Cinema e Argumento

51º Festival de Cinema de Gramado #6: os vencedores da mostra competitiva de curtas brasileiros

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Dirigido por Roger Gihl, o curta-metragem Remendo foi o grande vencedor da 51ª edição do Festival. Foto: Edison Vara/Pressphoto.

Em uma sábia decisão, o Festival de Cinema de Gramado resolveu dividir a cerimônia de premiação na edição deste ano. Antes abarrotada com dezenas de categorias em um cerimonial que ultrapassava as quatro horas de dureação, a entrega dos Kikitos deste ano teve a sua primeira parte nesta sexta-feira, 18 de agosto, quando foram revelados os vencedores da mostra competitiva de curtas-metragens brasileiros. Isso não só desafoga todo o ritual de premiação como dá maior visibilidade e protagonista aos curtas-metragistas, que são presença fundamental no evento gaúcho.

Ainda bem que bem balanceado em termos de pluralidade (estética, temática, regional, etc.), o ano não foi particularmente interessante para os curtas, e as escolhas do júri acabaram sendo um tanto distributivistas, com apenas três títulos de 12 em competição saindo sem um Kikito da premiação. O grande vencedor foi o deliciosamente caótico Remendo, uma surpresa diante dos merecidos prêmios de melhor atriz, roteiro e júri popular para o sensível Ela Mora Logo Ali. De qualquer forma, considero ambos os destaques da mostra, junto a outros menos destacados pelo júri, como Casa de Bonecas, um horror queer muito interessante e ousado em suas experimentalidades.

Confira abaixo a lista completa de vencedores:

MELHOR FILME: Remendo, de Roger Ghil
MELHOR DIREÇÃO: Mariana Jaspe (Deixa)
MELHOR ATRIZ: Agrael de Jesus (Ela Mora Logo Ali)
MELHOR ATOR: Phillipe Coutinho (Sabão Líquido)
MELHOR ROTEIRO: Fabiano Barros e Rafael Rogante (Ela Mora Logo Ali)
MELHOR MONTAGEM: Luiza Garcia (Camaco)
MELHOR FOTOGRAFIA: Morzanel Iramari (Mãri-Hi – A Árvore do Sonho)
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE: Felipe Spooka e Jacksciene Guedes (Casa de Bonecas)
MELHOR TRILHA MUSICAL: Mano Teko e Aquahertz (Yãmî Yah-Pá – Fim da Noite)
MELHOR DESENHO DE SOM: Kiko Ferraz (Sabão Líquido)
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: Mãri-Hi – A Árvore do Sonho
MENÇÃO HONROSA: Cama Vazia, de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet

MELHOR FILME (JÚRI POPULAR): Ela Mora Logo Ali
MELHOR FILME (JÚRI DA CRÍTICA): Camaco, de Breno Alvarenga

51º Festival de Cinema de Gramado #5: “Mais Pesado é o Céu”, de Petrus Cariry

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No melhor da linha tênue entre o pessimista e o realismo, Mais Pesado é o Céu pinta o retrato de um Brasil já terminado, com dois protagonistas que, apesar das duras adversidades, precisam olhar para frente, mas que sequer conseguem abrir os olhos. Eles são Antônio (Matheus Nachtergaele) e Teresa (Ana Luiza Rios), estranhos à beira da estrada que acabam unidos pelo aparecimento de um bebê abandonado. Seria essa pequena criança um vislumbre de esperança para uma vida repleta de incertezas e desprovida de perspectivas?

Mais Pesado é o Céu pode ser resumido a partir desse recorte. No entanto, o segundo longa-metragem do cearense Petrus Cariry é mais sobre atmosfera e menos sobre uma história propriamente dita. Aliás, leva um certo tempo para que o espectador, naturalmente inclinado a desvendar o que acontecerá com os personagens em termos de acontecimentos, acostume-se à ideia de que o objetivo do diretor está em se comunicar por meio de imagens e, principalmente, sensações, convidando a plateia para um mergulho na vida de duas pessoas que mal sabem como ou onde estarão ao final do dia.

