Melhores de 2020: com oito indicações, “O Som do Silêncio” lidera lista do blog

Riz Ahmed em “O Som do Silêncio”: filme de Darius Marder concorre em oito categorias, seguido por Luce e Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre, ambos com seis indicações.

Ainda estou com um pé em 2020 porque somente agora consigo iniciar o ritual que fecha meus anos cinematográficos. Trata-se, claro, da lista de melhores do ano, premiação que realizo aqui no blog desde 2007. Como de praxe, repito pela milésima vez — porque nunca é demais lembrar — que listas dizem mais sobre quem as faz do que sobre os filmes propriamente ditos. E é bem provável que o tempo coloque muitas escolhas imediatas em xeque, revelando filmes e trabalhos que, com o passar dos anos, ganham dimensões muito maiores (e eu, claro, tenho a minha cota de surpresas ao olhar para o histórico das listas aqui do blog e constatar que há um punhado de vencedores que hoje não seriam a minha escolha, mas isso eu deixo em segredo).

Portanto, recapitulando essa contextualização que tomo como base para a forma como encaro listas e o próprio cinema, chegou a hora de escolher o que mais me impactou em 2020. Uma alteração importante é a expansão da lista de melhor filme, que agora contempla até dez indicados (como sempre faço um top 10 pessoal mesmo, nada mais justo do que aplicar a lógica aqui também). Tendo considerado os lançamentos inéditos em circuito comercial no Brasil (cinema ou streaming), chego a essa seleção que é liderada por O Som do Silêncio com oito indicações, seguido de perto por LuceNunca, Raramente, Às Vezes, Sempre com seis. Os vencedores serão conhecidos em três postagens: uma com as categorias técnicas, outra somente com interpretações e, por fim, a que revela melhor filme, direção, roteiro original e roteiro adaptado. Como sempre, espero vocês!

MELHOR FILME
Babenco – Alguém Tem Que Ouvir o Coração e Dizer: Parou
Clemência
Destacamento Blood
O Farol
Luce
Má Educação
Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre
Pacarrete
Retrato de Uma Jovem em Chamas

O Som do Silêncio

MELHOR DIREÇÃO
Bárbara Paz (Babenco – Alguém Tem Que Ouvir o Coração e Dizer: Parou)
Céline Sciamma (Retrato de Uma Jovem em Chamas)
Chinonye Chukwu (Clemência)
Darius Marder (O Som do Silêncio)
Eliza Hittman (Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre)

MELHOR ELENCO
Adoráveis Mulheres
Destacamento Blood
Luce
Má Educação

Pacarrete

MELHOR ATRIZ
Adèle Haenel (Retrato de Uma Jovem em Chamas)

Alfre Woodard (Clemência)
Marcélia Cartaxo (Pacarrete)
Noémie Merlant (Retrato de Uma Jovem em Chamas)
Sidney Flanigan (Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre)

MELHOR ATOR
Delroy Lindo (Destacamento Blood)
Kelvin Harrison Jr. (Luce)

Riz Ahmed (O Som do Silêncio)
Robert Pattinson (O Farol)
Willem Dafoe (O Farol)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Florence Pugh (Adoráveis Mulheres)

Kathy Bates (O Caso Richard Jewell)
Octavia Spencer (Luce)
Talia Ryder (Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre)
Toni Collette (Estou Pensando em Acabar Com Tudo)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
João Miguel (Pacarrete)
Paul Raci (O Som do Silêncio)

Sam Rockwell (O Caso Richard Jewell)
Sterling K. Brown (As Ondas)
Tom Hanks (Um Lindo Dia na Vizinhança)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Abraham Marder e Darius Marder (O Som do Silêncio)
Chinonye Chukwu (Clemência)
Danny Bilson, Kevin Willmott, Spike Lee e Paul De Meo (Destacamento Blood)
Eliza Hittman (Nunca, Raramente, Às VezesSempre)
Céline Sciamma (Retrato de Uma Jovem em Chamas)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Charlie Kaufman (Estou Pensando em Acabar Com Tudo)
Greta Gerwig (Adoráveis Mulheres)
J.C. Lee e Julius Onah (Luce)
Mart Crowley e Ned Martel (The Boys in the Band)
Mike Makowsky (Má Educação)

