Os vencedores do BAFTA 2017

Não perca pontos no bolão: Viola Davis é aposta certa para o Oscar de atriz coadjuvante. Com o BAFTA, tanto ela quanto Emma Stone (La La Land) reforçam a ideia de que o jogo já está fechado para as mulheres.
Não dê bola para quem disser que o BAFTA foi distributivista ou bondoso demais em sua premiação de 2017 ao entregar prêmios para praticamente todos os grandes filmes da temporada. Há justiça e sentido em quase todas as escolhas dos votantes britânicos. Só vamos deixar de comentar os prêmios para Lion: Uma Jornada Para Casa porque ainda não conferimos o filme, mas fica a observação: a exemplo do ano passado, em 2017 temos novamente uma disputa de ator coadjuvante acirrada, onde os principais prêmios se dividem entre três dos concorrentes. Na pulverização do BAFTA, teve para todo mundo: Florence: Quem é Essa Mulher? (maquiagem e penteados), Animais Fantásticos e Onde Habitam (design de produção), A Chegada (som), Manchester à Beira-Mar (ator e roteiro original), e por aí vai… Alguma injustiça? Nenhuma. La Land: Cantando Estações pode mesmo ser o hit da temporada, mas há filmes igualmente relevantes e cheios de méritos na disputa, e o BAFTA fez questão de celebrá-los. Em um ano qualquer e abaixo da média, a situação poderia ser vista mesmo como uma certa covardia para agradar a todos. Não é o que acontece em 2017.
É de se comemorar que os britânicos tenham retomado a lucidez que, em edições longínquas, sempre foi muito característica das estatuetas distribuídas por eles. Afinal, como não comemorar, por exemplo, a vitória do lindo Kubo e as Cordas Mágicas em animação? Ou do fato dos votantes terem colocado o pé no chão e percebido que La La Land é sim o grande espetáculo do ano (faturou filme, direção, atriz, fotografia e trilha sonora), mas que o seu roteiro original não é o melhor da temporada, concedendo a vitória para o texto impecável de Manchester à Beira-Mar? Mas também fiquemos atentos: com Denzel Washington fora da disputa, o caminho ficou fácil para Casey Affleck levar melhor ator, o que novamente lhe dá visibilidade em uma corrida que, desde o SAG, deixou seu nome sob à sombra do protagonista de Um Limite Entre Nós. Ainda é importante ressaltar que o BAFTA não elucida muita coisa sobre a categoria de filme estrangeiro, já que o prêmio foi parar com O Filho de Saul (o longa é da award season passada, mas só se qualificou para o prêmio este ano), deixando pendente a incógnita se Toni Erdmann é mesmo o franco favorito.
Por falar em qualificação para o BAFTA, a francesa Isabelle Huppert não pôde concorrer por Elle, pois o filme de Paul Verhoeven estreia no Reino Unido apenas em março. Mais uma vitória fácil a partir dessa configuração: em franca escalada de consagração, Emma Stone carimbou de vez o seu Oscar, e não há nada que Natalie Portman possa esperar nessa altura do campeonato. E não é apenas porque Emma virou o jogo e vem faturando tudo, mas sim porque Huppert resolveu embarcar no ritmo: praticamente estabelecida em Los Angeles, dá entrevista para todo e qualquer programa, estampa várias capas de revista, cria conta no Instagram e desmistifica a sua fama de blasé. Com a surpreendente vitória no Globo de Ouro, ainda está recebendo elogios em Berlim por sua performance em Barrage e, em breve, deve faturar o Independente Spirit Awards por sua performance em Elle. Não há dúvida: a atriz parece estar gostando muito, mas muito mesmo dessa viagem internacional que está fazendo às premiações norte-americanas com Elle. Obviamente que, por ser estrangeira, as chances de Huppert se reduzem, mas nunca duvidem do poder da Meryl Streep do continente europeu. Principalmente quando ela, ao contrário de Emmanuelle Riva, em Amor, vem fazendo de tudo para chegar lá. Não custa sonhar. Confira abaixo a lista de vencedores do BAFTA 2017:
MELHOR FILME: La La Land: Cantando Estações
MELHOR DIREÇÃO: Damien Chazelle (La La Land: Cantando Estações)
MELHOR ATRIZ: Emma Stone (La La Land: Cantando Estações)
MELHOR ATOR: Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Viola Davis (Um Limite Entre Nós)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Dev Patel (Uma Jornada Para Casa)
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Manchester à Beira-Mar
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Lion: Uma Jornada Para Casa
MELHOR FOTOGRAFIA: La La Land: Cantando Estações
MELHOR MONTAGEM: Até o Último Homem
MELHOR FIGURINO: Jackie
MELHOR TRILHA SONORA: La La Land: Cantando Estações
MELHOR MAQUIAGEM & PENTEADOS: Florence: Quem é Essa Mulher?
