Operação Valquíria

Direção: Bryan Singer
Elenco: Tom Cruise, Bill Nighy, Kenneth Branagh, Tom Wilkinson, Terence Stamp, Carice Von Houter, Thomas Kretschmann
Valkyrie, EUA/Alemanha, 2008, Drama, 115 minutos, 16 anos
Sinopse: 2ª Guerra Mundial. Claus von Stauffenberg (Tom Cruise) é um coronel que retorna à Alemanha gravemente ferido, devido à guerra na África. Ao chegar ele se envolve em uma conspiração para acabar com o governo local, que tem por objetivo matar Adolph Hitler (David Bamber). O objetivo do grupo é pôr em prática a Operação Valquíria, um plano já existente que prevê a implementação de um governo que conduza a Alemanha após a morte de seu líder. Aos poucos o coronel Claus ganha destaque na organização, sendo encarregado para que cometa o assassinato de Hitler.

“Operação Valquíria tem uma história séria e competente, mas não consegue criar nenhum tipo de emoção para envolver o espectador. Isso leva o filme de Bryan Singer para um nível inferior ao do que poderia ter alcançado.”
Logo quando o nome de Batman – O Cavaleiro das Trevas não foi anunciado entre os cinco indicados ao principal prêmio do Oscar, uma onda de críticas começou a ser criada em torno de O Leitor, que, supostamente, teria roubado injustamente a vaga do mascarado. A principal reclamação era que o filme de Stephen Daldry só estava lá porque era um filme sobre a Alemanha nazista e que esse assunto sempre tem grande repercussão entre os votantes. Operação Valquíria veio mostrar que essa máxima de que filmes desse assunto sempre se dão bem não é tão certa assim. Adiado milhões de vezes e com o seu trailer sendo divulgado faz um bom tempo nos cinemas, o longa de Bryan Singer foi um grande fracasso nos Estados Unidos e agradou pouca gente.
Culpa de Tom Cruise é que não é – apesar de ser uma figura que perdeu nos últimos tempos boa parte da credibilidade que tinha, ele de forma alguma é o que leva Operação Valquíria a ser um longa mediano. Culpa de Bryan Singer também não é, já que ele é um excelente diretor e já demonstrou isso em interessantes filmes como Os Suspeitos. A produção escorrega no roteiro, mais precisamente nas emoções; ou melhor, na falta delas. A história até é bem estruturada – o roteiro é enxuto e não dá informações demais – mas não tem como torcer pelos personagens se simplesmente nós conhecemos muito pouco sobre eles. A vida afetuosa do protagonista é nula e o público só enxerga cada figura do filme em ação contra Hitler. Nada de humanização, nada de sentimento. Frio e seco, calculista em cada milímetro.
Por um outro lado, Operação Valquíria caminha de forma competente nos outro setores. O nervosismo da história tem bons momentos, assim como as boas atuações que, podem até não ser dignas de maiores notas, mas se encaixam dentro do clima proposto pela trama. A direção de arte é muito boa também, conferindo um tom sério para o filme. Porém, existe um grande pecado – a trilha de John Ottman é completamente inapropriada, presente em excesso e com composições exageradas. Esse é o único porém de um longa que é muito bom na sua técnica. O que falta mesmo no filme é emoção, uma vontade de querer que o espectador torça pelos personagens. Uma certa emoção pode até surgir nos momentos derradeiros de Operação Valquíria devido ao seu triste desfecho, mas é muito pouco para uma produção que passou quase duas horas sem se importar com humanização.
FILME: 6.5

Pagando Bem, Que Mal Tem?

Direção: Kevin Smith
Elenco: Seth Rogen, Elizabeth Banks, Justin Long, Brandon Routh, Jason Mewes, Anne Wade
Zack and Miri Make a Porno, EUA, 2008, Comédia, 95 minutos, 16 anos
Sinopse: Zack Brown (Seth Rogen) e Miriam Linky (Elizabeth Banks) são amigos há muito tempo, sendo que atualmente dividem um quarto e possuem diversas dívidas. Após terem a água e a luz cortadas, eles resolvem fazer um filme pornô caseiro para conseguir algum dinheiro. Desta forma selecionam alguns amigos para ajudá-los, jurando que o sexo não irá prejudicar a amizade existente. Só que, quando as gravações começam, o negócio se torna algo bem maior do que imaginavam.

