A trilha sonora de… A Estrada

Para quem não se lembra, a dupla Nick Cave e Warren Ellis fez a ótima trilha de O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford. Foram esnobados, injustamente, pelos grandes prêmios. Os compositores foram novamente deixados de lado com A Estrada. Só que, dessa vez, o absurdo foi maior, já que Cave e Ellis, realmente, fizeram um trabalho genial. Mas dá para levar a sério a lista do Oscar, que também ignorou a perfeita trilha de Direito de Amar?
A trilha sonora segue o estilo do filme – ou seja, não temos aqui uma sonoridade típica de filmes sobre o fim do mundo. As composições de A Estrada podem até ter os seus momentos de suspense, mas são, em sua grande parte, essencialmente dramáticas. Algumas, chegam até mesmo a arrepiar com tanta melancolia. As faixas The Road e The Far Road, ao utilizaram o triste piano, alcançam resultados fenomenais. É um álbum imperdível e que, desde já, fica, com muita segurança, entre os melhores do ano.
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01. Home
02. The Road
03. Storytime
04. The Cannibals
05. Water ad Ash
06. The Mother
07. The Real Thing
08. Memory
09. The House
10. The Far Road
11. The Church
12. The Journey
13. The Cellar
14. The Bath
15. The Family
16. The Beach
17. The Boy
A trilha sonora de… Alice no País das Maravilhas

Não sei se é porque Tim Burton pede ou se é porque o Danny Elfman gosta de fazer isso sempre que trabalha com o diretor. Mas, para mim, todas as trilhas dos filmes de Burton possuem o mesmo perfil. Não é diferente aqui em Alice no País das Maravilhas. Voltamos a ouvir aquele clima gótico, aquele coral presente no fundo de várias canções e os violinos rápidos para trazer agilidade e suspense.
Danny Elfman, que teve uma indicação ao Oscar do ano passado com Milk – A Voz da Igualdade, volta para o óbvio e realiza uma trilha que não passa do satisfatório. No entanto, tal afirmação não quer dizer que o compositor fica abaixo da média. O álbum é exatamente o que pode se esperar de uma trilha de um filme de Tim Burton. Basta pensar assim que você não vai se decepcionar com o resultado.
1. Alice’s Theme
2. Little Alice
3. Proposal/Down the Hole
4. Doors
5. Drink Me
6. Into the Garden
7. Alice Reprise #1
8. Bandersnatched
9. Finding Absolem
10. Alice Reprise #2
11. The Cheshire Cat
12. Alice and Bayard’s Journey
13. Alice Reprise #3
14. Alice Scapes
15. The White Queen
16. Only a Dream
17. The Dungeon
18. Alice Decides
19. Alice Reprise #4
20. Going to Battle
21. The Final Confrontation
22. Blood of the Jabberwocky
23. Alice Returns
24. Alice Reprise #5
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Últimas Trilhas Sonoras

A Single Man, por Abel Korzeniowski

Desde que Philip Glass nos trouxe um pedaço do paraíso com a trilha sonora de As Horas, nenhum outro compositor conseguiu chegar perto desse feito. Até agora. Abel Korzeniowski realizou um trabalho perfeito em Direito de Amar e conseguiu reproduzir muito dos feitos de Glass: com as composições, Korzeniowski encanta, emociona e ainda tem o poder de deixar qualquer um em plena admiração com o resultado desse álbum. É um trabalho de gênio e a não-inclusão no Oscar é uma das maiores palhaçadas já realizadas na categoria.

New Moon, por Alexandre Desplat

Podem falar mal de todos os aspectos de Lua Nova, mas que ninguém ouse criticar a trilha instrumental de Alexandre Desplat. Eu sei que a coletânea cheia de músicas cool chama mais a atenção, mas não dá pra ficar indiferente com mais um excelente trabalho de Desplat. Impressionante que, mesmo quando se envolve em projetos comerciais, ele nunca perde a sua essência. A música-tema (New Moon), por exemplo, é de verdadeira qualidade. Temos aqui, portanto, um álbum muito bem equilibrado e que merece ser apreciado.

The Boat that Rocked, por Vários

Sabe aquele tipo viciante de coletânea? Pois é, a de Os Piratas do Rock é assim. Transitando entre grandes nomes como Beach Boys, The Kinks, David Bowie, The Who e Jimi Hendrix, esse álbum é um dos mais empolgantes dos últimos tempos. É impressionante como tantas boas músicas foram parar em uma só trilha, que tem o poder de satisfazer todas as gerações que sabem reconhecer o que é música boa.

Nine, por Vários

Não foram as críticas negativas e muito menos a pavorosa bilheteria que me fizeram desacreditar completamente em Nine. O que me desestimulou foi a decepcionante trilha sonora. Dá pra contar nos dedos quais são as músicas interessantes. Ou seja, duas ou três. Temos a empolgação de Cinema Italiano (mais especificamente o remix, não a versão original) e a sensualidade de Take It All. Mas, a que mais me marcou foi My Husband Makes Movies. Na realidade, essa canção só passa a ter grande presença quando assistida no filme – culpa de Marion Cotillard, que a interpreta de forma emocionante. De resto, não dá para se envolver com as estranhas canções sem melodias sequer “cantáveis”.

