Cinema e Argumento

Adeus, 2012! (e as melhores cenas do ano)

oscarmsceneTive a sensação que 2012 passou voando… Pessoalmente, foi um ano de desafios, mas também de muitas recompensas. Quanto ao cinema, creio que 2012 teve períodos de grandes decepções (da temporada do Oscar até mais ou menos a metade do ano, os lançamentos, em sua maioria, não cumpriram expectativas) e outros de várias surpresas (os últimos meses foram particularmente interessantes). Foi um ano que valeu – antes de mais nada – por dois momentos muito esperados pelo escriba que vos fala: o terceiro Oscar de Meryl Streep (nunca comemorei tanto frente a uma TV!) e o primeiro prêmio importante para Julianne Moore, uma atriz singular que só agora foi reconhecida – dessa vez, pelo retrato impecável da republicana Sarah Palin em Virada no Jogo. Considerando os lançamentos do circuito comercial brasileiro, conferi 69 filmes – o que é um índice relativamente satisfatório, já que, entre trabalho e faculdade, sempre escrevi sobre tudo que assisti. Agora, como de costume, encerro o ano listando os meus dez momentos favoritos dos filmes que vi durante os doze meses que passaram. A relação que segue abaixo não segue nenhuma ordem. No mais, um excelente 2013 a todos e que a paixão pela sétima arte continue sempre viva dentro de todos nós. Afinal, vale sempre lembrar, esse blog não seria possível sem vocês, leitores. Um forte abraço! =)

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A cena final de Guerreiro

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Kylie Minogue canta “Who Were We?” em Holy Motors

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A visita final de Precisamos Falar Sobre o Kevin

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Os créditos iniciais de 007 – Operação Skyfall

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O tsunami invade a Tailândia em O Impossível

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Video Killed the Radio Star no Crazy Dance em Entre o Amor e a Paixão

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A cena do elevador em Drive

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A cena final de O Abrigo

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Matt King (George Clooney) se despede da esposa em Os Descendentes

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A sequência incial com Brandon (Michael Fassbender) no metrô em Shame

Melhores de 2011 – Balanço Final

Foram 18 categorias e, ao total, quase 700 votos nas enquetes realizadas pelo blog. A premiação de melhores do ano do Cinema e Argumento foi, mais uma vez, um sucesso! O grande vencedor foi Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2, vitorioso em cinco categorias: filme, ator coadjuvante, direção de arte, edição/mixagem de som e efeitos especiais. Logo depois vem O Discurso do Rei, que levou ator e figurino. Todos os outros vencedores conquistaram apenas uma categoria.

Fica registrado, novamente, o meu agradecimento a todos que participaram desse “evento” do blog e também, claro, aos que sempre nos acompanham. Abaixo, a lista completa com todos os vencedores, categoria por categoria, incluindo as escolhas de vocês (que realmente ficaram encantados com Cisne Negro, hein?). Sugestões e críticas para a próxima edição de melhores do ano são sempre bem-vindas. Até lá!

FILME: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (escolha do público: Cisne Negro)

DIRETOR: Darren Aronofsky, por Cisne Negro (escolha do público: idem)

ELENCO: Tudo Pelo Poder (escolha do público: idem)

ATOR: Colin Firth, por O Discurso do Rei (escolha do público: Ryan Gosling, por Namorados Para Sempre)

ATRIZ: Charlotte Gainsbourg e Kirsten Dunst, por Melancolia (escolha do público: Natalie Portman, por Cisne Negro)

ATOR COADJUVANTE: Alan Rickman, por Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (escolha do público: idem)

ATRIZ COADJUVANTE: Amy Adams, por O Vencedor (escolha do público: idem)

ROTEIRO ORIGINAL: Melancolia (escolha do público: idem)

ROTEIRO ADAPTADO: A Pele Que Habito (escolha do público: idem)

MONTAGEM127 Horas (escolha do público: Cisne Negro)

