Os melhores até agora.
2008 já chegou na sua metade e até agora o que podemos observar é que estamos em um ano relativamete fraco para a indústria cinematográfica. Tanto, que os melhores do ano ainda são resquícios do Oscar e que somente um filme (WALL-E) fugiu desses padrões. No entanto, é no segundo semestre que estão as grandes apostas, como Batman, Ensaio Sobre a Cegueira, Harry Potter e o Enigma do Príncipe e Mamma Mia! Abaixo, minha lista dos melhores do ano, apenas nas categorias principais. No final do ano, a lista completa.

Filme
1. WALL-E, de Andrew Stanton 2. Desejo e Reparação, de Joe Wright 3. Onde Os Fracos Não Têm Vez, de Joel e Ethan Coen 4. Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson 5. Longe Dela, de Sarah Polley

Direção
1. Joel e Ethan Coen (Onde Os Fracos Não Têm Vez) 2. Paul Thomas Anderson (Sangue Negro) 3. Joe Wright (Desejo e Reparação) 4. Andrew Stanton (WALL-E) 5. Tim Burton (Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet)

Atriz
1. Laura Linney (A Família Savage) 2. Julie Christie (Longe Dela) 3. Helena Bonham Carter (Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet) 4. Jodie Foster (Valente) 5. Julianne Moore (Pecados Inocentes)

Ator
1. Daniel Day-Lewis (Sangue Negro) 2. Emile Hirsch (Na Natureza Selvagem) 3. Johnny Depp (Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet) 4. Gordon Pinsent (Longe Dela) 5. Philip Seymour Hoffman (A Família Savage)

Atriz Coadjuvante
1. Cate Blanchett (Não Estou Lá) 2. Saoirse Ronan (Desejo e Reparação) 3. Romola Garai (Desejo e Reparação) 4. Kelly MacDonald (Onde Os Fracos Não Têm Vez) 5. Cássia Kiss (Chega de Saudade)

Ator Coadjuvante
1. Javier Bardem (Onde Os Fracos Não Têm Vez) 2. Paul Dano (Sangue Negro) 3. Mark Ruffalo (Traídos Pelo Destino) 4. Tommy Lee Jones (Onde Os Fracos Não Têm Vez) 5. Heath Ledger (Não Estou Lá)

Roteiro Adaptado
1. Desejo e Reparação 2. Onde Os Fracos Não Têm Vez 3. Sangue Negro 4. Na Natureza Selvagem 5. Longe Dela

Roteiro Original
1. WALL-E 2. A Família Savage 3. Juno 4. Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal 5. Chega de Saudade
Pushing Daisies é a maior surpresa entre as séries dessa temporada. Não apenas por causa de sua inteligência em relação ao seu humor ou por causa da história super original, mas por causa de seu visual inovador e instigante – aproximando-se muito do conhecido estilo de Tim Burton. Afetada pela greve dos roteiristas, a primeira temporada de Pushing Daisies (que aqui no Brasil irá receber o subtítulo de “Um Toque de Vida”) teve somente nove episódios; contudo, isso não impediu que a série chamasse a atenção do público, que teve uma recepção muito boa. De certa forma, Pushing tinha vários fatores que não favoriam seu sucesso – não temos mentes conhecidas envolvidas no projeto e a história é original até demais para os padrões inventivos atuais. Aconteceu justamente o contrário, o seriado foi um grande sucesso e já é nome certo em pelo menos algumas categorias da próxima premiação do Emmy, cujos indicados serão revelados no próximo dia 17.
É inegável, Damages é a série queridinha do momento. Mesmo que a fama do seriado gire praticamente toda em torno do marcante desempenho da Glenn Close como a poderosa e implacável Patty Hewes, a história foi começando a atingir um público mais amplo até se tornar uma das principais concorrentes a categoria principal do Emmy desse ano. Inclusive, arrisco a dizer que seja a que tenha mais chances de vencer. Também não é pra menos, Damages consegue ser o melhor drama jurídico já criado na televisão – unindo inteligente condução, excelentes desempenhos e um roteiro interessante. Confesso que apesar de eu ter muito respeito por esse trabalho, especialmente por ser muito bem construído, até agora não cheguei a ser cativado (visto que recém estou no episódio número quatro). Então, minhas visões e comentários sobre o seriado são bem limitados e expressam apenas o que Damages me transmitiu no pouco que assisti até o momento. Sem dúvida é uma série merecedora de seu sucesso, por mais que seu público seja limitado aos que apreciam uma trama complexa e cheia de detalhes.
Chegou a hora da verdade. Será que o Emmy vai esnobar novamente a série mais inteligente e instigante exibida no momento? É até compreensível que os votantes não tivessem simpatizado logo de cara com a primeira temporada de Dexter (não tão compreensível assim, já que é uma temporada maravilhosa), mas deixar de lado essa segunda parte seria uma grande ofensa para os fãs do seriado. Contudo, Emmy é Emmy e eu não me surpreenderia muito se fizessem isso – já que não acho uma premiação justa ou sequer muito interessante nas suas escolhas. Tamanho foi o descaso do prêmio com a série ano passado, que nem o memorável desempenho do protagonista Michael C. Hall foi lembrado entre os cinco finalistas na categoria de melhor ator em série dramática. Michael parece não ter a simpatia dos votantes, já que durante toda a sua carreira e cinco maravilhosas temporadas de Six Feet Under, ele foi indicado apenas uma vez. Six Feet Under, por sinal, nunca ganhou sequer um prêmio de atuação para os atores fixos da série – o que já comprova que o Emmy não é atestado de qualidade.