Cinema e Argumento

A trilha sonora de… W.E.

Direito de Amar, além de ser um filme impressionante, revelou um grande compositor. No trabalho de estreia do estilista Tom Ford atrás das câmeras, o polonês Abel Korzeniowski, junto com as composições adicionais de Shimgeru Umbayashi, entregou uma trilha digna de figurar entre as melhores do cinema contemporâneo. O que Abel, absurdamente ignorado pelo Oscar, realizou em Direito de Amar era de cair o queixo. Por isso, as expectativas para seu próximo trabalho eram imensas. Uma surpresa, portanto, vê-lo envolvido em W.E., o fracassado filme de Madonna que, até agora, só foi bombardeado pela crítica. É maravilhoso constatar, no entanto, que os erros da cantora pop na direção não afetaram em nada o trabalho de Korzeniowski, que realiza mais um trabalho excepcional – recentemente agraciado com uma merecidíssima indicação ao Globo de Ouro (a segunda do compositor).

W.E. vem para confirmar Abel Korzeniowski como um grande talento. Na trilha sonora, temos uma sonoridade com jeito de clássica, bem ao estilo de Direito de Amar. Fácil, inclusive, constatar a semelhança entre algumas faixas – aqui, Fight (possivelmente, a melhor do álbum) lembra bastante Swimming. Apesar de parecidas em vários aspectos, cada trilha tem sua personalidade. Por isso mesmo, belas composições como Six Hours e Duchess of Windsor nunca parecem cópias. Korzeniowski, ainda que crie passagens desnecessárias (são cinco faixas com menos de um minuto que pouco acrescentam), realiza mais um trabalho que vale a pena sempre ser ouvido. W.E., como já dito, pode até ser o desastre que muitos apontam – mas, em nenhum momento, devem dizer que a trilha teve qualquer parcela de culpa nisso. Korzeniowski, mais uma vez, foi estupendo.

1. Six Hours
2. Duchess of Windsor
3. Umbrellas
4. Drive to Belvedere
5. Revolving Door
6. Impotency
7. Security Office 1
8. Charm/Cartier Montage
9. Diner
10. I Will Follow You – Part 1
11. I Will Follow You – Part 2
12. Security Office/Kilt
13. Evgeni Date 1
14. Evgeni Date 2
15. Auction 1
16. Auction 2
17. Fight
18. Abdication
19. Evgeni Runs
20. Apartment
21. Brooklyn Faces
22. Typewriter
23. Satin Birds – Part 1
24. Satin Birds – Part 2
25. Letters
25. Paris Walk
26. Park

SAG 2012: Apostas (atualizado com vencedores)

MELHOR ELENCO: O Artista 

Parece que o momento de Histórias Cruzadas já passou. O relativo “fracasso” nas indicações ao Oscar (foi lembrado apenas pelas atuações e, claro, como melhor filme) pode ser confirmado aqui. O SAG, esse ano, provavelmente deve fazer aquela famosa jogada de usar o prêmio de melhor elenco para anunciar, na realidade, o melhor filme – bem como aconteceu no ano de Quem Quer Ser Um Milionário? (quando o merecedor era, óbvio, Dúvida). Por isso mesmo, O Artista tem as maiores chances de levar a melhor. Em segunda opção, deixo meu voto para Histórias Cruzadas, que seria uma das escolhas mais lógicas – já que o filme tem, no mínimo, um prêmio garantido na cerimônia.

VENCEDOR: Histórias Cruzadas ¬¬ Ok, o elenco é bom. Mas chega de tanta celebração, né? A vitória, no entanto, significa mais para as atrizes (que chegam ao Oscar com favoritismo) do que para o filme em si – que não deve ir além dos prêmios de atuação.

MELHOR ATRIZ: Viola Davis (Histórias Cruzadas)

Eis aqui o grande mistério da noite, pois esse prêmio nunca foi tão decisivo nos últimos anos… É tudo muito simples: se Meryl Streep ganhar, já tem o seu Oscar mais do que garantido (vencerá o BAFTA depois, colecionando todos os prêmios da temporada). Caso Viola Davis seja premiada, a disputa se torna incrivelmente confusa. Michelle Williams não tem chances (seu Globo de Ouro nada significou, já que ela não tinha concorrência na categoria), assim como Tilda Swinton e Glenn Close. A vitória fica, no final das contas, com Meryl ou Viola. O SAG pode definir ou embaralhar o futuro do Oscar de melhor atriz. Na minha opinião, Viola vence e ficaremos no mistério até o último minuto. Como Meryl ganhou o SAG recentemente, isso diminui levemente as suas chances. No entanto, a disputa é mais do que acirrada. Ambas possuem quase a mesma probabilidade de vitória. Aposto em Viola, mas quero que a Meryl vença para essa palhaçada acabar logo…

VENCEDORA: Viola Davis. Uma atriz excepcional, que já fez trabalhos maravilhosos (Dúvida!) e que está sendo celebrada por um papel óbvio, esquecível. Ela é o que existe de melhor em Histórias Cruzadas, mas existia, pelo menos, um desempenho mais marcante: o de Tilda Swinton, em Precisamos Falar Sobre o Kevin. E Meryl, mais uma vez, em 30 anos, dá adeus ao Oscar. Pelo menos até agora.

