Invictus
“I am the master of my fate. I am the captain of my soul.”

Direção: Clint Eastwood
Elenco: Morgan Freeman, Matt Damon, Tony Kgoroge, Matt Stern, Julian Lewis Jones, Marguerite Wheatley, Patrick Lyster
Invictus, EUA, 2009, Drama, 133 minutos, livre
Sinopse: O presidente Nelson Mandela (Morgan Freeman) e o capitão Francois Pienaar (Matt Damon) trabalham juntos em uma missão para unir a nação por meio da linguagem universal do esporte. O país que Mandela governa é dividido, então o destemido presidente apóia o desacreditado time da África do Sul na Copa Mundial de rugby de 1995, que chega até as finais do campeonato.

É bem sensato dizer que, nos dias de hoje, só Meryl Streep consegue fazer milhares de filmes e se sair bem em todos eles. Digo isso porque nem o mestre Clint Eastwood, um dos grandes diretores do cinema, tem conseguido se sair bem em suas empreitadas nos últimos tempos. Depois do histriônico A Troca e do insosso Gran Torino, ele volta com mais uma produção sem graça que não faz jus ao talento que sempre demonstrou ter. No entanto, o problema maior não é o diretor e sim o texto, que não traz conflito algum ou uma interação significativa entre os personagens.
Na realidade, não dá pra saber bem qual foi o propósito de Clint com Invictus. É uma história rasa, com personagens pouco explorados e praticamente sem acontecimentos. Das duas uma: ou estamos diante de alguma cena de Nelson Mandela (Morgan Freeman) empolgado com rugby ou então alguma encenação do esporte com François (Matt Damon) coordenando o time da África do Sul. Fica só nisso e nada mais. São mais de duas horas de pura enrolação, onde fica claro que é um filme que poderia muito bem ter sido resolvido em um tempo muito menor.
Invictus não deixa marcas, o que é um problema. Esquecível é a palavra mais precisa para defini-lo. Se existe algo a ser considerado aqui essa é a interpretação de Morgan Freeman. Mas, ainda assim, é difícil se empolgar, já que a caracterização do ator é apenas correta e satisfatória para esse tipo de filme. Por um outro lado, Matt Damon aparece apagado e sua indicação ao Oscar de ator coadjuvante é injustificável.
Clint vem diluindo o seu talento em projetos demais com qualidade de menos. Invictus é mais um deles. Mas nem por isso deve ser desprezado. É um filme correto e que não chega a ter grandes falhas (até porque prefere deixar de lado questões políticas e não faz muita questão de enfatizar as diferenças pós-Apartheid na África do Sul). Se não ficasse sempre aquela incômoda sensação de que “quando o filme vai decolar?”, talvez Invictus deixasse uma impressão. Mínima que fosse, mas alguma impressão.
FILME: 6.5























