Cinema e Argumento

Fim dos Tempos

Direção: M. Night Shyamalan

Elenco: Mark Wahlberg, Zooey Deschanel, John Leguizamo, Jeremy Strong, M. Night Shyamalan, Stephen Singer, Alan Ruck, Betty Buckley

The Happening, EUA, Suspense, 95 minutos, 16 anos.

Sinopse: Em questão de minutos estranhas mortes ocorrem em várias das principais cidades dos Estados Unidos. Elas coincidem em dois pontos: desafiam a razão e chocam por sua grande capacidade de destruição. Sem saber o que está ocorrendo, o professor Elliot Moore (Mark Wahlberg) apenas quer encontrar um meio de escapar do misterioso fenômeno. Apesar dele e sua esposa Alma (Zooey Deschanel) estarem em plena crise conjugal, os dois decidem partir para as fazendas da Pensilvania juntamente com Jess (Ashlyn Sanchez), sua filha de 8 anos, e Julian (John Leguizamo), um professor amigo de Elliot. Lá eles acreditam que estarão a salvo, o que logo se mostra um equívoco.


Toda a má vontade e injustiça da crítica parecem ter afetado M. Night Shyamalan que, na tentativa de produzir um longa para um público mais amplo e acertar novamente, produz o pior trabalho de sua excelente carreira.”

Sempre fui um defensor do diretor indiano M. Night Shyamalan. Sempre. Até Fim dos Tempos ele nunca havia realizado um trabalho ruim. Depois de Sinais (acredito que seu último sucesso de público e crítica), foi injustamente bombardeado com A Vila (a melhor produção de toda a sua carreira) e A Dama Na Água (que apesar de não ser uma maravilha, é um filme legal). Na tentativa de retornar ao sucesso conquistado no início da carreira, ele apostou num estilo de gênero que na maioria das vezes sempre dá certo – o fim da raça humana. Se a abordagem em Sinais era de pura tensão e medo, aqui nada mais é que um retrato frio e nada inspirado de uma visão catastrófica ambiental. Um tema que merecia melhor tratamento e não ser mostrado de forma superficial como essa.

O principal problema é que Fim dos Tempos não parece um filme de M. Night Shyamalan – a tensão é fraca, os sustos quase inexistentes e a condução do roteiro totalmente irregular. Acompanhamos personagens nada interessantes em uma jornada confusa e sem sentido contra um “inimigo” tolo se formos analisar o contexto de suspense. Lembrando a temática do terrível A Névoa, com Tom Welling, a produção também peca em apostar num elenco inexpressivo. Não sei de onde tiraram a idéia que Mark Wahlberg podia segurar sozinho um filme desse porte, uma vez que ele não tem carisma algum para comandar o espetáculo. Funciona melhor como coadjuvante, vide seu trabalho em Os Infiltrados. Zooey Deschanel beira o ridículo com suas expressões falsas e que não enganam ninguém. John Leguizamo tem participação completamente vazia e passageira, assim como qualquer outro personagem que aparece na tela (especialmente a garotinha de Crash – No Limite.

O filme apresenta alguns aspectos competentes. A trilha sonora é ótima como sempre, ainda que seja a menos memorável dos filmes do diretor. Mas estamos falando de James Newton Howard, excelente compositor que nunca desaponta. A direção também tem seus momentos, especialmente quando resolve fazer tensão e mostrar alguns suicídios (mas só alguns, porque existem uns constrangedores, visto que os efeitos não ajudam). O humor é um bom ponto, mas isso não é um sinal necessariamente positivo. Depende da sua maneira de ver as coisas. O visual é interessante e a ambientação idem, mas não passa disso. O desfecho é apressado, lembrando Invasores e não diz muita coisa perante a importância que o filme atribui ao tema “preservação do meio-ambente”. M. Night pisou na bola comigo dessa vez, mas eu o perdôo. É um filme ruim, fazer o quê. Mas isso não faz a minha opinião mudar sobre ele. Só desejo boa sorte, na próxima vez.

