Kylie et les folies

Kylie Minogue não é uma máquina de hits como Katy Perry. Kylie Minogue não tem o apelo visual de Lady Gaga. Kylie Minogue não é cantora chiclete que faz sucesso em todos os cantos com músicas tolas como Ke$ha. Kylie Minogue, no entanto, tem algo que quase nenhuma dessas cantoras têm: consistência. Suas músicas não são passageiras e muito menos se tornam enjoativas com a mesma velocidade que aparecem nas rádios. Kylie é uma profissional preocupada em construir um nome que vai muito além do sucesso repentino. E todo o brilhantismo dela está presente em Kylie 3D: Aphrodite Les Folies Live in London, grandioso show que foi filmado nesse ano e que é exibido nas salas de cinema apenas nos dias 26 e 27 de agosto.
Encenado na arena O2, em Londres, o espetáculo é, possivelmente, o que pode existir de melhor para uma cantora desse e de qualquer gênero musical. Aprodite: Les Folies é uma verdadeira aula de como realizar um show magnífico sem que tudo fique espetaculoso demais. Portanto, é fácil se impressionar com cada detalhe técnico: desde os mais variados figurinos até o luxuoso cenário que apresenta uma grandiosidade de deixar qualquer um de boca aberta. Tudo em plena harmonia, com uma interação impecável. Kylie transita em todos os cantos do palco, aproveitando todo o luxo desse show que, facilmente, figura entre os melhores produzidos na história recente – e, particularmente, o que mais me impressionou até hoje.
Outro mérito, claro, é ver como todo o tom teatral de Aphrodite: Les Folies nunca atrapalha o andamento do show. Ao contrário de Lady Gaga – que, por exemplo, parece estar mais preocupada em fazer algo estético do que, de fato, interagir com o público – Kylie nunca é ofuscada pela grandiosade de seu show, assim como também nunca deixa de mostrar que a parte técnica é sim parte de seu encantamento. Aproveitando um cenário repleto de cores e telas interativas, onde a direção de arte se mostra uma engrenagem fundamental para o andamento do espetáculo, a cantora apresenta um vocal cheio de vitalidade e, principalmente, um pique invejável.
O repertório, claro, não poderia deixar de ser comentado. A turnê de Aphrodite: Les Folies é dedicada ao último cd, mas grandes sucessos estão presentes também. Se In My Arms pode ser considerada, definitivamente, um grande momento de Kylie, novos sucessos também se mostram igualmente empolgantes, como All the Lovers (que encerra o show com perfeição) e Get Outta My Way (a mais dançante de todas do último álbum). São duas horas incansáveis, que se beneficiam, como já citado, por um trabalho de produção extraordinário. Assim, se já era fácil permanecer esse tempo com Kylie, imagina, então, com um evento de tal magnitude.
Outra notícia gratificante é que, pela primeira vez em muito tempo, o 3D vale a pena. Inclusive, esse deve ser o exemplar que melhor utilizou o recurso. Nunca nenhum outro filme explorou com tanta precisão o senso de profundidade e textura. Parece que estamos ali em Londres curtindo aquele momento, tamanha a eficiência da tecnologia. Foi a primeira vez que não fiquei cansado ao usar aqueles incômodos óculos… Portanto, ver Kylie sobrevoando a plateia em cima de um anjo (e tantos outros momentos de arrepiar) se torna ainda melhor com o extraordinário 3D. No final das contas, os mais chatos nem vão ligar para o escancarado tom homoerótico de Aprhodite: Les Folies… E nem aqueles que não gostam da cantora vão ficar indiferentes com o resultado. É um marco musical para se ver na maior tela possível. Vale cada centavo do ingresso. Um verdadeiro presente.
As trilhas de… Harry Potter
Com a data de lançamento do capítulo final de Harry Potter se aproximando, resolvi fugir do convencional. Dessa vez, não vou fazer retrospecto dos filmes, uma vez que todo mundo já faz isso e tudo o que havia para ser dito sobre a série já foi publicado. Assim, o retrospecto do Cinema e Argumento para a saga Harry Potter é sobre as trilhas. De John Williams a Alexandre Desplat, confira abaixo o que cada compositor trouxe de bom e ruim para a série:
Falar sobre o trabalho de John Williams em A Pedra Filosofal é fazer uma deliciosa viagem aos meus tempos de criança. Ouvir Prologue, a clássica música-tema, significa me transportar para a minha primeira sessão de Harry Potter, quando assisti ao longa com dublagem. Excetuando esse meu afeto, a trilha de John Williams cumpre muito bem a missão de pontuar o clima do filme e de apresentar ao espectador o estilo da história criada por J.K. Rowling. Por mais que não seja um dos grandes momentos de Williams e muito menos uma trilha para ficar na história, A Pedra Filosofal tem a seu favor o fato de ter melodias inesquecíveis criadas por um compositor que é mestre em produzir músicas-tema.
