Três atores, três filmes… com Otávio Almeida

otaviotresOs colegas e amigos entusiasmados por cinema que a vida na internet me trouxe se tornaram pessoas que, inevitavelmente, eu conheci e passei a ter como referência também através da escrita. Desbravei meus primeiros textos sobre cinema lendo, por exemplo, a Kamila Azevedo, que já participou aqui da coluna, e não tardou para que outros se somassem ao time, como o Otávio Almeida, que hoje é o 60º convidado desta seção sempre cercada de carinho. Acho simbólico ter Otávio como o rosto deste marco justamente em função dos tantos anos virtuais compartilhados com escrita e muitos filmes. Autor do Hollywoodiano (hoje em sua versão no Instagram), ele ainda pode ser encontrado no podcast Era Uma Vez em São Paulo. Em ambos, faz jus ao nome do projeto com o qual cravou bandeira na internet: analisa, como ele próprio gosta de dizer, os filmes da indústria Hollywoodiana de forma debochada, exagerada, mas coerente com sua visão sobre cinema. Não é diferente aqui na coluna. Aproveitem!

Al Pacino (O Poderoso Chefão)
Sou suspeito pra falar da trilogia sagrada de Francis Ford Coppola, mas, como considero o original de 1972 meu filme favorito, não tinha a menor possibilidade aqui de destacar minha atuação preferida em outra produção. Não, não estou falando de Marlon Brando, que é monumental, mas de Al Pacino, que provavelmente ninguém entre nossos pais e avós conhecia na época. Talvez seja o cartão de visitas mais impactante entre os atores do cinema americano. É a viagem ao lado sombrio da Força ou o Breaking Bad mais sutil e impressionante que já testemunhei. O pacífico Michael Corleone dando um passo de cada vez rumo ao inferno do poder, ciente de que isso corrompe e fecha a porta sem dó na cara da esposa (e do público) na cena final. Todo o trabalho de Pacino na trilogia é uma aula, mas é no primeiro filme que ele ganha todo o nosso amor na mesma proporção do ódio. Sublime!

Bette Davis (A Malvada)
Desculpa, mas Bette Davis é a melhor atriz do mundo em A Malvada. Podemos falar de Meryl, Viola, Nicole, Isabelle Huppert, Cate Blanchett ou Katharine Hepburn, eu entendo. Obviamente, Bette Davis está nesse patamar, porém, cada palavra, postura, gesto e energia desferidas pela atriz na obra-prima de Joseph L. Mankiewicz acertam o coração e o estômago não só do restante do elenco (fica feio pra colega de cena Anne Baxter, a Eve do título original), mas do próprio público. Ela é monstruosa e traz aqui tudo que qualquer jovem atriz precisa saber para arriscar ao menos 10% desse talento na profissão.

Gloria Swanson (Crepúsculo dos Deuses)
Eu disse que Bette Davis é a melhor atriz do mundo em A Malvada? Bom, confesso que eu mesmo fico na dúvida eterna quando (re)vejo Gloria Swanson em Crepúsculo dos Deuses (ou Sunset Boulevard, como nós cinéfilos preferimos falar). Não apenas pela icônica cena final, mas por todas as aparições sinistras que botam o grande William Holden no chinelo.

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