Melhores de 2014 – Maquiagem

Mark Coulier, que venceu o Oscar com Roy Helland por A Dama de Ferro anos atrás, voltou a ganhar mais uma estatueta de melhor maquiagem agora em 2015 com O Grande Hotel Budapeste. Desta vez, Coulier fez dupla com a veterana Frances Hannon, conhecida por trabalhar mais com produções de grande escala como X-Men: Primeira Classe e Guerra Mundial Z. Da pesada mas eficientemente impressiva maquiagem de Tilda Swinton como Madame D. ao sutil trabalho envolvendo à simetria de pequenos detalhes como a personalidade de diversos personagens (o jovem Zero faz questão ter desenhado em seu rosto um bigode para se identificar até fisicamente com o admirado mestre Gustave), o trabalho de maquiagem de O Grande Hotel Budapeste está à altura de todos os outros setores técnicos deste filme já excepcional em todos os seus outros detalhes. Na disputa desta categoria ainda estavam: Amantes Eternos e Trapaça.
EM ANOS ANTERIORES: 2013 – A Morte do Demônio | 2012 – A Dama de Ferro (primeiro ano da categoria)
Melhores de 2014 – Edição/Mixagem de Som

Para um filme sem diálogos ambientado em alto-mar, o som se torna uma ferramenta fundamental para a narrativa. Até o Fim se atenta a essa importância com afinco e entrega o trabalho de som mais detalhista e inteligente de 2014. Utilizando todas as estratégias possíveis em sua edição e mixagem de som para envolver o espectador na solidão do protagonista sem nome vivido por Robert Redford, o quinteto Brandon Procor, Gillian Arthur, Micah Bloomberg, Richard Hymns e Steve Boeddeker ainda é extremamente feliz ao nos deixar a par de toda a angústia do protagonista frente a situações que colocam sua vida em risco, seja quando tubarões cercam o seu bote ou quando vê seu barco ser invadido pela água. Até o Fim mexe com nossos sentidos e, bem como Gravidade (também um filme solo de sobrevivência e vencedor desta categoria no ano passado), é excepcional ao usar o som como um discreto mas poderoso detalhe de imersão. Na disputa desta categoria ainda estavam: Até Que a Sbórnia nos Separe, Inside Llewyn Davis – Balada de Um Homem Comum, Interestelar e Planeta dos Macacos: O Confronto.
EM ANOS ANTERIORES: 2013 – Gravidade | 2012 – 007 – Operação Skyfall | 2011 – Harry Potter e as Relíquias da Morte | 2010 – Tron: O Legado | 2009 – Avatar | 2008 – WALL-E | 2007 – O Ultimato Bourne
Melhores de 2014 – Canção Original

Fora o fato de ser bastante subversivo nas mensagens que passa (o amor não é reduzido à missão de encontrar um príncipe encantado, por exemplo), Frozen – Uma Aventura Congelante tem uma parte musical que deixa milhares de filmes cantados comendo poeira. Compreendendo por completo que em um musical as canções servem como matéria-prima para a narrativa, Frozen é repleto de momentos inesquecíveis neste quesito. O ponto alto, claro, fica com “Let it Go” (na voz de Idina Menzel, de preferência), que não só tem uma letra que casa perfeitamente com as circunstâncias da personagem Elsa (Menzel) como é a trilha sonora perfeita para este que é o momento mais impactante visualmente da animação. Vencedora do Oscar 2014 de canção original, Let it Go já é um clássico entre os pequenos e prova que ser popular pode sim estar diretamente associado a uma inegável qualidade. Não é golpe de sorte ou muito menos limitada a um refrão grudento. “Let it Go” é mesmo impecável. Na disputa desta categoria ainda estavam: “Everything is Awesome!!!” (Uma Aventura Lego), “Lost Stars” (Mesmo Se Nada Der Certo), “Ordinary Human” (O Doador de Memórias), “Please, Mr. Kennedy” (Inside Llewyn Davis – Balada de Um Homem Comum).
EM ANOS ANTERIORES: 2013 – “Last Mile Home” (Álbum de Família) | 2012 – “Skyfall” (007 – Operação Skyfall) | 2011 – “Life’s a Happy Song” (Os Muppets) | 2010 – “Better Days” (Comer Rezar Amar) | 2009 – “By the Boab Tree” (Austrália) | 2008 – “Falling Slowly” (Apenas Uma Vez)
Melhores de 2014 – Direção de Arte

Já não é de hoje que os filmes de Wes Anderson tem bom apuro técnico, mas O Grande Hotel Budapeste alcança um nível muito superior. A direção de arte, assinada pela dupla Adam Stockhausen e Anna Pinnock, traduz toda a grandiosidade do hotel do título sem deixar de construir pequenos elementos que, anos depois, seriam lembrados com grande nostalgia pelos personagens que viram a era de ouro do Budapeste, hoje um local decadente. Da cuidadosa decoração de sets a cada cor colocada em cena, o trabalho de Stockhausen e Pinnock captura ainda toda a alma de fábula tão característica dos últimos filmes de Anderson. É fácil se encantar pelo Hotel Budapeste e também inconscientemente compreender um pouco mais sobre cada personagem e situação por meio da minuciosa e amplamente criativa direção de arte. Wes Anderson deve ter ficado orgulhoso. Na disputa desta categoria ainda estavam: 12 Anos de Escravidão, Até Que a Sbórnia nos Separe, Ela e Era Uma Vez em Nova York.
EM ANOS ANTERIORES: 2013 – Anna Karenina | 2012 – A Invenção de Hugo Cabret | 2011 – Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 | 2010 – O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus | 2009 – O Curioso Caso de Benjamin Button | 2008 – Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet |2007 – Maria Antonieta
Melhores de 2014: indicados

Lembrado em dez categorias, O Grande Hotel Budapeste é o recordista de indicações na lista dos melhores de 2014 do Cinema e Argumento.
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Hoje Eu Quero Voltar Sozinho
O Grande Hotel Budapeste
O Lobo Atrás da Porta
Relatos Selvagens
Alabama Monroe
Garota Exemplar
O Grande Hotel Budapeste
Até o Fim
Ida
Ela
Interestelar
Até Que a Sbórnia nos Separe
Ela
Era Uma Vez em Nova York
O Grande Hotel Budapeste
12 Anos de Escravidão
Amantes Eternos
Trapaça
Até Que a Sbórnia nos Separe
Inside Llewyn Davis – Balada de Um Homem Comum
Interestelar
“Ordinary Human” (O Doador de Memórias)
Amantes Eternos
Interestelar