Também fotógrafo do filme e autor do roteiro ao lado de Firmino Holanda e Rosemberg Cariry, Petrus registra a estrada não como a esperançosa via para se chegar a um destino, mas como um não-lugar em que pessoas estão vivas sem necessariamente estarem vivendo. O bebê que poderia ser o símbolo de um futuro diferente ou, quem sabe, da construção de uma família logo exige de Antônio e Teresa sacrifícios ainda maiores em comparação ao que estavam acostumados em suas vidas como andarilhos, colocando-os praticamente em queda livre.

Mais Pesado é o Céu não economiza na dureza com que trata seus protagonistas, ao mesmo tempo em que também lhes observa com outros traços. Uma cena que exemplifica muito bem essa mistura é aquela em que Antônio, a partir de um gesto muito natural, toma o resto de leite da mamadeira do bebê. Trata-se de algo ao mesmo tempo incômodo, tragicômico e compreensível, pois mostra a decisão errática tanto de um homem que rouba o já escasso alimento de uma criança quanto a de um desamparado também estado de fome.

Na estrada de Petrus Cariry, bebês são abandonados, mulheres precisam se prostituir para garantir seu sustento e homens são tão medíocres quanto violentos. Entretanto, Mais Pesado é o Céu reserva, sim, espaço para algum tipo de luz no fim do túnel, seja nas entrelinhas do desfecho violentamente vertiginoso ou nas personagens de suporte vividas por Danny Barbosa e Silvia Buarque, ambas mulheres que tentam, na medida do possível, dar algum ombro ou acolhimento para a sofrida Teresa.

“O que a gente fez com a gente?”, pergunta, em certo ponto, o Antônio de Matheus Nachtergaele. A pergunta representa perfeitamente o que Mais Pesado é o Céu coloca na tela em imagens, seja por meio da excelente fotografia do próprio Cariry ou da intensa e atmosférica trilha sonora de João Victor Barroso. Não é para qualquer tipo de público — assim como, de imediato, logo após a sessão, pensei que não fosse para mim —, mas trata-se de uma experiência no mínimo fora da curva e que, mesmo difícil e pesada de se digerir, pode muito bem se engrandecer conforme é relembrada e refletida.

51º Festival de Cinema de Gramado #4: “Tia Virgínia”, de Fabio Meira

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O diretor Fabio Meira diz que levou dez anos para escrever o roteiro de Tia Virgínia, mas que, na verdade, a gênese está em uma “pesquisa” de 43 anos observando a sua própria família e as mulheres que o formaram como ser humano. Assim é o cinema de Fabio: inspirado em lembranças pessoais e cercado de delicadeza para falar sobre aquilo que lhe é muito próximo, conhecido e, claro, familiar. As Duas Irenes, seu precioso trabalho de estreia, era baseado em histórias que o diretor ouvia e, agora, Tia Virgínia coloca na tela momentos que ele próprio testemunhou. Isso explica muita coisa sobre um longa-metragem tão bem apropriado de suas personagens e das relações estabelecidas entre elas.

A tia Virgínia do título é vivida por Vera Holtz. Trata-se de uma mulher que viu o tempo passar e não realizou nada na vida. Hoje, cansada e refém de uma rotina extenuante, cuida da mãe mais velha e que está em uma cadeira de rodas sem sequer conseguir falar. E, mais do que exausta, não estaria tia Virgínia enlouquecendo um pouco também? Sua tragédia pessoal não é esse contexto em si, mas sim a constatação de que ela está do jeito que está porque suas duas outras irmãs jogaram para ela a responsabilidade de cuidar da mãe, ainda que se abstenham de reconhecer qualquer parcela de autoria nisso. É nessa ciranda familiar que Tia Virgínia concentra ressentimentos, sonhos perdidos e, quem sabe, o vislumbre de uma ruptura.