FOTOGRAFIAA Árvore da Vida (escolha do público: idem)

TRILHA SONORA: A Última Estação (escolha do público: Cisne Negro)

DIREÇÃO DE ARTE: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (escolha do público: idem)

FIGURINO: O Discurso do Rei (escolha do público: Cisne Negro)

EDIÇÃO/MIXAGEM DE SOMHarry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (escolha do público: idem)

CANÇÃO ORIGINAL: “Life’s a Happy Song”, de Os Muppets (escolha do público: “You Haven’t Seen the Last of Me”, de Burlesque)

EFEITOS ESPECIAISHarry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (escolha do público: idem)

ANIMAÇÃO: O Ursinho Pooh (escolha do público: Rio)

Melhores de 2011 – Filme

Talvez eleger Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 como o melhor filme do ano seja uma atitude baseada muito mais na minha emoção do que na razão. Mas qual o verdadeiro prazer do cinema se não a entrega total às emoções? Assistir a um filme é algo extremamente sensorial. E o último filme da saga Harry Potter foi, até hoje, o que consegui presenciar de mais emocionante dentro de uma sala de cinema. Nunca me senti tão envolvido com uma história, arrepiado com sua estética e emocionado com cada rumo tomado pela história. Claro que existe muito de nostalgia nesse longa que conclui uma trama que comecei a acompanhar lá na minha infância. Mas não consegui ficar indiferente ao que Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 me proporcionou no sentido emocional. No final das contas, algumas pontas mal amarradas sequer me incomodaram. Para mim, o filme é uma experiência única, perfeita. E não tenho medo de confessar todo esse meu amor “cego” por ele. David Yates, como já mencionado, me proporcionou a sessão de cinema mais extraordinária da minha vida – até agora, claro. Ainda hoje As Relíquias da Morte – Parte 2 está comigo. E isso não quer dizer pouca coisa. Bem pelo contrário…

2. A PELE QUE HABITO, de Pedro Almodóvar

“A Pele Que Habito vem para provar que, além de dominar a arte de dirigir, Almodóvar vai além: é um mestre que faz questão de se reinventar. No seu mais novo filme, ele quebra barreiras, arrisca no bizarro e flerta com insanidades, mas sempre mantendo sua ligação com os elementos que formaram sua reputação. E o resultado não é menos que excepcional”.

(crítica publicada no dia 05/11/2011)

3. MELANCOLIA, de Lars Von Trier

Melancolia é, na realidade, um drama bem conduzido em todos os sentidos: os personagens são aprofundados na medida exata e os acontecimentos possuem o teor necessário de dramaticidade. Gratificante ver um Lars Von Trier mais acessível e que apresenta complexidades mais atraentes para o público que não se identifica tanto com sua filmografia”.

(crítica publicada no dia 19/08/2011)

4. CISNE NEGRO, de Darren Aronofsky

“O diretor [Darren Aronofsky] sabe como ninguém selecionar um tema aparententemente normal e transformá-lo em um verdadeiro espetáculo sensitivo. Bem como Réquiem Para Um SonhoCisne Negro mexe com todos os sentidos do espectador, que pode se arrepiar com a beleza de um balé incrivelmente bem fotografado ou morrer de agonia em cenas de dor física da personagem”.

(crítica publicada no dia 05/02/2011)

5. TUDO PELO PODER, de George Clooney

“O que existe de mais atraente em Tudo Pelo Poder é essa habilidade de falar sobre política levantando outras importantes questões que norteiam esse mundo. É um texto sem excessos, onde cada cena tem significado e nada parece estar ali para dar um tom mais sério ou para tornar tudo mais intelectual. A vontade de Tudo Pelo Poder é de dialogar com todos”.

