Prêmio de melhor elenco foi para o drama Conclave.
As últimas duas semanas foram gloriosas para Conclave. Após a vitória no BAFTA, o filme do alemão Edward Berger agora leva para casa o prêmio de melhor elenco em cinema do Screen Actors Guild Awards. Ainda que, neste ano, o SAG esteja sem influência direta no Oscar, a vitória de Conclave mostra que o drama tem engajamento entre os atores, votantes exclusivos desse sindicato e parcela significativa dos votantes da Academia. Outra tendência a ser observada no SAG é a vitória de Demi Moore em melhor atriz por A Substância, já que Mikey Madison vinha embaralhando o meio de campo com a vitória no BAFTA. Reza a lenda que essa disputa entre Demi e Mikey favorece Fernanda Torres (Ainda Estou Aqui). Tomara que sim, ainda que improvável.
Com uma cerimônia bem mais surpreendente no campo das séries, minisséries e telefilmes (o justo reconhecimento ao elenco de Only Murders in the Builing e ao desempenho de um de seus protagonistas, Martin Short, foi o que o sindicato fez de mais diferente neste ano), o SAG registrou um único ponto fora da curva nas categorias de cinema: Timothée Chalamet como melhor ator por Um Completo Desconhecido, filme que não havia conquistado um prêmio sequer nos prêmio televisionados até aqui. Chalamet não foi muito feliz no discurso — sua confissão de que está buscando a excelência para se equiparar aos “melhores” revela alguém que parece atuar com outros objetivos que não o da simples vocação — e pode ser que sua vitória seja algo isolado do SAG, já que nunca um ator venceu um Oscar tento apenas o prêmio do sindicato de atores na conta.
Confira abaixo a lista completa de vencedores:
CINEMA
MELHOR ELENCO: Conclave MELHOR ATRIZ: Demi Moore (A Substância) MELHOR ATOR: Timothée Chalamet (Um Completo Desconhecido) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Zoe Saldaña (Emilia Pérez) MELHOR ATOR COADJUVANTE: Kieran Culkin (A Verdadeira Dor) MELHOR ELENCO DE DUBLÊS: O Dublê
SÉRIES, MINISSÉRIES E TELEFILMES
MELHOR ELENCO EM SÉRIE DE DRAMA: Xógum: A Gloriosa Saga do Japão MELHOR ELENCO EM SÉRIE DE COMÉDIA: Only Murders in the Building MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA: Anna Sawai (Xógum: A Gloriosa Saga do Japão) MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA: Jean Smart (Hacks) MELHOR ATOR EM SÉRIE DE DRAMA: Hiroyuki Sanada (Xógum: A Gloriosa Saga do Japão) MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA: Martin Short (Only Murders in the Building) MELHOR PERFORMANCE FEMININA EM MINISSÉRIE OU TELEFILME: Jessica Gunning (Bebê Rena) MELHOR PERFORMANCE MASCULINA EM MINISSÉRIE OU TELEFILME: Colin Farrell (Pinguim) MELHOR ELENCO DE DUBLÊS EM SÉRIE: Xógum: A Gloriosa Saga do Japão
Confirmando algumas impressões que compartilhei em meu post sobre os indicados deste ano, o Screen Actors Guild Awards acontece hoje (23), a partir das 22h (horário de Brasília) sem influência alguma na corrida pelo Oscar, uma vez que a votação da Academia já chegou ao fim. São poucas as categorias que o SAG pode acrescentar pitadas de suspense. Para ser mais específico, somente em melhor atriz e melhor elenco, ambas centradas em uma única pergunta: após também vencer os Sindicados de Produtores, Diretores e Roteiristas, Anora é, de uma vez por todos, o favorito absoluto dessa temporada? Ou ainda há espaço para alguma outra alternativa? Com o BAFTA e o Spirit Awards na conta, Mikey Madison já tomou para si a a categoria antes protagonizada por Demi Moore e Fernanda Torres (Ainda Estou Aqui)? Teorias tenho aos montes, mas, por ora, gostaria de acreditar que o jogo não está tão fechado assim. Conversaremos melhor ao falar sobre os vencedores. Abaixo, as minhas apostas para hoje:
CINEMA
MELHOR ELENCO: Conclave / alt: Anora MELHOR ATRIZ: Demi Moore (A Substância) / alt: Mikey Madison (Anora) MELHOR ATOR: Adrien Brody (O Brutalista) / alt: Ralph Fiennes (Conclave) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Zoe Saldaña (Emilia Pérez) / alt: Ariana Grande (Wicked) MELHOR ATOR COADJUVANTE: Kieran Culkin (A Verdadeira Dor) / alt: Yura Borisov (Anora) MELHOR ELENCO DE DUBLÊS: Duna: Parte 2 / alt: Gladiador II