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John Williams seguiu os passos de Chris Columbus: não se mexe em time que está ganhando. Dessa forma, não existem muitas surpresas nas composições de A Câmara Secreta. Claro que ainda John Williams apresenta momentos inspirados (Fawkes, the Phoenix, possivelmente, é o ponto alto), mas tudo é muito parecido com o volume anterior, numa espécie de reciclagem – o que diminui o impacto do álbum e, claro, a qualidade. Agora, John Williams é sempre John Williams, nunca insatisfatório. A Câmara Secreta, portanto, pode ser uma trilha óbvia e que copia vários elementos sonoros de A Pedra Filosofal, mas nem por isso deixa de ser interessante. Mais um setor da saga que permaneceu positivo.
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Se Alfonso Cuarón mudou toda a abordagem de Chris Columbus para a obra de J.K. Rowling, John Williams também seguiu a tendência. Ao invés de reciclagem, como fez em A Câmara Secreta, o compositor inovou e alcançou o seu auge em Harry Potter com O Prisioneiro de Azkaban. São inúmeras as faixas cheias de belos momentos. Entre elas, podemos citar Aunt Marge’s Waltz, Buckbeak’s Flight, Double Trouble e, especialmente, a melancólica A Window to the Past. Alguns não aprovam o novo clima criado por Cuarón, mas ele era extremamente necessário. E essa mudança também refletiu na trilha. Um belíssimo acerto que marcou a despedida de Williams no cargo de compositor da saga.
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Quem diria que, depois do notável trabalho de John Williams em O Prisioneiro de Azkaban, Harry Potter teria um compositor tão inexpressivo e que entregou a pior trilha sonora da história do menino-bruxo. A impressão que fica é que Patrick Doyle tratou a produção como uma aventura qualquer, algo perceptível nas composições banais. Ainda dá para destacar momentos raros dignos de nota, como as excelentes Neville’s Waltz, Harry in Winter e The Quidditch World Cup. Mas é tudo muito pouco para um álbum com 24 composições e que mal deixa qualquer melodia na lembrança. Uma pena que tenha sido essa decepção… Por sorte essa foi a primeira e última participação de Doyle.
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O setor de trilhas de Harry Potter não poderia ter encontrado melhor aquisição que Nicholas Hooper. Renovando por completo a parte sonora, Hooper apresentou momentos marcantes em singularidades como Dumbledore’s Army – uma das composições mais memoráveis de toda a série. A variedade instrumental também está presente na empolgante Fireworks e na simplicidade mais do que eficiente da faixa de despedida, Loved Ones & Leaving. Em suma, Hooper apagou qualquer resquício de lembranças inexpressivas deixadas por Patrick Doyle. É a revelação de um compositor subestimado pelas premiações e que renovou com muita competência a trilha de Harry Potter.
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Seguindo o maravilhoso ritmo de qualidade apresentado em A Ordem da Fênix, Nicholas Hooper permaneceu como compositor e, novamente, fez um trabalho cheio de acertos. Se O Enigma do Príncipe foi uma completa decepção em termos de roteiro, o mesmo não se pode dizer da trilha, que passeia pelos mais diversos estilos. É certo que Farewell Aragog e In Noctem, por exemplo, representam picos de excelência, mas a trilha toda é bem pontuada em sua diversidade e apresenta, constantemente, momentos dignos de reconhecimento. Essa, no entanto, foi a última participação de Hooper em Harry Potter. Merecia ter ficado mais tempo…
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Com a saída de Hooper, fiquei aliviado ao saber que Alexandre Desplat havia assumido o cargo. Ora, Desplat está sempre em evidência, com seguidas indicações ao Oscar e prova ser um sujeito que faz os mais variados tipos de trilha. E, quando escutei a maravilhosa The Oblivation, pensei que estávamos diante de outro grande momento do compositor francês. Engano. Correta do início ao fim, a trilha de As Relíquias da Morte – Parte 1 nunca empolga. É um trabalho satisfatório e que está longe de ser inexpressivo como o de Patrick Doyle, mas também não chega nem perto de representar um grande momento de Harry Potter. É, Desplat ficou devendo dessa vez…
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Na trilha de despedida, Alexandre Desplat continuou como compositor e fez mais ou menos o que havia apresentado em seu trabalho anterior. Ou seja, o que podemos ouvir em As Relíquias da Morte – Parte 2 não foge do óbvio. Assim como John Williams em A Câmara Secreta, Desplat faz uma reciclagem de seu próprio trabalho (com a diferença de apresentar um tom mais pesado e alucinante em certas composições) e, novamente, não surpreende. Sinto falta de ousadia no francês, que já fez tantos trabalhos originais e que, em duas tentativas nessa série cinematográfica de grande visibilidade, adotou a posição confortável de ser apenas correto. Poxa, Desplat!
A trilha sonora de… Jane Eyre

