Cinema e Argumento

Melhores de 2012 – Roteiro Original

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2012 foi um ano interessantíssimo para os roteiros originais, mas, por melhor que todos sejam, nenhum se compara ao de A Separação. Escrito por Asghar Farhadi, que também é responsável pela direção, o roteiro é um verdadeiro exemplo de como uma história bem elaborada e atenta a todos os detalhes desde o princípio faz toda a diferença. Não que A Separação não tenha outros méritos (a direção é segura e o elenco é excepcional), mas o texto de Farhadi é de uma qualidade absurda: jogando o espectador de um lado para o outro entre os personagens, ele desafia o espectador a descobrir quem diz a verdade em um conflito extremamente nervoso. E nada é apelativo, já que todos os conflitos encenados são muito próximos da vida real. Um belo trabalho calcado em diálogos que, além do confronto principal entre dois personagens, ainda encontra espaço para falar sobre velhice, lealdade e casamento com extrema simplicidade e eficiência. Roteiro de dar inveja.

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OUTROS INDICADOS:

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Quem disse que um filme de James Bond não pode receber aplausos também pelo roteiro? No caso de 007 – Operação Skyfall, celebrações são mais do que apropriadas / Suscetível a todo tipo de interpretação, o roteiro de Holy Motors é um completo delírio, mas instigante justamente em função desse efeito / Moonrise Kingdom é o melhor trabalho de Wes Anderson, que, em parecia com Roman Coppola, criou um texto incrivelmente prazeroso / É bom ficar de olho em Andrew Haigh, que, em Weekend, fez um retrato  realista da intimidade de um casal (e pouco importa se ele é formado por dois homens).

EM ANOS ANTERIORES: 2011 – Melancolia | 2010 – A Origem | 2009 – (500) Dias Com Ela | 2008 – WALL-E | 2007 – Ratatouille

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ESCOLHA DO PÚBLICO:

1. A Separação (40.54%, 15 votos)

2. Moonrise Kingdom (32.43%, 12 votos)

3. Holy Motors (10.81%, 4 votos)

4. Weekend (10.81%, 4 votos)

5. 007 – Operação Skyfall (5.41%, 2 votos)

A Busca

Quanto menos se tem, menos se perde.

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Direção: Luciano Moura

Roteiro: Eliza Soares e Luciano Moura

Elenco: Wagner Moura, Mariana Lima, Brás Moreau Antunes, Lima Duarte, Abrahão Farc, Rui Rezende, Lúcia Bronstein, Edmilson Cordeiro, Max Huszar, Paschoal Villaboim, Thierry Trémouroux, João Fábio Cabral

Brasil, 2013, Drama, 96 minutos

Sinopse: Um pai – o médico Theo Gadelha, 35 anos – é obrigado a jogar-se na estrada em busca de seu filho Pedro que desaparece no fim de semana em que completaria 15 anos. O repentino e inexplicável sumiço do filho é a última carta a desabar no castelo de Theo. Seu casamento de 15 anos com Branca – médica como ele – acaba de ruir. Theo saiu em busca do filho, mas acaba encontrando seu pai, com quem não fala há vários anos. De cara para o pai, enxerga a si mesmo, redescobre o filho e se desarma com a mulher que nem por um momento deixou de amar.

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Quando cai na estrada para procurar seu filho desaparecido, Theo (Wagner Moura) não se lembra de pedir a ajuda para polícia mesmo depois de dias. Ele também não carrega uma foto atual do filho, mas todas as pessoas que ele encontra no caminho viram o garoto ou dão alguma dica de como encontrá-lo. Por sinal, Pedro (Brás Moreau Antunes), o filho, não saiu de casa em um carro ou em um ônibus: ele resolveu andar a cavalo – facilitando, assim, a busca de Theo. E a boa notícia é que, mesmo com esses detalhes que poderiam minar a boa vontade de qualquer um, A Busca nunca chega perto de perder a plateia. Principalmente porque o primeiro filme de Luciano Moura orquestra com segurança os mais importantes elementos de um road movie e também as dramaticidades secundárias que permeiam a história.

Das (re)descobertas paternas ao casamento decadente, o roteiro escrito por Moura, em parceria com Eliza Soares, aplica a devida sutileza no clássico processo de transformação necessário a um road movie: o protagonista que chega ao final da estrada não é o mesmo que nela entrou. E nós, em A Busca, conseguimos sentir e aceitar isso. Muito em função, claro, de Wagner Moura, que, formando uma ótima dupla com Mariana Lima, entrega mais um excelente desempenho e se reafirma como o melhor ator brasileiro em atividade. É por acertar em praticamente todos os pontos básicos da dramaticidade que A Busca se distancia do selo Globo Filmes que carrega. Ou seja, por mais que volta e meia a produção coloque personagens que não têm muito a dizer (a galera do festival de música Mimoso serve basicamente como alívio cômico), tudo consegue funcionar de um jeito ou de outro.