SÉRIES, MINISSÉRIES E TELEFILMES
MELHOR ELENCO EM SÉRIE DE DRAMA: Xógum: A Gloriosa Saga do Japão / alt: Slow Horses MELHOR ELENCO EM SÉRIE DE COMÉDIA: Hacks / alt: The Bear MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA: Anna Sawai (Xógum: A Gloriosa Saga do Japão) / alt: Kathy Bates (Matlock) MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA: Jean Smart (Hacks) / alt: Liza Colóns-Zayas (The Bear) MELHOR ATOR EM SÉRIE DE DRAMA: Hiroyuki Sanada (Xógum: A Gloriosa Saga do Japão) / alt: Tadanobu Asano (Xógum: A Gloriosa Saga do Japão) MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA: Jeremy Allen White (The Bear) / alt: Harrison Ford (Shrinking) MELHOR PERFORMANCE FEMININA EM MINISSÉRIE OU TELEFILME: Jodie Foster (True Detective: Terra Noturna) / alt: Jessica Gunning (Bebê Rena) MELHOR PERFORMANCE MASCULINA EM MINISSÉRIE OU TELEFILME: Colin Farrell (Pinguim) / alt: Richard Gadd (Bebê Rena) MELHOR ELENCO DE DUBLÊS EM SÉRIE: Xógum: A Gloriosa Saga do Japão / alt: Pinguim
Dirigido por Edward Berger, Conclave é o melhor filme para o BAFTA 2025
Os britânicos deram uma nova embaralhada na corrida pelo Oscar 2025. Após O Brutalista e Emilia Pérez vencerem o Globo de Ouro, e Anora se consagrar no Critics’ Choice Awards, no Sindicato de Diretores e no Sindicato de Roteiristas, agora Conclave teve o seu grande momento como o vencedor do BAFTA, onde conquistou as categorias de melhor filme, filme britânico, roteiro adaptado e montagem. O reconhecimento ao longa de Edward Berder não é exatamente uma surpresa entre os britânicos, e não deveria ser no geral, uma vez que congrega várias plateias e tem alto índice de aceitação no senso comum, algo que pode favorecê-lo no método de votação preferencial do Oscar. Se ganhar o BAFTA de melhor elenco no próximo domingo (23) — e é bem provável que isso aconteça — chegaremos ao Oscar com uma disputa acirrada na categoria principal.
A vitória de Brady Corbet (O Brutalista) em direção e de Mikey Madison (Anora) em melhor atriz também deixam o jogo aberto para duas categorias que seguem indefinidas, enquanto nomes como Zoe Saldaña (Emilia Pérez) e Kieran Culkin (A Verdadeira Dor) já estão mais do que consolidados em atriz e ator coadjuvante, respectivamente. Com sua habitual e muito natural dose de bairrismo, o BAFTA premiou Wallace & Gromit: Avengança em melhor animação, o que não influencia uma disputa ainda encabeçada por Flow e Robô Selvagem. Outra escolha isolada dos britânicos é a de Super/Man: A História de Christopher Reeve em melhor documentário, já que o filme sequer está indicado ao Oscar. Já o prêmio de melhor roteiro original para A Verdadeira Dor pode sinalizar que Anora, até o momento apenas com o Sindicato dos Roteiristas na conta, deve, quem sabe, ficar atento a um possível azarão…
MELHOR FILME: Conclave MELHOR DIREÇÃO: Brady Corbet (O Brutalista) MELHOR ATRIZ: Mikey Madison (Anora) MELHOR ATOR: Adrien Brody (O Brutalista) MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Zoë Saldaña (Emilia Pérez) MELHOR ATOR COADJUVANTE: Kieran Culkin (A Verdadeira Dor) MELHOR ELENCO: Anora MELHOR FILME BRITÂNICO: Conclave MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO-INGLESA: Emilia Pérez (França) MELHOR DOCUMENTÁRIO: Super/Man: A História de Christopher Reeve MELHOR ANIMAÇÃO: Wallace & Gromit: Avengança MELHOR FILME PARA CRIANÇAS E FAMÍLIA: Wallace & Gromit: Avengança MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: A Verdadeira Dor MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Conclave MELHOR FOTOGRAFIA: O Brutalista MELHOR MONTAGEM: Conclave MELHOR FIGURINO: Wicked MELHOR TRILHA SONORA: O Brutalista MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO: Wicked MELHOR SOM: Duna: Parte 2 MELHORES EFEITOS VISUAIS: Duna: Parte 2 MELHOR MAQUIAGEM E CABELO: A Substância MELHOR ESTREIA DE DIRETOR, ROTEIRISTA OU PRODUTOR BRITÂNICO: Rich Peppiatt (diretor e roteirista, Kneecap – Múisica e Liberdade) MELHOR CURTA-METRAGEM BRITÂNICO: Rock, Paper, Scissors MELHOR CURTA-METRAGEM BRITÂNICO DE ANIMAÇÃO: Wander to Wonder EE Rising Star Award: David Jonsson
