Cinema e Argumento

Idas e Vindas do Amor

Direção: Garry Marshall

Elenco: Ashton Kutcher, Jennifer Garner, Anne Hathaway, Julia Roberts, Taylor Lautner, Jamie Foxx, Queen Latifah, Kathy Bates, Topher Grace, Jessica Alba, Patrick Dempsey, Bradley Cooper, Shirley MacLaine

Valentine’s Day, EUA, 2009, Comédia Romântia, 125 minutos, 12 anos

Sinopse: As histórias de um grupo de habitantes de Los Angeles com pouco em comum, cujas vidas se cruzam, em meio a romances e corações partidos, durante um dia dos namorados. Casais e solteiros vivenciam os altos e baixos de encontrar, manter ou terminar relacionamentos no dia do amor.

Caso eu tivesse a oportunidade de dar algum tipo de conselho na hora da elaboração de uma comédia romântica, eles seriam dois: nunca deixe que a duração ultrapasse duas horas e não coloque milhares de personagens em cena. São raros os filmes que conseguem funcionar com duração excessiva e centenas de casos amorosos. Simplesmente Amor é um bom exemplo, ainda que não seja melhor exatamente por causa dessas características citadas. Idas e Vindas do Amor não chega a ser tão prejudicado por esse formato. A verdadeira fraqueza do filme está no roteiro superficial e previsível.

O número de atores famosos no elenco assusta. Algo que nos leva a pergunta: como tantas pessoas foram parar em um filme convencional como esse? Se ao menos Idas e Vindas do Amor tivesse uma proposta diferente, daria para entender. Não é o caso. Esse filme do questionável Garry Marshall (ele realizou o ótimo Uma Linda Mulher mas, também, o péssimo Ela é a Poderosa) não apresenta nada além do convencional. São histórias de amor comuns e que tomam caminhos previsíveis. Ou seja, ninguém vai acompanhar o filme com aquela sensação de que algo surpreendente vai acontecer. Todos os caminhos percorridos são conhecidos.

A previsibilidade não quer dizer que seja impossível se entreter com o filme. Quem gosta do gênero e da estrutura, vai conseguir acompanhar as histórias tranquilamente. Ainda assim, acho difícil o espectador mais comum não se incomodar com tantos papéis superficiais. Podemos tomar como exemplo a participação de Taylor Lautner, que deve se resumir, basicamente, em umas quatro falas (sendo que uma delas se refere a uma baboseira em torno do físico do ator). Julia Roberts é outra figura que aparece com pouco brilho em uma participação, digamo, apenas afetiva. Claro que é agradável ver tantos profissionais famosos juntos em um filme. Mas do que adianta se eles não são aproveitados como deveriam?

Idas e Vindas do Amor foi duramente massacrado pela crítica e recebido de forma muito tímida pelo público. Não vejo razão para tanta frieza. O que assisti foi uma comédia romântica qualquer, daquelas que não acrescentam nada mas, também, não ofendem. Garry Marshall não retorna com aquela vitalidade de Uma Linda Mulher e apresenta um resultado mediano. Para quem estiver disposto a assistir, já é preciso ter em mente que Idas e Vindas do Amor é uma diversão passageira. Fraco em seu roteiro, é verdade. E a maioria das comédias românticas que invadem os cinemas não são assim?

FILME: 6.5


Filmes em DVD

Vitória Amarga, de Edmund Goulding

Com Bette Davis, Humphrey Bogart e Geraldine Fitzgerald

Não foi só a maravilhosa interpretação de Bette Davis que teve reconhecimento em Vitória Amarga. O filme teve boa repercussão, sendo a maior bilheteria de Davis até então e também recebendo uma indicação ao Oscar na categoria principal e no segmento de trilha sonora. Não venceu nada, já que concorria contra o grandioso e inesquecível …E o Vento Levou. Mas, isso não diminui a ótima qualidade alcançada por Vitória Amarga. A história é bem simples: uma rica mulher (Davis, em sua primeira indicação ao prêmio da Academia depois de duas vitórias na cerimônia) descobre que tem poucos meses de vida em função de um problema no cérebro. O filme fala exclusivamente sobre isso, sem se aventurar por outros caminhos. O resultado, além de muito satisfatório, conquista não só por narrar com qualidade a simples história, mas também por fugir de caminhos óbvios de filmes desse estilo. Vitória Amarga em nenhum momento é melodramático ou sequer mais triste. Encontra um balanceamento perfeito nas emoções.

