Hanna
I just missed your heart.

Direção: Joe Wright
Elenco: Saoirse Ronan, Cate Blanchett, Eric Bana, Olivia Williams, Tom Hollander, Jason Flemyng, John MacMillan, Tim Beckmann, Vicky Krieps
EUA/Inglaterra/Alemanha, 2011, Ação, 111 minutos
Sinopse: Hanna (Saoirse Ronan) é uma adolescente que foi criada no frio da Finlândia pelo pai, um ex agente da CIA (Eric Bana), como uma máquina perfeita para matar. Levando uma vida totalmente diferente de qualquer outro jovem de sua idade, sua rotina sempre foi voltada para cumprir uma missão. E, quando este dia chega, ela vai cruzar a Europa, enganando agentes experientes com os ensinamentos de seu mentor, mas enquanto o alvo vai ficando cada vez mais perto, alguns segredos sobre sua vida começam vir à tona, provocando uma revolução em sua cabeça.

É curioso ver o nome do diretor Joe Wright envolvido num projeto como Hanna. Celebrado pela realização de filmes de época (sendo Desejo e Reparação o seu auge), o britânico agora resolveu contar essa história de ação sobre uma menina que é uma verdadeira máquina de matar. Ela luta, mata vários homens de uma vez só e possui habilidades impressionantes. No meio disso tudo, um enredo com o clássico jogo de perseguição “gato e rato” e intrigas na CIA. O que acontece é que o filme acaba e, mesmo assim, não conseguimos sentir qualquer marca de Wright no resultado final. Talvez seja essa falta de familiaridade do diretor com o gênero que não deixe Hanna ser mais envolvente – o que foi comprovado pela decepcionante recepção do longa.
Repetindo a parceria com a ótima Saoirse Ronan, Wright conduz a história com frieza. Além da demora para apresentar a trama (o filme leva pelo menos meia hora para mostrar ao que veio), tudo se desenvolve de forma muito racional e sem emoção. Hanna dá a impressão de ser um filme calculista e formal, somente apresentando os fatos e partindo para a próxima etapa. E o culpado é mesmo Wright, que até consegue transparecer sua habilidade em dirigir elenco – Saoirse Ronan continua provando ser uma garota de talento, ao passo que Cate Blanchett também se destaca ao dar o caráter vilanesco necessário a uma personagem que parece um robô – mas que confirma, diversas vezes, sua falta de proximidade com o gênero.
Hanna, por outro lado, funciona por conseguir o feito de prender a atenção. Por mais que a trama não seja lá tão intrigante ou que a situação toda pareça fantasiosa (afinal, não sou o maior fã de garotinhas que fazem mil acrobacias para derrotar exércitos), é fácil entrar no clima de perseguição construído pelo diretor e, especialmente, por Ronan (que se preparava durante quatro horas por dia para ter a aptidão física necessária para a personagem) e Blanchett. A trilha composta por The Chemical Brothers ajuda a construir esse clima, mesmo que seja muito eletrônica e um pouco fora de contexto em determinadas partes. Desta forma, Hanna tem vários tropeços e ausência de emoções, mas termina como uma boa alternativa de ação que deve ser conferida de forma descompromissada.
FILME: 7.5

* Nas locadoras a partir de 05/10 (sem exibição nos cinemas)