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO: Animais Fantásticos e Onde Habitam
MELHOR ANIMAÇÃO: Kubo e as Cordas Mágicas
MELHOR DOCUMENTÁRIO: A 13ª Emenda
MELHOR FILME BRITÂNICO: Eu, Daniel Blake
MELHORES EFEITOS VISUAIS: Mogli: O Menino Lobo
MELHOR CURTA-METRAGEM: Home
MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO: A Love Story
BAFTA RISING STAR: Tom Holland
Os vencedores do Screen Actors Guild Awards 2017

Otimismo (além de diversidade, claro) é a palavra de ordem da temporada de premiações em 2017: com La La Land fora da disputa, Screen Actors Guild Awards premia o espirituoso Estrelas Além do Tempo na categoria de melhor elenco.
Se você estava cansado do marasmo de emoções dessa temporada de premiações, o Screen Actors Guild Awards veio para mexer um pouco com os nossos ânimos. Isso não se refere à vitória de Estrelas Além do Tempo (que, na realidade, vem apenas para enfraquecer Moonlight e engrandecer La La Land, provando que a temporada quer premiar histórias que prezam pelo otimismo), mas pela virada decisiva de Emma Stone como favorita ao Oscar de melhor atriz com o musical de Damien Chazelle. Há muito comentamos aqui no blog que um segundo Oscar para Natalie Portman seria improvável (atrizes sempre precisam provar mais competência do que atores – em carreira, papeis e desempenhos – para ganhar um prêmio novamente, o que não é o caso de Natalie, que, desde Cisne Negro, só vem fazendo coisas como Thor e Sexo Sem Compromisso), e o SAG assinou embaixo: Emma Stone, estrela em ascensão da vez no filme mais querido da temporada, pode mesmo quebrar o jejum de 43 anos do Oscar sem premiar uma atriz principal de musical (a última foi Liza Minelli, por Cabaret).
Também é importante observar a vitória de Denzel Washington. O ator está mesmo ótimo em Um Limite Entre Nós e não tinha um SAG em casa até então. À parte a dívida, Denzel tinha como principal concorrente Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar), que vem encarado problemas com as acusações de assédio sexual que a grande imprensa insiste em não dar muita bola. É certo que, desde o ano passado, a premiação tem sido pioneira em abraçar como ninguém a diversidade, mas um possível terceiro Oscar para Denzel vai ao encontro do que já dissemos: é sempre mais fácil um homem ser celebrado novamente do que uma mulher. Daniel Day-Lewis, que nem tem carreira tão constante assim, que o diga! E, como o Oscar está sedento para apagar a sua fama de racista, não seria surpresa alguma ver o ator levando uma nova – e merecida – estatueta por seu desempenho. Ele e Affleck, cada um a sua maneira, são excelentes em seus respectivos filmes. O que vai pesar aqui é a influência de fatores exteriores. Mas, afinal, não é quase sempre assim quando o assunto é premiações de cinema? Confira abaixo a lista de vencedores:
MELHOR ELENCO: Estrelas Além do Tempo
MELHOR ATRIZ: Emma Stone (La La Land: Cantando Estações)
MELHOR ATOR: Denzel Washington (Um Limite Entre Nós)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Viola Davis (Um Limite Entre Nós)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Mahershala Ali (Moonlight: Sob a Luz do Luar)
MELHOR ELENCO EM SÉRIE DE DRAMA: Stranger Things
MELHOR ELENCO EM SÉRIE DE COMÉDIA: Orange is the New Black
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA: Claire Foy (The Crown)
MELHOR ATOR EM SÉRIE DE DRAMA: John Lithgow (The Crown)
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA: Julia Louis-Dreyfus (Veep)
MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA: William H. Macy (Shameless)
MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU TELEFILME: Sarah Paulson (The People v. O.J. Simpson: American Crime Story)
MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU TELEFILME: Bryan Cranston (All the Way)
Apostas para o Screen Actors Guild Awards 2017

O Sindicato dos Produtores consagrou La La Land: Cantando Estações como o melhor filme do ano (precisa mesmo esperar até 26 de fevereiro para entregar o Oscar ao musical de Damien Chazelle?), mas hoje o Screen Actors Guild Awards será um tantinho diferente dos outros prêmios porque o papa-prêmios da temporada concorre apenas nas categorias de melhor atriz e melhor ator. A noite deve ser de Moonlight: Sob a Luz do Luar, com La La Land consagrando apenas Emma Stone e carimbando de vez a atriz como franca favorita ao Oscar (a situação só se reverte se Natalie Portman finalmente começar a vingar com Jackie, que tem feito uma fraca carreira até aqui). É bom lembrar que, desde o ano passado, o Screen Actors Guild Awards tem abraçado a diversidade (lembram dos prêmios para Idris Elba, Queen Latifah, Uzo Aduba e Viola Davis?). Por isso, não se surpreendam se até Denzel Washingston desbancar o favorito Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar) com seu ótimo desempenho em Um Limite Entre Nós. Denzel nunca ganhou o SAG e, na justa tendência que estamos vivendo de celebrar a diversidade, ele pode ser uma alternativa lógica. Devido ao Miss Universo, a TNT não tramiste a premiação ao vivo, deixando a exibição exclusiva aqui no Brasil para a TBS a partir das 23h.