Assim como no Álbum de Família de Tracy Letts, a tia Virgínia de Vera Holtz mal abre as janelas e as cortinas da casa, traduzindo o sufocamento vivido pela personagem e, logo em seguida, trazido pelas irmãs que chegam para o Natal. O grande atrito encenado pelo filme de Fabio Meira mora nessa interferência que as irmãs Valquíria (Louise Cardoso) e Vanda (Arlete Salles) insistem em fazer no modo como Virgínia vive sua vida e até mesmo cuida da casa e da mãe. Como o excelente roteirista que é, Meira transcende a abordagem clássica de irmãs que amam e se odeiam para também deixar o espectador curioso sobre o que a protagonista, frequentemente surpreendente e imprevisível, reserva para uma véspera de Natal em que promete fazer um importante anúncio.

Há muito mais do que a mistura entre drama e comédia no texto de Tia Virgínia. A cena em que a protagonista, por exemplo, cai em uma gargalhada descontrolada na hora do almoço é um passeio pelas variadas emoções dela própria e dos outros personagens à mesa, com diversão, estranhamento e até constrangimento. Ter as irmãs questionando a sanidade da irmã torna tudo ainda mais interessante tanto porque nos coloca nesse mesmo lugar quanto nos faz entender que muitas das “loucuras” de Virgínia são uma maneira da personagem extravasar aquilo que a manipulação não tão velada das irmãs varre para debaixo do tapete em um constante jogo de aparências.

Para dar vida às personagens, Fabio Meira reuniu um elenco de primeira. Impossível não começar a falar sobre ele sem esbaldar reconhecimento para o grande desempenho de Vera Holtz, que não costuma receber protagonismos como esse no cinema brasileiro. Ela encontra o equilíbrio perfeito entre todas as facetas de Virgínia e tem momentos que levaram a plateia do 51º Festival de Cinema de Gramado à apoteose, com direito a aplausos em cena aberta. Vera está muitíssimo bem acompanhado de Arlete Salles e Louise Cardoso, seja pela performance individual de cada uma ou pela inegável química como um trio. Ainda há o pequeno papel de Antônio Pitanga, que diverte sem se estabelecer como um simples alívio cômico.

Como diretor, Fabio Meira comanda Tia Virgínia com esmero, fazendo escolhas interessantíssimas e, por que não, ousadas, a exemplo de quando deixa fora de quadro um embate catártico da trama, entregando ao espectador a missão de tentar imaginar aquilo que não conseguimos ver. A mise-em-scéne garante que o resultado não se assemelhe a uma peça de teatro filmada (o que costuma ser uma dificuldade para longas ambientados em um único espaço) e a cuidadosa direção de arte comunica discretamente a história daquele núcleo familiar. Se, com As Duas Irenes, Fabio Meira já era um cineasta a se acompanhar, agora, com Tia Virgínia, consolida sua identidade como realizador e deixa a curiosidade se o que vem por aí é, quem sabe, o último capítulo de uma trilogia inspirada em suas crônicas familiares.

51º Festival de Cinema de Gramado #2: “Retratos Fantasmas”, de Kleber Mendonça Filho

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É impressionante como, em apenas uma década, Kleber Mendonça Filho se tornou uma das principais vozes do cinema brasileiro e, sem dúvida, um de nossos cineastas mais respeitados no exterior. Mais do que a grife acoplada a seu nome, Kleber tem uma identidade muito própria como realizador. Identidade que vem sendo lapidada com O Som ao Redor, Aquarius, Bacurau e, agora, Retratos Fantasmas, que fez sua estreia nacional no 51º Festival de Gramado fora de competição. O documentário é diferente de tudo o que ele realizou até agora, o que é sempre um bom sinal ao mesmo tempo em que também pode frustrar o público não tão sintonizado com o tema em questão.