Tina Kakadelis foi a mentora do meu grupo na Media Iniative Inclusion do último Festival Internacional de Cinema de Toronto, e tê-la aqui na coluna é uma felicidade sem tamanho porque compartilhamos de uma visão muito humana sobre a experiência de ver filmes. “Muitas vezes me perguntam por que acho que sou qualificada para ser uma crítica. Acho que todo mundo é crítico deveria olhar para os filmes (e para toda a arte) com um olhar curioso, sem nunca esquecer o trabalho de amor envolvido. Crítica não é uma palavra inerentemente negativa. Algumas das melhores críticas vêm de quem ama fazer filmes com tudo o que tem.”, ela escreveu no seu site, o Beyond the Cinerama Dome. A paixão pela sétima arte levou Tina a se tornar uma crítica certificada do Rotten Tomatoes e membro de várias associações, como a GALECA (Society of LGBTQ Entertainment Critics), a Online Association of Female Film Critics e a Pittsburgh Film Critics Association. Deixo aqui meu imenso agradecimento à ela por topar o desafio da coluna e por compartilhar visões tão especiais sobre interpretações que tocaram o seu coração.
Charles Melton (Segredos de Um Escândalo) No dia em que as indicações ao Oscar foram divulgadas, li um artigo que listava incorretamente Melton como indicado. Foi um daqueles raros momentos em que senti que a pessoa certa estava sendo indicada. Claro, acabei descobrindo que ele não foi indicado, e a temporada de premiações voltou ao seu absurdo habitual. A atuação de Melton é silenciosa, mas muito penetrante. Ele interpreta Joe, um homem de trinta e poucos anos casado com uma mulher, Gracie (Julianne Moore), que iniciou um relacionamento sexual com Joe quando ele tinha treze anos e ela trinta e seis. Já se passaram vinte e três anos, e eles têm três filhos. O relacionamento é o foco de um filme independente, e a atriz (Natalie Portman) que interpreta Gracie vem à cidade para observá-lo. Segredos de Um Escândalo foi polarizador devido ao assunto, mas nunca glamorizou o aliciamento de Gracie com Joe. É claro que Gracie contou sua história para Joe e, assim, fazê-lo acreditar que nada de impróprio aconteceu, mas a mágica da atuação de Melton é que o público experimenta sua gradual compreensão dos fatos. Trata-se de uma série de entendimentos silenciosamente devastadoros que se acumulam em Joe até ele sufocar. Melton, que brincou dizendo que “Riverdale era [sua] Juilliard”, aborda esse papel com uma graça estóica e gentil. É o tipo de papel ignorado em favor de performances duras e barulhentas que ocupam toda a tela. Melton quase desaparece no fundo, mas é sua contenção que permanece com você depois que o filme.
Adèle Haenel (Lírios d’Água) Cresci assistindo às aventuras clássicas de Spielberg dos anos 1980. Indiana Jones foi um grande filme para mim e, durante grande parte da minha vida, pensei que todos os filmes eram grandes e barulhentos. Numa tarde de sábado, por volta de 2007 ou 2008, me deparei com um filme chamado Lírios d’Água. Foi meu primeiro filme em idioma diferente do inglês e a primeira vez que vi algo fundamentalmente diferente de um blockbuster americano. Dou crédito a Lírios d’Água por ter iniciado meu caso de amor com o cinema ao longo da vida, e é inegável que um grande motivo desse impacto em mim foi Haenel. Ela interpreta Floriane, uma nadadora sincronizada que está lidando com todas as dificuldades que fazem parte da maioridade. É difícil para mim celebrar o meu amor pelo cinema sem dar algum crédito a Haenel, que me cativou desde tão jovem. Eu poderia ter escolhido sua atuação mais recente em Retrato de Uma Jovem em Chamas, mas devo tanto a Lírios d’Água que pareceu errado escolher outro papel. Haenel é tão fundamentada, tão acessível, mas tão magnífica que parece etérea. Passar de sucessos de bilheteria barulhentos e bombásticos para Lírios d’Água foi um choque. Eu não sabia que o cerne de um filme poderia existir em uma performance, em contraste a uma série de aventuras emocionantes. Com a atuação de Haenel em Lírios d’Água, foi a primeira vez que entendi isso – e serei eternamente grata ao universo de filmes que essa experiência me apresentou.