MELHOR ELENCO: Moonlight: Sob a Luz do Luar / alt: Estrelas Além do Tempo
MELHOR ATRIZ: Emma Stone (La La Land: Cantando Estações / alt: Natalie Portman (Jackie)
MELHOR ATOR: Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar) / alt: Denzel Washington (Um Limite Entre Nós)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Viola Davis (Um Limite Entre Nós) / alt: Naomie Harris (Moonlight: Sob a Luz do Luar)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Mahershala Ali (Moonlight: Sob a Luz do Luar) / alt: Hugh Grant (Florence: Quem é Essa Mulher?)
MELHOR ELENCO EM SÉRIE DE DRAMA: The Crown / alt: Westworld
MELHOR ELENCO EM SÉRIE DE COMÉDIA: Black-ish / alt: Veep
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA: Thandie Newton (Westworld) / alt: Claire Foy (The Crown)
MELHOR ATOR EM SÉRIE DE DRAMA: John Lithgow (The Crown) / alt: Rami Malek (Mr. Robot)
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA: Julia Louis-Dreyfus (Veep) / alt: Lili Tomlin (Grace and Frankie)
MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA: Jeffrey Tambor (Transparent) / alt: Anthony Anderson (Black-ish)
MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU TELEFILME: Sarah Paulson (The People v. O.J. Simpson: American Crime Story) / alt: Bryce Dallas Howard (Black Mirror)
MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU TELEFILME: Courtney B. Vance (The People v. O.J. Simpson: American Crime Story) / alt: Bryan Cranston (All the Way)
Os indicados ao Oscar 2017
Emma Stone e Ryan Gosling, essa dupla aí à esquerda, acaba de entrar para a história do Oscar. Ambos são os protagonistas de La La Land: Cantando Estações, que recebeu hoje 14 indicações ao Oscar e agora faz parte do grupo seleto de filmes que alcançaram esse recorde absoluto (apenas A Malvada e Titanic contabilizaram tal feito anteriormente). Parece que não há mesmo como parar o musical de Chazelle, lembrando aquele Oscar em que O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei levou praticamente todos os prêmios em que concorria. Mas existem outras coisas a serem notadas na lista divulgada hoje pela Academia. E a mais importante delas, claro, é que estamos diante do Oscar mais diverso de todos os tempos. O Oscar So White de 2016 surtiu efeito: Pela primeira vez na História há atores negros concorrendo nas quatro categorias de atuação e filmes como Estrelas Além do Tempo, Um Limite Entre Nós, Loving e Moonlight: Sob a Luz do Luar figuram nas categorias principais da seleção. Também há Isabelle Huppert, uma francesa que, dirigida por um holandês, estrela uma história cuja história se desenvolve a partir de uma cena de estupro. Tem mesmo filme para todo mundo no Oscar 2017 e a maior unidade deles é clara: praticamente todos contam histórias muito identificáveis, sobre pessoas como eu e você que sonham, sofrem, amam. As situações extraordinárias parecem ter ficado de lado este ano. E talvez por isso a lista esteja tão interessante.