FILME: 5.5

2

Chega de Saudade

Direção: Laís Bodanzky

Elenco: Tônia Carrero, Leonardo Villar, Betty Faria, Cássia Kiss, Stepan Nercessian, Maria Flor, Paulo Vilhena, Elza Soares

Brasil, 2008, Comédia, 95 minutos, 12 anos.

Sinopse: A história acontece em uma noite de baile, em um clube de dança em São Paulo, acompanhando os dramas e alegrias de cinco núcleos de personagens freqüentadores do baile. A trama começa ainda com a luz do sol, quando o salão abre suas portas, e termina ao final do baile, pouco antes da meia-noite, quando o último freqüentador desce a escada. Mesclando comédia e drama, Chega de Saudade aborda o amor, a solidão, a traição e o desejo, num clima de muita música e dança.

Tema pouco explorado no cinema brasileiro, a terceira idade ganha inúmeros contornos interessantes nessa produção simples, que cativa por conta de seu humor em relação ao tema e de seus ótimos atores.

Em determinado ponto de Chega de Saudade a personagem de Tônia Carrero afirma: “Certas coisas só podem acontecer na juventude”, mas o filme prova justamente o contrário; não existe hora certa para ser feliz, rir, amar e aproveitar o que a vida tem de melhor. A diretora Laís Bodansky escolheu um gênero totalmente diferente do seu trabalho anterior (o ótimo Bicho de Sete Cabeças) e investiu nessa proposta, que à primeira vista poderia resultar em algo totalmente clichê, usando um tratamento essencialmente cômico. O longa trabalha pequenos dramas existentes nessa fase da vida (frustrações, arrependimentos, paixões não correspondidas, baixa auto-estima, pessimismo), mas não se deixa levar por eles. Somos apresentados a esses dilemas existenciais através do humor e da música, que permeiam o roteiro o tempo inteiro, nunca pesando o clima de alto-astral. O roteiro, por sinal, é muito bem arquitetado – todos os inúmeros núcleos tem seu espaço ideal dentro do filme e nenhum é particularmente desinteressante, fraco ou mal explorado.

Não é apenas o bom roteiro que ajuda Chega de Saudade a ser um dos melhores filmes brasileiros lançados nos últimos tempos, mas também o seu impecável elenco. Espaço para que determinado ator ou atriz brilhe completamente não existe, porque a narrativa se desenvolve em diversos núcleos, mas cada um tem o seu momento de inspiração. Quem mais me agradou foi a irradiante Cássia Kiss, como a mulher frustrada que vê o seu namorado a deixando de lado no baile para tentar paquerar uma garota. Sua aparição é baseada em olhares contidos que mais tarde, em um bonito momento, culminam em lágrimas. Tônia Carrero e Leonardo Villar possuem uma ótima química como o típico casal “entre tapas e beijos”. Betty Faria também está impagável como a mulher que nunca é retirada para dançar. Já Stepan Nercessian e Paulo Vilhena realizam trabalhos apenas regulares, onde falta o brilho que outros personagens adquirem ao desenrolar do filme.

Tenho que confessar que a repetição da estrutura me cansou em certos momentos (seguimos o mesmo estilo narrativo até o final – nada de histórias se interligando ou qualquer surpresa as envolvendo) e que já no final eu já não acompanhava o longa com a mesma sensação presente nos momentos finais, mas não deixei de me divertir em momento algum e muito menos de ser agradado pelos excelentes atores na tela. Sim, Chega de Saudade é um filme convencional para idosos – o filme dirige-se apenas a eles e aos que gostam dessa temática -, mas que com sua simplicidade humorística em cima deles, conquista. Não é uma produção que vai deixar o espectador pensando após o seu final, já que as lições de vida não ficam explícitas, mas que vai deixar muita gente feliz. O tempo de viver é agora, e saudade já é coisa do passado.