Sobre a busca do título, é importante ressaltar que ela nunca perde o ritmo, sempre instigando com reflexões e pequenas doses de angústia, já que até mesmo a cena inicial, um batido flashforward, tem seu valor. E é exatamente por ter seus acertos – com a proposta de transformação do protagonista bem mastigada e com situações dramáticas eficientes – que o desfecho não parece à altura do que vimos durante aproximadamente 100 minutos de filme. Em contramão, sua brevidade o livra da possibilidade de testar a paciência do espectador, que poderia muito bem achar as soluções fáceis, previsíveis e até mesmo sentimentalóides caso as cenas finais se prolongassem mais do que deveriam – o que não acontece, sendo assim mais um atestado de controle do roteiro e da direção.

Desde que entrou em cartaz aqui no Brasil, A Busca não vem recebendo a devida atenção – seja em termos de bilheteria ou de crítica. Está certo que o trabalho de Luciano Moura não é grandioso em nenhum aspecto, mas a forma como ele estrutura bem essa história, que poderia ser facilmente superficial, merecia um pouco mais de reconhecimento. É um filme que cumpre bem o que promete e que parece ser resultado da vontade genuína dos roteiristas de contar uma história. Em tempos que beneficiados pela Globo Filmes saem pela internet falando besteiras para cineastas como Kléber Mendonça Filho, todos deveriam conferir A Busca com certa boa vontade. Afinal, ainda que lhe falte um brilhantismo extra para se tornar indispensável, consegue ser um bom momento desta marca que – em sua maior parte – só faz barulho com continuações e comédias irrelevantes.

FILME: 8.0

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Melhores de 2012 – Atriz

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Só uma atriz como Tilda Swinton poderia interpretar uma personagem tão complexa quanto a Eva Katchadourian de Precisamos Falar Sobre o Kevin. Com traços exóticos inconfundíveis, ela é uma das poucas que não hesita em abandonar vaidades para se entregar totalmente à crueza de um papel. É justamente isso o que acontece no filme de Lynne Ramsay: Tilda, totalmente submersa no inferno vivido por Eva, faz questão de evidenciar, em cada detalhe de sua interpretação, o transe vivido por uma mãe que teve sua vida destruída após um trágico evento escolar. É um trabalho avassalador que, apesar de não ter um momento mais apelativo, consegue ser ainda mais eficiente e claustrofóbico em função desse sofrimento silencioso. A atriz, que aqui alcança o melhor momento de sua carreira, entrega um desempenho surpreendente – e inexplicavelmente subestimado – que, sem qualquer forçação de barra, é um dos mais marcantes dos últimos anos.

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OUTRAS INDICADAS:

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CHARLIZE THERON (Jovens Adultos)

Em Jovens Adultos, Charlize Theron tem um raro momento de sua carreira: a possibilidade de interpretar um papel que lhe dá várias chances e a chance de usar toda a sua beleza a favor dele. E a fórmula é infalível: mais bela do que nunca, Charlize não precisou ficar irreconhecível como em Monster – Desejo Assassino para mostrar mais uma vez seu talento. No filme de Jason Reitman, ela defende muito bem a difícil Mavis Gary e consegue fazer com que reconheçamos os méritos de sua interpretação, mesmo com uma personagem que não tem motivo algum para conquistar a torcida do público.

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GLENN CLOSE (Albert Nobbs)

Faltou muito para o filme de Rodrigo García conseguir dar verdadeira chance de ouro para a sempre injustiçada Glenn Close, mas ela não desaponta como o mordomo Albert Nobbs. Talvez a circunstância não seja lá muito convincente (será mesmo que todos acreditariam que aquela mulher é mesmo um homem?), mas a atriz consegue sempre se esquivar de um roteiro que volta e meia tenta lhe sabotar. Se falta intensidade e complexidade no texto, Close deixa esses detalhes de lado e interpreta com elegância um papel que também representou seu grande momento como atriz no teatro.

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MERYL STREEP (A Dama de Ferro)

A intenção de Phyllida Lloyd era mais do que nobre: colocar Meryl Streep frente a um papel histórico. E, como a britânica Margaret Thatcher, Meryl Streep realmente arrasou em A Dama de Ferro. O que ela não teve foi o pacote completo com um filme sofisticado e inteligente para, de fato, marcar época. De qualquer jeito, é um dos momentos mais interessantes da carreira de Meryl, onde a atriz, de novo, explora sua grande versatilidade ao transitar por todas as fases da primeira ministra com total naturalidade. Ninguém poderia fazer Thatcher, sobreviver ilesa a um filme ruim e ainda conquistar prêmios mundialmente como ela.