A sinopse indica que Retratos Fantasmas é o relato do centro de Recife no século XX a partir das salas de cinema que movimentavam a população e ditavam comportamentos. No entanto, o filme rompe as fronteiras da simples homenagem ao cinema e parte para uma série de outros assuntos e reflexões — talvez até em excesso, principalmente quando falamos de um documentário inteiramente narrado por uma única voz (no caso, a de Kleber) e construído basicamente em cima de imagens de acervo. Entre as tantas coisas abarcadas, estão ali, por exemplo, várias memórias pessoais do diretor, registros históricos da cultura recifense, o cinema visto como lar e um tom memorialístico que se equilibra entre tudo o que já se foi e o que não está mais aqui.

O primeiro capítulo dos três apresentados pelo longa é, de longe, o meu favorito. Isso porque Kleber decide partir de seu íntimo para depois chegar ao centro cultural da cidade, permitindo que Retratos Fantasmas não seja “apenas” um filme sobre cinemas de rua. Do micro ao macro, o documentário explora, neste primeiro segmento, a relação do cineasta com a importante figura de sua mãe e, principalmente, a importância que o apartamento comprado por ela teve em sua formação como realizador, a ponto de ser um dos principais cenários de O Som ao Redor, seu longa-metragem de estreia. Revisitando a sua própria filmografia, Kleber não se preocupa em fazer desse um exercício de ego, e sim de perspicazes observações sobre como aquele espaço é a síntese perfeita de inúmeras transformações vividas por ele, pela cidade e pelo cinema em si.

Já os outros capítulos não me entusiasmam tanto, ainda que sigam apresentando um texto muito sagaz escrito pelo diretor. Por termos apenas a perspectiva de Kleber em uma narração praticamente ininterrupta, Retratos Fantasmas acaba se tornando um tanto exaustivo, especialmente para aqueles que, leigos no assunto, propuseram-se a embarcar em um documentário tão específico, seja sobre salas de cinema ou sobre o cenário cultural de Recife. Não que a especificidade seja um problema — ela não é, inclusive porque o roteiro dá conta de fazer as devidas contextualizações —, mas, em certos casos, ela será a régua pela qual mediremos nossa sintonia com o resultado, e esse é um ponto importante a ser considerado sobre Retratos Fantasmas.

De um ponto de vista formal, o documentário lida muitíssimo bem com o rico material de acervo que é estruturado com esmero. Mesmo o material estático, como fotos e recortes de jornais, ganha certa interação quando Kleber se move ou se aproxima para apontar ao espectador detalhes e informações que poderiam passar despercebidas. Também é eficiente a transição de Retratos Fantasmas entre o cinema norte-americano estampado com, por exemplo, marquises e cartazes de Batman e A Escolha de Sofia, e a defesa que o longa se propõe a fazer de um cinema que é nosso e que cujas salas acabam, infelizmente, reduzidas a pó para darem lugares a igrejas ou a prédios gigantes que descaracterizam toda uma cidade. E não deixem ainda de prestar atenção na trilha sonora escolhida sob medida, de Sidney Magal com O Meu Sangue Por Você até Herb Alpert com Rise.

Cinema é uma arte curiosa porque sempre me fascino com o quanto podemos admirar um filme, mas não exatamente se afeiçoar a ele. Já havia experimentado isso com o cinema de Kleber Mendonça Filho em O Som ao Redor, o que não se repetiu em Aquarius e Bacurau (produções com as quais tenho fortes conexões, em especial com o primeiro), mas agora volta a acontecer com Retratos Fantasmas. Tal sensação me traz de volta aos elogios para a filmografia construída pelo cineasta desde a sua estreia em longas-metragens no ano de 2012. E por quê? Pelo simples fato de que, mesmo nas vezes em que não fui fisgado por seus filmes, saí de todos com vários elogios a serem tecidos. Não é qualquer realizador, brasileiro ou mundial, que alcança tamanha solidez — muito menos em um espaço tão curto de tempo.

51º Festival de Cinema de Gramado #1: o que esperar do evento e da competição deste ano?

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Sem recursos da LIC, 51ª edição do evento gramadense é mais compacta. Foto: Edison Vara/Agência Pressphoto.

