Cinema e Argumento

Oscar 2014 – Atriz Coadjuvante

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Se existe uma categoria de atuação do Oscar 2014 que não tem um favoritismo absoluto, essa é a de atriz coadjuvante. Nos últimos anos, fomos acostumamos a ter os vencedores coadjuvantes muito bem definidos antes da premiação (com exceção do ano passado, quando Christoph Waltz levou a melhor). Mas a disputa está mesmo em aberto entre as atrizes de “suporte”. Talvez somente em teoria, já que acho muito difícil Jennifer Lawrence ganhar um segundo Oscar assim tão facilmente. Seria a primeira vez desde Tom Hanks que presenciaríamos a segunda vitória consecutiva de um ator.

Por isso, a aposta mais lógica é a estreante Lupita Nyong’o. Primeiro: atriz coadjuvante parece a categoria destinada a atrizes negras em ascensão (Jennifer Hudson, Octavia Spencer, Mo’Nique). Segundo: é uma das poucas categorias que 12 Anos de Escravidão está destinado a levar (de resto, só filme e roteiro adaptado). Terceiro, e bastante pessoal: nunca que Jennifer Lawrence merece celebração por Trapaça, um filme completamente mediano que traz a atriz em um momento mais de férias do que de interpretação. De qualquer forma, não descarte qualquer uma das duas, já que a disputa está empatada: Lupita com Critics’ Choice e SAG, e Lawrence com Globo de Ouro e BAFTA.

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JENNIFER LAWRENCE (Trapaça): Ainda acho um pouco descontrolada toda essa festa para Jennifer Lawrence. Em tempos que ela não merecia nem ter o primeiro Oscar em casa, muitos já cogitam um segundo. A moça é versátil, simpática e boa atriz, mas ser celebrada de novo com esse Trapaça é um completo exagero. Isso porque Lawrence parece estar apenas se divertindo em cena, sem de fato estar construindo algo novo ou mergulhando na personalidade de uma personagem. É inegável a capacidade da atriz de roubar a cena e estar radiante, mas aí dizer que ela teve desafios aqui e que realiza um trabalho mais digno que as outras indicadas a ponto de ganhar prêmios já é forçar um pouco a barra.

JULIA ROBERTS (Álbum de Família): Imaginem esse mesmo desempenho com qualquer outra atriz que não tivesse um Oscar em casa, e uma coisa é certa: a agraciada seria favorita absoluta. Primeiro porque o resultado é realmente admirável e segundo porque cai naquele velho esquema que costuma render Oscar: afinal, é um papel protagonista ou coadjuvante? De qualquer forma, esse é mais um excelente momento dramático de Julia Roberts, que não fazia algo de relevante desde Closer – Perto Demais. Ela não se intimidou diante de Meryl Streep e entregou, em Álbum de Família, uma de suas melhores interpretações. Se fosse para alguém ganhar um segundo Oscar nessa categoria, certamente seria Roberts a mais merecedora.

JUNE SQUIBB (Nebraska): Como a velhinha mais estressada – e por isso mesmo tão divertida – que o cinema viu nos últimos anos, June Squibb conquistou uma merecida indicação a atriz coadjuvante pelo maravilhoso Nebraska. Ela já tinha feito um papel semelhante – só que muito mais breve – em As Confissões de Schmidt, onde era a esposa mandona e cheia de regras do protagonista vivido por Jack Nicholson. Só que no novo filme de Alexander Payne ela tem um devido aproveitamento, com momentos de puro destaque (a cena no cemitério é impagável!). Não tem chance alguma nessa categoria, mas a lembrança é pra lá de válida.

LUPITA NYONG’O (12 Anos de Escravidão): É a Anne Hathaway de 2014. Ou seja, tem pouquíssimo tempo em cena, mas comanda um dos grandes momentos do filme. O papel de Lupita Nyong’o não é um suporte para a história (tire a atriz de cena e tudo continua sem a menor alteração), e sim um bônus emocional no filme de Steve McQueen. A jovem iniciante demonstra talento para possibilidades futuras, mas, francamente, não sei até que ponto merece estar como favorita ao lado de Jennifer Lawrence para faturar o prêmio. Se bem que Jennifer Lawrence também não é digna dessa certeza toda…

SALLY HAWKINS (Blue Jasmine): Parece que público e crítica só têm olhos para Cate Blanchett em Blue Jasmine – o que é de se lamentar. No mais recente filme de Woody Allen, Sally Hawkins tem um papel tão complicado quanto o da sua colega. Como uma mulher que tinha tantos motivos para ser amargurada quanto a irmã mas decide não ser, a britânica encanta pela forma com que nunca transforma sua Ginger em uma tola sorridente alheia ao que acontece a sua volta. É fascinante procurar os detalhes dessa personagem que ainda acredita que a irmã pode ser uma boa pessoa e que prefere encarar a vida a partir de um outro ponto de vista para evitar mágoas. Hawkins captou tudo isso e entregou o desempenho mais subestimado dessa categoria.