(crítica publicada no dia 30/12/2011)

6. MEDIANERAS – BUENOS AIRES NA ERA DO AMOR VIRTUAL, de Gustavo Taretto

“Deve ser um consenso que esse filme é mais uma prova de talento dos nossos vizinhos argentinos… Porque, sinceramente, dá gosto de ver um trabalho tão atual e dinâmico, que, além de mexer com algumas lembranças (a referência ao livro Onde Está Wally? é ótima), encerra tudo de forma incrivelmente agradável ao som de Ain’t No Moutain High Enough. Mais do que recomendado”.

(crítica publicada no dia 14/08/2011)

7. VEJO VOCÊ NO PRÓXIMO VERÃO, de Philip Seymour Hoffman

“Vejo Você no Próximo Verão, além de ter excelentes interpretações de Philip Seymour Hoffman e Amy Ryan, é uma obra muito melancólica, principalmente porque a trilha instrumental de Grizzly Bear e a coletânea que traz Cat Power, DeVotchKa, entre outros, faz questão de dar esse tom junto junto com o roteiro e a direção”.

(crítica publicada no dia 25/07/2011)

8. AS CANÇÕES, de Eduardo Coutinho

“Porque é exatamente assim que fiquei depois de As Canções: querendo contar uma história, cantar uma música que marcou a minha vida e ouvir tudo isso de mais outras pessoas. Coutinho, de novo, mergulhando na humanidade de seus entrevistados! Ótimo!”

(crítica publicada no dia 15/12/2011)

9. NAMORADOS PARA SEMPRE, de Derek Cianfrance

“Essa história está longe de ser romântica ou de falar sobre a felicidade de um relacionamento a dois. Namorados Para Sempre traz um olhar desesperançoso e amargo do amor, onde o roteiro está preocupado em mostrar o cotidiano de um casal que está desmoronando um pouco mais a cada dia”.

(crítica publicada no dia 09/06/2011)

10. MEIA-NOITE EM PARIS, de Woody Allen

“Funciona de forma ainda mais prazerosa para os intelectuais que conhecem, por exemplo, Dalí, Picasso, Hemingway e afins. Assim, com propostas interessantes, belíssimas imagens de Paris e seu habitual humor, Woody Allen realizou uma obra muito agradável e que deve ficar entre os mais satisfatórios de seus trabalhos contemporâneos”.

(crítica publicada no dia 05/07/2011)

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Escolha do público:

1. Cisne Negro (38,24%, 13 votos)

2. Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (14,71%, 5 votos)

3. Melancolia (14,71%, 5 votos)

4. Medianeras – Buenos Aires na Era do Amor Virtual (11,76%, 4 votos)

5. Namorados Para Sempre (11,76%, 4 votos)

6. Meia-Noite em Paris (5,88%, 2 votos)

7. As Canções (2,94%, 1 voto)

8. A Pele Que Habito (0%, 0 votos)

9. Tudo Pelo Poder (0%, 0 votos)

10. Vejo Você no Próximo Verão (0%, 0 votos)

Melhores de 2011 – Diretor

2011 foi um ano particularmente interessante para os diretores. E o melhor deles foi Darren Aronofsky, que, hoje, já pode se considerar um dos grandes profissionais de seu tempo. Claro que esse talento já estava mais do que evidente no forte Réquiem Para Um Sonho e até mesmo no estranho Fonte da Vida. Por outro lado, Aronofsky parece ter feito o seu maior sucesso, já que Cisne Negro, até agora, foi a obra mais reconhecida e comentada do diretor. Não é para menos, o longa é diferente e marcante em função de Aronofsky, que pegou uma história simples e transformou tudo em um verdadeiro espetáculo sensorial. A história da bailarina Nina (Natalie Portman) faz uma perfeita união entre cinema, música e dança graças ao seu espetacular trabalho de direção. O nova iorquino criou cenas antológicas (os minutos finais são especialmente singulares, alcançando a perfeição), realizando um filme completamente diferente – e que, nas mãos erradas, poderia ter sido mais do mesmo. É o caso raro de um diretor que consegue impactar e deixar fortes impressões. Cisne Negro não causa indiferença. Parabéns, sr. Aronofsky!