MELHOR ATOR: George Clooney (Os Descendentes)

Essa é uma das categorias mais garantidas do SAG 2012. George Clooney nunca venceu o prêmio no segmento do cinema (quando concorria por Syriana – A Indústria do Petróleo, perdeu para Paul Gimatti), o que confirma ainda mais o seu favoritismo. Por seu desempenho em Os Descendentes, o ator já venceu o Critics’ Choice Awards e o Globo de Ouro. Sua trajetória de consagrações deve seguir nesse domingo. Só resta saber se o Oscar vai aprovar essa tendência e premiá-lo uma segunda vez como ator. Alguns apostam que, se a Academia resolver rejeitá-lo, o beneficiado será Brad Pitt. Talvez até seja verdade, mas, por ora, não existe qualquer ameaça para Clooney no Screen Actors Guild.

VENCEDOR: Jean Dujardin. A grande surpresa da noite, provando que O Artista tem mais chances do que imaginávamos. Surpreendente a vitória do francês porque Clooney ainda não tem um SAG sequer. Não sei até que ponto Dujardin tem potencial para levar o Oscar, mas a vitória abalou as estruturas do ator de Os Descendentes (um filme que perde cada vez mais força).

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)

Ainda estranho tanto favoritismo para Octavia Spencer, que está longe de feito um trabalho digno de tantos aplausos em Histórias Cruzadas. Ela já venceu, misteriosamente, todos os prêmios da temporada, quando outras atrizes realizaram trabalhos bem melhores que o dela – a exemplo de sua colega Jessica Chastain e, principalmente, Janet McTeer, em Albert Nobbs. De qualquer forma, não adianta lutar contra os fatos: Spencer vencerá o prêmio, a não ser que o SAG resolva inverter esse jogo e coroar outra atriz – e, se for para isso, por favor, que não seja Melissa McCarthy por Missão Madrinha de Casamento. Quero que minha TV continue intacta…

VENCEDORA: Octavia Spencer. Caricatura. Caricatura. Caricatura. Ser o alívio cômico de um filme, repetindo maneirismos que já vimos em tantas outras atrizes (Queen Latifah?) agora é sinônimo de ganhar todos os prêmios da award season. Não sabia disso. Bom, pelo menos não venceu a Melissa McCarthy. Triste por Janet McTeer e até mesmo por Jessica Chastain.

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)

Plummer, por sua sensível e afetiva performance em Toda Forma de Amor, é também o favorito absoluto ao prêmio. É uma rara oportunidade de consagrar um veterano por um desempenho diferente e que, apesar de não ser um estouro, é um dos mais interessantes em um ano particularmente fraco para os coadjuvantes (e aqui ainda temos uma estranha indicação para Armie Hammer, por J. Edgar, que não foi lembrado em nenhum outro prêmio). Plummer, também seguindo sua trajetória invicta até agora, deve se firmar como o futuro grande vencedor do Oscar 2012.

VENCEDOR: Christopher Plummer. Linda vitória. Um trabalho sincero e sensível. Meu favorito era Nick Nolte (ótimo no surpreendente Guerreiro), mas não tem como reclamar da vitória de Plummer. Além da celebração ao seu ótimo trabalho, também é o reconhecimento de um ator veterano. Antes tarde do que nunca.

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O Screen Actors Guild Awards acontece nesse domingo (29), a partir das 23h, com transmissão do canal TNT.

A Separação

Direção: Asghar Farhadi

Elenco: Peyman Moadi, Leila Hatami, Sareh Bayat, Shahab Hosseini, Sarina Farhadi, Kimia Hosseini, Sahabanu Zolghadr, Babak Karimi

Jodaeiye Nader az Simin, Irã, 2011, Drama, 123 minutos

Sinopse: Nader (Peyman Moadi) e Simin (Leila Hatami) divergem sobre a possibilidade de deixar o Irã. Simin quer deixar o país para dar melhores oportunidades a sua filha, Termeh. Nader, no entanto, quer continuar no Irã para cuidar de seu pai, que sofre do Mal de Alzheimer. Chegam a conclusão de que devem se separar, mesmo ainda estando apaixonados. Sem uma esposa para cuidar da casa, Nader contrata uma empregada para ser responsável pelos afaseres domésticos e por tratar da rotina de seu pai. A empregada, que está grávida, aceita o trabalho sem avisar o seu marido. (Adoro Cinema)