Fantastic Mr. Fox, por Alexandre Desplat

Está longe de ser um dos melhores trabalhos de Desplat (e muito menos era a trilha dele que merecia ser reconhecida esse ano), mas é impossível não se encantar com a sinceridade de cada faixa. Todas são muito curtas (a maioria tem, em média, um minuto de duração) e o resultado soa rápido demais, como se não desse tempo de apreciar tudo o que se ouve. Portanto, é fundamental ouvir diversas vezes essa trilha que é muito querida, divertida e adorável.

Moon, por Clint Mansell

Ouvi pouca coisa de Clint Mansell, mas sempre fiquei muito impressionado com todas as trilhas dele. Não foi diferente com esse excepcional álbum de Lunar. Assim como o filme, Mansell vai do suspense para o drama em questão de segundos, mas sempre fazendo tudo isso de forma muito habilidosa. É de arrepiar a melancolia de algumas passagens como a de Memories (Someone We’ll Never Know) e a intensidade de tantas outras. Verdade que, em determinados momentos, o álbum começa a se repetir, mas nada que apague o brilho desse ótimo resultado.
As melhores composições de 2009

Esse foi um ano muito forte para as trilhas sonoras. Portanto, resolvi fazer uma lista das melhores composições do ano. Eu, que sou um apaixonado e viciado por trilhas, fiquei encantado com cada uma das composições citadas abaixo. Esse post, também, já é uma prepapração para a lista de melhores do ano do Cinema e Argumento, que começará em breve. E lembrando que todas as composições dessa lista são puramente instrumentais.
A.R. Rahman – “Mausam & Escape”, from Slumdog Millionaire
Alberto Iglesias – “Final y a Ciegas”, from Los Abrazos Rotos
Alexandre Desplat – “Postcards”, from The Curious Case of Benjamin Button
Alexandre Desplat – “Benjamin and Daisy”, from The Curious Case of Benjamin Button
Alexandre Desplat – “Sunrise on Pontchartrain”, from The Curious Case of Benjamin Button
Alexandre Desplat – “Casino de Deauville”, from Coco Avant Chanel
Alexandre Desplat – “Julia’s Theme”, from Julie & Julia
Clint Eastwood – “Main Title”, from Changeling
Hans Zimmer – “503”, from Angels & Demons
Hans Zimmer – “Watergate”, from Frost/Nixon
Howard Shore – “Doubts”, from Doubt
James Newton Howard – “War”, from Duplicity
Michael Giacchino – “Memories Can Weigh You Down”, from Up
Michael Giacchino – “Stuff We Did”, from Up
Nico Muhly – “Go Back to Your Friends”, from The Reader
Nicholas Hooper – “Harry & Hermione”, from Harry Potter and the Half-Blood Prince
Nicholas Hooper – “Farewell, Aragog”, from Harry Potter and the Half-Blood Prince
A trilha sonora de… Duplicidade

O ano pode até estar sendo fraquíssimo para o cinema (só eu tenho essa impressão?), mas é incrível como temos tantas trilhas sonoras marcantes em 2009. Vamos a alguns exemplos. Alexandre Desplat vem com nada menos que quatro excelentes trilhas (O Curioso Caso de Benjamin Button, Chéri, Coco Antes de Chanel e Julie & Julia). Nicholas Hooper se superou em Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Michael Giacchino arrasou em Up – Altas Aventuras. A.R. Rahman – apesar da trilha que não me convence muito – trouxe uma sonoridade extremamente dançante para Quem Quer Ser Um Milionário? Nico Muhly se mostrou uma das revelações do ano por seu trabalho em O Leitor. E por aí vai…
Como se não bastasse todos esses trabalhos maravilhosos, ainda temos o mestre James Newton Howard em dois momentos inspirados. O primeiro é em Um Ato de Liberdade (que lhe deu uma indicação ao Oscar) e o segundo é nesse álbum de Duplicidade. A trilha que Howard produziu para o longa-metragem de Tony Gilroy é uma das mais refrescantes do ano, com sonoridades muito empolgantes, condizendo com todo o clima descontraído da história entre Julia Roberts e Clive Owen. O filme pode até ser detestado por alguns, mas é inegável que a parte sonora é um dos pontos altos do filme. Quem ainda não conhece, procure conhecer!
1. War
2. Following Claire
3. Security Meeting
4. Split To Rome
5. Tully’s Letter
6. The Ghost
7. Rome Hotel
8. Back To The Unit
9. Split To London
10. The Frame Up
11. Split To Miami
12. Miami Hotel
13. Share My Fire
14. Bench Mark
15. Safe House
16. Split To Cleveland
17. The Formula
18. San Diego Airport
19. A Cream Or a Lotion?
20. Airport Love
21. The Real Setup
22. Played
23. Duplicitá a Due
24. Being Bad
http://rapidshare.com/files/260268835/James_Newton_Howard-Duplicity-OST_CD-2009-OBC.rar
02. Following Claire
03. Security Meeting
04. Split to Rome
05. Tully’s Letter
06. The Ghost
07. Rome Hotel
08. Back to the Unit
09. Split to London
10. The Frame Up
11. Split to Miami
12. Miami Hotel
13. Share My Fire
14. Bench Mark
15. Safe House
16. Split to Cleveland
17. The Formula
18. San Diego Airport
19. A Cream or a Lotion?
20. Airport Love
21. The Real Setup
22. Played
23. Duplicitá a Due
24. Being Bad (performed by Bitter:Sweet)