Esperar Para Sempre
Truth is nothing. What you believe to be true is everything.

Direção: James Keach
Roteiro: Steve Adams
Elenco: Tom Sturridge, Rachel Bilson, Blythe Danner, Richard Jenkins, Nikki Blonsky, Matthew Davis, Scott Mechlowicz, Jaime King
Waiting for Forever, EUA, 2010, Drama/Romance, 95 minutos
Sinopse: Emma (Rachel Bilson) e Will (Tom Sturridge) eram grandes amigos na infância. Porém, devido ao destino, os dois se separaram. Enquanto Emma se tornou uma estrela da TV, Will vaga pelo mundo fazendo apresentações de rua. O que Emma não sabe é que Will continua apaixonado por ela e que ele a segue por todos os lados para manter o seu amor vivo. Quando Emma volta para a cidade onde os dois um dia foram melhores amigos, ela precisa lidar com a enfermidade do seu pai (Richard Jenkins) e o reencontro com Will. (Adoro Cinema)

Os defensores da saga Crepúsculo enfatizam a ideia de que a história de Edward (Robert Pattison) e Bella (Kristen Stewart) é encantadora porque valoriza aquele romance idealizado que está tão escasso nos dias de hoje. Esperar Para Sempre segue essa mesma linha de que o amor é lindo, o combustível da vida, e que ele pode superar qualquer obstáculo. Só que, ao contrário de Crepúsculo, consegue transmitir esse ideal com, digamos, um pouco mais de naturalidade e eficiência. Entretanto, isso não quer dizer que Esperar Para Sempre esteja isento de problemas. Os mais diabéticos não conseguirão acompanhar a história sem ter crises de irritação, principalmente no que se refere ao personagem Will. Interpretado pelo jovem Tom Sturridge (que já contracenou com Philip Seymour Hoffman, Bill Nighy e Emma Thompson em Os Piratas do Rock), ele é aquele menino sonhador e apaixonado que acredita no amor para vencer todas as barreiras. Artista de rua, é o garoto “idealizado” pelas pessoas mais sonhadoras.
Já a Emma de Rachel Bilson segue um caminho bem diferente. Ela está sofrendo com o câncer do pai, além de estar envolvida num relacionamento problemático. Ela não está na mesma sintonia de Will. E é exatamente aí que surge o maior problema de Esperar Para Sempre. Abordando essas duas histórias paralelamente, o roteiro constrói a vida de cada um dos personagens durante boa parte do filme, juntando os dois somente depois da metade. O resultado é o seguinte: as duas storylines separadas até que funcionam. Mas, a partir do momento que o roteiro tenta formar um romance, não é bem sucedido – afinal, são pessoas diferentes, com vidas diferentes e que parecem não ter nada em comum a não ser as lembranças de quando eram amigos de infância.
Sturridge, que tem forte amizade com Robert Pattinson na vida real, lembra muito seu amigo fisicamente. No entanto, consegue ter mais desenvoltura, atribuindo ao personagem todo o “encantamento” necessário sem parecer forçado. Bilson, por outro lado, ainda é marcada por sua Summer de The O.C. e não faz nada além do correto. O destaque, claro, fica com Blythe Danner e Richard Jenkins. Ambos são ótimos atores e conseguem destaque em função de seus papeis dramáticos. Pena que estejam sempre reduzidos a esses romances açucarados para adolescentes. Apesar da incompatibilidade do casal (não pela falta de química, mas pelas histórias que não combinam), Esperar Para Sempre tem saldo positivo para aqueles que procuram assistir a uma produção melosa. O filme de James Keach é inofensivo e está muito longe de mudar a vida de qualquer pessoa. Só é para um público específico.
FILME: 6.5