Para um filme conseguir alcançar significativa repercussão internacional, principalmente no que se refere ao circuito de premiações, é necessário que ele tenha a humanidade como essência. Por essa razão que, por exemplo, Tropa de Elite 2 não foi selecionado para concorrer ao Oscar, uma vez que trata de um tema muito interno do Brasil – o que, certamente, não tem muito apelo lá fora. O oposto acontece com histórias que falam de pessoas comuns ou de dilemas que poderiam acontecer em qualquer lugar do mundo – e o nosso cinema já colheu frutos com isso em longas como Central do Brasil e O Quatrilho. Agora, em 2012, o iraniano A Separação alcança respeitável sucesso fora de seu país exatamente por conseguir contar uma história universal, nunca limitando a sua narrativa aos costumes do Irã.

Dirigido por Asghar Farhadi, A Separação também tem um estilo que é facilmente envolvente: aquele em que um pequeno incidente toma proporções cada vez maiores. E o melhor de tudo: o filme não mostra esse incidente de forma clara, deixando para o espectador decidir qual personagem é o culpado de toda a situação. Assim, a dúvida se instala de forma intensa, fazendo com que todos personagens sejam dignos de desconfiança. A tal separação do título, então, vira assunto de segundo plano nessa história muito bem amarrada em sua tensão. Grande feito de um roteiro que, em momento algum, é tendencioso ao tentar fazer com que o espectador tome partido por um personagem A Separação, além de ter um desenvolvimento bem humano de seus personagens (é tocante a cena em que o protagonista começa a chorar ao ter que dar banho no seu pai que sofre do mal de Alzheimer), ainda consegue despertar angústia ao trabalhar tanto essa dúvida.

Com um ótimo elenco, o longa é um excelente exemplar do cinema iraniano e deve ser visto por todos aqueles que, por alguma razão, têm algum tipo de preconceito com as produções do país. É mais um caso onde um filme consegue quebrar barreiras, tornando-se acessível, envolvente e universal. Tudo isso está evidente não só na temática, mas na própria forma como o diretor Asghar Farhadi constrói a história. A Separação não perde ao ritmo ao longo das duas horas de duração e mesmo que, em determinados momentos, o roteiro pareça repetir certas discussões, nada tira o interesse pela trama, que permanece interessante até o último minuto. Portanto, ainda que o diretor peça que não façam muito alarde em relação ao filme (já que a censura no Irã é forte e isso pode trazer problemas para ele por lá), A Separação merece sim reconhecimento. Se você tem preconceitos com filmes iranianos, chegou a hora de quebrá-los.

FILME: 8.5

NA PREMIAÇÃO 2012 DO CINEMA E ARGUMENTO:

As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne

How’s your thirst for adventure, Captain?

Direção: Steven Spielberg

Elenco (performance capture): Jamie Bell, Andy Serkins, Daniel Craig, Toby Jones, Nick Frost, Simon Pegg, Daniel Mays, Gad Elmaleh, Tony Curran

The Adventures of Tintin, EUA, 2011, Animação

Sinopse: Tintim (Jamie Bell) é um jovem repórter, que está sempre atrás de boa matéria. Um dia, ele vê à venda na rua o modelo de um galeão antigo e resolve comprá-lo. Logo dois outros interessados o abordam, querendo adquirir o objeto, mas Tintim não o vende. Ele leva o galeão à sua casa, onde o coloca em destaque. Só que a entrada de um gato faz com que Milu, seu cachorro, o persiga dentro de casa e, por acidente, derrube o galeão. Ele fica danificado e um pequeno cilindro sai de seu interior, sem que Tintim perceba. Logo Tintim e Milu vão à biblioteca, onde tentam encontrar mais informações sobre o navio retratado no modelo. Ao retornar percebem que o galeão foi roubado. Tintim vai até a mansão recentemente comprada pelo doutor Sakharine (Daniel Craig), um dos interessados em comprar o modelo, mas nada descobre. Ao retornar ele encontra o cilindro e percebe que, dentro dele, há uma pista para um tesouro perdido. É o início de uma nova aventura, onde Tintim e Milu se juntam ao capitão Haddock (Andy Serkis) na disputa contra Sakharine para encontrar o tesouro. (Adoro Cinema)

Antes de ser uma animação, As Aventuras de Tintim: O Segredo de Licorne é um filme de aventura. Tal estilo não se refere apenas ao modo como Steven Spielberg dá vida ao personagem com planos e tomadas atípicas para um filme de animação, mas também ao estilo narrativo da trama. As Aventuras de Tintim requer a atenção do público, além de adotar um ritmo movimentado – o que, claro, não o classifica como uma animação convencional. Por isso mesmo, não se surpreenda caso crianças comecem a chorar na sua sessão ou caso os pais impacientes deixem a sala de cinema com os pequenos. O longa de Steven Spielberg não é mesmo para eles. Como filme solo, abandonando qualquer relação com as origens do protagonista, As Aventuras de Tintim, em termos narrativos e técnicos, poderia muito bem ser um filme live action – e só não o é porque, dessa forma, perderia parte do encanto nostálgico envolvendo o protagonista.

