As dez melhores séries de 2019

Watchmen, da HBO, é uma das melhores séries do ano. No programa criado por Damon Lindelof, o universo dos quadrinhos é adaptado com personalidade própria e sem fórmulas tradicionais.

É hora de dar o start na brincadeira dos melhores do ano. Vi o que pude em um ano que não me permitiu ver tantos filmes e seriados quanto eu gostaria. Selecionei aquelas obras que mais me tocaram de alguma forma. Listas, como sempre, são muito pessoais e dizem mais sobre quem as faz do que necessariamente sobre os escolhidos em si. Gosto dessa lógica. Começo abaixo pelas séries, elencando as minhas dez favoritas de 2019 (sem ordem de preferência).

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The Act (Hulu, primeira temporada)
Uma antologia tão macabra que só poderia mesmo ter a vida real como inspiração. Temporada de oito episódios com duas grandes performances de Joey King e Patricia Arquette. Vale a dobradinha com o documentário Mamãe Morta e Querida, da HBO, sobre a mesma história. A Hulu ainda não deu informações sobre uma segunda temporada. Relembre a crítica publicada aqui no blog.

After Life (Netflix, primeira temporada) 
O trabalho mais sentimental da carreira de Ricky Gervais, sem perder a acidez típica do ator/diretor/roteirista. Um olhar tão delicado quanto tragicômico sobre o luto e sobre os desafios de (tentar) seguir em frente. Já está renovada para mais uma temporada.

The Crown (Netflix, terceira temporada)
Olivia Colman assume o protagonismo da terceira temporada de “The Crown” com o brilhantismo de sempre. De contornos muito mais políticos e morais, a nova fase da série tem na divisão democrática de espaço com os coadjuvantes a sua maior potência narrativa. A quarta temporada estreia em 2020, novamente com Olivia Colman.

Chernobyl (HBO, minissérie)
Uma densa crítica em torno da negligência, da mentira e da irresponsabilidade que parte de políticos e governantes em situações de crise. Ao centrar a história na forma como toda mentira é cobrada e como sempre há um preço a ser pago, a HBO criou um dos grandes eventos televisivos do ano.

Fleabag (Amazon Prime, segunda temporada)
Raramente vemos séries sobre uma personagem feminina, errática e complexa que diz muito mais sobre nós mesmos do que estamos dispostos a admitir. Fleabag é uma pérola porque compreende a força da comédia para falar sobre nossos anseios mais incômodos. A série não terá mais temporadas.

Modern Love (Amazon Prime, primeira temporada)
Uma grande evolução na relação da Amazon com o grande o público, embalada pelo toque delicado de John Carney como showrunner. Tem histórias mais interessantes do que outras, mas é uma experiência carinhosa e vivida por um grande elenco. Uma nova temporada já foi encomendada pela Amazon.

Mrs. Fletcher (HBO, primeira temporada)
Kathryn Hahn está inspiradíssima nessa pérola da HBO que passou despercebida em quase todas as listas do ano. Vale correr atrás: Mrs. Fletcher tem mais um texto lindo de Tom Perrotta e escapa de todos os clichês envolvendo a síndrome do ninho vazio. A HBO ainda não anunciou se o programa será renovado para uma segunda temporada. Relembre a crítica publicada aqui no blog.

Years and Years (HBO/BBC, minissérie)
Perturbadora análise sobre tudo que pode acontecer em um futuro que, na verdade, já está muito próximo. São seis episódios afiadíssimos que capturam o caos político e moral de uma era que escolheu aplaudir a ignorância e a má fé de toscos governantes. Relembre a crítica publicada aqui no blog.

Watchmen (HBO, primeira temporada)
A expectativa era grande porque The Leftovers é o meu seriado favorito da década, mas Watchmen dá sequência ao que Damon Lindelof vem fazendo de melhor como contador de histórias. Os nerds espumaram de raiva. Sinal de que a série realmente é um espetáculo. Lindelof diz ter idealizado a série para somente uma temporada, mas a HBO ainda não oficializou a decisão final.

When They See Us (Netflix, minissérie)
Revoltante relato da vida real que a diretora Ava DuVernay adaptou para a Netflix com uma força emocional avassaladora. Impossível ficar indiferente a uma história tão potente e a um drama tão bem desenhado em suas críticas e justiças.

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