As surpresas foram poucas, considerando os bons títulos e as categorias já consolidadas. O que pode – e deve – ser considerado negativo é a exclusão de Amy Adams por A Chegada. Ao contrário do que se pode pensar, quem “roubou” sua vaga foi Ruth Negga, por Loving, e não Meryl Streep, que era uma certeza por Florence: Quem é Essa Mulher?. Por falar no filme de Stephen Frears, aconteceu o que previmos: Hugh Grant repetiu o efeito Daniel Brühl por Rush. A Academia não comprou a fraude de um protagonista masculino concorrendo como coadjuvante, deixando o britânico de fora. Com Mel Gibson perdoado (o que não chega a ser um choque, já que Até o Último Homem vinha fazendo uma ótima carreira nas premiações), o Oscar surpreendeu mesmo em lucidez ao incluir Michael Shannon por Animais Noturnos. A correção é importante: é ele o grande coadjuvante do filme de Tom Ford e não Aaron Taylor-Johnson. Enquanto isso, nas categorias técnicas, são imperdoáveis as lembranças para Passageiros (melhor trilha sonora e design de produção) e Esquadrão Suicida (maquiagem e penteados). Os dois filmes são tão ruins que não merecem indicação a qualquer coisa. A cerimônia do Oscar acontece no dia 26 de fevereiro. Confira abaixo a lista completa de indicados:
MELHOR FILME
A Chegada
Até o Último Homem
Estrelas Além do Tempo
Um Limite Entre Nós
Lion: Uma Jornada Para Casa
Moonlight: Sob a Luz do Luar
A Qualquer Custo
La La Land: Cantando Estações
Manchester à Beira-Mar
MELHOR DIREÇÃO
Barry Jenkins (Moonlight: Sob a Luz do Luar)
Damien Chazelle (La La Land: Cantando Estações)
Dennis Villeneuve (A Chegada)
Kenneth Lonergan (Manchester à Beira-Mar)
Mel Gibson (Até o Último Homem)
MELHOR ATRIZ
Emma Stone (La La Land: Cantando Estações)
Isabelle Huppert (Elle)
Meryl Streep (Florence: Quem é Essa Mulher?)
Natalie Portman (Jackie)
Ruth Negga (Loving)
MELHOR ATOR
Andrew Garfield (Até o Último Homem)
Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar)
Denzel Washington (Um Limite Entre Nós)
Ryan Gosling (La La Land: Cantando Estações)
Viggo Mortensen (Capitão Fantástico)
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Dev Patel (Lion: Uma Jornada Para Casa)
Jeff Bridges (Até o Último Homem)
Lucas Hedges (Manchester à Beira-Mar)
Mahershala Ali (Moonlight: Sob a Luz do Luar)
Michael Shannon (Animais Noturnos)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Michelle Williams (Manchester à Beira-Mar)
Naomie Haris (Moonlight: Sob a Luz do Luar)
Nicole Kidman (Lion: Uma Jornada Para Casa)
Octavia Spencer (Estrelas Além do Tempo)
Viola Davis (Um Limite Entre Nós)
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
20th Century Women
O Lagosta
La La Land: Cantando Estações
Manchester à Beira-Mar
A Qualquer Custo
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
A Chegada
Estrelas Além do Tempo
Um Limite Entre Nós
Lion: Uma Jornada Para Casa
Moonlight: Sob a Luz do Luar
MELHOR ANIMAÇÃO
Kubo e as Cordas Mágicas
Moana: Um Mar de Aventuras
Minha Vida de Abobrinha
The Red Turtle
Zootopia: Essa Cidade é o Bicho
MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Land of Mine (Dinamarca)
A Man Called Ove (Suécia)
The Salesman (Irã)
Tanna (Austrália)
Toni Erdmann (Alemanha)
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Audition (The Fools Who Dream)” (La La Land: Cantando Estações)
“Can’t Stop the Feeling” (Trolls)
“City of Stars” (La La Land: Cantando Estações)
“How Far I’ll Go” (Moana: Um Mar de Aventuras)
“The Empty Chair” (Jim: The James Foley Story)
MELHOR FOTOGRAFIA
A Chegada
La La Land: Cantando Estações
Lion: Uma Jornada para Casa
Moonlight: Sob a Luz do Luar
Silêncio
MELHOR FIGURINO
Aliados
Animais Fantásticos e Onde Habitam
Florence: Quem é Essa Mulher?
