Cinema e Argumento

Melhores de 2013 – Montagem

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Fiel colaborador do diretor Paul Greengrass, Christopher Rouse foi indicado ao Oscar por suas principais parcerias com ele – sendo merecidamente celebrado por O Ultimato Bourne, que revolucionou o modo de fazer filmes de ação em termos técnicos e temáticos. Por Capitão Phillips, Rouse foi novamente indicado ao Oscar, e é uma pena que não tenha sido premiado pela segunda vez. Parte da eficiência e funcionalidade dos filmes de Greengrass se devem ao trabalho sempre dinâmico do montador. E é simplista demais dizer que Rouse apenas costura com maestria a câmera na mão do diretor ou o nervosismo de cenas tensas e extremamente reais. Ele traz uma fluência única para Capitão Phillips, um filme que, passado quase inteiramente em ambientes extremamente restritos (um navio ou um mini-barco em alto-mar), poderia se tornar tedioso ou no mínimo repetitivo. Longe de ser o que acontece aqui, com uma montagem que constantemente se reinventa e que dá o devido ritmo para que Capitão Phillips sempre prenda a atenção do espectador.

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OUTROS INDICADOS:

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A montagem de A Hora Mais Escura acompanha toda a contemporaneidade e realismo da caçada a Osama Bin Laden / A influência que uma geração tem sobre a outra é devidamente capturada pela montagem de O Lugar Onde Tudo Termina / A fórmula 1 volta a ter sua era de ouro retratada no cinema com Rush – No Limite da Emoção, que, com uma ágil montagem, fisga o espectador na tensão e no drama / Fundamental para o devido desenvolvimento de personagens e revelação de detalhes, a montagem é um dos pontos altos de Os Suspeitos

EM ANOS ANTERIORES: 2012 – Guerreiro | 2011 – 127 Horas | 2010 – A Origem | 2009 – Quem Quer Ser Um Milionário? | 2008 – Onde os Fracos Não Têm Vez | 2007 – Babel

Três atores, três filmes… com Vitor de Freitas

vitortresNão é qualquer pessoa que aceita te acompanhar em uma sessão de Gata Velha Ainda Mia. Pois o Vitor aceitou, pouco tempo depois de nos conhecermos. Sei que existe, nesta escolha, a paixão dele sem preconceitos por cinema (afinal, ele é formado em cinema!), mas acho que a sessão significou um pouco mais, já que hoje ele se tornou uma figura fundamental na minha vida, pelas mais diversas razões. No mais, também me identifico bastante com a sensibilidade do Vitor em apreciar desempenhos femininos mais do que a média normalmente aprecia. Por isso, a lista dele, além de muito autêntica, diz bastante também sobre os tipos de atuação que costumam me conquistar. As escolhas refletem ainda o auge das carreiras das três atrizes – todas oscarizadas pelos desempenhos mencionados. Ou seja, você pode até não incluí-los em sua lista pessoal, mas certamente há de concordar que são essenciais para conhecer cada uma delas.

Anne Hathaway (Os Miseráveis)
Foi por sua atuação no filme Os Miseráveis que Anne Hathaway mostrou que realmente é uma atriz incrível e digna de Oscar. No filme, Anne dá vida a Fantine, uma jovem que é forçada a se prostituir para sustentar a filha. Ela tem a difícil tarefa de interpretar essa personagem não só pela triste história mas também porque ela (assim como o resto do elenco) teve que cantar ao vivo no set, sem o uso de playback. Apesar de ser coadjuvante, Anne acaba brilhando mais do que muitos outros atores do elenco e literalmente rouba a cena cada vez que ela aparece na tela. Acredito que a sequência em que Anne canta a música “I Dreamed a Dream” seja uma das mais marcantes da história do cinema. Não só é uma cena incrível por sua simplicidade, intensidade e poder, mas também por ser um dos momentos mais emocionantes do filme, em que Anne se entrega completamente de uma forma assombrosa. Em um filme repleto de tragédias e tristezas, ela desaparece completamente e entrega uma performance que permanece no espectador muito depois de ver o filme.

Charlize Theron (Monster – Desejo Assassino)
Existem muitos filmes que me marcaram por diversos motivos. Mas são poucos os que conseguiram me prender tão intensamente como Monster. Um filme que narra a triste história de Aileen Wuornos, uma prostitua condenada a morte por assassinato, merece um elenco forte e que consiga contar essa história real com a intensidade que ela merece e precisa. Charlize Theron foi a escolha perfeita para interpretar Aileen, já que sempre se mostrou capaz de se transformar na personagem de seus filmes. Mas aqui não dá para negar que ela se entrega completamente e desaparece na pele de Aileen. Não é de se surpreender que, por esse filme, Charlize ganhou o Oscar de melhor atriz. Sempre admirei muito o trabalho dela mas, pela primeira vez em muitos anos, assisti a uma performance que me tocou e me deixou impressionado. O filme, por mais incrível que seja, não seria tão bom se qualquer outra atriz tivesse sido escalada para protagonizar essa história. Mesmo com outras performances excelentes no filme, é difícil tirar os olhos da protagonista.