FILME: 8.5


Chéri, de Stephen Frears

Com Michelle Pfeiffer, Rupert Friend e Kathy Bates

Esse era um dos longas mais cotados para a temporada de premiações. E, assim como tantos outros casos, não teve repercussão alguma. Aqui no Brasil passou despercebido nos cinemas e agora chega discretamente em dvd. Realmente o filme não é nada demais, passando aquela sensação de neutralidade – onde praticamente nada chega a chamar muita atenção. Era de se esperar mais de um diretor tão talentoso como Stepehn Frears (que já realizou um marcante filme de época, Ligações Perigosas). O resultado é satisfatório e a produção tem seus aspectos interessantes, como a ótima trilha sonora de Alexandre Desplat (de novo!). Michelle Pfeiffer e Rupert Friend funcionam, mas o roteiro parece não trabalhar direito o romance dos dois. Chéri, também, era considerado o grande retorno de Pfeiffer. Pode até não ter sido, mas ao menos trouxe o melhor papel da atriz em anos de irregularidade.

FILME: 7.5

Nell, de Michael Apted

Com Jodie Foster, Liam Neeson e Natasha Richardson

Nell rendeu para Jodie Foster uma quarta indicação ao Oscar. Dos trabalhos que a atriz já realizou, esse é um dos mais diferentes: aqui ela interpreta uma mulher selvagem, que nunca teve contato com a civilização e nem fala uma língua conhecida. É missão, então, do personagem de Liam Neeson (em um bom momento, assim como Foster) de ajudar essa mulher que está sozinha no mundo agora que perdeu a mãe. Nell tem uma temática interessante, mas um desenvolvimento bem simples. Não é um filme de grandes momentos e muito menos de características especiais. Mas, só pelo bom trabalho de elenco, já vale uma conferida.

FILME: 7.5

O Destino Mudou Sua Vida, de Michael Apted

Com Sissy Spacek, Tommy Lee Jones e Beveryl D’Angelo

Foi por esse filme que a ótima Sissy Spacek venceu o Oscar de melhor atriz. Não quero desmerecer o prêmio, mas, das indicações que vi da atriz, essa foi a menos inspirada. Spacek estava bem mais interessante em outros longas como Carrie – A Estranha e Entre Quatro Paredes. Apesar disso, ela faz um bom trabalho em O Destino Mudou Sua Vida, mas é mais um daqueles papéis biográficos musicais que já tanto vimos por aí. O filme em si já não é grande coisa: demasiado longo e sem nenhuma ousadia. Spacek, portanto, é o que existe de melhor na história – mas nem isso quer dizer que seja algo necessariamente marcante. É uma produção mediana e com uma interpretação que  apenas faz o que é necessário para um gênero desses. Ou seja, formulaico em praticamente tudo. E por isso mesmo foi reconhecido pelo Oscar, que o indicou, inclusive, na categoria principal.

FILME: 6.5

Coisas de Meninos e Meninas, de Nick Hurran

Com Kevin Zegers, Samaire Armstrong e Sherry Miller

O jovem Kevin Zegers estava ótimo como o filho de Felicity Huffman em Transamérica. Também tinha boa presença em O Clube de Leitura de Jane Austen. Zegers, que, ao meu ver, só realizava bons projetos, cometeu esse enorme tropeço chamado Coisas de Meninos e Meninas. Não é de se surpreender que todo  e qualquer astro teen venha a realizar um desses romancezinhos colegiais que beiram a imbecilidade. No entanto, esse filme de Nick Hurran quase chega no desastre completo. Se a coitada da Samaire Amstrong (que participou do seriado The O.C.) sofre com cenas de pura vergonha alheia, Zegers ainda tenta fazer alguma graça com um jeito afeminado – afinal, é uma história de troca de corpos. Em vão. Os dois não conseguem trazer nada de muito útil para uma história pobre, clichê e mal realizada.

