Cinema e Argumento

Melhores de 2011 – Atriz

Às vezes, a sintonia entre dois atores é tão grande que separá-los, dizendo que um é melhor do que outro, é uma tarefa impossível – e absurda. Por isso mesmo, é difícil entender como Annette Bening concorreu a tantos prêmios enquanto Julianne Moore ficou de escanteio por Minhas Mães e Meu Pai. Tal fato se repetiu ano passado, quando Kirsten Dunst foi eleita melhor atriz em Cannes por seu trabalho em Melancolia. Não, o filme de Lars Von Trier não é somente dela. Na realidade, é extremamente errado dizer isso. Kirsten Dunst não existe sem Charlotte Gainsbourg, e vice-e-versa. As duas se completam em cena, realizando trabalhos igualmente excepcionais. Von Trier foi agraciado com essa dupla que deu vida de forma contundente a duas personagens marcantes e que conseguem tornar ainda mais realistas as angústias e aflições de mulheres com personalidades completamente opostas. Vê-las juntas, especialmente quando o filme se encaminha para o final, é um verdadeiro presente. Um ator não trabalha sozinho, a não ser que esteja em um monólogo. E esse entendimento de parceria está mais do que explícito nas excelentes performances de Kirsten Dunst e Charlotte Gainsbourg em Melancolia. As duas são as melhores atrizes de 2011.

JULIETTE BINOCHE (Cópia Fiel)

Para quem não aprecia o cansativo Cópia Fiel, Juliette Binoche é uma verdadeira luz no fim do túnel. O filme de Abbas Kiarostami não é para todos, mas a interpretação de Binoche sim. Seguindo a tendência dos ótimos trabalhos de duplas esse ano, Binoche divide a tela com o também excelente William Shimell. No entanto, a francesa recebe a abordagem mais emotiva e dramática, tornando-se, assim, o grande destaque desse longa que, apesar de não ser intenso, tem uma protagonista que consegue ser exatamente isso.

NATALIE PORTMAN (Cisne Negro)

Vencedora de um merecido Oscar de melhor atriz, Natalie Portman recebe, em Cisne Negro, o papel mais importante de toda a sua carreira. Pela primeira vez, Portman é o grande centro das atenções nesse filme que traz outra impecável direção de Darren Aronofsky. Dedicando-se de corpo e alma a esse papel difícil, a atriz, mais uma vez, prova a sua capacidade de conduzir com segurança um papel complexo e cheio de interpretações. A Alice, de Closer – Perto Demais, era apenas o começo. Aqui, ela alcança sua definitiva segurança como intérprete.

MICHELLE WILLIAMS (Namorados Para Sempre)

Em 2011, não existe filme mais doloroso do que Namorados Para Sempre. Narrando o conturbado fim de um relacionamento, o diretor Derek Cianfrance despertou completa inspiração em seus protagonistas. E Michelle Williams, boa atriz como sempre, conseguiu um resultado maravilhoso. Atuando em plena sintonia com Ryan Gosling, ela transmite todo o sofrimento de sua personagem, bem como suas fragilidades e esperanças. Possivelmente, o ponto alto da carreira de Williams.

EM ANOS ANTERIORES: 2010 – Carey Mulligan (Educação) | 2009 – Kate Winslet (Foi Apenas Um Sonho) | 2008 – Meryl Streep (Mamma Mia!) | 2007 – Marion Cotillard (Piaf – Um Hino ao Amor)

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Escolha do público:

1. Natalie Portman, por Cisne Negro (40,91%, 18 votos)

2. Michelle Williams, por Namorados Para Sempre (27,27%, 12 votos)

3. Kirsten Dunst, por Melancolia (13,64%, 6 votos)

4. Charlotte Gainsbourg, por Melancolia (9,09%, 4 votos)

5. Juliette Binoche, por Cópia Fiel (9,09%, 4 votos)

Melhores de 2011 – Roteiro Adaptado

Não deve existir, em 2011, filme com roteiro mais ousado e surpreendente do que A Pele Que Habito. O texto faz um casamento perfeito com a direção, trazendo um longa cheio de reviravoltas no melhor estilo Pedro Almodóvar. Por sinal, é uma das raras vezes em que o diretor aposta em uma adaptação para fazer um filme. Enganou-se quem pensava que, em função disso, Almodóvar pudesse perder a sua essência como roteirista. O que acontece é justamente o oposto: depois do fraco Abraços Partidos, ele retomou as rédeas de seu estilo inconfundível e apresentou um trabalho excepcional. A Pele Que Habito, baseado no livro Tarântula, traz todos os elementos que sempre fizeram do diretor também um excelente roteirista, como a questão da identidade sexual e as famílias problemáticas. Um resultado no mínimo instigante, onde é impossível ficar indiferente a um resultado tão polêmico e, acima de tudo, diferente. Almodóvar não perdeu a capacidade de se reinventar. E o roteiro de A Pele Que Habito é o exemplo mais recente de sua carreira que comprova isso.

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE – PARTE 2

O trabalho de Steve Kloves em ambas as partes finais de Harry Potter foi maravilhoso. Só que a última é a verdadeira coroação de Kloves como roteirista. Impressiona como ele conseguiu reunir os milhares de elementos da obra original de J.K. Rowling em um roteiro bem organizado e pontuado com ação e drama. Claro que, para o público leigo, alguns aspectos da história não ficam tão consistentes como deveriam, mas, no geral, o roteiro de As Relíquias da Morte – Parte 2 não deve em nada para os outros impressionantes aspectos do desfecho da saga.

VEJO VOCÊ NO PRÓXIMO VERÃO

Subestimada estreia de Philip Seymour Hoffman atrás das câmeras, Vejo Você no Próximo Verão merecia reconhecimento, também, pelo ótimo roteiro de Robert Glaudini, que adaptou a sua própria peça homônima. É importante como o texto, junto com a direção de Hoffman, nunca deixa o resultado com um tom teatral. Por isso, discussões sobre solidão e relacionamentos aparecem no filme de forma muito natural e eficiente, em uma história que faz um ótimo contraste entre um casal despedaçado e outro que está aprendendo como a vida pode ser bem melhor com alguém ao lado. Merecia mais atenção.

TUDO PELO PODER

George Clooney, Grant Heslov e Beau Willimon adaptaram a peça Farragut North com uma inegável qualidade. O roteiro, talvez, seja o ponto alto de Tudo Pelo Poder, um filme que lida com vários persongens e subtramas mas que nunca se perde ao misturá-los. A política, no filme de George Clooney, é acessível e instigante como há tempos não víamos no cinema. E o trio de roteiristas merece todos os elogios por esse texto subestimado que, inclusive, merecia ter vencido o Oscar 2012 em sua respectiva categoria. Outra prova do amadurecimento de Clooney atrás das câmeras (também como roteirista).

A ÚLTIMA ESTAÇÃO

Assim como o trio responsável pelo roteiro de Tudo Pelo Poder, Michael Hoffman apostou na simplicidade para adaptar o livro The Last Station: A Novel of Tolstoy’s Last Year, de Jay Parini. Seria fácil, em um tema como esse, cair em armadilhas intelectuais e tornar o filme um exemplar pedante sobre a vida Tolstói. Não é o que acontece no roteiro de Hoffman, que prefere falar não só sobre os ideais do escritor, mas também sobre o complicado relacionamento que ele tinha com a mulher e sobre as pessoas em sua volta. E essa falta de pretensão, por si só, já justificaria elogios para o roteiro.

EM ANOS ANTERIORES: 2010Direito de Amar | 2009Dúvida | 2008Desejo e Reparação | 2007Notas Sobre Um Escândalo

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Escolha do público:

1. A Pele Que Habito (52,17%, 12 votos)

2. Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (26,09%, 6 votos)