PEDRO ALMODÓVAR (A Pele Que Habito)

Complicado ter qualquer curiosidade por A Pele Que Habito depois do mediano e reciclado Abraços Partidos. Mas, quem diria, Almodóvar voltou a arrebentar! Seu mais novo filme é pulsante, mostrando que tal história cheia de bizarrices e situações inusitadas só poderia ser contada por alguém com a genialidade do diretor espanhol. A forma como Almodóvar orquestra a história é de impressionar. Planos que comunicam muito, cenas que variam do emocionante ao nervoso e, claro, muito impacto visual. Trabalho de mestre.

LARS VON TRIER (Melancolia)

Nazista. Louco. Interpretem de forma errada tudo o que Lars Von Trier diz. Mas não julguem Melancolia pelo gênio difícil do diretor. Aliás, o mais novo filme do cineasta é o melhor de sua carreira por ser justamente o inverso de todas as suas outras obras. Aqui, não temos, por exemplo, a loucura desenfreada de Anticristo. Melancolia hipnotiza pela forma que Von Trier torna tudo tão… melancólico. Além de dar um show no visual (o que parece ter virado sua mais recente marca), o longa também tem sua dose de tensão, fazendo o espectador entrar na angústia emocional dos personagens. Surpreendente do início ao fim.

GEORGE CLOONEY (Tudo Pelo Poder)

Que George Clooney é um bom diretor todo mundo já sabe desde Boa Noite, e Boa Sorte. O surpreendente é ver que ele só melhora com o tempo. Em Tudo Pelo Poder, Clooney descomplica a política em uma história que chama a atenção pela facilidade com que consegue envolver o espectador sem usar grandes artifícios. Clooney tem uma direção sóbria, que aproveita ao máximo os atores e o roteiro que tem em mãos. Atestado de um profissional que, apesar de ter feito um filme desnecessário (o decepcionante O Amor Não Tem Regras, com Renée Zellweger) só evolui, principalmente quando está no terreno certo. É o caso de Tudo Pelo Poder.

DAVID YATES (Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2)

David Yates é um sujeito de coragem. Assumir uma saga tão grandiosa como Harry Potter e ter a responsabilidade de fazer o desfecho são tarefas que amedrontariam muita gente. Não ele. Se o trabalho do britânico foi irregular de vez em quando, aqui ele mostra que aprendeu muito durante todos os anos frente à série. Yates não poderia ter feito um desfecho mais emocionante para os fãs de Harry Potter. As Relíquias da Morte – Parte 2 tem sequências de arrepiar, perfeito uso de efeitos, amadurecimento do elenco e um roteiro na medida. Todos esses elementos, claro, bem alinhados. Missão cumprida.

EM ANOS ANTERIORES: 2010 – Christopher Nolan (A Origem) | 2009 – Danny Boyle (Quem Quer Ser Um Milionário?) | 2008 – Paul Thomas Anderson (Sangue Negro) | 2007 – Alejandro González-Iñárritu (Babel)

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Escolha do público:

1. Darren Aronofsky, por Cisne Negro (40,91%, 9 votos)

2. Lars Von Trier, por Melancolia (31,82%, 7 votos)

3. Pedro Almodóvar, por A Pele Que Habito (13,64%, 3 votos)

4. David Yates, por Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (13,64%, 3 votos)

5. George Clooney, por Tudo Pelo Poder (0%, 0 votos)

Melhores de 2011 – Elenco

Tudo Pelo Poder é um filme que sabe comandar personagens. Mesmo com tantas figuras em cena, todas estão ali por algum motivo. Nada, em termos de elenco, é avulso. Ora, só os grandes nomes que o diretor George Clooney reuniu para o filme já bastariam para arrancar elogios de qualquer cinéfilo: Ryan Gosling, Philip Seymour Hoffman, Paul Giamatti, entre outros. O que dizer, então, quando todos eles estão bem dirigidos e com importantes papeis na construção da trama? Se George Clooney é extremamente convincente como o político idealista que movimenta a trama, Gosling apresenta em um dos seus melhores trabalhos recentes. Philip Seymour Hoffman e Paul Giamatti continuam dando um baile com uma maestria iniguálável ao lidar com as palavras. Evan Rachel Wood e Marisa Tomei, ainda que em aparições menores, também conseguem aproveitar cada minuto em cena. E por aí vai… Dessa forma, temos outro grande mérito desse excelente filme: além de incrivelmente eficiente com sua simplicidade, Tudo Pelo Poder também apresenta um belo trabalho de elenco. George Clooney sabe escolher as pessoas certas.

AMOR A TODA PROVA

Nos últimos anos, tem sido recorrente o excelente trabalho de elencos em comédias. E o que dizer de um filme que traz Steve Carell, Julianne Moore, Emma Stone, Ryan Gosling e Marisa Tomei? Excetuando o fato de que o filme por si só já é uma surpresa (lida muito bem com as previsibilidades do roteiro), os atores estão em plena sintonia. É mais um louvável caso de comédia onde o elenco alcança ótimos resultados – seja individualmente ou juntos. E já passou da hora de reconhecer Carell, que coleciona desempenhos subestimados (Eu, Meu Irmão e Nossa NamoradaPequena Miss Sunshine e, agora, Amor a Toda Prova).

MEIA-NOITE EM PARIS

Woody Allen confiou um protagonista ao ator Owen Wilson. A princípio, uma decisão arriscada. Mas o diretor não é bobo. Mais uma vez, ele prova que consegue extrair excelente resultado até mesmo de um ator não tão confiável. Além de Wilson, Meia-Noite em Paris se torna muito mais prazeroso por, justamente, ter tantos bons atores em cena: de Marion Cotillard e Rachel McAdams até Kathy Bates e Adrien Brody, o filme torna Paris ainda mais interessante com esses atores atuando em um dos melhores momentos de Allen nos últimos anos. Não dava para esperar menos do veterano diretor.

MISSÃO MADRINHA DE CASAMENTO

Não tem pra ninguém: o elenco feminino do ano é o de Missão Madrinha de Casamento. Na história recente do cinema de comédia, é difícil lembrar de outro conjunto de atrizes tão eficiente. Deve-se, no mínimo, tirar o chapéu para um filme que consegue, inclusive, tornar a insossa Rose Byrne um verdadeiro destaque. Na história, existe espaço para todas, mesmo com a notável inspiração e o ótimo timing da excelente protagonista Kristen Wiig. Pena que a mais desinteressante do elenco, Melissa McCarthy, tenha sido, inexplicavelmente, a única celebrada em todos os cantos.

MARGIN CALL – O DIA ANTES DO FIM

Margin Call é outro filme que mostra como 2011 foi um excelente ano para elencos de peso. Reunindo veteranos do calibre de Kevin Spacey e Jeremy Irons, além de jovens incontestavelmente eficientes como Zachary Quinto, o filme de J.C. Chandor só seria possível com esses atores que desapareceram na pele dos seus personagens. Sem eles, a história não seria tão verossímil. O resultado agradou bastante, até porque mesmo aqueles que não aprovaram entusiasmadamente o filme (como é o meu caso) reconheceram a excelência alcançado pelos atores.

EM ANOS ANTERIORES: 2010Minhas Mães e Meu Pai | 2009Dúvida | 2008Vicky Cristina Barcelona | 2007Bobby

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Escolha do público:

1. Tudo Pelo Poder (41,94%, 13 votos)

2. Missão Madrinha de Casamento (22,58%, 7 votos)

3. Meia-Noite em Paris (16,13%, 5 votos)

4. Amor a Toda Prova (12,9%, 4 votos)

5. Margin Call – O Dia Antes do Fim (6,45%, 2 votos)