
O mundo imaginário criado para ilustrar o mundo maluco do dr. Parnassus (Christopher Plummer) não teria o mesmo efeito se não fosse a direção de arte. O diretor do filme, Terry Gilliam costuma sempre caprichar nesse segmento e, inclusive, ele é o responsável pela direção de arte do filme junto com David Warren. Utilizando decorações e cenários extremamente alegóricos, esse setor técnico consegue chamar a atenção sem cometer exageros visuais. Tudo o que podemos perceber na direção de arte de O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus é fruto de um trabalho simples e que também tem muito de origem teatral. Nada mais apropriado para um longa que tem o teatro de rua como sua principal engrenagem. Essa é uma história que não agrada a todos e que ficou marcado por ser o último trabalho do falecido Heath Ledger. Contudo, vale ressaltar que, apesar das falhas, O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus tem os seus méritos. E, possivelmente, a direção de arte é o maior deles.
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A JOVEM RAINHA VICTORIA
Estranho como, na maioria das vezes, só costumam reconhecer os figurinos dos filmes de época. O que seria dessas produções se não fosse, também, a direção de arte? A Jovem Rainha Vitória tem a sua parte técnica ainda mais requintada em função do ótimo trabalho na direção de arte. O visual palaciano está muito bem representado em cenários decorados com exatidão e também no detalhismo de cada set utilizado para narrar a história da rainha Vitória (Emily Blunt).

SHERLOCK HOLMES
Por mais que seja um dos filmes mais insuportáveis do ano, Sherlock Holmes tem alguns aspectos interessantes. O primeiro deles é, sem dúvida, a ótima trilha de Hans Zimmer. Mas, também, não dá para deixar de lado a boa direção de arte que ajuda a levar o espectador ao mundo do protagonista. Conquistando pela simplicidade, não é um trabalho de grandes aspectos. Entretanto, faz o necessário para que o saldo seja uma boa ferramente para ilustrar a época em que o personagem-título vive.

TRON – O LEGADO
Não sei o porquê de tão poucos terem se encantado com o lado técnico de Tron – O Legado. Fiquei impressionado com a técnica do filme, especialmente no uso dos efeitos e no setor sonoro. Arquiteto e engenheiro mecânico que se tornou criador multimídia, o diretor Joseph Kosinski utilizou toda sua formação profissiional para criar o mundo tecnológico que assistimos no filme. O resultado? Uma direção de arte diferente e muito interessante.

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS
Confesso que nem a parte técnica de Alice no País das Maravilhas conseguiu me empolgar. Nada do que vemos aqui nos remete ao melhor que Tim Burton já produziu, mas é o suficiente para explorar o mundo encantado em que a jovem Alice (Mia Wasikowska) chega. Usando muitas cores e extravagâncias, a direção de arte tenta atrair atenção para si e disfarçar o fraco roteiro. Normalmente, isso seria um erro. Mas, aqui, isso chega até a ser positivo. Já que Alice não acerta no conteúdo, pelo menos tem uma embalagem bem elaborada.
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Escolha do público:
1. Alice no País das Maravilhas (9 votos, 28.13%)
2. A Jovem Rainha Vitória (7 votos, 21.88%)
3. O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus (7 votos, 21.88%)
4. Sherlock Holmes (5 votos, 15.63%)
5. Tron – O Legado (4 votos, 12.05%)
O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus, sem dúvida.
Película Criativa, eu não gosto tanto do filme, mas a direção de arte é ótima!
Kamila, a direção de arte de “A Jovem Rainha Vitória”, assim como a de quase todos os filmes de época, é muito subestimada.
Mayara, ótima escolha =)
Reinaldo, temos concordado bastante ultimamente, não? =D
Weiner, “Harry Potter” quase entrou na minha lista!
Fael, assista “O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus”, então! Acho que, provavelmente, ele estará
Não vi O mundo imaginário do Dr. Parnassus e ele acabou ficando de fora de muitas indicações no meu blog. Nossa seleção está bem diferente aqui. Em comum apenas Sherlock Holmes, e acabo ficando com esse!
Gosto demais de seus indicados (pra variar, rs), mas senti falta de “Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte 1”, o trabalho de direção de arte, que na minha opinião, é o melhor do ano de 2010.
Gosto muito do trabalho de direção de arte e cenários em Sherlock Holmes, mas voto com a relatoria e elejo O mundo imaginário do doutor Parnassus.
Abs
Não assisti o seu vencedor, também fico com “A Jovem Rainha Vitória”, seguido de “Sherlock Holmes”. ;)
Como não assisti ao seu filme vencedor, meu voto foi para “A Jovem Rainha Vitória”.
Meu voto vai para O mundo imaginário do Dr. Parnassus.
Sou fã do cinema de Terry Gilliam e acho que esse filme não foi bem recebido pelo público, o que é uma pena. È um belo trabalho, com uma história bizzara e estética super interessante. Também gostei muito do elenco do filme.
Meu blog de cinema: http://peliculacriativa.blogspot.com/