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MICHELLE WILLIAMS (Sete Dias Com Marilyn)

Ela não tem qualquer semelhança com o mito Marilyn Monroe e sua caracterização para Sete Dias Com Marilyn é no máximo esforçada. Mas Michelle Williams é uma excelente atriz e, com muita habilidade, trabalha todos os interessantes dramas de uma protagonista que, além de já ter um brilho próprio, ganha uma luz extra nas mãos da atriz. Por essa simpática e eficiente cinebiografia, que ainda traz no elenco Judi Dench e o jovem Eddie Redmayne, recebeu uma merecida indicação ao Oscar.

EM ANOS ANTERIORES: 2011 – Kirsten Dunst e Charlotte Gainsbourg (Melancolia) | 2010 – Carey Mulligan (Educação) | 2009 – Kate Winslet (Foi Apenas Um Sonho) | 2008 – Meryl Streep (Mamma Mia!) | 2007 – Marion Cotillard (Piaf – Um Hino ao Amor)

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ESCOLHA DO PÚBLICO:

1. Tilda Swinton, por Precisamos Falar Sobre o Kevin (36.36%, 20 votos)

2. Charlize Theron, por Jovens Adultos (27.27%, 15 votos)

3. Meryl Streep, por A Dama de Ferro (18.18%, 10 votos)

4. Glenn Close, por Albert Nobbs (10.91%, 6 votos)

5. Michelle Williams, por Sete Dias Com Marilyn (7.27%, 4 votes)

A Hora Mais Escura

It’s cool that your strong and I respect it. I do. But, in the end, everybody breaks.

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Direção: Kathryn Bigelow

Roteiro: Mark Boal

Elenco: Jessica Chastain, Kyle Chandler, Joel Edgerton, Reda Kateb, Jason Clarke, Jennifer Ehle, Harold Perrineau, Jeremy Strong, J.J. Kandel, Yoav Levi, Scott Adkins, Eyad Zoubi, Lauren Shaw, Eyad Zoubi

Zero Dark Thirty, EUA, Drama, 2012, 157 minutos

Sinopse: Os ataques terroristas sofridos pelos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001 deram início a uma época de medo e paranoia do povo americano em relação ao inimigo, onde todos os esforços foram realizados na busca pelo líder da Al Qaeda, Osama bin Laden. Maya (Jessica Chastain) é uma agente da CIA que está por trás dos principais esforços em capturar Laden, por ter descoberto os interlocutores do líder do grupo terrorista. Com isso ela participa da operação que levou militares americanos a invadir o território paquistanês, com o objetivo de capturar e matar bin Laden. (Adoro Cinema)

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A Hora Mais Escura fez barulho nos Estados Unidos pelos motivos errados. Nada de grandes comentários sobre o trabalho de Kathryn Bigelow atrás das câmeras ou sobre o desempenho de Jessica Chastain. A nova parceria da diretora com o roteirista Mark Boal entrou em cartaz cercado de polêmicas por supostamente incentivar (?!) a tortura de terroristas e outros detalhes políticos que só viram fiasco nas mãos dos estadunidenses. Se A Hora Mais Escura incentiva a tortura, o seriado 24 Horas, então, é uma verdadeira celebração a ela. Bobagem à toa do povo de lá. Mas isso me leva a uma questão que, ao meu ver, sabota o longa de Bigelow: a vida real. A morte de Osama Bin Laden foi muito diferente do que imaginávamos quando ele passou anos sendo procurado: anunciada surpreendentemente em uma madrugada, sem momentos gloriosos ou grandes alardes. Para o caos que causou nos Estados Unidos, Bin Laden teve um fim muito discreto, o que até hoje causa a desconfiança de algumas pessoas. Por isso mesmo A Hora Mais Escura parece um tanto over, enfeitando esse desfecho que, para boa parte do mundo que acompanhou apenas pela TV, não foi tão tumultuado assim.

Curioso mesmo é descobrir que Boal tinha escrito um roteiro diferente para o filme anos atrás. A Hora Mais Escura era para existir antes da morte de Bin Laden. O terrorista, todavia, foi morto nesse meio tempo, o que obrigou Boal a reelaborar todo o seu trabalho. É de se perguntar se ele e Bigelow acharam que esse fato tenha contribuído para o filme – que, como já mencionado, é todo encenado durante uma preparação de décadas para culminar em um momento que, ao contrário do que a diretora quer emular com a sua câmera, foi nada menos do que discreto. Mas sejamos justos: fora essa certa incoerência da grandiosidade da investigação e a simplicidade da resolução do conflito, o roteiro de Boal serve para esmiuçar toda a logística da caçada que, segundo o material de divulgação do filme, foi a maior da história (precisava dessa hipérbole?). E só a diretora do cultuado Guerra ao Terror poderia contar essa história, seja por ela estar se especializando em filmes do estilo ou por ter uma habilidade muito especial: a de dar um tom extremamente documental sem nunca deixar com que o resultado pareça um documentário.