FILME: 4.5

9 Canções, de Michael Winterbottom

Com Kieran O’Brien e Margo Stilley

Fazia um bom tempo que eu não me indignava tanto com um roteiro gratuito. 9 Canções não tem história e é uma sucessão de cenas de sexo (explícito, diga-se de passagem) com outras de música (e nisso, inclui-se até uma participação de Franz Ferdinand cantando Jaqueline). Ao meu ver, tudo sem propósito e filmado sem beleza alguma. São 80 minutos de vazio e muito sexo. Se Michael Winterbottom sempre me pareceu um diretor bem questionável, agora ele confirma essa minha sensação com 9 Canções.

FILME: 2.0

O Preço da Traição

Direção: Atom Egoyan

Elenco: Julianne Moore, Amanda Seyfried, Liam Neeson, Max Thieriot, Nina Dobrev, Julie Khaner, Mishu Vellani, R.H. Thomson

Chloe, EUA, 2009, Drama, 96 minutos, 16 anos

Sinopse: Catherine (Julianne Moore) e David (Liam Neeson) – ela uma médica, ele um professor – são à primeira vista, o casal perfeito. Felizes, com um filho adolescente talentoso, eles parecem ter uma vida idílica. Mas quando David perde um vôo e consequentemente sua festa de aniversário surpresa, Catherine começa suspeitar do marido. Colocando em cheque a sua fidelidade, ela decide contratar Chloe (Amanda Seyfried), uma acompanhante para seduzir David e testar sua lealdade.

Existe aquela suspeita. Depois, uma crescente paranóia. Logo, investigação.  Mais adiante, obsessão. Por fim, sexo e morte. Está presente, também, aquela clássica trilha de suspense. Em alguns momentos, notamos dramas existencialistas. Esses são elementos clássicos de suspenses que passam durante a madrugada na televisão. O gênero fez muito sucesso durante certo tempo – sendo, Atração Fatal, possivelmente,o melhor exemplar dessa safra. O Preço da Traição lembra muito esse tipo de filme. Só é uma pena que seja tão mal resolvido.

Sinceramente, não sei o que se passa na cabeça de Julianne Moore. Ela seria uma atriz exemplar, caso não se envolvesse, insistentemente, em filmes tão irregulares como esse. O Preço da Traição já parte de um argumento fraco. Não dá para esperar muito da história proposta pelos roteiristas. Contudo, poderiam ao menos não ter caído tanto no óbvio e na má qualidade. São vários os problemas do roteiro. A começar pela obviedade, já que é muito fácil deduzir, inclusive, as intenções de certos personagens. Tudo o que acontece no filme é apresentado da forma mais datada possível.

O Preço da Traição, até mais ou menos a metade, consegue segurar as pontas no ciclo previsível. Acontece que o enredo começa a forçar a barra, até culminar em um final fraquíssimo e apressado. O filme foi cercado por algumas expectativas em relação aos momentos lésbicos de Julianne Moore e Amanda Seyfried (assim como Scarlett Johansson e Penélope Cruz em Vicky Cristina Barcelona). Para quem se importa com isso, a espera vale a pena, já que uma determinada cena chega a ser até mais ousada. Ambas são belas mulheres e estão bem fotografadas no filme. No entanto, nem essa tal polêmica envolvendo as duas ou a beleza delas conseguem colocar algum charme para O Preço da Traição.

