Oscar apenas com o Globo de Ouro na bagagem (Hammer também não foi indicado pelo SAG). É importante reforçar que os votantes do BAFTA têm pouca influência prática no Oscar, mas que essa, por ser mais uma premiação televisionada, prestigiada por toda a indústria (que voa até a Inglaterra para participar da cerimônia) e de longa história no ramo garante um belo empurrão, ao menos, em publicidade para seus indicados e futuros vencedores, o que é fundamental para as chamadas “campanhas” que tanto ditam os resultados do Oscar.

A cerimônia de premiação do BAFTA acontece no dia 18 de fevereiro. Confira os indicados:

MELHOR FILME
Me Chame Pelo Seu Nome
O Destino de Uma Nação
Dunkirk
A Forma da Água
Três Anúncios Para Um Crime

MELHOR DIREÇÃO
Denis Villeneuve (Blade Runner 2049)
Luca Guadagnino (Me Chame Pelo Seu Nome)
Christopher Nolan (Dunkirk)
Guillermo Del Toro (A Forma da Água)
Martin McDonagh (Três Anúncios Para Um Crime)

MELHOR ATRIZ
Annette Bening (Film Stars Don’t Die in Liverpool)
Frances McDormand (Três Anúncios Para Um Crime)
Margot Robbie (Eu, Tonya)
Sally Hawkins (A Forma da Água)
Saoirse Ronan (Lady Bird: É Hora de Voar)

MELHOR ATOR
Daniel Day-Lewis (Trama Fantasma)
Daniel Kaluuya (Corra!)
Gary Oldman (O Destino de Uma Nação)
Jamie Bell (Film Stars Don’t Die in Liverpool)
Timothée Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Allison Janney (Eu, Tonya)
Kristin Scott Thomas (O Destino de Uma Nação)
Laurie Metcalf (Lady Bird: É Hora de Voar)
Lesley Manville (Trama Fantasma)
Octavia Spencer (A Forma da Água)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Christopher Plummer (Todo o Dinheiro do Mundo)
Hugh Grant (Paddington 2)
Sam Rockwell (Três Anúncios Para Um Crime)
Willem Dafoe (Projeto Flórida)
Woody Harrelson (Três Anúncios Para Um Crime)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Corra!
Eu, Tonya
Lady Bird: É Hora de Voar
A Forma da Água
Três Anúncios para um Crime

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Me Chame Pelo Seu Nome
The Death of Stalin
Film Stars Don’t Die in Liverpool
A Grande Jogada
Paddington 2

MELHOR FILME BRITÂNICO
O Destino de Uma Nação
The Death of Stalin
God’s Own Country
Lady Macbeth
Paddington 2
Três Anúncios Para Um Crime

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Elle (França/Alemanha/Bélgica)
First They Killed My Father (Camboja)
A Criada (Coréia do Sul)
Desamor (Rússia)
O Apartamento (Irã)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
City of Ghosts
Eu Não Sou Seu Negro
Ícaro
Uma Verdade Mais Inconveniente
Jane

MELHOR ANIMAÇÃO
Com Amor, Van Gogh
Minha Vida de Abobrinha
Viva – A Vida é Uma Festa

MELHOR TRILHA SONORA
Blade Runner 2049
O Destino de Uma Nação
Dunkirk
Trama Fantasma
A Forma da Água

MELHOR FOTOGRAFIA
Blade Runner 2049
O Destino de Uma Nação
Dunkirk
A Forma da Água
Três Anúncios para um Crime

MELHOR MONTAGEM
Blade Runner 2049
Dunkirk
Em Ritmo de Fuga

A Forma da Água
Três Anúncios para Um Crime

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
A Bela e a Fera
Blade Runner 2049
O Destino de Uma Nação
Dunkirk
A Forma da Água

MELHOR FIGURINO
A Bela e a Fera
O Destino de Uma Nação
Eu, Tonya
Trama Fantasma
A Forma da Água

MELHOR MAQUIAGEM & PENTEADOS
Blade Runner 2049
O Destino de Uma Nação
Eu, Tonya
Victoria & Abdul: O Confidente da Rainha
Extraordinário