3. Tudo Pelo Poder (21,74%, 5 votos)

4. A Última Estação (0%, o votos)

5. Vejo Você no Próximo Verão (0%, 0 votos)

Melhores de 2011 – Ator

O nível que Colin Firth alcançou nos últimos anos não é brincadeira. Ele, inclusive, já merecia ter vencido o Oscar logo na sua primeira indicação por Direito de Amar, onde estava impecável na pele do melancólico professor de literatura George Falconer. O prêmio, contudo, veio com O Discurso do Rei. E se o filme de Tom Hooper tem detratores até mesmo debaixo d’água, tal ódio não pode se estender ao maravilhoso desempenho de Colin Firth. Mais uma vez vitorioso ao mergulhar nas angústias de um personagem, Firth mostra toda a vulnerabilidade de um sujeito que, devido ao destino, precisa encontrar força e liderança para assumir um posto que claramente não era destinado ao seu perfil. O trabalho do ator, então, não é apenas sobre a técnica de reproduzir uma gagueira ou de encarnar uma figura real, mas também sobre a habilidade de demonstrar fragilidade e força de superação. E, em todos os sentidos, Firth está mais uma vez impecável, trazendo outro grande desempenho para essa nova fase de sua carreira. Pois é, podemos esperar bastante dele para os próximos anos…

JAVIER BARDEM (Biutiful)

Biutiful é, provavelmente, o filme mais desinteressante do diretor Alejandro González Iñárritu. Excessivamente lento e desperdiçando tempo com histórias que não precisavam de tanto destaque, o filme pode ter seus erros, mas nenhum deles envolve Javier Bardem. Bem pelo contrário. O espanhol é quem segura magnificamente esse filme que merece ser conferido justamente por causa de seu desempenho. Com cenas arrebatadoras, em especial aquelas que divide com os filhos, Bardem entrega um trabalho que figura, facilmente, entre os melhores de sua carreira.

ANDY SERKIS (Planeta dos Macacos: A Origem)

Andy Serkis foi o grande responsável por essa corrente de cinéfilos que defendem a valorização de interpretações “maquiadas” por tecnologia. E não é para menos. Depois do ótimo trabalho como o bizarro Gollum, de O Senhor dos Aneis, o ator alcança, em Planeta dos Macacos: A Origem, aquele que é, possivelmente, o seu auge como profissional. Reproduzindo tudo o que é necessário para tornar o macaco Caeasar uma figura extremamente realista, Serkins realiza um trabalho convincente e, acima de tudo detalhista. Muitos atores por aí, normalmente, não conseguem sequer fazer metade disso.

RYAN GOLSING (Namorados Para Sempre)

O sucesso que Ryan Gosling tem alcançado nos últimos anos é apenas fruto de uma série de bons trabalhos apresentados anteriormente. Desde Half Nelson e A Garota Ideal, Gosling já mostrava o seu talento. E, em Namorados Para Sempre, ele deu mais uma prova do porquê ser um dos atores mais disputados de sua geração. Fazendo uma ótima dupla com Michelle Williams, ele consegue se sair muito bem nesse personagem que, frente ao de Williams, pode parecer menos digno de compaixão. Mais um caso de injustiça onde o integrante de uma dupla foi preterido quando deveria ser celebrado nas mesmas proporções que o outro.

PAUL GIAMATTI (A Minha Versão do Amor)

A Minha Versão do Amor pode até não ser um filme muito interessante (se prolonga demais e não é necessariamente narrado de forma original), mas Paul Giamatti salva o dia. Independente do filme, esse é um ator que sempre chama a atenção. Também ótimo no recente Tudo Pelo Poder, Giamatti encontra destaque absoluto em A Minha Versão do Amor, mostrando, de novo, a sua facilidade em conseguir ser tão natural e eficiente diante das câmeras. O ator sabe dar o tom certo para sua interpretação, que, no final das contas, é o que justifica uma conferida nesse filme.

