
A fórmula infalível da desgraça: Nicolas Cage + Joel Schumacher
1. Reféns, de Joel Schumacher: O horror! Dá dor de cabeça só de lembrar da tortura daqueles 90 minutos. Reféns junta tudo o que existe de pior em Hollywood. Tudo isso, claro, vindo de uma dupla implacável nesse assunto: Nicolas Cage e Joel Schumacher, ambos profissionais decadentes e que são sempre sinais de bombas. Mas, dessa vez, teve até espaço para a Nicole Kidman dar uma ajudinha! O filme não tem ritmo, é carente de história, não cria suspense, irrita a cada cena e é filmado de uma forma incrivelmente cafona. Não deseje nem para o seu pior inimigo! SOS!
2. A Garota da Capa Vermelha, de Catherine Hardwicke: Se não fosse pela obra-prima do mal gosto chamada Reféns, esse filme de Catherine Hardwicke seria o pior de 2011. A diretora, que um dia chegou a nos enganar com Aos Treze, apresenta uma história completamente insossa, com personagens caricatos e inertes, bem como uma trama sem qualquer suspense ou envolvimento. Lamentável ver ótimos atores como Julie Christie e Gary Oldman numa produção tão monótona como essa – que, além de tudo, tenta ser mais um hit adolescente. E, no final, fica só na tentativa mesmo.
3. Como Você Sabe, de James L. Brooks: Não consigo perdoar filmes chatos. Principalmente quando eles vêm acompanhados de pessoas que poderiam fazer tudo dar certo. James L. Brooks, que dirigiu o ótimo Melhor é Impossível, cria uma comédia romântica completamente tediosa – que, pasmem, consegue tirar até mesmo a graça de Jack Nicholson. Incrivelmente longo para o gênero, Como Você Sabe é desprovido de carisma, entregando algo totalmente diferente do que sugeria. Até mesmo a mais disposta das almas precisa de um energético para não cair no sono.
4. Sem Saída, de John Singleton: Esse foi uma grande decepção porque tinha tudo para ser uma bobagem bem divertida. Porém, parece que Hollywood desaprendeu a fazer filmes assim. Sem Saída, além de mostrar que Taylor Lautner é pura enganação na saga Crepúsculo, nunca empolga, usando desculpas esfarrapadas para criar ação e um fiapo de história que é amarrado de forma muito desleixada no final. De brinde, atores interessantes em papeis ingratos – só de lembrar da cena em que Sigourney Weaver diz odiar balões já fico com vergonha por ela. Fraquíssimo até o último minuto.
5. A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1, de Bill Condon: Já nem me estresso tanto quanto antes. Na realidade, acho que virou moda humilhar a série. Mas, gente, não adianta, ela não vai mudar. Por isso mesmo, acabo até me divertindo com o humor involuntário de algumas partes desse filme. Impressionante como vários diretores entram e saem da saga e tudo continua a mesma coisa: atores inexpressivos, trama que não sai do lugar e abordagens baratas de romance. No final, nem chega a ser essa tragédia toda que dizem. Só é mais uma bobagem como qualquer outro filme anterior.
6. Um Lugar Qualquer, de Sofia Coppola: Prêmio Filme Pedante do Ano para esse. Aguentei a Coppolinha por bastante tempo, mas dessa vez não deu. Não vejo sentido ou sequer graça em tomadas de intermináveis mostrando uma mesma coisa com uma trilha legal no fundo. Sério que isso é ser cult? Para mim, isso tem outro nome: pretensão. Um Lugar Qualquer tem o desejo de discutir muitas coisas e de ser um retrato da solidão e da imcompletude, mas é uma espécie de sonífero. Nem a presença de iluminada Elle Fanning muda a situação desse longa que sai do nada para chegar em lugar nenhum.
7. Esposa de Mentirinha, de Dennis Dugan: Gostava de Adam Sandler quando era criança e não tinha bom senso. Hoje, só a presença dele já me incomoda. É o mesmo papel de sempre, exageros repetidos e, pior de tudo, fazendo um filme ruim atrás do outro. Ele, que já não é mais novinho e deveria criar vergonha na cara por passar anos fazendo tudo igual, é o principal defeito de Esposa de Mentirinha – um longa que por si só já seria problemático, mas que, com os ares de Sandler, torna-se constantemente incômodo. Se alguma coisa vale a pena é o sotaque da menininha Bailee Madison e a pequena participação de Nicole Kidman. De resto, pffff…
8. Entrando Numa Fria Maior Ainda Com a Família, de Paul Weitz: De novo, gente? De novo? Daqui a pouco vai ser Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família, o Papagaio e os ET’s. E um de novo com o mesmo assunto de sempre. Não sei como atores do calibre de Robert De Niro e Blythe Danner ainda se submetem a filmes como esse. A série, que só foi engraça de verdade no primeiro volume, não precisa ser mais detalhada, já que a redundância de todas as continuações provam que a história não tem potencial o suficiente para ser tão explorada.
9. Sexo Sem Compromisso, de Ivan Reitman: Esse foi o ano dos amigos fazerem sexo sem qualquer envolvimento emocional. Por mais que Amizade Colorida e Amor e Outras Drogas fossem medianos, traziam ótimas químicas entre os seus protagonistas. Só que nem isso Sexo Sem Compromisso conseguiu trazer. Ashton Kutcher, com a mesma cara de sempre, e Natalie Portman, visivelmente deslocada, não conseguem fazer essa história parecer verdadeira – principalmente porque o roteiro não ajuda com sua narrativa pouco atraente e previsível. Nem a promessa de cenas mais “à vontade” entre os dois foi cumprida. Pura decepção
10. Além da Vida, de Clint Eastwood: Minha relação com Clint Eastwood já é problemática faz bastante tempo: Gran Torino, A Troca e Invictus, para mim, são produções sem personalidade, onde o diretor não consegue empolgar em momento algum. Além da Vida é mais ou menos assim, mas aqui a inexpressividade de Clint alcança um nível, digamos, preocupante. É o tipo de história onde ficamos aguardando um grande momento a cada nova cena e, no final… esse momento nunca acontece! Uma montagem preguiçosa também estraga a festa, além do final de Matt Damon e Cécile de France, que ultrapassa o nível do cafona.