MELHOR SOM
Blade Runner 2049
Dunkirk
Em Ritmo de Fuga
A Forma da Água

Star Wars: Os Últimos Jedi

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Blade Runner 2049
Dunkirk
A Forma da Água
Star Wars: Os Últimos Jedi
Planeta dos Macacos: A Guerra

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO BRITÂNICO
Have Heart
Mamoon
Poles Apart

MELHOR CURTA BRITÂNICO
Aamir
Cowboy Dave
A Drowning Man
Work
Wren Boys

EE RISING STAR AWARD – Estrela em ascensão
Daniel Kaluuya
Florence Pugh
Josh O’Connor
Tessa Thompson
Timothée Chalamet

Os vencedores do Globo de Ouro 2018

Ator camaleônico com uma carreira marcada por projetos independentes, Sam Rockwell foi o melhor ator coadjuvante, marcando a primeira das quatro vitórias de Três Anúncios Para Um Crime.

Uma grande reviravolta marcou a corrida rumo ao Oscar com o anúncio dos vencedores do Globo de Ouro 2018. Antes pouco cotado frente a filmes como A Forma da ÁguaThe Post – A Guerra SecretaTrês Anúncios Para Um Crime agora ganha considerável atenção ao sair da cerimônia com os prêmios de melhor filme e atriz drama (Frances McDormand), ator coadjuvante (Sam Rockwell, em uma vitória surpreendente) e roteiro. Allison Janney, que nunca havia levado um Globo de Ouro para casa, também passa a pavimentar seu caminho ao superar, com seu desempenho em Eu, Tonya, a grande favorita Laurie Metcalf, que vinha colecionando distinções por seu desempenho coadjuvante em Lady Bird: É Hora de Voar.

Como sempre gosto de lembrar, premiações televisionadas são muito diferentes daquelas outorgadas por associações de críticos, e o resultado está aí no resultado do Globo de Ouro, onde pelo menos três nomes não repetiram o favoritismo de antes: Laurie Metcalf por Lady Bird, Willem Dafoe (coadjuvante por Projeto Flórida) e Timothée Chalamet (ator por Me Chame Pelo Seu Nome, filme queridinho da crítica que também saiu sem um prêmio sequer). No segmento de narrativas seriadas e televisivas, pouquíssimas surpresas com mais uma enxurrada de prêmios para Big Little Lies. De inesperada mesmo, só a vitória de Ewan McGregor como melhor ator em minissérie por Fargo.

A próxima parada dessa temporada de premiações é o BAFTA, que revela seus indicados na próxima terça-feira (09) e o Critics’ Choice Awards, que anuncia seus vencedores na quinta-feira (11). Confira abaixo a lista completa de vencedores:

MELHOR FILME DRAMATrês Anúncios Para Um Crime
MELHOR FILME COMÉDIA/MUSICALLady Bird: É Hora de Voar

MELHOR DIREÇÃO: Guillermo Del Toro (A Forma da Água)
MELHOR ATRIZ – DRAMA: Frances McDormand (Três Anúncios Para Um Crime)
MELHOR ATOR – DRAMA: Gary Oldman (O Destino de Uma Nação)
MELHOR ATRIZ – COMÉDIA/MUSICAL: Saoirse Ronan (Lady Bird: É Hora de Voar)
MELHOR ATOR – COMÉDIA/MUSICAL: James Franco (O Artista do Desastre)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Allison Janney (Eu, Tonya)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Sam Rockwell (Três Anúncios Para Um Crime)
MELHOR ROTEIROTrês Anúncios Para Um Crime
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: “This is Me” (O Rei do Show)
MELHOR TRILHA SONORAA Forma da Água
MELHOR ANIMAÇÃOViva – A Vida é Uma Festa
MELHOR FILME ESTRANGEIRO: Em Pedaços (Alemanha/França)
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SÉRIES, MINISSÉRIES E TELEFILMES

MELHOR SÉRIE DRAMAThe Handmaid’s Tale
MELHOR SÉRIE COMÉDIA/MUSICAL: The Marvelous Mrs. Maisel
MELHOR MINISSÉRIE/TELEFILMEBig Little Lies
MELHOR ATRIZ – DRAMA: Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale)
MELHOR ATRIZ – COMÉDIA/MUSICAL: Rachel Brosnahan
MELHOR ATRIZ – MINISSÉRIE/TELEFILME: Nicole Kidman (Big Little Lies)
MELHOR ATOR – DRAMA: Sterling K. Brown (This is Us)
MELHOR ATOR – COMÉDIA/MUSICAL: Aziz Ansari (Master of None)
MELHOR ATOR – MINISSÉRIE/TELEFILME: Ewan McGregor (Fargo)
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME: Alexander Skarsgård (Big Little Lies)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SERIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME: Laura Dern (Big Little Lies)