FILME: 8.0

35

Vídeo da Semana

Como hoje é dia dos namorados, o vídeo da semana é sobre relacionamentos. Temos aqui a narração final do segundo episódio da terceira temporada de Desperate Housewives. Pode não ser a melhor narração da série (que tem algumas espetaculares e inesquecíveis), mas é a mais apropriada para o momento. A série pode ter seus deslizes, mas as narrações nunca decepcionam.

“Have you met the perfect couple? The two soulmates whose love never dies? The two lovers whose relationship is never threatened? The husband and wife who trust each other completely? If you haven’t met the perfect couple, let me introduce you: they stand atop a layer of buttercream frosting. The secret of their success? Well, for starters, they don’t have to look at each other…”

“Você já conheceu o casal perfeito? As duas almas-gêmeas cujo amor nunca se esgota? Os dois amantes cuja relação nunca está ameaçada? O marido e a mulher que confiam inteiramente um no outro? Se você nunca conheceu o casal perfeito, deixe-me apresentá-los: eles ficam no topo de uma camada de chantilly. O segredo de seu sucesso? Bem, pra começar, eles não têm que olhar um para o outro…”

Margot e o Casamento

Margot e o Casamento, de Noah Baumbach

Com Nicole Kidman, Jennifer Jason Leigh e Jack Black

3

Até hoje não sei dizer o que viram no diretor Noah Baumbach. Seu filme de estréia, A Lula e a Baleia fez respeitável sucesso e colheu grandes admiradores pelo caminho. Eu não fui um deles. Até achei o suposto talento de Baumbach muito questionável, pois ele trabalha um gênero que aprecio muito (famílias disfuncionais e seus problemas de relacionamento), mas em momento algum traz alguma coisa de brilhante ou sequer muito interessante. O que não posso deixar de elogiar é a escolha que ele faz para o elenco, que no final das contas é o que mais marca. O seu segundo longa-metragem, Margot e o Casamento não obteve êxito e aqui no Brasil foi condenado a ser lançado diretamente em dvd. E tudo que o filme conquistou de expectativas foi por causa de Nicole Kidman, e não de Baumbach. A estrutura de Margot e o Casamento é bem parecida com a de A Lula e a Baleia. Praticamente a mesma, arrisco dizer – pegamos uma trama comum mas que pode render bons momentos (irmãs que não se entendem encontram-se para o casamento de uma delas), adicionamos um roteiro puramente falado e um bom elenco. O resultado? Morno. Mais uma vez o diretor não me convenceu.

Fiquei muito incomodado com o roteiro, que não se preocupa em humanizar os personagens, apesar da dimensão dramática que eles recebem. Em momento algum consegui me identificar com qualquer um deles, muito pelo contrário, até tive dificuldade de sequer aceitá-los. Principalmente com a Margot do título, que não é nem simpática, engraçada ou triste – é uma personagem que varia exaustivamente. No entanto, Nicole Kidman consegue extrair excelente desempenho da personagem. É a melhor atuação de Kidman desde… desde quando mesmo? Os méritos são dela, não da personagem. Sua companheira Jennifer Jason Leigh já tem papel mais agradável, talvez o melhor da história. Leigh também está ótima e tem grandes momentos quando o filme se encaminha para o final. Já Jack Black não tem muito o que fazer, já que sua participação não é muito destacada.

Margot e o Casamento tem excelentes conflitos que não foram trabalhados da forma mais instigante, mas que se tornam suficientemente aceitáveis para a produção. O filme é bem ligeiro e com agradáveis diálogos que dão dramaticidade a história. Repito: é uma produção com competência dramática, mas com condução equivocada. O resultado é cheio de falhas, que não são completamente compensadas por seus pontos positivos, porque estamos assistindo um produto inconstante. Ao final do filme, dá pra se entender porque ele foi lançado diretamente em dvd. É uma variação do trabalho de estréia do diretor, o que acabou por não me agradar muito. Pensei que veria alguma inovação ou mais inspiração, mas não. Assisti apenas boas atuações, alguns interessantes momentos e roteiro nada além do aceitável. E só.