Natalie Portman (Cisne Negro)
Nina Sayers é uma bailarina profissional que tem sua vida consumida pela profissão. Após ser escalada para ser a bailarina principal no espetáculo O Lago dos Cisnes, Nina se torna ainda mais obcecada pelo balé e pela perfeição e ao mesmo tempo em que tenta lidar com a sua paranoia e o medo de perder o papel para outra colega. Com isso, Nina acaba perdendo a estabilidade mental. Essa é a história do filme Cisne Negro, que tem como protagonista a atriz Natalie Portman. Muitas vezes interpretando mulheres regidas pelo lado emocional, pela primeira vez Natalie vive uma personagem mentalmente perturbada e incapaz de distinguir o o real do imaginário. Natalie consegue contar a história dessa mulher de forma feroz e intensa. O que faz com que Cisne Negro seja tão pesado e perturbador é a performance da atriz e sua habilidade de, ao dar vida a Nina Sayers, migrar de uma insegurança para uma confiança beirando a arrogância de uma forma muito sutil e com bastante fluidez.

Melhores de 2013 – Ator

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O ano era fortíssimo para os atores no Oscar 2013, mas não deveria haver nem abertura para discussão: Joaquin Phoenix era, de fato, o dono da grande interpretação entre os cinco concorrentes. Ele está um verdadeiro furacão neste difícil O Mestre. Mas excetuando os aspectos do filme que podem afastar várias plateias, é impossível não reconhecer toda a excelência do desempenho de Phoenix, que mais uma vez mostra sua grande versatilidade (e agora em 2014 ainda surgiu todo introspectivo e sensível em Ela!). Ao lado de Philip Seymour Hoffman, ele impressiona como o problemático Freddie Quell, construindo um personagem não apenas complexo e difícil em seus conflitos interiores, mas também na própria forma como ele se apresenta: percebam como Quell parece um sujeito cujas sequelas também se estenderam ao seu corpo magérrimo e quase corcunda. Com cenas simplesmente espetaculares, uma força irrepreensível e uma sintonia impecável com Hoffman, Phoenix apresenta em O Mestre aquela que é a melhor atuação de sua carreira até o momento.

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OUTROS INDICADOS:

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BRADLEY COOPER (O Lado Bom da Vida)

Vivemos tempos em que os galãs cada vez mais quebram paradigmas e provam que, além da beleza, são sim bons atores. Se Leonardo DiCaprio já fez isso há anos e Matthew McCounaghey teve recentemente seu grande momento com Clube de Compras Dallas, não podemos esquecer também de Bradley Cooper. Pode até ser que Jennifer Lawrence tenha levado todas as honrarias, mas é Cooper quem comanda O Lado Bom da Vida – tanto em termos de tempo em tela quanto de talento. Como o bipolar Pat, ele surpreende em um elenco que inclui não só Lawrence, a estrela do momento, mas também Robert De Niro e Jacki Weaver. Cooper convence sem exagerar (o que poderia facilmente acontecer, dada a personalidade do personagem) e acerta em todas as pequenas construções.

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DANIEL DAY-LEWIS (Lincoln)

Quando ganhou o Oscar de melhor ator por Lincoln, Daniel Day-Lewis brincou que Meryl Streep era a primeira opção de Spielberg para o filme – e que ele tinha sido originalmente chamado para interpretar Margaret Thatcher em A Dama de Ferro. Se os dois atores ganharam seus terceiros Oscars mais pelo chamariz de papeis biográficos, também venceram porque são monstros da atuação que voltaram a provar que nada é impossível para eles. Day-Lewis dispensa comentários e pode até ser que Lincoln não seja o papel que lhe dê mais chances de criações dramáticas, mas vê-lo em cena é sempre um show que vai além da mera reprodução de sotaques e trejeitos. No filme de Spielberg, claro, não é diferente.

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HUGH JACKMAN (Os Miseráveis)

Hugh Jackman nasceu para viver o sofrido Jean Valjean de Os Miseráveis. Seu talento como cantor já havia sido provado anos atrás, quando ele foi apresentador do Oscar, mas poucas vezes Jackman mostrou pleno domínio de um personagem que atravessa anos tentando viver uma vida normal após ter se libertado da prisão. Não é só na voz, na linguagem corporal e nos benefícios que tira de uma maquiagem que o ator impressiona. Isso porque o filme nem completa 15 minutos e Jackman já tem um momento épico, quando seu personagem canta Valjean’s Soliloquy exorcizando todos os demônios pessoais em uma crescente sequência onde vai da sutileza às lágrimas incontroláveis. Certamente um marco para a sua carreira.