O que dá para tirar de lição de um filme como esses é bem simples: não adianta tentar apresentar um produto que, de certa forma, faz uma ode a um estilo de cinema que um dia fez sucesso sem apresentar qualquer atrativo que seja, ao menos, um guilty pleasure. O Preço da Traição não é uma desgraça, mas não consegue causar efeito no espectador. É uma experiência que funciona em certos momentos. Mas, infelizmente, soa descuidado e mal escrito. Bastava um pouquinho mais de dedicação nesse texto amador que, talvez, tudo se ajeitasse. Julianne Moore parece usar magia negra para não envelhecer. Ela deveria é usar essa magia para não fazer mais bobagens como essa.

FILME: 5.5


Uma Noite Fora de Série

Direção: Shawn Levy

Elenco: Tina Fey, Steve Carell, Mark Wahlberg, James Franco, Taraji P. Henson, Mark Ruffalo, William Fichtner, Mila Kunis

Date Night, EUA, 2010, Comédia, 88 minutos, 12 anos

Sinopse: Phil (Steve Carell) e Claire Foster (Tina Fey) são casados, têm filhos, mas o relacionamento caiu na rotina. Decidido a mudar o cenário, ele a convida para ir num restaurante super badalado e, sem mesa reservada, assume o lugar de outro casal que parecia ter faltado ao compromisso. Só não contavam com o fato de que os donos da tal mesa eram procurados por um mafioso e assim, a noite que era para ser divertida virou um salve-se quem puder pelas ruas de Nova York.

O trocadilho do título não poderia ser mais infame: referência aos dois atores principais do filme, que possuem as raízes gloriosoas de suas respectivas carreiras na tv. Tina Fey demonstra genialidade em 30 Rock e Steve Carell está sempre impagável em The Office. Portanto, o título sugere que o filme represente um “momento” fora do habitat natural dos dois. É uma pena que Uma Noite Fora de Série não seja  a produção que vá impulsionar a carreira de Fey e Carell no cinema (apesar do segundo já ter certo reconheciment0 nesse meio). Mas, já dá para os espectadores mais leigos – e que não conhecem muito de seriados – perceberem que ambos são ótimos comenediantes. E que, afinal, são eles que seguram o filme.

Você já viu, muitas vezes, um longa-metragem como Uma Noite Fora de Série. A fórmula é bem simples: colocar personagens divertidos em uma situação cheia de confusões. Adicione algumas cenas de ação e uma pitada de clima investigativo. Soa familiar, não? Apesar da repetição de estrutura, é um formato que, ao menos para mim, sempre funciona. Ou, então, se não chega a funcionar por completo, diverte de forma descompromissada. Foi assim com outro filme estrelado por Carell, Agente 86, e é assim com Uma Noite Fora de Série. Basta o espectador não dar importância para os absurdos e ainda ter em mente que tudo não passa de uma diversão corriqueira, que a experiência pode ser agradável.

Mas, mesmo que o lado crítico seja deixado de lado, permanecem algumas falhas muito visíveis no filme. A maior delas é a grande fragilidade da história. Até o espectador mais comum vai notar que todos os pretextos para ação e todos os caminhos tomados para a trama se resolver são completamente simplórios. Parece que o roteiro está no piloto-automático e que o diretor Shawn Levy apenas atirou Fey e Carell em cena para que ambos salvassem o resultado. Se ele fez isso mesmo, a decisão foi acertada. Os improvisos do casal e a ótima química deles (cômica, não romântica) conseguem deixar qualquer um com boa vontade. Uma Noite de Série está muito longe de ser um produto à altura desses dois ótimos comediantes. No entanto, só a oportunidade de ver os dois em cena já compensa.

FILME: 7.0


Os Famosos e os Duendes da Morte

Direção: Esmir Filho

Elenco: Henrique Larré, Ismael Canepelle, Tuane Eggers, Samuel Reginatto, Áurea Baptista, Adriana Seiffert

Brasil, 2009, Drama, 95 minutos, 14 anos

Sinopse: Um garoto (Henrique Larré) de dezesseis anos, fã de Bob Dylan, acessa o mundo através da Internet, enquanto vê seus dias passarem em uma pequena cidade alemã no interior do Rio Grande do Sul. A chegada de uma figura estranha na cidade traz lembranças do passado e o leva para um mundo além da realidade.