EM ANOS ANTERIORES: 2010 – Colin Firth (Direito de Amar) | 2009 – Sean Penn (Milk – A Voz da Igualdade) | 2008 – Daniel Day-Lewis (Sangue Negro) | 2007 – Forest Whitaker (O Último Rei da Escócia)

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Escolha do público:

1. Ryan Gosling, por Namorados Para Sempre (44,12%, 15 votos)

2. Colin Firth, por O Discurso do Rei (35,29%, 12 votos)

3. Andy Serkis, por Planeta dos Macacos: A Origem (8,82%, 3 votos)

4. Javier Bardem, por Biutiful (5,88%, 2 votos)

5. Paul Giamatti, por A Minha Versão do Amor (5,88%, 2 votos)

Melhores de 2011 – Montagem

Em 127 Horas, assim como em Quem Quer Ser Um Milionário?, Danny Boyle volta a afirmar que o forte de seus filmes não é a história em si, mas sim como ela é contada. No longa estrelado por James Franco, Boyle volta a fazer parceria com um dinâmico montador. Agora, é a vez de Jon Harris dar agilidade para a história contada pelo diretor. E o resultado é de tirar o chapéu. Não devemos, entretanto, reduzir o trabalho de Harris ao simples fato de conseguir superar o desafio de dar continuidade a uma história passada quase que inteiramente em um único cenário. Ele vai além: em certos momentos, até nos esquecemos que estamos presos em um lugar estreito junto com o protagonista. Harris, junto com a bem planejada trilha de A.R. Rahman, consegue dar excelente ritmo para essa história que, se montada de maneira errada, poderia cair na monotonia. Não é o que acontece aqui. Pelo contrário: o resultado apresentado por Harris dá uma nova perspectiva para 127 Horas. Montagem objetiva e com o estilo certeiro para manter o espectador sempre atento.

CONTÁGIO

Muito da sensação de surpresa deixada por esse novo filme de Steven Sodergbergh vem da ótima montagem de Stephen Mirrione. Se o diretor não consegue concluir muito bem a maioria das histórias que desenvolve, Mirrione consegue apresentá-las com uma notável habilidade. A montagem costura tudo bastante precisão, trazendo exatamente aquilo que Contágio precisa: harmonia. No final, não parece que vimos uma confusão de personagens e situações. A montagem, com muitos méritos, conseguiu organizar e, principalmente, dinamizar tudo.

MEDIANERAS – BUENOS AIRES NA ERA DO AMOR VIRTUAL

Medianeras – Buenos Aires na Era do Amor Virtual conseguiu expressar sua contemporaneidade até mesmo na montagem. Pablo Mari e Rosario Suárez, responsáveis pelo setor, tratam tudo com um dom muito valioso: aquele de organizar duas histórias que acontecem em circunstâncias diferentes mas que são, essencialmente, sobre os mesmos dilemas. Martín (Javier Drolas) e Mariana (Pilar Lopez de Ayala) têm rotinas distintas – mas, no fundo, como a própria montagem aponta, vivem praticamente a mesma vida.

A PELE QUE HABITO

Uma boa trama cheia de segredos e revelações não vem apenas de um bom roteiro, mas também de um bom trabalho de montagem. Tal afirmação serve como uma luva para A Pele Que Habito, um dos longas mais surpreendentes de Pedro Almodóvar. Aqui, além do quebra-cabeça ser montado com a devida dose de curiosidade, as escolhas mais ousadas (como alguns segredos sendo revelados cedo demais) não estragam o filme: pelo contrário, o resultado fica ainda mais interessante.

CISNE NEGRO

As paranoias de Nina não teriam o mesmo efeito se não fosse o excelente trabalho de montagem. Ora, a dificuldade do espectador distinguir o que é realidade de sonho também é fruto desse trabalho. E Cisne Negro, ao conduzir com a devida dose de tensão dramática sua história, consegue saldo mais do que positivo com as escolhas da montagem. Outro pequeno grande detalhe desse que é um dos filmes mais marcantes de 2011.

EM ANOS ANTERIORES: 2010 – A Origem | 2009 – Quem Quer Ser Um Milionário? | 2008 – Onde os Fracos Não Têm Vez

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Escolha do público:

1. Cisne Negro (34,38%, 11 votos)

2. A Pele Que Habito (25%, 8 votos)

3. 127 Horas (21,88%, 7 votos)