Certas escolhas de As Aventuras de Tintim não poderiam existir em um filme com pessoas de carne e osso. O humor, as situações absurdas e a ação imaginativa não teriam lugar em uma aventura de verdade – soaria falso, exagero e histérico. Tintim, portanto, apresenta-se assim para o público leigo, como uma animação com espírito de cinema live action mas que, ao mesmo tempo, seria impossível de ser contada em tal formato. O filme de Spielberg se beneficia justamente por encontrar na animação essa possibilidade de ser descontraído e quase ingênuo sem medo de errar. A diversão está garantida em personagens excêntricos e até mesmo naqueles cujo humor é previsível. A sensação agradável de que estamos assistindo a uma matinê também está ali presente, mostrando que Spielberg acertou no seu trabalho atrás das câmeras.

Produzido com a já conhecida técnica de performance capture, As Aventuras de Tintim impressiona pela qualidade dos detalhes. Em determinados momentos, parece que estamos diante de paisagens verdadeiras (notem, em especial, as cenas passadas no oceano), beneficiando-se, claro, das “locações” escolhidas por Spielberg para encenar a história. Por um outro lado, as expressões dos personagens ainda ficam devendo nesse aspecto. Falta, aqui, o impacto causado por Andy Serkins em Planeta dos Macacos: A Origem, por exemplo. Spielberg, entretanto, cumpriu sua missão e entregou um filme divertido, ainda que prolongado e com uma trama cheia de informações que não são amarradas com o devido impacto no final. Vale, enfim, por ser comandado por um diretor experiente. Nas mãos de outro qualquer, cairia na histeria.

FILME: 8.0

Oscar 2012: indicados (comentários)

Pois é, o Oscar surpreendeu. Apesar de uma ou outra decepção, essa deve ser a lista mais diferente dos últimos anos. Repleta de surpresas, coloca A Invenção de Hugo Cabret na frente com 11 indicações, mesmo que o favoritismo ainda se divida entre O Artista e Os Descendentes. Abaixo, breves comentários sobre os indicados:

– Nunca subestime Stephen Daldry. Mesmo quando o cara não consegue indicação para diretor, o filme dele está lá na categoria principal. Não significa nada a indicação de Tão Forte e Tão Perto, só comprova o amor incondicional da Academia pelo britânico.

– Melissa McCarthy em atriz coadjuvante? Essa entra para o hall das indicações mais absurdas e inexplicáveis do Oscar nos últimos anos.

– Não falem mal de Carlinhos Brown! “Real in Rio” é excelente e, pelo jeito, o Brasil terá seu primeiro Oscar. Merecido, por sinal.

– Surpreendente A Árvore da Vida chegando nas categorias principais. Não faz o estilo do Oscar e, se levarmos em consideração outros prêmios, não estaria ali. Pelo menos sinalizou uma mudança de atitude da Academia.

– Steven Spielberg esnobado por As Aventuras de Tintim. Pena. E olha que venceu o PGA, hein…

– Onde os votantes estavam com a cabeça ao deixar Tilda Swinton de fora por Precisamos Falar Sobre o Kevin, hein? Além da atriz ter sido indicada a todos os prêmios da temporada, merecia demais estar ali. E o filme em si também merecia mais reconhecimento.

– Apenas dois indicados em canção? Por que não acabam logo com a categoria? É triste e desrespeitoso ver uma situação dessas. Como questionou Randy Newman ano passado: qual a razão dessa categoria ter menos indicados que as outras? É uma desvalorização escancarada.

A Dama de Ferro indicado em atriz (Meryl quebrando seu próprio recorde de novo!) e maquiagem. Será que teremos uma dobradinha de vitória ao estilo Piaf – Um Hino ao Amor?

– Não coloco minha mão no fogo por O Artista. Olha A Invenção de Hugo Cabret surpreendendo...

– E, por fim, ainda bem que alguém parou o sucesso descontrolado de Histórias Cruzadas. Quatro indicações (sendo três delas para o elenco feminino) já são muito mais do que o suficiente. Muito mais.

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Os vencedores do Oscar serão conhecidos no dia 26 de fevereiro. Confira no Cultnews a lista completa de indicados.