O Tapete Vermelho já está estendido para o início do 51º Festival de Cinema de Gramado, que acontece hoje com a exibição dos filmes produzidos pelo Educavídeo, projeto que leva o fazer cinematográfico para as escolas municipais de Gramado. É uma pena que críticos e imprensa em geral não marquem presença nessa noite em que os jovens gramadenses se veem na tela do Palácio dos Festivais como qualquer outro cineasta que concorra ao Kikito. Digo isso porque há afeto de sobra nesse momento, e a diversão é garantida. Sem falar, claro, que é um grande incentivo para que, desde cedo, os alunos alimentem a curiosidade pelo cinema e pela cultura em geral. Ao todo, dez trabalhos serão exibidos nesta noite inteiramente dedicada ao Educavídeo.

Já amanhã, sábado, 12 de agosto, o Festival começa a todo vapor com a Mostra Gaúcha de Curtas promovida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul pela parte da tarde. Logo em seguida, Kleber Mendonça Filho se faz presente no evento para exibir o ainda inédito Retratos Fantasmas em caráter hors concours, abrindo a programação. Kleber, aliás, já exibiu todos os seus longas-metragens na Serra Gaúcha, algo de grande prestígio para o Festival. É um ponto muito positivo as sessões começarem às 17h30 porque, após Retratos Fantasmas, a mostra competitiva de longas começa com Angela, novo filme do diretor Hugo Prata. Isso sem falar nos curtas-metragens em competição, que sempre antecedem os longas. Haja fôlego!

No geral, o desafio é dos grandes, uma vez que a 50ª edição, realizada no passado, foi marcante do ponto de vista cinematográfico. Primeiro, pela própria qualidade dos filmes. Segundo, por marcos importantes, como a vitória de Noites Alienígenas, primeiro longa do Acre produzido para as salas de cinema. Por fim — e principalmente — pela admirável coesão entre os filmes brasileiros em competição, reconhecida pela imprensa como o retrato de “um Brasil em convulsão social”. Com a saída de Dira Paes da curadoria, Caio Blat assume a missão de selecionar os longas em competição ao lado de Marcos Santuario e Soledad Villamil.

Particularmente, minhas expectativas são baixas com a seleção deste ano, talvez pela falta de surpresas. Fabio Meira e Hugo Prata, que estrearam seus primeiros longas no evento, voltam a Gramado com Tia Virgínia e Angela, respectivamente. José Eduardo Belmonte que, no ano passado, exibiu O Pastor e o Guerrilheiro, também retorna, dessa vez com Uma Família Feliz. E há as vagas de cinebiografias ocupadas por Angela, baseado na vida de Angela Diniz, e Mussum, o Filmis, sobre a trajetória do eterno trapalhão-título. Como no ano passado, minha curiosidade fica com os “estreantes”: Eva Pereira com O Barulho da Noite e Petrus Cariry com Mais Pesado é o Céu. Também aposto minhas fichas em Tia Virgínia porque acho As Duas Irenes, trabalho de estreia do diretor Fabio Meira, uma pérola, além de ser estrelado por um trio talentoso de atrizes: Vera Holtz, Arlete Salles e Louise Cardoso.

Realizada sem recursos da LIC após o evento não ter sido contemplado pelo Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Sul, a 51ª edição do Festival de Cinema de Gramado é, no geral, mais compacta, inclusive com a exclusão da mostra competitiva de longas estrangeiros, presente no evento desde 1992. As homenagens, no entanto, seguem acontecendo, pela primeira vez consagrando apenas mulheres: Lea Garcia e Laura Cardoso recebem o Troféu Oscarito, Lucy Barreto fica com o Troféu Eduardo Abelin, Alice Braga leva para casa o Kikito de Cristal e Ingrid Guimarães é reverenciada com o Troféu Cidade de Gramado. A programação completa do evento, assim como detalhes de todos os filmes em competição, pode ser conferida em www.festivaldegramado.net.