Melhores de 2015: indicados

Mad Max: Estrada da Fúria se iguala a O Grande Hotel Budapeste e é o recordista de indicações entre todas as listas de melhores do ano já divulgadas pelo blog
Para não ter atraso, já começamos o ano divulgando a nossa lista com os melhores filmes de 2015. Realizada desde 2009, a premiação anual aqui do blog mais uma vez tem outro recordista de indicações: Mad Max: Estrada da Fúria, que, lembrado em 10 categorias, se iguala a O Grande Hotel Budapeste como o longa com o maior número de indicações entre todas as nossas listas já divulgadas. O filme de George Miller é seguido de pertinho por Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância), que concorre em nove categorias.
Tanto Mad Max quanto Birdman disputam o título de melhor filme acompanhados de 45 Anos, Divertida Mente e Que Horas Ela Volta?. Neste ano, um fato inédito: pela primeira vez uma categoria da lista traz seis indicados. No caso, a de melhor atriz. O ano foi tão expressivo para as intérpretes protagonistas que resolvemos abrir uma exceção. A partir de agora, fiquem ligados aqui para conhecer os vencedores! No final do post vocês ainda podem conferir a lista de filmes que assistimos ao longo de 2015 e que consideramos elegíveis à lista (com link para as respectivas críticas publicadas)!
MELHOR FILME
45 Anos
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
Divertida Mente
Mad Max: Estrada da Fúria
Que Horas Ela Volta?
MELHOR DIREÇÃO
Alejandro González Iñárritu (Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância))
Andrew Haigh (45 Anos)
Anna Muylaert (Que Horas Ela Volta?)
Bennett Miller (Foxcatcher – Uma História Que Chocou o Mundo)
George Miller (Mad Max: Estrada da Fúria)
MELHOR ATRIZ
Camila Márdila (Que Horas Ela Volta?)
Charlize Theron (Mad Max: Estrada da Fúria)
Charlotte Rampling (45 Anos)
Juliette Binoche (Acima das Nuvens)
Marion Cotillard (Dois Dias, Uma Noite)
Regina Casé (Que Horas Ela Volta?)
MELHOR ATOR
David Oyelowo (Selma: Uma Luta Pela Igualdade)
Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo)
J.K. Simmons (Whiplash: Em Busca da Perfeição)
Steve Carell (Foxcatcher – Uma História Que Chocou o Mundo)
Tom Courtenay (45 Anos)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Karine Telles (Que Horas Ela Volta?)
Kristen Stewart (Acima das Nuvens)
Laura Dern (Livre)
Naomi Watts (Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância))
Tilda Swinton (Expresso do Amanhã)
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Benicio Del Toro (Sicario: Terra de Ninguém)
Edward Norton (Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância))
Irandhir Santos (Ausência)
Lourenço Mutarelli (Que Horas Ela Volta?)
Mark Ruffalo (Foxcatcher – Uma História Que Chocou o Mundo)
MELHOR ELENCO
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
Foxcatcher – Uma História Que Chocou o Mundo
Mapas Para as Estrelas
Que Horas Ela Volta?
Sicario: Terra de Ninguém
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Acima das Nuvens
Ausência
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
Divertida Mente
Que Horas Ela Volta?
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
45 Anos
Dívida de Honra
Expresso do Amanhã
Macbeth: Ambição e Guerra
Whiplash: Em Busca da Perfeição
MELHOR MONTAGEM
Cássia Eller
Livre
Mad Max: Estrada da Fúria
Sicario: Terra de Ninguém
Whiplash: Em Busca da Perfeição
MELHOR FOTOGRAFIA
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
Macbeth: Ambição e Guerra
Mad Max: Estrada da Fúria
Sicario: Terra de Ninguém
Sr. Turner
MELHOR TRILHA SONORA
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
Dívida de Honra
Mad Max: Estrada da Fúria
Sicario: Terra de Ninguém
A Teoria de Tudo
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Expresso do Amanhã
Macbeth: Ambição e Guerra
Mad Max: Estrada da Fúria
Sr. Turner
Star Wars: O Despertar da Força
MELHOR FIGURINO
Caminhos da Floresta
Cinderela
Macbeth: Ambição e Guerra
Sr. Turner
As Sufragistas
MELHOR EDIÇÃO/MIXAGEM DE SOM
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
Mad Max: Estrada da Fúria
Sniper Americano
Star Wars: O Despertar da Força
Whiplash: Em Busca da Perfeição
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Big Eyes” (Grandes Olhos)
“Cold One” (Ricki and the Flash: De Volta Pra Casa)
“Glory” (Selma: Uma Luta Pela Igualdade)
“Love Me Like You Do” (Cinquenta Tons de Cinza)
“Opportunity” (Annie)
MELHORES EFEITOS VISUAIS
Mad Max: Estrada da Fúria
No Coração do Mar
Star Wars: O Despertar da Força
MELHOR MAQUIAGEM
Expresso do Amanhã
Foxcatcher – Uma História Que Chocou o Mundo
Mad Max: Estrada da Fúria Ler mais
Adeus, 2015! (e as melhores cenas do ano)
Como já é tradição aqui no blog, encerro 2015 escolhendo as melhores cenas do ano. O que muitas delas têm em comum? A simplicidade. Boa parte do que vi de melhor no cinema este ano me pegou muito mais pela emoção do que por ambições estéticas ou narrativas. Já a lista de melhores do ano fica para quando voltarmos em 2016, pois muito ainda deve ser visto para compensar o ano menos acelerado que tive no cinema. Seria injusto finalizá-la agora. Por enquanto, ficamos com a lista das nossas cenas favoritas (todas elencadas aleatoriamente) enquanto fazemos uma breve pausa para recarregar as baterias e colocar os filmes em dia. Logo voltamos a nos encontrar por aqui, combinado? Um bom final de ano a todos e obrigado pela companhia em 2015!
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Kate e Geoff dançam Smoke Gets in Your Eyes em 45 Anos
O maior testamento do grande desempenho de Charlotte Rampling em 45 Anos está na cena derradeira deste filme escrito e dirigido por Andrew Haigh (do ótimo Weekend). Sem uma palavra sequer, a veterana, muito bem acompanhada por Tom Courtenay, transmite um universo de angústias ao espectador quando dança Smoke Gets in Your Eyes com o marido- e poucas vezes os exatos últimos cinco segundos de um filme foram tão assombrosamente dolorosos.