Gene Kelly (Cantando na Chuva) É quase uma saída fácil escolher Gene Kelly em Cantando na Chuva porque todos no mundo deveriam escolher esta performance. Não foi um dos filmes que meus pais me mostraram quando eu era mais jovem, então, demorei até 2023 para finalmente assisti-lo. Já tinha visto trechos das músicas “Singin’ in the Rain” e “Make ‘em Laugh”, mas nada poderia ter me preparado para assistir ao longa na íntegra. Na verdade, fico feliz por não ter visto esse filme quando criança, porque assisti-lo como uma adulta que consegue entender o esforço e a habilidade necessários para fazer um trabalho como esse foi algo especial. No centro do filme está Kelly. Ele tem a habilidade milagrosa de pegar sequências intensamente coreografadas e fazê-las parecer ações espontâneas e repentinas. O público pode ver outros atores pensando em seus próximos passos, mas Kelly se move com liberdade e fluidez pela tela como se sempre conhecesse essas danças e estivesse apenas esperando uma câmera aparecer e capturá-las. Há uma alegria que ainda existe setenta anos depois, e é uma prova do grande nível de entusiasmo de Kelly por atuar. É contagioso e faz com que eu, péssima em dançar, tenha vontade de levantar e sacudir o esqueleto. Kelly tem um carinho por isso em cada apresentação, e seu ponto mais alto está em Cantando na Chuva.
Ano histórico para o cinema brasileiro: Ainda Estou Aqui conquista três indicações ao Oscar, incluindo a de melhor filme.
O Brasil sorriu de ponta a ponta nesta quinta-feira, 25 de janeiro, com o anúncio dos indicados ao Oscar 2025. Em uma acolhida histórica, Ainda Estou Aqui confirmou sua presença em uma categoria já dada como certa (filme internacional), foi finalista em outra cujas chances eram ótimas, mas não absolutas (atriz para Fernanda Torres) e fechou com chave de ouro ao emplacar, com surpresa e merecimento, a menção histórica em melhor filme. O feito é gigantesco por inúmeras razões, e eu destacaria três neste momento.
A primeira é a de colocar o cinema brasileiro sob os holofotes de um mercado altamente bairrista como o Hollywoodiano, o que certamente renderá grandes frutos para a nossa produção local. Isso porque Oscar importa, sim — se não em termos artísticos, pelo menos em uma perspectiva mercadológica, fazendo com que os olhos da indústria internacional se voltem ao que realizamos em terras brasileiras. Não é uma questão de validação estrangeira, mas de uma oportunidade única de visibilidade e fomentação.
Já a segunda é de constar que o tema central de Ainda Estou Aqui — o fantasma autoritário e violento da ditadura que aniquilou vidas e segue sempre nos cercando de um jeito ou de outro — foi considerado um dos mais importantes atualmente por cerca de milhares de representanes da indústria cinematográfica nos Estados Unidos e ao redor do mundo, assim como o estilo sóbrio e humanístico de Walter Salles ao contar essa história. Isso é gigantesco do ponto de vista político, artístico e de discurso.
E não menos importante, mas pouco comentado em análises sobre as listas recentes da Academia: o Oscar está com outra roupagem. Ao passo em que, menos de dez anos atrás, discutíamos questões como o Oscar So White e não tínhamos um ator negro sequer indicado nas 20 vagas de atuação, hoje já não temos mais esse problema, celebramos a nomeação de um longa-metragem brasileiro em melhor filme, voltamos a ter, depois de mais de 40 anos, cinco atrizes protagonistas com filmes concorrendo na categoria principal e testemunhamos de, pela primeira vez, uma atriz ser trans ser reconhecida pelos votantes. As barreiras quebradas pela consagração de Parasita, lá em 2020, não foram à toa.