Em uma de suas divagações pela internet (que consistem na ação de escrever em um blog de autoria própria ou de conversar com amigos pelo messenger), o protagonista de Os Famosos e os Duendes da Morte proclama: “Longe é o lugar onde a gente pode viver de verdade (…) Estar perto não é físico”. O menino não gosta do lugar onde vive. Ele não se sente próximo do mundo que lhe foi imposto pela vida e muito menos das pessoas que nele habitam. O “Tambourine Man” vive um mundo paralelo, onde exerga esperança e alternativa na vida virtual.

Acompanhar cada ação do protagonista é mergulhar num mar de angústias. Poucas foram as vezes (e, para falar bem a verdade, não me ocorre nenhum exemplo agora) em que o cinema conseguiu retratar tão bem o universo dos adolescentes reclusos e impossibilitados de viver a juventude da forma que tanto anseiam. Os Famosos e os Duendes da Morte vai penetrar na pele daqueles que moram em um lugar isolado… Muito mais: vai atingir de forma contundente aqueles que sentem que não pertecem ao mundo à sua volta, aqueles que enxergam a felicidade como algo quase inalcançável e aqueles que acham que tudo poderia mudar se estivesse em um lugar diferente ou com “aquela” pessoa ao lado.

Falar que a maturidade de Esmir Filho como diretor impressiona é cair no lugar comum. O relevante é que Os Famosos e os Duendes da Morte marca o espectador pelo conjunto geral. Não é só o trabalho atrás das câmeras que traz a singularidade estética e narrativa do filme. Logo, já podemos citar o trabalho exemplar de Henrique Larré como o protagonista. Larré não apenas captou toda a essência dramática do personagem, como também a transmitiu com muita segurança. Podemos notar, em cada olhar e gesto, uma figura verdadeira. Todos os coadjuvantes possuem seus momentos. Mas, ao meu ver, a estrela é Larré – cuja cena que mais me marcou foi aquela em que ele dança e desaba de tristeza nos braços da mãe em uma noite de festa junina.

Algo muito importante a ser considerado é a forma como o filme não se restringiu aos moradores do Rio Grande do Sul. O blogueiro que vos escreve é porto alegrense, portanto, seria muito fácil me identificar com os traços riograndenses da projeção. Entretanto, Os Famosos e os Duendes da Morte se livra desse empecilho e realiza uma história não menos que universal.  O roteiro narra cada minuto como se fosse algo que pudesse acontecer em qualquer lugar do planeta. A solidão existe… Não importa em que lugar. O filme, em um balanço geral, é um estudo minucioso sobre as angústias de uma minoria que cada vez perde mais espaço: os adolescentes isolados. Isolados não por vontade própria, mas porque a vida deu esse fardo.

Apesar de tantos méritos, pensei que Os Famosos e os Duendes da Morte iria me atingir não só com sua temática irresistível (que é perfeita para o meu gosto pessoal), mas também como cinema. Não foi exatamente o que aconteceu. O formato, por algumas vezes, não me causou o efeito necessário. O filme perde impacto e força justamente nas cenas em que se propõe a ser figurativo. De certa forma, elas quebram o ritmo da história. Não digo que faltou cinema em Os Famosos e os Duendes da Morte (muito pelo contrário!), mas não foi apresentado o tipo de tratamento narrativo que normalmente me conquista. Se tivesse apostado menos naquelas tomadas filmadas com câmera na mão e em algumas complexidades, talvez tivesse me conquistado por completo. Só faltou isso para eu celebrar não somente a perfeita reflexão do conteúdo do filme, mas também a estrutura e o formato.

FILME: 8.5