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JOHN HAWKES (As Sessões)

John Hawkes não é o ator que você vê fora das câmeras e identifica com facilidade. Ele não tem um rosto marcante, o que é um grande ponto a favor de seu inegável talento. É fácil o ator desaparecer em personagens completamente diferentes. Mas resumir seu desempenho em As Sessões somente a essa sua metamorfose é deixar passar outros pontos positivos de sua criação. Como Mark O’Brien, poeta que não mexe uma parte do corpo do pescoço para baixo, ele esbanjou sutileza em uma atuação bastante carinhosa e tocante. É impossível não gostar do personagem e não se envolver com suas crenças e dilemas. Hawkes ainda forma uma bela dupla com a igualmente bem sucedida Helen Hunt, que o acompanha em discrição e afeto. Um pequeno grande desempenho.

EM ANOS ANTERIORES: 2012 – Rodrigo Santoro (Heleno) | 2011 – Colin Firth (O Discurso do Rei) | 2010 – Colin Firth (Direito de Amar) | 2009 – Sean Penn (Milk – A Voz da Igualdade) | 2008 – Daniel Day-Lewis (Sangue Negro) | 2007 – Forest Whitaker (O Último Rei da Escócia)

Rapidamente

Em Gata Velha Ainda Mia,  Regina Duarte e Bárbara Paz duelam em diálogos encenados em um único cenário

Em Gata Velha Ainda Mia, Regina Duarte e Bárbara Paz duelam com diálogos encenados em apenas um ambiente

COM LICENÇA, EU VOU À LUTA (idem, 1985, de Lui Farias): Por este filme Marieta Severo chegou a ganhar o Kikito de melhor atriz no Festival de Cinema de Gramado, mas a verdade é que não é muito justo celebrá-la quando a força da história é dividida entre ela e Fernanda Torres. As duas são as protagonistas de Com Licença, Eu Vou à Luta e ambas têm os seus momentos neste longa sobre um conturbado relacionamento entre mãe e filha, em especial quando a segunda, contrariando a família, começa a namorar um homem 18 anos mais velho, divorciado e com dois filhos. Adaptado do livro homônimo e autobiográfico de Eliane Maciel – vivida por Fernanda na versão cinematográfica -, este trabalho de Lui Farias (filho do também cineasta Roberto Farias) trouxe excelentes discussões para a década de 1980 mas que também curiosamente ainda se revelam bastante válidas para os dias de hoje: até que ponto uma garota de 15 anos consegue saber o que é melhor para sua vida? Um homem mais velho está necessariamente se aproveitando de uma menina mais jovem? De que forma os pais devem lidar com as decisões e as transformações dos filhos adolescentes? Alcançando seus melhores momentos nos confrontos entre Marieta e Fernanda – atrizes que por si só já merecem todos os elogios do mundo -, Com Licença, Eu Vou à Luta é crível, objetivo e, por que não, um filme para ser sempre debatido.

GATA VELHA AINDA MIA (idem, 2014, de Rafael Primot): Se existe um gênero que está prestes a se tornar moda no cinema brasileiro este é o suspense psicológico. Em 2014 já tivemos Quando Eu Era Vivo, que foi relativamente bem recebido neste sentido. Agora Gata Velha Ainda Mia vem para reforçar a tendência, colocando Regina Duarte e Bárbara Paz em um único cenário para um embate de opiniões que pouco a pouco traz consequências até mesmo físicas para as personagens. O que existe de mais interessante no longa do jovem Rafael Primot é como ele se esquiva de qualquer esquema comercial. Gata Velha Ainda Mia não é estilo Globo Filmes: o resultado é bastante atípico e pode até mesmo chocar algumas plateias com a forma que desenvolve sua história, seja pelo formato inteiramente apoiado em diálogos ou pelos próprios rumos, muitas vezes extremos e quase macabros. Bárbara Paz continua se mostrando uma atriz com muito a melhorar (em especial aqui, onde é a mocinha), enquanto Regina Duarte, com a sua mais recente mania de beirar o overacting, casa perfeitamente com a personagem megera e irônica que desde os primeiros minutos já sugere que está prestes a explodir como uma mulher bastante perturbada – e é exatamente aí que melhor reside a tensão do filme. Sem nunca parecer teatral, Gata Velha Ainda Mia é estranho e com um final um tanto amortecido, mas um filme que certamente não causará indiferença.