Jackie
La La Land: Cantanto Estações
MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADOS
Esquadrão Suicida
A Man Called Ove
Star Trek: Sem Fronteiras
MELHOR MIXAGEM DE SOM
A Chegada
Até o Último Homem
Horizonte Profundo: Desastre no Golfo
La La Land: Cantando Estações
Sully: O Herói do Rio Hudson
MELHOR EDIÇÃO DE SOM
A Chegada
Até o Último Homem
Horizonte Profundo: Desastre no Golfo
La La Land: Cantando Estações
Sully: O Herói do Rio Hudson
MELHORES EFEITOS VISUAIS
Doutor Estranho
Horizonte Profundo: Desastre no Golfo
Kubo e as Cordas Mágicas
Mogli
Rogue One: Uma História Star Wars
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
A Chegada
Animais Fantásticos e Onde Habitam
Ave César!
La La Land: Cantando Estações
Passageiros
MELHOR MONTAGEM
A Chegada
Até o Último Homem
A Qualquer Custo
La La Land: Cantando Estações
Moonlight: Sob a Luz do Luar
MELHOR TRILHA SONORA
Jackie
La La Land: Cantando Estações
Lion: Uma Jornada para Casa
Moonlight: Sob a Luz do Luar
Passageiros
MELHOR DOCUMENTÁRIO EM LONGA-METRAGEM
13th
I Am Not Your Negro
Fogo no Mar
Life, Animated
O.J.: Made in America
MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM
4.1 Miles
Extremis
Joe’s Violin
Watani: My Homeland
The White Helmets
MELHOR CURTA-METRAGEM
Ennemis Intérieurs
La Femme et le TGV
Silent Nights
Sing
Timecode
MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO
Blind Vaysha
Borrewed Time
Pear Cider and Cigarettes
Pearl
Piper
Quem serão os indicados ao Oscar 2017?

É amanhã, a partir das 11h10 (horário de Brasília), que conheceremos os indicados ao Oscar 2017. A própria página oficial da Academia no Facebook (@TheAcademy) fará uma tramissão ao vivo do anúncio para ninguém ficar de fora. Enquanto isso, o Cinema e Argumento dá seus palpites para as categorias principais do prêmio. Confiram abaixo!
MELHOR FILME
Até o Último Homem
A Chegada
Estrelas Além do Tempo
La La Land: Cantando Estações
Um Limite Entre Nós
Lion: Uma Jornada Para Casa
Manchester à Beira-Mar
Moonlight: Sob a Luz do Luar
A Qualquer Custo
O que pode acontecer: Martin Scorsese surgir de última hora com Silêncio ou o Oscar realmente comprar a proposta de Animais Noturnos. Em um cenário ainda mais surpreendente, é possível até Deadpool chegar entre os finalistas, visto sua indicação aos sindicados de produtores e roteiristas. Com a possibilidade de até dez indicados fica difícil prever (vai entender como Carol não chegou lá ano passado!), mas é mais ou menos por aí…
MELHOR DIREÇÃO
Barry Jenkins (Moonlight: Sob a Luz do Luar)
Damien Chazelle (La La Land: Cantando Estações)
David Mackenzie (A Qualquer Custo)
Garth Davis (Lion: Uma Jornada Para Casa)
Kenneth Lonergan (Manchester à Beira-Mar)
O que pode acontecer: Denis Villeneuve realmente vingar com A Chegada. Mas, como sempre, subestimo a capacidade do Oscar de inovar e deixo Villeneuve de fora para arriscar em direções mais tradicionais do ponto de vista temático: David Mackenzie, que comanda uma mistura de drama, crime e western familiar em uma fazenda do Texas, e Garth Davis, responsável por um drama familiar sobre um garoto que decide ir atrás da família que o perdeu 25 anos atrás.
MELHOR ATRIZ
Amy Adams (A Chegada)
Emma Stone (La La Land: Cantando Estações)
Isabelle Huppert (Elle)
Meryl Streep (Florence: Quem é Essa Mulher?)
Natalie Portman (Jackie)
O que pode acontecer: Meryl Streep ficar de fora para entrar Emily Blunt (A Garota no Trem). Difícil saber até que ponto o Oscar So White do ano passado afetou os votantes (se conscientizou a Academia, pode surgir Ruth Negga com Loving), mas, pelas contas de outros prêmios, Emily Blunt está na frente como uma possível surpresa. Pena que por um filme tão ruim (e por uma indicação atrasada que deveria ter vindo por Sicario: Terra de Ninguém). Ainda assim, é improvável Meryl ficar de fora, principalmente depois do discurso no Globo de Ouro, que foi decisivo para a atriz se firmar em visibilidade entre as cinco finalistas.