Atenção, fãs de premiações e trilhas! É bom ficar de olho em Dario Marianelli para a próxima award season. O italiano, que, merecidamente, venceu o Oscar por Desejo e Reparação, agora entrega mais um belo trabalho que não deve passar despercebido por aí. Em Jane Eyre, Marianelli produz mais uma pérola de sua carreira, mostrando que, mesmo que não seja tão trabalhador quanto um Alexandre Desplat da vida (mas, afinal, quem é?), consegue ser aquele tipo de sujeito que chama a atenção sempre que aparece.
Adotanto um estilo bem parecido com o que estamos acostumados a ouvir em requintados filmes de época, Dario Marianelli não apenas realizou uma trilha que serve como uma luva para a ambientação da produção, mas também um trabalho para ter na coleção e ouvir constantemente, a exemplo de Desejo e Reparação. Alternando entre o belo uso de violinos (e a última vez que vi algo tão bem realizado foi com Hilary Hahn interpretando as composições de James Newton Howard em A Vila e com Abel Korzeniowski em Direito de Amar) e a eficiente beleza do piano, o compositor já é forte candidato ao título de melhor do ano.
Assim, seria injusto escolher composições para exemplificar a qualidade da trilha sonora de Jane Eyre. É um álbum bem completo, onde praticamente todas as faixas funcionam com suas belezas particulares. Estrelado por Mia Wasikowska, o filme ainda nem tem previsão de estreia aqui no Brasil. O jeito, por enquanto, é se contentar com esse presente de qualidade de Dario Marianelli. De fato, um trabalho a ser celebrado. Para fazer o download da trilha, clique aqui.
01. Wandering Jane
02. A Thorough Education
03. Arrival at Thornfield Hall
04. The End of Childhood
05. White Skin Like the Moon
06. A Game of Badminton
07. In Jest or Earnest
08. Do You Never Laugh, Miss Eyre?
09. A Restless Night
10. Waiting for Mr. Rochester
11. Yes!
12. Mrs. Reed is Not Quite Finished
13. The Wedding Dress
14. An Insuperable Impediment
15. Jane’s Escape
16. Life on the Moors
17. The Call Within
18. Awaken
19. My Edward and I
O som das trilhas