A indicação de Ainda Estou Aqui a melhor foi filme foi, sem sombra de dúvida, a maior surpresa desta edição, que é liderada, em termos numéricos, por Emilia Pérez, lembrado em nada menos do que 13 categorias, recorde para um filme de língua não-inglesa. Outro fato inesperado foi a ausência de Edward Berger em melhor direção por Conclave para a entrada de James Mangold (Um Completo Desconhecido). Curiosamente, e talvez não por acaso, a troca se deu para formar uma categoria formada inteiramente por diretores que também são roteiristas e concorrem nas categorias de melhor roteiro original ou adaptado. Os vencedores serão conhecidos no dia 2 de março.
Confira abaixo a lista completa de indicados:
MELHOR FILME Ainda Estou Aqui Anora O Brutalista Um Completo Desconhecido Conclave Duna: Parte 2 Emilia Pérez Nickel Boys A Substância Wicked
MELHOR DIREÇÃO Brady Cobert (O Brutalista) Coralie Fargeat (A Substância) Jacques Audiard (Emilia Pérez) James Mangold (Um Completo Desconhecido) Sean Baker (Anora)
MELHOR ATRIZ Cynthia Erivo (Wicked) Demi Moore (A Substância) Fernanda Torres (Ainda Estou Aqui) Karla Sofía Gascón (Emilia Pérez) Mikey Madison (Anora)
MELHOR ATOR Adrien Brody (O Brutalista) Timothée Chalamet (Um Completo Desconhecido) Colman Domingo (Sing Sing) Ralph Fiennes (Conclave) Sebastian Stan (O Aprendiz)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Ariana Grande (Wicked) Felicity Jones (O Brutalista) Isabella Rossellini (Conclave) Monica Barbaro (Um Completo Desconhecido) Zoe Saldaña (Emilia Pérez)
MELHOR ATOR COADJUVANTE Edward Norton (Um Completo Desconhecido) Guy Pearce (O Brutalista) Jeremy Strong (O Aprendiz) Kieran Culkin (A Verdadeira Dor) Yura Borisov (Anora)
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Anora O Brutalista A Substância September 5 A Verdadeira Dor
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Um Completo Desconhecido Conclave Emilia Pérez Nickel Boys Sing Sing
MELHOR FILME INTERNACIONAL Ainda Estou Aqui (Brasil) Emilia Pérez (França) Flow (Letônia) A Garota da Agulha (Dinamarca) A Semente do Fruto Sagrado (Dinamarca)
MELHOR ANIMAÇÃO Divertida Mente 2 Flow Memórias de Um Caracol Robô Selvagem Wallace & Gromit: Avengança
MELHOR DOCUMENTÁRIO Black Box Diaries No Other Land Porcelain War Soundtrack to a Coup d’Etat Sugarcane
MELHOR MONTAGEM Anora O Brutalista Conclave Emilia Pérez Wicked
MELHOR FOTOGRAFIA O Brutalista Duna: Parte 2 Emilia Pérez Maria Nosferatu
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO O Brutalista Conclave Duna: Parte 2 Nosferatu Wicked
MELHOR FIGURINO Um Completo Desconhecido Conclave Gladiador 2 Nosferatu Wicked
MELHOR TRILHA SONORA O Brutalista Conclave Emilia Pérez Robô Selvagem Wicked
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL “El Mal” (Emilia Pérez) “The Journey” (The Six Triple Eight) “Like a Bird” (Sing Sing) “Mi Camino” (Emilia Pérez) “Never Too Late” (Elton John: Never Too Late)
MELHOR SOM Um Completo Desconhecido Duna: Parte 2 Emilia Pérez Robô Selvagem Wicked
MELHORES EFEITOS VISUAIS Alien: Romulus Better Man Duna: Parte 2 O Reino do Planeta dos Macacos Wicked
MELHOR CABELO E MAQUIAGEM Emilia Pérez Um Homem Diferente Nosferatu A Substância Wicked
MELHOR CURTA-METRAGEM Anuja I’m Not a Robot The Last Ranger A Lien The Man Who Could Not Remain Silent
MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO Beautiful Men In the Shadow of the Cypress Magic Candies Wander to Wonder Yuck!
MELHOR CURTA-METRAGEM DE DOCUMENTÁRIO Death by Numbers I am Ready, Warden Incident Instruments of a Beating Heart The Only Girl in the Orchestra