A ESQUECIDA

foleaSeria lindo ver as duas garotas de Azul é a Cor Mais Quente concorrendo ao Oscar. Mas obviamente isso nunca aconteceria. De todo jeito, não deixo de sentir falta de Adèle Exarchopoulos entre as protagonistas e Léa Seydoux entre as coadjuvantes. Seydoux entrega no filme todos os atributos de uma boa coadjuvante: além de estar ótima em cena, é um excelente complemento (e suporte) para a interpretação de sua colega Adèle. Merecia a lembrança.

Oscar 2014 – Atriz

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Faltando exatamente uma semana para o Oscar, começamos aqui no blog a nossa tradicional análise das categorias principais da premiação. Vamos, então, aos trabalhos! Ao contrário de 2013, um ano pouco inspirado para as atrizes, 2014 foi repleto de boas surpresas entre as intérpretes femininas. Nada de mocinhas queridinhas que são apenas suporte para o protagonista masculino (alô, Jennifer Lawrence!) ou de personagens que impressionam em um primeiro momento e logo vão sendo esquecidas para que outros atores tomem conta do filme (Naomi Watts e Emmanuelle Riva em O ImpossívelAmor, respectivamente). Neste ano, todas as atrizes tem pleno domínio de seus filmes – ou pelo menos força suficiente para se sobressair quando contracenam com seus colegas de elenco.

Entretanto, apesar da inegável qualidade de todos os desempenhos indicados, não há nem polêmicas envolvendo Woody Allen que tirem o Oscar das mãos da australiana Cate Blanchett. Muito se cogitou que as várias indicações anteriores de Amy Adams pudessem trazer alguma surpresa, mas hoje apostar nisso é perder pontos gratuitamente no bolão com os amigos. Blanchett tem tudo para vencer sua segunda estatueta por Blue Jasmine. E a matemática está toda a seu favor, já que foi consagrada em todos os prêmios da temporada. Lembrando que desde que Crash – No Limite escandalizou meio mundo com sua vitória-surpresa, o Oscar nunca mais ousou discordar do favoritismo absoluto de suas colegas premiações. Por isso, entreguem logo a estatueta para ela!

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AMY ADAMS (Trapaça): Primeira indicação de Amy Adams como protagonista depois de quatro como coadjuvante. Gosto do que ela realiza em Trapaça, onde tem um merecido espaço para exercitar outro perfil seu fora o de ingênua e querida. Mas não sei até que ponto esta é uma interpretação que merecia estar entre as finalistas. O filme em si já não desperta grande entusiasmo e o papel é o que menos impacta entre as indicadas desse ano. Fico feliz por Amy, não tanto pela celebração ao desempenho.

CATE BLANCHETT (Blue Jasmine): O que dizer de Cate Blanchett? Merecidamente ganhou todos os prêmios da temporada por essa atuação que traz a sua melhor chance desde que brilhou sete anos atrás em Não Estou Lá. Depois de todo esse tempo sem uma chance à altura de seu talento, ela volta com tudo em Blue Jasmine, onde coloca todo o seu imenso talento a favor de um desempenho que teria tudo para dar errado em função do papel difícil, antipático e extremamente desagradável. Fantástica!

SANDRA BULLOCK (Gravidade): Que bela surpresa ver o nome de Sandra Bullock entre as indicadas. Não só merece porque está em um papel praticamente solo (o que é um grande desafio) mas porque também representa algo raro: uma mocinha – de um filme de ficção (outro ponto a favor!) – que consegue despertar a nossa torcida fervorosa. É verdade que Gravidade não é necessariamente um filme de atuação, mas a forma como Bullock não desaparece frente à grandiosidade do filme e ainda encontra espaço para emocionar é admirável.

JUDI DENCH (Philomena): Só uma veterana como Judi Dench para colocar na roda de indicações uma atuação como a que ela entrega em Philomena. Muitas atrizes já foram injustamente preteridas por momentos menores e mais sutis. Mas Dench – muito em função do seu respeitoso nome – conseguiu chegar aqui. Independente dos meios, é gratificante ver como ela, tão sucinta, delicada e carinhosa no filme de Stephen Frears, merecidamente conseguiu trazer uma interpretação desse estilo para as premiações.