Qualquer perseguição de Mad Max: Estrada da Fúria
Cheio de adrenalina do início ao fim, Mad Max: Estrada da Fúria é um filme de ação simplesmente impecável. Por ser impossível escolher apenas um momento da longa, insana e criativa fuga dos protagonistas em pleno deserto escaldante, nada mais justo do que nomear todas elas. Afinal, vai dizer que teve alguma que não deixou você sem fôlego?

Os minutos finais de Whiplash: Em Busca da Perfeição
Em poucos minutos, o diretor Damian Chazelle dá um baile em muitos colegas que passam anos sem chegar a um momento magistral como o que encerra Whiplash: Em Busca da Perfeição. Difícil não suar com os personagens neste clímax que une tudo o que o cinema pode fazer pelos sentidos e encerra com perfeição um longa já repleto de som e fúria.

Val e a piscina em Que Horas Ela Volta?
Quando bem conduzidos, momentos de libertação podem emocionar mais do que qualquer lágrima. No caso específico de Val (Regina Casé), uma mulher que nega a si mesma o livre arbítrio e até o devido extravasamento de sentimentos, o ápice do seu adeus às amarras acontece em uma piscina – e a diretora Anna Muylaert conseguiu extrair o melhor do talento de Regina Casé e do seu próprio como realizadora.

Maria Eugênia ganha a guarda de Chicão, e Cássia Eller se encerra com O Segundo Sol
O Brasil é referência na produção de documentários, mas Cássia Eller está mesmo entre os mais emocionantes dos últimos anos. Ao longo de tantas passagens tocantes do filme, aquela em que Maria Eugênia ganha a guarda de Chicão na justiça traz o auge da beleza do legado da cantora. E tinha maneira mais bonita de encerrar o filme logo após com depoimentos de amigos e familiares ao som de O Segundo Sol?

O voo de Riggan em Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
Trabalho mais completo da carreira do mexicano Alejandro González Iñárritu, Birdman está cheio de cenas inovadoras e marcantes, mas o voo de Riggan Thomson (Michael Keaton) pelas ruas de Nova York rumo ao teatro que abriga seu mais novo espetáculo é aquela que você vê e já sabe instantaneamente que é emblemática. Executado com o devido realismo e encantamento, o momento é também pra lá de simbólico na vida do protagonista.

Qualquer lembrança envolvendo Bobbi em Livre
É fruto de uma montagem impecável toda a emoção causada pelas lembranças que Cheryl (Reese Witherspoon) tem de sua mãe Bobbi (Laura Dern). Introduzindo com precisão importantes fatos e revelações sobre o passado das duas, as breves memórias aparecem no filme como na própria vida: aqui ou ali, sem razão aparente, onde colocamos uma nova luz sob momentos que antes nos pareciam tão corriqueiros. Em função desse imenso carinho com a importância da figura materna, qualquer lembrança envolvendo a personagem de Laura Dern parte o nosso coração – e, de brinde, você nunca mais sairá ileso da bela El Condor Pasa, de Simon & Garfunkel.