4. Contágio (9,38%, 3 votos)

5. Medianeras – Buenos Aires na Era do Amor Virtual (9,38%, 3 votos)

Melhores de 2011 – Roteiro Original

Melancolia é, possivelmente, o filme mais surpreendente de Lars Von Trier. Livre de qualquer pretensão e da sua eterna vontade de querer chocar a todo momento, o diretor prova, em seu mais recente trabalho, que, ao contrário do que Cannes pensa, devemos julgar a obra e não a personalidade de seu autor. O roteiro que Lars Von Trier escreveu originalmente para Melancolia é certeiro em todas as emoções: desenvolve bem os dramas, cria uma excelente atmosfera de angústia e ainda traz personagens extremamente verossímeis. Através do texto, nós fazemos parte daquele mundo e conseguimos nos colocar na pele dos personagens. Parece que também somos assombrados pelo planeta Melancolia. Do prólogo até a impecável conclusão, o roteiro fala sobre os mais variados assuntos (família, amor, insatisfação, mágoas) e nunca se perde. Um trabalho exemplar que, junto com a ótima direção, trouxe um dos melhores filmes de 2011. É, pelo jeito, Anticristo foi um desvio de percurso. Melancolia é um Von Trier para todos. Um drama diferente, universal e que merece mais consideração – inclusive daqueles que não apreciam a carreira do dinamarquês. Eles, assim como eu, podem se surpreender. E muito.

NAMORADOS PARA SEMPRE

Em Namorados Para Sempre, o excelente trabalho de Michelle Williams e Ryan Gosling não teria o mesmo impacto, claro, sem o texto incrivelmente realista e doloroso de Derek Cianfrance, Joey Curtis e Cami Delavigne. Muito mais do que um triste retrato sobre um relacionamento despedaçado, o roteiro também constrói uma história sobre decepções e outros sonhos que não deram certo. Um texto para os fortes e que, ao contrário do que o título nacional indica, não tem nada daquele amor idealizado. É um trabalho sobre a vida. Ou melhor, sobre os obstáculos dela.

MEIA-NOITE EM PARIS

Woody Allen é uma fonte inesgotável de originalidade. E Meia-Noite em Paris não foge à regra. É certo que os filmes verdadeiramente relevantes dele de tempos em tempos (o último, antes desse, foi Vicky Cristina Barcelona), mas, quando aparecem, são sempre gratas surpresas. Em Meia-Noite em Paris, encontramos um Woody Allen completamente apaixonado por Paris, mas que também faz uma notável homenagem ao mundo das artes. Por esse trabalho, venceu, inclusive, o Oscar de melhor roteiro original. Simplicidade e inteligência sem arrogância. Isso não é para qualquer um.

MEDIANERAS – BUENOS AIRES NA ERA DO AMOR VIRTUAL

A mais agradável surpresa do 39º Festival de Cinema de Gramado e que, infelizmente, não teve a mesma repercussão que outro longa argentino também exibido nos cinemas mais ou menos na época, Um Conto Chinês. Ricardo Darín que perdoe a todos, mas o seu filme não chega nem aos pés da originalidade de Medianeras – Buenos Aires na Era do Amor Virtual, cujo roteiro de Gustavo Taretto (que também é o diretor) transborda dinamismo em uma temática extremamente contemporânea. Altamente recomendado para qualquer cinéfilo e, principalmente, para os fãs do cinema argentino.

EM UM MUNDO MELHOR

Susanne Bier está muito longe de ser uma grande diretora, mas merecia reconhecimento por Em Um Mundo Melhor. Aqui, ela controla seus habituais melodramas e realiza, junto com o roteirista Anders Thomas Jensen, um excelente trabalho. Com uma história bem amarrada em termos de tensão, Em Um Mundo Melhor também tem um roteiro que sabe desenvolver vários temas paralelos, como uma dolorosa separação e a importante relação entre pais e filhos. Tudo isso com um bom ritmo e com uma trama que nunca deixa de despertar o interesse do espectador.

EM ANOS ANTERIORES: 2010A Origem | 2009(500) Dias Com Ela | 2008WALL-E | 2007Ratatouille

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Escolha do público:

1. Melancolia (37,84%, 14 votos)

2. Meia-Noite em Paris (29,73%, 11 votos)

3. Namorados Para Sempre (16,22%, 6 votos)

4. Em Um Mundo Melhor (8,11%, 3 votos)

5. Medianeras – Buenos Aires na Era do Amor Virtual (8,11%, 3 votos)