Apostas para o Globo de Ouro 2018

Hoje, a partir das 23h (horário de Brasília), o Globo de Ouro, prêmio outorgado pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, revelará os vencedores da sua edição comemorativa de 75 anos. Trazendo uma disputa super pulverizada, o prêmio é o primeiro indicativo para a corrida rumo ao Oscar que começa de verdade a corrida rumo ao Oscar (algumas associações de críticos já celebraram seus favoritos, mas vale lembrar que crítico não vota no Oscar). A cerimônia será transmitida no Brasil pela TNT. Pelo Twitter, comentarei em tempo real os resultados da premiação. E, para quem gosta de apostas, abaixo compartilho os meus palpites:

CINEMA

MELHOR FILME DRAMAThe Post – A Guerra Secreta / alt: A Forma da Água
MELHOR FILME COMÉDIA/MUSICALLady Bird: É Hora de Voar / alt: Corra

MELHOR DIREÇÃO: Guillermo Del Toro (A Forma da Água) / alt: Steven Spielberg (The Post – A Guerra Secreta)
MELHOR ANIMAÇÃOViva – A Vida é Uma Festa / alt: O Touro Ferdinando
MELHOR FILME ESTRANGEIRO: Desamor (Rússia) / alt: First They Killed My Father (Camboja)
MELHOR ATRIZ – DRAMA: Meryl Streep (The Post – A Guerra Secreta) / alt: Frances McDormand (Três Anúncios Para Um Crime)
MELHOR ATOR – DRAMA: Gary Oldman (O Destino de Uma Nação) / alt: Timothée Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome)
MELHOR ATRIZ – COMÉDIA/MUSICAL: Saoirse Ronan (Lady Bird: É Hora de Voar) / alt: Margot Robbie (Eu, Tonya)
MELHOR ATOR – COMÉDIA/MUSICAL: Daniel Kaluuya (Corra) / alt: James Franco (O Artista do Desastre)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Laurie Metcalf (Lady Bird: É Hora de Voar) / alt: Allison Janney (Eu, Tonya)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Willem Dafoe (Projeto Flórida) / alt: Armie Hammer (Me Chame Pelo Seu Nome)
MELHOR ROTEIROTrês Anúncios Para Um Crime / alt: A Grande Jogada
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: “This is Me” (O Rei do Show) / alt: “Mighty River” (Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississippi)
MELHOR TRILHA SONORADunkirk / alt: A Forma da Água

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SÉRIES, MINISSÉRIES E TELEFILMES

MELHOR SÉRIE DRAMAThe Handmaid’s Tale / alt: Stranger Things
MELHOR SÉRIE COMÉDIA/MUSICALWill & Grace / alt: SMILF
MELHOR MINISSÉRIE/TELEFILME: Big Little Lies / alt: Feud: Bette and Joan
MELHOR ATRIZ – DRAMA: Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale) / alt: Maggie Gyllenhaal (The Deuce)
MELHOR ATRIZ – COMÉDIA/MUSICAL: Alison Brie (Glow) / alt: Frankie Shaw (SMILF)
MELHOR ATRIZ – MINISSÉRIE/TELEFILME: Nicole Kidman (Big Little Lies) / alt: Susan Sarandon (Feud: Bette and Joan)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SERIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME: Laura Dern (Big Little Lies) / alt: Ann Dowd (The Handmaid’s Tale)
MELHOR ATOR – DRAMA: Jason Bateman (Ozark) / alt: Sterling K. Brown (This is Us)
MELHOR ATOR – COMÉDIA/MUSICAL: Kevin Bacon (I Love Dick) / alt: Eric McCormack (Will & Grace
MELHOR ATOR – MINISSÉRIE/TELEFILME: Jude Law (The Young Pope) / alt: Robert De Niro (O Mago das Mentiras)
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME: David Harbour (Stranger Things) / alt: Alexander Skarsgård (Big Little Lies)