MELHOR ATOR
Andrew Garfield (Até o Último Homem)
Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar)
Denzel Washington (Um Limite Entre Nós)
Ryan Gosling (La La Land: Cantando Estações)
Viggo Mortensen (Capitão Fantástico)
O que pode acontecer: Viggo Mortensen ou Ryan Gosling não emplacarem. Ambos foram lembrados em todos os grandes prêmios até aqui, mas é importante lembrar: Viggo tem um papel contido demais em comparação ao que o Oscar normalmente costuma reconhecer e Ryan tem a maldição de homens em musicais para quebrar (recentemente, Richard Gere não emplacou indicação por Chicago, assim como Ewan McGregor por Moulin Rouge!). O que beneficia ambos é o fato da disputa não estar acirrada, abrindo margem apenas para Joel Edgerton ser lembrado por Loving ou, mais remotamente, para Tom Hanks dar a volta por cima no Oscar com Sully: O Herói do Rio Hudson.
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Michelle Williams (Manchester à Beira-Mar)
Naomie Harris (Moonlight: Sob a Luz do Luar)
Nicole Kidman (Lion: Uma Jornada Para Casa)
Octavia Spencer (Estrelas Além do Tempo)
Viola Davis (Um Limite Entre Nós)
O que pode acontecer: quase nada, visto que essa é a categoria aparentemente mais fechada entre as quatro de atuação. A seleção acima se repetiu basicamente em todas as listas divulgadas até aqui, o que deixa as cinco candidatas consolidadas na disputa. Em uma jogada de azar, chutaria como surpresa Nicole Kidman sendo novamente esquecida (lembram do ano de Obsessão?) para que Janelle Monáe entre aos 45 de segundo tempo. Lembrando que Monáe está em dois filmes que figuram nas bolsas de apostas: Estrelas Além do Tempo e Moonlight: Sob a Luz do Luar e que sua inclusão pode fazer algo histórico (colocar quatro atrizes negras concorrendo em uma mesma categoria). Ou seja, resta, novamente, saber até que ponto o Oscar So White surtiu efeito.
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Aaron Taylor Johnson (Animais Noturnos)
Dev Patel (Lion: Uma Jornada Para Casa)
Jeff Bridges (A Qualquer Custo)
Lucas Hedges (Manchester à Beira-Mar)
Mahershala Ali (Moonlight: Sob a Luz do Luar)
O que pode acontecer: o Oscar realmente comprar a farsa que é Hugh Grant ser considerado coadjuvante por Florence: Quem é Essa Mulher? Mesmo que o desempenho do ator seja surpreendente na comédia dirigida por Stephen Frears, nada justifica a fraude. Indicado a todos os prêmios, Grant pode repetir o efeito Daniel Brühl em 2014, quando o ator alemão, após uma carreira figurando em todas as listas da temporada, não chegou ao Oscar de coadjuvante por Rush – No Limite da Emoção (ele também era protagonista em seu respectivo filme). E não vamos subestimar Aaron Taylor-Johnson, que ganhou um Globo de Ouro e, na semana seguinte, uma indicação ao BAFTA. A lembrança nesse segundo prêmio é particularmente sintomática, já que a academia britânica escolheu seus indicados antes do GG revelar seus vencedores.
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Capitão Fantástico
La La Land: Cantando Estações
Manchester à Beira-Mar
A Qualquer Custo
O Lagosta
O que pode acontecer: algumas surpresas, visto que a categoria de roteiro adaptado está muito mais acirrada do que a de original. Ainda assim, o ano parece de poucas alternativas até mesmo entre roteiros, o que pode ser reflexo do bom nível dos favoritos. Entre os originais, deixo de lado Jackie (que perdeu até o suposto fôlego que tinha para dar um segundo Oscar para Natalie Portman) para apostar em O Lagosta. A Academia costuma reservar uma ou mais vagas entre os roteiros para produções alternativas, então fica aí esse palpite.
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Animais Noturnos
A Chegada
Um Limite Entre Nós
Lion: Uma Jornada Para Casa
Moonlight: Sob a Luz do Luar
O que pode acontecer: uma substituição de Animais Noturnos por Estrelas Além do Tempo (representando a ala de escolhas mais tradicionais), Silêncio (se o filme de Martin Scorsese finalemente conseguir nascer nessa temporada) ou até mesmo Deadpool (que surpreendentemente foi indicado ao Writers Guild of America). O filme de Tom Ford é um verdadeiro mistério: enquanto o Globo de Ouro e, principalmente, o BAFTA caíram de amores pela história, o SAG não deu importância alguma – e isso é estranho, já que o ponto mais forte de Animais Noturnos é justamente o elenco. Fora isso, a categoria dá indícios de já estar fechada.