Biutiful, por Gustavo Santaolalla

Gustavo Santaolalla é um compositor que está longe de ter a minha admiração. As melodias criadas por ele são sempre eficientes (mesmo em trilhas que não são grandiosas como apontam, a exemplo de O Segredo de Brokeback Mountain), mas, se formos ouvir a trilha inteira, podemos notar várias repetições de estilo. É o caso de Biutiful (notem com os nomes das canções têm grafias erradas, assim como o título do filme), que traz aquele velho estilo de Santaolalla que todos conhecemos, em especial aquele que ouvimos em Babel. O que ele faz em Biutiful é reciclado. Reciclado, mas eficiente. No filme, a trilha chama mais a atenção e tem mais eficiência do que separado. No entanto, é um trabalho positivo – mas, assim como todos os outros do compositor, nada que seja digno de celebração exacerbada.

Mildred Pierce, por Carter Burwell

Carter Burwell é um sujeito muito trabalhador, mas que nunca fez trilhas grandiosas e que recebessem muitos aplausos. Conhecido por ser colaborador dos filmes dos irmãos Coen, ele também já fez outros trabalhos interessantes como Adaptação e A Pele. Porém, creio que nunca fiquei tão satisfeito com uma trilha de Burwell quanto em Mildred Pierce. Na minissérie, já dava para notar a eficiência da trilha, mas ouvi-la separadamente é um deleite. Desde as composições de créditos iniciais e finais até faixas excelentes como Mouting Monty, o compositor acertou apostou na simplicidade para alcançar um resultado digno de reconhecimento. Um trabalho que vale a pena conferir, especialmente por se tratar de um dos momentos mais inspirados do subestimado Burwell.

The Village, por James Newton Howard

Quando penso em James Newton Howard, logo me lembro dos lindos violinos e das composições singulares que ele fez para A Vila. A grande maioria detesta esse filme incompreendido (que, para mim, é o auge de M. Night Shyamalan), mas, mesmo aqueles que não compartilham da minha opinião quanto ao longa devem reconhecer a completa beleza dessa trilha sonora. Além de cumprir muito bem a missão de ambientar ainda mais o espectador no clima filme, o álbum serve como exemplo de como se fazer uma bela trilha que varie entre drama e suspense sem se perder. Basta ouvir What Are You Aking Me? e, principalmente, Those We Don’t Speak of para entender. Trabalho de mestre para se ter na coleção!

How to Train Your Dragon, por John Powell

Nunca me liguei nos trabalhos de John Powell (o único que devo ter ouvido mais de uma vez é o de O Ultimato Bourne), mas foi extremamente interessante ter conhecido o que ele fez para a trilha de Como Treinar o Seu Dragão. Por esse filme, Powell recebeu uma indicação ao Oscar. E com todos os méritos, já que essa é uma das melhores trilhas para uma animação dos últimos anosa. Talvez um pouco longo demais e, em certos casos, repetitivo, o álbum transmite toda a aventura da história com muito dinamismo. São poucas as trilhas de animação que se sustentam do início ao fim (talvez só as da Pixar)… Sorte que John Powell conseguiu isso em Como Treinar o Seu Dragão.

Blue Valentine, por Grizzly Bear

Para falar bem a verdade, só fui prestar a atenção na trilha de Namorados Para Sempre na hora dos créditos finais – que são lindos, por sinal. Alligator (Choir Version) encerra com perfeição a dolorosa história de amor do filme de Derek Cianfrace. Por causa dela, fui procurar o álbum completo e o resultado ficou somente no regular: nada de tão especial como essa música de desfecho mas também nada abaixo da média. A banda Grizzly Bear compreendeu todo o lado independente do filme e trouxe uma satisfatória ambientação de cada momento da vida dos personagens. Uma trilha diferente em vários momentos, mas que não chega a alcançar tudo aquilo que poderia…
Depois de Glass, James Horner