MERYL STREEP (Álbum de Família): Ainda me impressiono como, depois do Oscar por A Dama de Ferro, passaram a ter má vontade com Meryl Streep. Pura bobagem. Principalmente com esse filme que traz a atriz em mais um desempenho superlativo. Além de imponente em cena, ela mais uma vez desaparece em um papel super complicado e que se assemelha bastante com o de Cate Blanchett em termos de acidez e veneno – elementos que, de novo, tinham tudo para espantar o espectador se não fosse por elas. Aos que dizem que Meryl é notícia velha, repito as palavras de Ellen DeGeneres para ela: talento nunca será notícia velha.

A ESQUECIDA

oscarfoadeleUma pena que não reservaram espaço para celebrar uma novata em 2014. Adèle Exarchopoulos fez falta na seleção. Brilhante em Azul é a Cor Mais Quente, ela impressiona com a impressionante completude de de seu desempenho, que acompanha todas as fases de uma menina insegura que está entrando na vida adulta. A segurança dessa atriz francesa de apenas 20 anos é absurda e todos os feitos alcançados por ela mereciam todo reconhecimento possível.

BAFTA 2014: vencedores

Emma Thomspon entregou o prêmio de melhor ator coadjuvante ao somali Barkhad Abdi (Capitão Phillips), em um dos melhores momentos da cerimônia

Emma Thomspon entregou o prêmio de melhor ator coadjuvante ao somali Barkhad Abdi (Capitão Phillips), em um dos melhores momentos da cerimônia

Foi no mínimo estranho acompanhar a cerimônia do BAFTA neste domingo (16). Com a total escalada de Gravidade (foram, ao total, seis prêmios: filme britânico, direção, efeitos visuais, fotografia, som e trilha sonora), era de se esperar que o filme do mexicano Alfonso Cuarón ganhasse também a categoria principal. Isso se deve ao fato não só de Gravidade ter dominado a atenção dos prêmios técnicos mas ao favorito 12 Anos de Escravidão ter sido lembrado apenas na categoria de melhor ator, onde Chiwetel Ejiofor ganhou talvez pela ausência de Matthew McCounaghey (Clube de Compras Dallas não entrou em cartaz a tempo nos cinemas britânicos para concorrer ao BAFTA). Estranhamente, mesmo apenas com a estatueta de ator, o filme de Steve McQueen foi vitorioso na categoria principal.

Ainda é difícil crer que esse cenário se repetirá no Oscar. Afinal, é preciso revirar o baú de vencedores para lembrar a última vez que o melhor filme não ganhou sequer um prêmio de direção, montagem ou roteiro (se alguém tiver esse dado, por favor, compartilhe!). O mais lógico seria ver 12 Anos de Escravidão totalmente ignorado em prol de Gravidade, que é, com certeza, o filme que mais terá prêmios em seu currículo na cerimônia da Academia. Se você considera o BAFTA um prêmio que influencia o Oscar, então pelo menos duas categorias ficaram mais confusas: Jennifer Lawrence foi eleita a melhor atriz coadjuvante (ela não venceu ano passado por O Lado Bom da Vida), ainda que uma segunda vitória consecutiva no Oscar pareça improvável; Trapaça, sem a presença do favorito Ela (que também não estreou a tempo), levou roteiro original, o que pode ser uma forma de compensar – injustamente – o filme de David O. Rusell de alguma forma.

No mais, o BAFTA continuou reforçando sua sabedoria de escolhas e sua capacidade de surpreender (sem ser necessariamente injusto). Com Jared Leto fora, premiaram certeiramente Barkhad Abdi, ótimo em Capitão Phillips. Para o novato – que dificilmente seguirá carreira no cinema – a distinção deve ter tido um gosto muito especial. “Obrigado, Paul Greengrass, por ter acreditado em mim antes de eu mesmo acreditar”, agradeceu Abdi ao diretor. Rush – No Limite da Emoção, que passou em branco no Oscar, faturou melhor montagem, e Emmanuel Lubezki levou mais um prêmio de melhor fotografia por um filme de Cuarón (anos atrás por Filhos da Esperança e agora por Gravidade).

O auge da cerimônia, no entanto, foi o emocionante discurso de Cate Blanchett, eleita melhor atriz por Blue Jasmine. Ela não falou sobre Woody Allen. Nem sobre Sally Hawkins. Aliás, não homenageou ninguém do filme. A única lembrança de Blanchett em seu discurso foi para Philip Seymour Hoffman. O depoimento da atriz em homenagem ao amigo segue abaixo, na íntegra, em tradução literal, junto com a lista completa de vencedores.