O primeiro discurso de Mason em Expresso do Amanhã
Com óculos de Margaret Thatcher, pose de tirana e transformada por uma ótima maquiagem, Tilda Swinton é o centro das atenções toda vez que aparece no criativo Expresso do Amanhã. A primeira aparição de Tilda, entretanto, é a mais emblemática porque já nos mostra o quão tosca mas perigosa pode ser uma ditadora como a sua Mason. Qualquer semelhança com tantas figuras reais dessa mesma natureza que já habitaram a história mundial não é mera coincidência.

Riley volta para casa em Divertida Mente
Há quem chore horrores com o desfecho do elefante rosa, mas o momento que me derruba mesmo em Divertida Mente é aquele em que a protagonista Riley volta para casa. Consegue me derrubar porque fala, em poucas palavras, sobre milhares de questões de forma muito delicada: o amadurecimento, o valor da família, a importância de sentirmos a tristeza uma vez ou outra, e por aí vai… De cortar o coração!

O último encontro de Alejandro e Kate em Sicario: Terra de Ninguém
Sicario: Terra de Ninguém é aquele tipo de filme que deixa um peso nas costas do espectador após o fim da sessão. A história contada pelo canadense Dennis Villeneuve é densa por si só, mas o último encontro de Alejandro (Benicio Del Toro) e Kate (Emily Blunt) perturba particularmente por sua veracidade e intensidade ao sintetizar até que ponto o ser humano vai para fazer o que julga ser certo em um ambiente que “possibilita” a justiça pelas próprias mãos. E o mais angustiante: tudo sem um tom elevado, com uma discrição afiadíssima.
Melhores de 2014 – Filme

A maior surpresa do cinema em 2014 veio da Argentina. Não há como negar toda a genialidade de Relatos Selvagens, um filme que consegue achar o balanço perfeito entre o popular e o refinado, entre a acidez e a sutileza. Praticamente uma unanimidade, o longa de Damián Szifrón ainda alcança um feito que até então parecia simplesmente impossível: o de contar várias histórias paralelas sem que elas destoem umas das outras em termos de qualidade. O elenco, que vai do astro Ricardo Darín a revelações da TV argentina, interpreta os personagens com grande verossimilhança, dando total sentido a cada história que mostra como qualquer pessoa é suscetível a perder o controle em situações extremas. Divertido do início ao fim graças a todos estes elementos, Relatos Selvagens é uma rara produção que consegue dialogar com todos os públicos sem nunca apelar para escolhas tolas ou previsíveis. É um trabalho surpreendente que mereceu ir de Cannes ao Oscar e ainda de quebra receber o aplauso do público. Confira abaixo os outros filmes do nosso top 10 de 2014 com trechos das críticas publicadas aqui no blog.
EM ANOS ANTERIORES: 2013 – Gravidade | 2012 – Precisamos Falar Sobre o Kevin | 2011 – Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 | 2010 – Direito de Amar | 2009 – Dúvida | 2008 – WALL-E | 2007 – O Ultimato Bourne
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2. GAROTA EXEMPLAR, de David Fincher: “É a partir da desconstrução de Amy (Rosamund Pike) que o filme abandona a mera – mas envolvente – investigação policial para se tornar um incrível estudo de personagem. Existe o lado de Ben Affleck, mas é a personalidade de Amy, a mulher desaparecida, que movimenta a trama. A partir de uma surpreendente revelação ainda em sua metade, Garota Exemplar passa a fugir de escolhas fáceis neste sentido, tornando-se uma viagem imprevisível para qualquer espectador”.
3. O GRANDE HOTEL BUDAPESTE, de Wes Anderson: “Não dá para esconder o entusiasmo com essa escalada que Wes Anderson vem fazendo nos últimos anos, especialmente quando seu mais novo longa não tem um ingrediente novo sequer: é simplesmente o aperfeiçoamento de várias escolhas recentes. Ao contrário de outros realizadores que erram ao repetir estilos, Anderson só se aprimora – e o resultado em momento algum descamba para a reciclagem”.
4. NEBRASKA, de Alexander Payne: “Nebraska é um road movie, um olhar crítico e rabugento da terceira idade, um relato sobre comunicação entre gerações e um belo estudo sobre como pais influenciam filhos e vice-versa. Tudo com a devida calma e sutileza, trazendo aquela sensação tão frequentemente errada de que nada está acontecendo”.
5. O LOBO ATRÁS DA PORTA, de Fernando Coimbra: “Não existem respostas ou julgamentos certos para tudo o que acontece em O Lobo Atrás da Porta. É apenas o retrato franco do quanto o ser humano faz o que bem entende para não se prejudicar ou simplesmente apenas para curar mágoas e injustiças. E falar mais do que isso é estragar as pequenas grandiosidades desse que é, sem dúvida, um dos melhores filmes do ano”.
6. FROZEN – UMA AVENTURA CONGELANTE, de Chris Buck e Jennifer Lee: “Emotivo e funcional, Frozen tem um excelente ritmo, agrada crianças e adultos e é um verdadeiro sopro de originalidade, força, carinho e cinema em tempos que as animações reforçam a falta de inspiração. Belíssimo início de – quero acreditar – uma necessária retomada do gênero”.
7. ALABAMA MONROE, de Felix Van Groeningen: “Cada alegria de Alabama Monroe é profundamente triste, o que demanda do espectador uma grande força para acompanhar essa viagem constantemente dolorosa. Na equação, adicione ainda um melancólico repertório folk (o casal dedica a vida à música), que é certeiro ao mexer gradativamente com os sentimentos da plateia”.
8. ELA, de Spike Jonze: “Saímos do cinema um tanto arrasados, mas também esperançosos com a vida e com a possibilidade de que, ao contrário do que aponta o protagonista, existem sim novos sentimentos e acontecimentos pela frente. Cabe a nós torná-los uma realidade”.
9. ATÉ O FIM, de J.C. Chandor: “Além da direção de Chandor, a inteligente fotografia (subaquática ou não), o estupendo trabalho de som e a certeira trilha sonora de Alexander Ebert ajudam o filme a alcançar toda esse sentimento com muita plausibilidade e com situações nada apelativas. Mesmo o final, que parece tão simples e fácil, pode não ser tão simples assim e apresentar uma outra simbologia”.
10. PHILOMENA, de Stephen Frears: “Philomena é realmente um filme feito de coração, protagonizado por uma atriz que não parece fazer um esforço sequer para ser adorável, crível e encantadora. É do DNA dos britânicos a sobriedade, e Stephen Frears, como um dos expoentes deles, consegue concentrar essa característica em todas as escolhas do seu mais novo longa”.
Melhores de 2014 – Direção