“Pagando Bem, Que Mal Tem? prova que humor óbvio e com falhas também pode produzir uma boa diversão.”
Saneamento Básico satirizava os filmes amadores. Pagando Bem, Que Mal Tem? satiriza os filmes amadores também, só que os pornôs. Mas se o filme de Jorge Furtado tinha uma intelegência humorística admirável, Kevin Smith realiza um trabalho previsível em seu mais novo filme. Entretanto, isso não diminui em nada a boa comédia escrita no roteiro e os momentos divertidos que ela pode proporcionar. Protagonizado por um casal com excelente química – Elizabeth Banks (Três Vezes Amor) e Seth Rogen (Ligeiramente Grávidos) – Pagando Bem, Que Mal Tem? consegue fazer piada do mundo do sexo sem nunca apostar no extravagante, permanecendo sempre no nível do aceitável.
O porém da história é que, em determinado momento, o sentimentalismo entra em cena e quebra o clima humorístico que estava sendo desenvolvido antes. Simplesmente não combina com a história, mesmo que os dois protagonistas sejam perfeitos um para o outro. A partir desse fato, a qualidade vai caindo aos poucos e a graça do filme vai se esvaindo a cada minuto. Porém, é válido constatar que o diretor Kevin Smith, de certa forma, não deixa tudo ir por água abaixo. Pagando Bem, Que Mal Tem? tem sempre seus bons momentos até os créditos finais e a emoção dos momentos finais não chega a produzir muitos danos para o produto final.
O resultado é um longa divertido – que possivelmente só vai agradar aqueles que conseguem se divertir com filmes cômicos focados em piadas sexuais – mas que possui sim as suas falhas. O que vale constatar é que estamos naquela típica situação em que conseguimos nos divertir mesmo com um produto irregular. Detestável para alguns, divertido para outros, Pagando Bem, Que Mal Tem? é um entretenimento aceitável e que ficará melhor ainda se uma turma for reunida para dar risadas na sala de cinema. É só se livrar de preconceitos e se divertir com o óbvio. Nem que seja para sair da sala falando que é um bom guilty pleasure.
FILME: 6.5

Frost/Nixon

Direção: Ron Howard
Elenco: Michael Sheen, Frank Langella, Kevin Bacon, Rebecca Hall, Oliver Platt, Sam Rockwell, Matthew Macfayden
EUA, 2008, Drama, 116 minutos, 12 anos.
Sinopse: Richard Nixon (Frank Langella) permaneceu em silêncio por três anos após renunciar à presidência dos Estados Unidos. Em 1977 ele concordou em dar uma entrevista, visando esclarecer pontos obscuros do período em que esteve no governo e usá-la para uma possível volta à política. O entrevistador do programa foi o jovem David Frost (Michael Sheen), o que fazia com que Nixon acreditasse que seria fácil dobrá-lo. Entretanto o que ocorreu foi uma grande batalha entre os dois, que resultou em um confronto assistido por 45 milhões de pessoas ao longo de quatro noites.

“Ron Howard dá mais uma prova que pode fugir de seu estilo óbvio para realizar longas interessantes como esse Frost/Nixon.”
Não é apenas a tendência de reconhecer o cinema independente que vem crescendo no Oscar durante os últimos anos. Também existe um outro tipo de filme que vem ganhando muito destaque: o político. Frost/Nixon é mais um exemplar desse gênero. Dirigido por um irregular Ron Howard, o filme consegue trabalhar um tema aparentemente complicado (o escândalo de Watergate, que poderia facilmente levar toda a produção para o fundo do poço) sem ser tedioso, alcançando níveis muito interessantes de tensão no seu roteiro calcado em diálogos.
Frost/Nixon é um filme sério e que demonstra competência em todos os seus setores. Roteiro, elenco e direção caminham juntos na trilha do acerto e alcançam um resultado respeitável. Mas não necessariamente espetacular, ao menos para mim. Foi o que aconteceu comigo ano passado com Sangue Negro – é uma obra que respeito bastante, mas que não chega a me empolgar tanto. Não dá pra culpar ninguém, já que toda a equipe de Frost/Nixon é exemplar e o filme mereceu várias das indicações ao prêmio da Academia.
Contando com dois excelentes atores no comando, Michael Sheen (subestimado desde os tempos de A Rainha) e Frank Langella (hipnotizante em cada aparição), o elenco também tem nomes como Rebecca Hall, Kevin Bacon, Oliver Platt e Sam Rockwell ajudando no ótimo resultado do conjunto. Parte desse mérito vai para o próprio Ron Howard, que decidiu chamar os mesmos rostos do trabalho original para protagonizarem o filme.
A montagem é muito boa e consegue momentos de pura competência onde, junto com a maravilhosa trilha de Hans Zimmer, dá o tom correto para a história que estamos assistindo. No final das contas, Frost/Nixon acabou sendo o azarão do Oscar – teve indicações muito importantes e não levou nenhuma. Ainda assim, é um trabalho que merece ser reconhecido, principalmente por aqueles que estão envolvidos no mundo do jornalismo. Não vai agradar nem empolgar a todos, mas sem dúvida alguma vale uma conferida. Nem que seja para ver que Ron Howard, de vez em quando, tem personalidade sim.
FILME: 8.0

