Água Para Elefantes
As long as we can walk, we play.

Direção: Francis Lawrence
Elenco: Robert Pattinson, Reese Witherspoon, Christoph Waltz, Hal Holbrook, Paul Schneider, Mark Povinelli, Richard Brake, Donna W. Scott, Sam Anderson
Water for Elephants, EUA, 2011, Drama/Romance, 120 minutos
Sinopse: Jacob Jankowski (Hal Holbrook) já passou dos 90 anos e não consegue esquecer seus momentos da juventude nos anos 30, período difícil da economia americana, que o levou a trabalhar num circo. Foi lá, enquanto era jovem (Robert Pattinson) e um ex estudante de Veterinária, que ele conheceu a brutalidade dos homens com seus pares e também com os animais, mas encontrou a mulher por quem se apaixonou. Marlena (Reese Whiterspoon) era a Encantora dos Cavalos, a principal atração e esposa do dono do circo: August (Christoph Waltz) um homem carismático, mas extremamente perigoso quando suas duas paixões estavam em jogo.

De todos os filmes que já conferi com Robert Pattinson, esse deve ter sido aquele em que o ator menos me incomodou com sua presença. Para falar bem a verdade, Pattinson está longe de ser um problema em Água Para Elefantes. O incômodo é outro: o triângulo amoroso. Reese Witherspoon, Christoph Waltz e Robert Pattinson não possuem absolutamente nada em comum e é visível a falta de química entre eles. O longa de Francis Lawrence já tem contra si o fato de ser meio antiquado, mas a situação se agrava com atores que não mostram sintonia.
Transportando o espectador para o mundo dos circos (mas sem aquele belíssimo apuro estético que Tim Burton conseguiu em Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas, por exemplo), Água Para Elefantes faz de tudo para contar uma história de amor ao estilo antigo, onde o casal vive um romance proíbido e é ameaçado por um cruel vilão que tem completo domínio sobre a mocinha e sobre o lugar onde ela trabalha. Essa história já foi contada milhares de vezes (Baz Luhrmann que o diga, em Moulin Rouge!), mas Água Para Elefantes deixa a sensação de estar parado no tempo.
Esse é um filme que poderia ter funcionado em décadas passadas – e podem acreditar que ele teria vários fãs – mas hoje soa ultrapassado. A culpa não é apenas dos atores (e não estou apontando ninguém em individual e sim a falta de química entre eles), mas também do roteiro de Richard LaGravenese, que conduz tudo da maneira mais linear possível. No final das contas, Água Para Elefantes além de ser muito açucarado em seu romance (o que deve ser atraente para determinados públicos) é também insosso. Que mistura de sensações, hein?
FILME: 6.0