Nunca tive uma boa relação com a filmografia de David Fincher. Apesar de respeitar seus trabalhos e compreender toda a adoração de público e crítica, nunca consegui ter um grande envolvimento com os longas realizados por este norte-americano de 52 anos. É uma questão de identificação, simples assim. Só que tudo mudou com Garota Exemplar, o primeiro filme de Fincher que realmente me arrebatou. Aqui ele é conciso ao criar suspense (ao contrário de seu Zodíaco, que me soa como uma história repleta de excessos) e extremamente envolvente ao desenvolver as facetas dos personagens (frequentemente me incomodava a forma gélida e racional com que ele tratava as figuras de A Rede Social e Millenium, por exemplo). Segurando com firmeza a total virada de foco que Garota Exemplar tem a partir de sua metade, Fincher entrega um dos trabalhos mais relevantes de sua carreira, especialmente porque está em perfeita sintonia com o texto de Gillian Flynn. Ainda disputavam esta categoria: Damián Szifrón (Relatos Selvagens), Felix Van Groeningen (Alabama Monroe), J.C. Chandor (Até o Fim) e Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste).
EM ANOS ANTERIORES: 2013 – Alfonso Cuarón (Gravidade) | 2012 – Leos Carax (Holy Motors) | 2011 – Darren Aronofsky (Cisne Negro) | 2010 – Christopher Nolan (A Origem) | 2009 – Danny Boyle (Quem Quer Ser Um Milionário?) | 2008 – Paul Thomas Anderson (Sangue Negro) | 2007 – Alejandro González Iñárritu (Babel)
Melhores de 2014 – Elenco

O diretor e roteirista Damián Szifrón coloca todos os atores de Relatos Selvagens no mesmo patamar. Se você pensa que este é apenas mais um filme com Ricardo Darín cercado por coadjuvantes que não passam do interessante, logo terá uma grande surpresa. Obviamente pela própria estrutura (curtas com a mesma temática mas totalmente independentes), o resultado já não permite essa lógica, mas são fascinantes as escolhas de Szifrón. Enquanto o próprio Darín se sai muito bem como o homem comum que vê sua vida de pernas pro ar em função de um erro da prefeitura, a estrela da TV argentina Erica Rivas simplesmente arrasa como a noiva que faz com que o seu casamento se torne uma experiência muito peculiar para todos. Mesmo no curta mais fraco (o segundo, encenado em um restaurante) os atores dão conta do recado, seja nas vertentes dramáticas ou cômicas. Afinal, a graça e a crítica de Relatos Selvagens alcançam pleno êxito graças ao seu excepcional elenco. Ainda disputavam esta categoria: 12 Anos de Escravidão, O Grande Hotel Budapeste, O Lobo Atrás da Porta e Trapaça.
EM ANOS ANTERIORES: 2013 – Álbum de Família | 2012 – O Impossível | 2011 – Tudo Pelo Poder | 2010 – Minhas Mães e Meu Pai | 2009 – Dúvida | 2008 – Vicky Cristina Barcelona | 2007 – Bobby