Em cada cena de A Hora Mais Escura dá para notar o envolvimento da diretora e do roteirista com o tema. Isso é algo que se reflete não somente na riqueza de detalhes, mas na própria forma como eles não tornam o resultado exclusivo ao público de lá. Bigelow deixa mais do que evidente a sua segurança atrás das câmeras, conseguindo conduzir perfeitamente cenas mais ambiciosas (o ataque à casa de Bin Laden é o ponto alto do filme) e outras internas, onde personagem apenas traçam estratégicas de ataque e investigação em um simples escritório. Não dá para negar a mão firme da diretora, que, apesar de tantos méritos, realiza, bem como em Guerra ao Terror, um filme, digamos, mais lógico. Tem momentos de tensão, tomadas bem dirigidas, uma excelente montagem de William Goldenberg e Dylan Tichenor e plena segurança sobre o tema que desenvolve, mas não é um filme mais denso dramaticamente – e a tentativa da diretora em querer criar um momento lacrimoso da protagonista nos momentos finais é quase falha. Tal caráter mais “calculado” pode não cativar muita gente (como é o meu caso).

Ainda em tempo, A Hora Mais Escura é narrado a partir das situações vividas por Maya, nome fictício usado para não revelar a identidade do (a) agente que ainda está em atividade na CIA. Ela é interpretada pela estrela em ascensão Jessica Chastain, que custa a se encontrar no papel (em certos momentos chega a estar até meio “careteira”), o que é uma clara reflexão do próprio filme, prejudicado pelos constantes avanços no tempo em sua primeira hora. Mesmo não protagonizando um filme de atuações, ela, pouco a pouco, passa a tomar as rédeas da história e, no final, dá para dizer que Chastain consegue comandar muito bem a história. Por fim, é um longa bem realizado e que conta com a habitual competência de Bigelow atrás das câmeras. Apesar das exageradas polêmicas que criou quando entrou em cartaz, A Hora Mais Escura conseguiu fazer uma boa carreira na temporada de premiações, mas sem vitórias (com exceção de Chastain, que chegou a vencer o Globo de Ouro). Alguma relação com o fato do frescor de Guerra ao Terror já ter passado?

FILME: 7.5

3*

Melhores de 2012 – Trilha Sonora

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Alexandre Desplat tem vida pessoal? Impossível não fazer essa pergunta, já que o francês deve realizar no mínimo três trilhas por ano, para chutar uma média qualquer. Às vezes, cai na lógica de que quantidade não é qualidade, mas frequentemente entrega trabalhos muito especiais. E Tão Forte e Tão Perto figura, sem dúvida, entre os melhores de toda a sua magnífica carreira – sendo, no mínimo, a mais impressionante desde O Curioso Caso de Benjamin Button, que marcou época. O filme de Stephen Daldry não é especial, mas vale a pena prestar atenção no eficiente uso das composições, todas trazendo um Desplat impecável no uso do piano. É um trabalho muito sensível, responsável por boa parte dos momentos mais emocionantes desse filme que frequentemente fica no meio do caminho ao desenvolver seus dramas. Da primeira a última faixa, a trilha, completamente esquecida na sua respectiva temporada de premiações, nunca perde o fôlego e é um dos pontos mais preciosos de Tão Forte e Tão Perto. Bravo, Desplat!

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OUTROS INDICADOS:

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Depois de pequenos trabalhos não muito conhecidos, Mychael Danna finalmente saiu do quase anonimato com a ótima trilha de As Aventuras de Pi / A trilha de O Impossível cumpre com louvor a missão de tornar o filme de Juan Antonio Bayona ainda mais emocionante / Jane Eyre é um trabalho menor do italiano Dario Marianelli, mas tão encantador quanto seus melhores momentos / Abel Korzeniowski está em mais um belíssimo momento de sua carreira com W.E. – O Romance do Século.

EM ANOS ANTERIORES: 2011 – A Última Estação | 2010 – Direito de Amar | 2009 – O Curioso Caso de Benjamin Button | 2008 – Desejo e Reparação | 2007 – A Rainha

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ESCOLHA DO PÚBLICO:

1. As Aventuras de Pi (33.33%, 10 votos)

2. Tão Forte e Tão Perto (23.33% , 7 votos)

3. O Impossível (20%, 6 votos)

4. W.E. – O Romance do Século (13.33%, 4 votos)

5. Jane Eyre (10%, 3 votos)