FILME: 6.5

Filmes em DVD

Um Dia de Cão, de Sidney Lumet

Com Al Pacino, Chris Sarandon e Charles Durning

Arrisco dizer que Um Dia de Cão é o melhor filme de assalto que já assisti. Tudo é muito bem conduzido harmonicamente nesse filme tenso e poderoso, que prende o espectador até o último minuto. Não é só o roteiro premiado com o Oscar que faz com que tenhamos essa excelente produção. Ainda que ele e a direção de Sidney Lumet sejam essenciais para o bom andamento, é Al Pacino que brilha a anos-luz na frente de todo mundo. Impressionante como esse ótimo ator, aqui em início de carreira (33 anos atrás), consegue hipnotizar como o protagonista que nem desperta ódio no espectador – na realidade, até torcemos por ele. Recebeu uma merecida indicação ao Oscar por seu trabalho. Ele viria a conquistar o prêmio da Academia mais tarde, com o maravilhoso Perfume de Mulher. Um Dia de Cão, apesar de um pouco extenso, é poderoso e intrigante. Um verdadeiro exercício de tensão como não se vê há muito tempo em filmes desse estilo.

FILME: 8.5

As Pontes de Madison, de Clint Eastwood (revisto)

Com Meryl Streep, Clint Eastwood e Annie Corley

Um dos mais belos romances da década de 90 e talvez o mais sincero. Incrível como tudo em As Pontes de Madison é verossímil, desde os personagens até às situações que eles vivem. O roteiro de Richard LaGravanese (diretor de P.S. Eu Te Amo e Escritores da Liberdade) consegue ser emocionante na medida exata. Contudo, a grande estrela do filme é Meryl Streep, indicada ao Oscar por seu trabalho (perdeu para Susan Sarandon, por Os Últimos Passos de Um Homem), e no melhor desempenho de sua carreira. É aqui que ela volta a mostrar porque é a melhor atriz do cinema, uma profissional exemplar e impecável. De forma alguma a estrutura romântica convencional atrapalha As Pontes de Madison, pois seu teor romântico anula os defeitos do longa. Emocionante e belo, o filme merecia mais reconhecimento e com certeza não são poucas as pessoas que se encantaram com essa linda história de amor.

FILME: 9.5

Coisas Belas e Sujas, de Stephen Frears (revisto)

Com Chiwetel Ejiofor, Audrey Tautou e Sophie Okonedo

Um trabalho menor mas nem por isso menos competente e desinteressante do diretor Stephen Frears (um de meus diretores favoritos, que realizou excelentes produções como A Rainha e Ligações Perigosas). É uma mistura de filme-denúncia com boas doses de tensão e que trata de um tema difícil – o mundo do tráfico de órgãos – de forma muito instigante. A gélida e nebulosa fotografia ajuda a exaltar todo o mistério que envolve essa criminosa prática. Infelizmente não dá pra deixar de se notar que a estrutura parece com aqueles filmes que passam de madrugada na Globo, mas é a direção e o bom elenco (em especial Audrey Tautou, no seu primeiro filme de língua inglesa) que compesam esse defeito. Coisas Belas e Sujas recebeu uma merecida indicação ao Oscar de melhor roteiro original. Mesmo que não seja uma pérola, merece ser conferido.

FILME: 8.0

Feitiço do Tempo, de Harold Ramis

Com Bill Murray, Andie MacDowell e Chris Elliott

Filme de sucesso dos anos 90 que funciona exatamente por causa de sua proposta. Talvez seja também um dos melhores momentos de Bill Murray (que até então só tinha me conquistado com Encontros e Desencontros) no mundo das comédias. Por mais que o tratamento de Feitiço do Tempo seja quase que totalmente cômico, existe uma pitada de melancolia naquela história. O diretor Harold Ramis percebeu isso e misturou muito bem esses dois gêneros quando necessário. A grande excelência do filme fica mesmo no roteiro e em seus atores (até a insossa Andie MacDowell está em boa atuação), os maiores atrativos desse ótimo filme que é diversão garantida para qualquer público. Seu único defeito é ficar repetindo a mesma comédia até o último minuto de filme. O que não funcionaria em um filme irregular. Mas aqui definitivamente não é o caso.