NAMORO OU LIBERDADE? (That Awkward Moment, 2014, de Tom Gormican): Já não gosto do título em português, que é radical demais ao reduzir namoros ao status de “prisão”, mas o filme todo é decepcionante. Cada vez mais parece que Hollywood desaprendeu a fazer comédias jovens e românticas que sejam divertidas mesmo com suas previsibilidades. Esta é especialmente chata e óbvia do início ao fim, com protagonistas que não despertam a nossa torcida. O elenco é liderado por Zac Efron, que cresceu, abandonou quaisquer resquícios de sua juventude High School Musical e hoje já é notícia como um dos homens mais desejados da atualidade. Efron ainda tem outro filme nos próximos meses (Vizinhos, que estrela ao lado de Seth Rogen), mas ele não vai além da beleza e sua desenvoltura para humor parece ter sido mesmo apenas memomentânea em 17 Outra Vez, onde estava carismático e divertido. Aqui, ao lado de Michael B. Jordan (do recente Fruitvale Station – A Última Parada) e Miles Teller, ele não consegue fazer muito, provando que é outro nome de sua geração que caiu no estereótipo de beleza sem talento. Mas a verdade é que todo Namoro ou Liberdade? é tedioso, não sabendo que tipo de humor seguir e tentando trazer reflexões sobre solteirice e comprometimento sem qualquer profundidade. Banal, redundante e óbvio, o filme de Tom Gormican não deve agradar os fãs de comédias pastelão nem as adolescentes apaixonadas.

X-MEN: DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO (X-Men: Days of Future Past, de Bryan Singer): Por alguma razão, não consigo mais me envolver com filme de herois. E por mais que X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido seja mais sobre outras questões ainda bastante contemporâneas e menos sobre poderes especiais, não sei se consigo desassociá-lo dessa overdose que o cinema vem tendo de adaptações de HQ’s. De todo jeito, Bryan Singer volta a provar que faz a diferença na franquia, especialmente depois do filme anterior, que hoje parece tão esquecível. Nesta sequência, tudo está mais seguro, em especial o elenco, que deve ser um dos melhores envolvendo herois no cinema, com destaque para Michael Fassbender (um antagonista imponente e realmente temível) e Peter Dinklage (hoje um estouro em Game of Thrones mas que sempre teve seus momentos especiais no cinema). Talvez esta continuação pudesse aproveitar melhor os atores da antiga franquia, que são praticamente figurantes (Halle Berry deve ter apenas uma fala durante quase duas horas), mas isso não é razão para depreciar a nova geração, principalmente quando personagens como Xavier (James McAvoy, sempre um acerto) estão mais complexos e melhor desenvolvidos. Dias de Um Futuro Esquecido pode até não ser uma revolução para o gênero, mas certamente é uma boa opção quando ir ao cinema para assistir a este tipo de história tem se tornado um verdadeiro exercício de desânimo.

Melhores de 2013 – Fotografia

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O genial Emmanuel Lubezki precisou se entregar ao CGI para finalmente receber um Oscar. Antes de vencer por Gravidade, Lubezki já merecia o troféu em pelo menos duas ocasiões: Filhos da Esperança e A Árvore da Vida. Mas se o prêmio por Gravidade parece se revelar mais a continuação de uma tendência da Academia (perceberam como os últimos vencedores da categorias eram filmes basicamente construídos em CGI, como As Aventuras de Pi?) do que de fato o reconhecimento pelo brilhante trabalho individual do fotógrafo mexicano, pelo menos a coincidência vem a calhar: o que Lubezki faz em Gravidade é, de fato, sobrenatural. Se fotografar o real de forma inteligente já não é fácil, imagina, então, quando tudo precisa ser construído em computador! O resultado não é menos que impressionante, já que Gravidade deve grande parte de sua imersão a tudo que Lubezki criou em termos de fotografia, com o espaço sideral mais fiel que o cinema já deve ter visto. Nós estamos à deriva com Ryan (Sandra Bullock) e tudo parece incrivelmente real graças ao fotógrafo que, da luz à sombra em frames perfeitamente impressivos, reforçou o seu título de um dos profissionais mais invejáveis do segmento.

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OUTROS INDICADOS:

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A fotografia de Emmanuel Lubezki (de novo!) é tudo o que o próprio Amor Pleno não é: envolvente, encantadora e repleta de significados / Acompanhando dignamente o belo trabalho cenográfico, a fotografia de Anna Karenina captura com beleza singular o deslumbre estético do filme de Joe Wright / A delicadeza de Ferrugem e Osso se torna ainda mais tenra e especial com a fotografia, que entende plenamente o que existe de mais valioso no filme: os seus protagonistas / Roger Deakins torna Os Suspeitos ainda mais angustiante com sua fotografia de poucas cores que dialoga perfeitamente com os sentimentos transmitidos pela trama.

EM ANOS ANTERIORES: 2012 – As Aventuras de Pi | 2011 – A Árvore da Vida | 2010 – Direito de Amar | 2009 – Quem Quer Ser Um Milionário? | 2008 – Ensaio Sobre a Cegueira