“Eu queria dedicar esse prêmio a um ator que tem sido uma contínua e profunda inspiração para mim. Uma presença monumental que agora está tão tristemente ausente: o grande Philip Seymour Hoffman. Phil, o seu talento monumental, a sua generosidade e a sua incansável busca pela verdade na arte e na vida farão falta não apenas para mim, mas para muitas pessoas. Não só aqui nesse teatro ou na indústria, mas para os espectadores que te amam tão carinhosamente. Você elevou o padrão continuamente, e a um padrão tão alto… Tudo o que podemos fazer, em sua ausência, é tentar dar sequência a isso por meio do nosso trabalho. Phil, meu amigo, isso é para você! Seu desgraçado, espero que você esteja orgulhoso!”
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BAFTA 2014 – OS VENCEDORES:

MELHOR FILME: 12 Anos de Escravidão

MELHOR DIREÇÃO: Alfonso Cuarón (Gravidade)

MELHOR ATRIZ: Cate Blanchett (Blue Jasmine)

MELHOR ATOR: Chiwetel Ejiofor (12 Anos de Escravidão)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Jennifer Lawrence (Trapaça)

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Barkhad Abdi (Capitão Phillips)

MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO-INGLESA: A Grande Beleza (Itália)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Trapaça

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Philomena

MELHOR FILME BRITÂNICO: Gravidade

MELHOR DOCUMENTÁRIO: O Ato de Matar

MELHOR ANIMAÇÃO: Frozen – Uma Aventura Congelante

MELHOR MAQUIAGEM: Trapaça

MELHOR MONTAGEM: Rush – No Limite da Emoção

MELHOR FOTOGRAFIA: Gravidade

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO: O Grande Gatsby

MELHOR SOM: Gravidade

MELHOR FIGURINO: O Grande Gatsby

MELHORES EFEITOS VISUAIS: Gravidade

MELHOR TRILHA SONORA: Gravidade

MELHOR ATOR/ATRIZ EM ASCENSÃO: Will Poulter

BAFTA 2014: apostas

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Hoje é dia de conhecer os vencedores do BAFTA. A premiação tem tudo para embolar a disputa em três importantes categorias: melhor ator, ator coadjuvante e roteiro original, já que Clube de Compras DallasEla não concorrem ao prêmio por ainda não terem entrado em cartaz nos cinemas britânicos. Confira aqui a lista completa de indicados e abaixo as nossas apostas!

MELHOR FILME: 12 Anos de Escravidão / alt: Gravidade

MELHOR FILME BRITÂNICO: Gravidade / alt: Philomena

MELHOR DIREÇÃO: Alfonso Cuarón (Gravidade) / alt: Steve McQueen (12 Anos de Escravidão)

MELHOR ATRIZ: Cate Blanchett (Blue Jasmine) / alt: Judi Dench (Philomena)

MELHOR ATOR: Leonardo DiCaprio (O Lobo de Wall Street) / alt: Bruce Dern (Nebraska)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Lupita Nyong’o (12 Anos de Escravidão) / alt: Jennifer Lawrence (Trapaça)

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Michael Fassbender (12 Anos de Escravidão) / alt: Matt Damon (Minha Vida Com Liberace)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Blue Jasmine / alt: Nebraska

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: 12 Anos de Escravidão / alt: Philomena

Os indicados ao Blog de Ouro 2014

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Foram revelados, na noite deste domingo (02), os indicados ao Blog de Ouro 2014, premiação anual da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos. A Sociedade, criada em 2007, reúne 74 blogueiros cinéfilos de todo o Brasil. Em anos anteriores, Cartas de Iwo Jima (2008), Sangue Negro (2009), Bastardos Inglórios (2010), A Origem (2011), Cisne Negro (2012) e A Separação (2013) foram os grandes vencedores da premiação. Em 2014, AmorGravidadeO MestreO Som ao RedorTabu disputam a categoria principal.

No geral, a lista, dadas as devidas proporções, contempla o que de fato 2014 trouxe de melhor no cinema. Surpreende, particularmente, a seleção principal: O Mestre Amor, filmes tão pesados e complexos, conseguiram merecidamente chegar entre os finalistas; O Som ao Redor Tabu representam a excelente fase que o cinema de língua latina teve no ano que passou; e Gravidade é o porta-voz do cinema estadunidense de cifras milionárias (mas vale lembrar que o filme está muito longe de ser apenas isso). Em um balanço geral, a lista fica em um meio termo com a minha cédula de votação pessoal (que será divulgada em breve por aqui com a premiação de melhores do ano).