FILME: 8.0

Crimes do Coração, de Bruce Beresford

Com Diane Keaton, Sissi Spacek e Jessica Lange

O diretor Bruce Beresford sabe lidar com amor e amizade de uma forma bem convencional, mas que no final das contas acaba conquistando qualquer um. Antes desse Crimes do Coração ele havia ganho o Oscar de Melhor Filme por Conduzindo Miss Daisy, excelente filme que falava sobre a improvável amizade entre uma senhora e um negro. Nesse seu novo trabalho, que recebeu três indicações ao prêmio da Academia – incluindo melhor atriz para Sissi e roteiro adaptado – ele não apresenta nada que já não tenhamos visto no cinema. São três irmãs com personalidades diferentes que em um momento da vida (nesse caso quando o avô adoece) são obrigadas a se reunirem novamente. Uma está sendo acusada de tentativa de homicídio, outra quer ser famosa e a terceira envelheceu antes do tempo por ser a única que permaneceu cuidando do parente enfermo. A partir daí, elas vão destilar todas as frustrações que adquiriram através dos anos e tentar entender as suas histórias de vida. O enredo e a estrutura banal não prejudicam o filme, mas também não ajudam. Quem consegue fazer com que Crimes do Coração seja uma boa experiência é o excelente trio de atrizes, em especial Sissi e Diane, ambas excelentes e com uma grande química. De resto, nada de novo ou muito original.

FILME: 7.5

Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado, de Tim Story

Com Jessica Alba, Chris Evans e Ioan Gruffudd

Um velho ditado popular diz que “errar é humano”, mas também diz que “persistir no erro é burrice”. E é exatamente o que essa continuação de Quarteto Fantástico faz. Pior ainda, além de persistir em todos os pontos negativos de seu filme anterior, consegue tornar tudo mais desinteressante e pobre. Confesso que o filme anterior é um guilty pleasure meu, consegui assiti-lo sem criticismo e me diverti com o resultado, mas mesmo assim eu reconhecia todos os seus erros. Em Surfista Prateado também entrei na onda, mas a fórmula saturou e a infantilidade se tornou algo inaceitável para mim. Os efeitos especiais pouco ajudam a trama absurda e completamente inverossímil (mesmo se tratando de uma história em quadrinhos) e o elenco parece completamente perdido, como se estivessem atuando como “favor”. O diretor Tim Story mais uma vez se mostra um diretor medíocre e sem qualquer domínio em seu cargo. A aventura funciona durante alguns momentos, mas logo se perde na obviedade.

FILME: 5.5

Norbit, de Brian Robbins

Com Eddie Murphy, Thandie Newton e Cuba Gooding Jr.

Logo quando acabei de ver Norbit, minha sensação foi de alívio. Primeiro porque eu nunca vi tanta bobagem junta em toda minha vida, e segundo por Eddie Murhpy não ter um Oscar em mãos. Todo mundo sabe que ele não é um bom ator e que talvez Dreamgirls – Em Busca de Um Sonho tenha sido um golpe de pura sorte, mas é difícil entender como Murhpy foi se meter em algo tão acéfalo depois de quase ter ganho o Oscar de ator coadjuvante. Não apenas ele, mas Thandie Newton e Cuba Gooding Jr. também não mereciam participar de tamanha idiotice. O filme nada mais é que isso – ridículo, sem graça, idiota e completamente inútil. A única coisa que presta mesmo é o excelente trabalho de maquiagem que foi indicado ao prêmio da Academia e que merecidamente não levou. Se alguém, um dia, me disser que gostou dessa “coisa”, perco a minha fé nesse mundo.

FILME: 2.0