A Noite do Oscar 2009
Eu estaria mentindo se dissesse que gostei da edição 2009 do Oscar. Apreciei o novo estilo, que realmente foi brilhante, e o modo como algumas categorias foram apresentadas (especialmente as de atuação, todas emocionantes). Hugh Jackman foi ótimo como apresentador, com um cenário mais “família”. Mas, então, onde está o erro dessa edição? Na terrível má distribuição de prêmios. Normalmente eu concordo com vitórias aterradoras de alguns filmes, quando eles realmente merecem. Os prêmios de Titanic e O Retorno do Rei foram todos incontestáveis. O problema é que Quem Quer Ser Um Milionário? não é nenhuma produção de quinta grandeza para roubar a cena. Longe de mim querer desmerecer o trabalho de Danny Boyle, que realmente merecia as estatuetas principais. O que me incomoda é que o filme deixou todos os outros a ver navios, sendo que vários dos concorrentes não deviam em nada para o grande vencedor da noite.
Começo logo de cara reclamando do esquecimento de WALL-E, que foi rebaixado a uma animação qualquer ficando apenas com a estatueta de melhor animação. Merecia muito mais que isso. O Cavaleiro das Trevas, outro que todo mundo idolatrava antes do Oscar e que agora parece que ninguém dá mais a mínima, saiu com a estatueta óbvia para Ledger (em um momento muito emotivo) e uma mísera estatueta de som. O Curioso Caso de Benjamin Button saiu com três (maquiagem, efeitos especiais e direção de arte), quando merecia vencer trilha sonora também. Frost/Nixon saiu de mãos abanando e O Leitor idem (já que considero o prêmio de atriz mais para a atriz do que para o filme em si). Até mesmo o próprio Milk, que venceu em duas, não convenceu muito com o seu Oscar de roteiro original, já que tinha muita gente torcendo para Na Mira do Chefe e WALL-E. A situação ficou forçada quando Quem Quer Ser Um Milionário? ganha um estranho prêmio de som numa categoria em que tinha candidatos muito melhores.
Os atores acabaram salvando o dia, com os momentos mais memoráveis da noite. E não foi apenas por causa da forma como suas categorias foram apresentadas – até porque discordo de chamarem atores que não fizeram mais nada de útil pro cinema como Halle Berry e Adrien Brody, por exemplo. Já não era nenhuma surpresa quando Kate Winslet, Sean Penn e Penélope Cruz subiram ao palco para receberem suas estatuetas. Penélope foi especialmente prejudicada por sua categoria ser a primeira da noite, já que foi logo esquecida com o resto da festa. No entando, Winslet e Penn conseguiram deixar suas marcas no final da festa. Winslet, que finalmente levou seu primeiro Oscar, não poderia ter vencido em momento mais emocionante, subindo ao palco junto das extraordinárias Shirley MacLaine, Marion Cotillard e Sophia Loren – Kidman e Berry não são. Acho que o momento foi muito especial e memorável para atriz. Esse “formato” de chamar os atores compensou os anos de espera dela. E nem o cachorro morrendo ajudou Mickey Rourke a ganhar. Confesso que não fiquei nem um pouco triste com a vitória dele, já que sempre torci por Penn, que está extraordinário em Milk e merecia ter um segundo Oscar.
Estranho é ver Quem Quer Ser Um Milionário? com oito estatuetas e longas muito mais “respeitáveis” cinematograficamente como As Horas, Sangue Negro e Desejo e Reparação estarem figurando na lista de vencedores com um ou dos prêmios. O filme de Danny Boyle merecia levar, nos meus cálculos, quatro prêmios. Mas ele roubou a cena e praticamente anulou os outros filmes da festa, como se esses não valessem nada. O Oscar, então, realizou novamente uma festa previsível na distribuição de seus prêmios e seguiu a tendência de outras premiações. Será mesmo que essa consagração exagerada de Quem Quer Ser Um Milionário? foi porque eles realmente gostaram do filme ou porque não queriam mais dar mancadas para perder audiência. Sinceramente, essa noite vai ser lembrada por causa dos atores e não por causa de Quem Quer Ser Um Milionário?, que acabou ganhando muito mais do que deveria. Tirando isso, a festa foi digna de aplausos, especialmente tecnicamente.
Oscar 2009 – Apostas

Melhor Filme
Não há muito o que se falar dessa categoria. Favorito absoluto – coleciona todos os prêmios da temporada – Quem Quer Ser Um Milionário? é, provavelmente, a única certeza da noite ao lado do prêmio de Heath Ledger. Só não ganha se o Oscar quiser inventar alguma surpresa, o que não podemos descartas. Caso isso aconteça, acho que o prêmio deva ir para O Curioso Caso de Benjamin Button ou O Leitor, com o segundo tendo ligeiramente mais chances. Meu voto: Quem Quer Ser Um Milionário? Minha aposta: Quem Quer Ser Um Milionário? Minha alternativa: O Leitor