Talvez tenha Django Livre demais (finalista em fotografia com Anna Karenina de fora?), menções desnecessárias para O Lado Bom da Vida (concorrer em roteiro adaptado com Álbum de Família esnobado é uma verdadeira injustiça) e leves ausências (Flores Raras não conseguiu entrar nem em filme nacional?!), mas o que realmente me incomodou foi a seleção de canções originais. Existe uma clara confusão entre música como ferramenta cinematográfica e admiração pessoal pelos intérpretes. Só isso para explicar, por exemplo, a indicação de Over the Love, por O Grande Gatsby (enquanto Polka do Cu, de Tatuagem, sequer ficou entre as pré-finalistas).

A lista de indicados (que contempla os filmes lançados comercialmente no Brasil em 2013) terá seus vencedores anunciados no dia 23 de fevereiro. Mas informações na página oficial da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.

MELHOR FILME
Amor
Gravidade
O Mestre
O Som ao Redor
Tabu

MELHOR DIREÇÃO
Alfonso Cuarón (Gravidade)
Kleber Mendonça Filho (O Som ao Redor)
Michael Haneke (Amor)
Miguel Gomes (Tabu)
Paul Thomas Anderson (O Mestre)

MELHOR ELENCO
Álbum de Família
Django Livre
O Lado Bom da Vida
O Mestre
Os Suspeitos

MELHOR ATRIZ
Adèle Exarchopoulos (Azul é a Cor Mais Quente)
Cate Blanchett (Blue Jasmine)
Emmanuelle Riva (Amor)
Jessica Chastain (A Hora Mais Escura)
Sandra Bullock (Gravidade)

MELHOR ATOR
Daniel Day-Lewis (Lincoln)
Joaquin Phoenix (O Mestre)
Mads Mikkelsen (A Caça)
Matthew McConaughey (Killer Joe – Matador de Aluguel)
Tom Hanks (Capitão Phillips)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Amy Adams (O Mestre)
Anne Hathaway (Os Miseráveis)
Helen Hunt (As Sessões)
Julia Roberts (Álbum de Família)
Léa Seydoux (Azul é a Cor Mais Quente)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Barkhad Abdi (Capitão Phillips)
Christoph Waltz (Django Livre)
Jake Gyllenhaal (Os Suspeitos)
Leonardo DiCaprio (Django Livre)
Philip Seymour Hoffman (O Mestre)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Amor
Blue Jasmine
Django Livre
O Mestre
O Som ao Redor

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Antes da Meia-Noite
Azul é a Cor Mais Quente
Dentro da Casa
Killer Joe – Matador de Aluguel
O Lado Bom da Vida

MELHOR FILME NACIONAL
Elena
Faroeste Caboclo
O Que Se Move
O Som ao Redor
Tatuagem

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Crazy Horse
Doméstica
Dossiê Jango
Elena
Marina Abramovic – Artista Presente

MELHOR ANIMAÇÃO
Contos da Noite
Os Croods
Detona Ralph
Uma História de Amor e Fúria
Universidade Monstros

MELHOR TRILHA SONORA
Anna Karenina
Gravidade
O Mestre
Rush – No Limite da Emoção
A Viagem

MELHOR MONTAGEM
Capitão Phillips
Gravidade
A Hora Mais Escura
Rush – No Limite da Emoção
O Som ao Redor

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Last Mile Home” (Álbum de Família)
“Young and Beautiful” (O Grande Gatsby)
“Freedom” (Django Livre)
“Over the Love” (O Grande Gatsby)
“Atlas” (Jogos Vorazes – Em Chamas)

MELHOR FIGURINO
Anna Karenina
Django Livre
O Grande Gatsby
Jogos Vorazes – Em Chamas
Os Miseráveis

MELHOR FOTOGRAFIA
Django Livre
Era Uma Vez na Anatólia
Gravidade
O Mestre
Os Suspeitos

MELHOR MAQUIAGEM
Evil Dead – A Morte do Demônio
O Hobbit: A Desolação de Smaug
Lincoln
Os Miseráveis
Rush – No Limite da Emoção

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Além da Escuridão – Star Trek
Círculo de Fogo
Gravidade
O Hobbit: A Desolação de Smaug
O Homem de Aço

MELHOR SOM
Círculo de Fogo
Gravidade
A Hora Mais Escura
Rush – No Limite da Emoção
O Som ao Redor

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Anna Karenina
O Grande Gatsby
Gravidade
O Hobbit: A Desolação de Smaug
Os Miseráveis