MELHOR MONTAGEM
Bárbara Paz, Cao Guimarães, Eduardo Escorel, Felipe Bibian, Felipe Nepomuceno, Joaquim Castro, Juliana Guanais, Marilia Moraes e Vitor Mafra (Babenco – Alguém Tem Que Ouvir o Coração e Dizer: Parou)
Louise Ford (Má Educação)
Madeleine Gavin (Luce)
Mikkel E.G. Nielsen (O Som do Silêncio)
Robert Frazen (Estou Pensando em Acabar Com Tudo)

MELHOR FOTOGRAFIA
Bárbara Paz , Carolina Costa e Stefan Ciupek (Babenco – Alguém Tem Que Ouvir o Coração e Dizer: Parou)
Claire Mathon (Retrato de Uma Jovem em Chamas)
Jarin Blaschke (O Farol)
Lukasz Zal (Estou Pensando em Acabar Com Tudo)
Roger Deakins (1917)

MELHOR TRILHA SONORA
Alexandre Desplat (Adoráveis Mulheres)
Michael Abels (Má Educação)
Salloma Salomão (Todos os Mortos)
Thomas Newman (1917)
Trent Reznor, Atticus Ross e Jon Batiste (Soul)

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Anne Kuljian e Grant Major (Mulan)
Claire Kaufman e Jess Gonchor (Adoráveis Mulheres)
Donald Graham Burt e Jan Pascale (Mank)
Juliana Lobo (Todos os Mortos)
Rodrigo Frota (Pacarrete)

MELHOR FIGURINO
Chris Garrido (Pacarrete)
Gabriella Marra (Todos os Mortos)
Jacqueline Durran (Adoráveis Mulheres)
Jany Temime (Judy: Muito Além do Arco-Íris)
Trish Summerville (Mank)

MELHOR SOM
Carlos Cortés, Jaime Baksht, Michelle Couttolenc, Nicolas Becker e Phillip Bladh (O Som do Silêncio)
Christophe Vingtrinier, Gabriela Cunha e Rubén Valdes (Todos os Mortos)
Coya Elliott, David Parker e Ren Klyce (Soul)
David Parker, Drew Kunin, Jeremy Molod, Nathan Nance e Ren Klyce (Mank)
Mark Taylor, Oliver Tarney, Rachael Tate e Stuart Wilson (1917)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Aevar Bjarnason, Jonathan Dearing, Marcus Bolton e Matt Ebb (O Homem Invisível)
Anders Langlands, Sean Andrew Faden, Seth Maury e Steve Ingram (Mulan)
Andrew Lockley, Andrew Jackson, David Lee e Scott R. Fisher (Tenet)
Bill Watral, Dana Murray, Michael Fong e Pete Docter (Soul)
Dominic Tuohy, Greg Butler e Guillaume Rocheron (1917)

MELHOR MAQUIAGEM & PENTEADOS
Adam Bailey, Anouck Sullivan e Sarah Hindsgaul (Estou Pensando em Acabar Com Tudo)
Anne Morgan, Kazu Hiro e Vivian Baker (O Escândalo)
Dannelle Satherley (Jojo Rabbit)
Eryn Krueger Mekash, Matthew W. Mungle e Patricia Dehaney (Era Uma Vez Um Sonho)
Jeremy Woodhead (Judy: Muito Além do Arco-Íris)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
Abraham Marder, por “Green” (O Som do Silêncio)
Laura Mvula, por “Brighter Dawn” (Clemência)
Celeste e Daniel Pemberton, por “Hear My Voice” (Os 7 de Chicago)
Diane Warren e Laura Pausini, por “Io Sí (Seen)” (Rosa e Momo)
Sharon Van Etten, por “Staring at a Mountain” (Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre)

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