Meses atrás, meu notebook pifou e tive que comprar um novo. Como não pude salvar o que nele havia, comecei a minha jornada para recuperar tudo. O mais difícil, certamente, é conseguir ter de volta aquela minha infinita coletânea de trilhas sonoras. Mas não é que essa minha trajetória teve alguns aspectos positivos? Ora, assim, fui obrigado a ouvir novamente cada trilha que recuperava (tenho aquela mania de avaliar com estrelas no Widows Media Player cada canção) e, no meio disso tudo, passei a admirar ainda mais James Horner.
Depois de Philig Glass (claro, ninguém supera Glass), Horner é, possivelmente, meu compositor favorito. Mestre não apenas em atribuir excelentes nomes para suas composições (Unable to Stay, Unwilling to Leave e We Have Traveled So Far, it is Time to Return to Our Path são meus títulos favoritos), Horner tem a rara habilidade de conseguir transitar entre todos os estilos de filmes. Vencedor do Oscar pelo grandioso Titanic, mas igualmente contundente na obra-prima Casa de Areia e Névoa, o norte-americano destaca-se como um dos grandes expoentes no ramo das trilhas sonoras.
Curiosamente, os trabalhos de James Horner que menos me encantam são aqueles de filmes mais ambiciosos (leia-se filmes de James Cameron). Adoro o trabalho dele para Titanic, mas a trilha, quando ouvida separada, torna-se um pouco repetitiva. O mesmo pode ser dito de Avatar, que considero o trabalho menos inspirado de Horner nos últimos anos. Os trabalhos dele para longas de menor escala são mais interessantes, a exemplo de O Menino do Pijama Listrado. Abaixo, uma pequena síntese das trilhas de Horner que ouvi recentemente e o que achei delas:
– THE FORGOTTEN: Mais um ponto positivo desse perdido filme estrelado por Julianne Moore. Gosto da produção e acho que só o final destroi tudo… Entretanto, vale a pena prestar a atenção no que James Horner realizou para Os Esquecidos. Alternando entre o suspense e o drama com um simples piano e sonoridades mais “misteriosas”, o compositor realizou uma pequena grande trilha. Eclética e efetiva (dentro ou fora do filme), merece ser conhecida!
– TITANIC: A clássica música de Rose e a emoção de Unable to Stay, Unwilling to Leave são o ponto alto dessa trilha. O problema é que, apesar de competente e bem realizada, não é aquele tipo de trabalho para ser ouvido constantemente. Composições como Death of Titanic e The Sinking podem até transmitir a grandiosidade do filme de James Cameron, mas são mais efetivas dentro do longa. Particularmente, não é uma trilha que chego a colocar entre as minhas favoritas de Horner…
– HOUSE OF SAND AND FOG: Aqui está, sem dúvida, o momento mais inspirador/impactante da carreira de Horner. Alguns podem se incomodar com a longa duração de algumas faixas (The Shooting/A Payment for Our Sins tem 15 minutos de duração!), mas nada que dilua a extraordinária impressão que a trilha de Casa de Areia e Névoa deixa. Melancólica e também emocionante (impossível não lembrar das grandes cenas do longa), é daquele tipo para se ter na coleção!
– THE BOY IN THE STRIPED PYJAMAS: Só Remembrance, Remambrance já justificaria tudo em relação a trilha sonora de O Menino do Pijama Listrado. Com uma beleza singular no uso do piano, as composições esbanjam beleza a todo momento. Além de serem essenciais para a construção dramática do filme, funcionam como mais um belo atestado de que James Horner merece não só ser apreciado nos filmes, mas também fora deles.
– A BEAUTIFUL MIND: Essa é uma trilha que dialoga demais com outra de Horner e que seria lançada posteriormente, Casa de Areia e Névoa. Ambas são cheias de pequenos detalhes que formam um grande resultado. Ainda prefiro o trabalho do compositor para o filme estrelado por Jennifer Connelly, mas nada que apague esse outro momento inspiradíssimo dele. Totalmente condizente com o filme, a trilha de Uma Mente Brilhante não fica nada atrás da excelente qualidade do longa de Ron Howard.