Melhor Direção
Prêmio incontestável. Boyle realiza uma direção excepcional em Quem Quer Ser Um Milionário? e surge merecidamente como o favorito. Não acredito que nenhum outro concorrente tenha potencial para lhe tirar a estatueta. Mas vale lembrar que o grande número de indicações pode pesar para uma vitória de David Fincher e o prestígio de Stephen Daldry – além da dívida por As Horas e o assunto de Holocausto – também. Minha aposta: Danny Boyle, por Quem Quer Ser Um Milionário? Meu voto: Danny Boyle Minha alternativa: Stephen Daldry, por O Leitor

Melhor Atriz
Uma categoria que até pouco tempo atrás não tinha uma candidata em potencial, mas que ficou mais clara de uns tempos pra cá. BAFTA e Globo de Ouro em mãos, bem como Marion Cotillard ano passado. Mesmo que em categoria errada (ela é coadjuvante), Kate Winslet deve finalmente ser consagrada com o Oscar. A ameaça de Meryl Streep já não é tão grande – mas nem por isso deve ser descartada – e praticamente tudo conspira para que a atriz inglesa ganhe a estatueta depois de ser indicada diversas vezes. As outras atrizes concorrem por fora, sendo Anne Hathaway uma leve alternativa para uma possível indecisão entre Streep e Winslet. Meu voto: Kate Winslet, por O Leitor Minha aposta: Kate Winslet, por O Leitor Minha alternativa: Meryl Streep, por Dúvida

Melhor Atriz Coadjuvante
Horas atrás eu apostava em Penélope Cruz. Mas essa semana revi Vicky Cristina Barcelona e a atuação não me convenceu tanto. Quero dizer, não sei se o Oscar premiaria. A Maria Elena de Penélope encanta completamente de cara, mas numa revisão fica aquele ar de que a “ótima” atuação é presente de uma grande personagem. E será mesmo que a Academia está pronta para premiar uma atriz que teve tantos erros em sua carreira e que só de uns tempos pra cá veio se redimindo? Algo me leva a acreditar que aqui podemos ter uma surpresa com uma premiação para Amy Adams. Os votantes descobriram a atriz, que depois de ser indicada por Retratos de Família soube administrar a sua carreira. É jovem, boa atriz e o Oscar adora dar incentivos para as novatas. Sem falar do excelente desempenho dela no filme, claro. Mas vale lembrar que essa é mais uma apota de intuição do que lógica. Por lógica, é Penélope. Minha aposta: Amy Adams, por Dúvida Meu voto: Viola Davis, por Dúvida Minha alternativa: Penélope Cruz, por Vicky Cristina Barcelona

Melhor Ator
Fico me perguntando se os conservadores da Academia vão se arriscar a dixar Mickey Rourke subir no palco e fazer com que a festa se torne uma bagunça com seus discursos estranhos. Ele já falou palavrões no BAFTA, agradeceu aos seus cachorros no Globo de Ouro e não é o tipo de figura que o Oscar costuma premiar. Nada contra, mas não tem cara de Oscar, mas ainda assim é merecedor. Porém, acredito que Penn deva se dar melhor – não apenas por ser um queridinho da Academia, mas por realizar um trabalho realmente excelente em Milk – A Voz da Igualdade. Um segundo Oscar não cairia mal para o ator e já está na hora da premiação acabar com essa bobagem de resistir em premiar atores que já têm a estatueta. Meu voto: Sean Penn, por Milk – A Voz da Igualdade. Minha aposta: Sean Penn. Minha alternativa: Mickey Rourke, por O Lutador

Melhor Ator Coadjuvante
Outra barbada da noite e essa pior ainda. Se a vitória não for concretizada, o Oscar pode esperar total ruína pelos próximos anos. Vai ser vaiado, apedrejado em praça pública. Não acredito que nenhum outro concorrente tenha chances de tirar a estatueta de Ledger. Meu voto: Heath Ledger, por Batman – O Cavaleiro das Trevas Minha aposta: Heath Ledger Minha alternativa: Philip Seymour Hoffman, por Dúvida

Melhor Roteiro Adaptado
Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhor Roteiro Original
WALL-E

Melhor Animação
WALL-E

Melhor Canção Original
“Down To Earth” (WALL-E)

Melhor Montagem
Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhor Fotografia
Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhores Efeitos Especiais
O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Maquiagem
O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Direção de Arte
O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Trilha Sonora
O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Figurino
A Duquesa

Melhor Mixagem de Som
Batman – O Cavaleiro das Trevas

Melhor Edição de Som
Batman – O Cavaleiro das Trevas

Melhor Documentário
Man On Wire

Melhor Filme Estrangeiro
Valsa Com Bashir