Cinema e Argumento

Melhores de 2008 – Filme

1walle

WALL-E, de Andrew Stanton

“Comunica milhões de palavras e sentimentos, carregada de uma irretocável atmosfera de cinema genuíno.” Wally, do Cine Vita

Vitórias (3): Filme, Roteiro Original e Edição/Mixagem de Som

Outras indicações (4): Direção, Montagem, Trilha Sonora, Canção Original

2ato

Desejo e Reparação, de Joe Wright

“Joe Wright confirma seu imenso talento. Cada cena de Desejo e Reparação é uma pequena obra de arte emoldurada por um elenco conduzido acertadamente pelo diretor.” Gustavo, do Fina Ironia

Vitórias (2): Roteiro Adaptado e Trilha Sonora

Outras indicações (8): Filme, Direção, Atriz Coadjuvante (2), Elenco, Figurino, Direção de Arte e Fotografia

3blind

Ensaio Sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles

“Um filme maravilhoso, único e que nos faz pensar durante um bom tempo após assisti-lo, repensar nossos valores e nossas atitudes.” Marcel, do Talking About Movies

Vitórias (1): Fotografia

Outras indicações (4): Filme, Roteiro Adaptado, Atriz e Trilha Sonora

4coun

Onde Os Fracos Não Têm Vez, de Joel e Ethan Coen

“É ao mesmo tempo sarcástico e realista, cru e inocente, que nas mãos de dois grandes cineastas pôde se transformar em um filme instigante e tenso.” Pedro, do Tudo é Crítica

Vitórias (2): Montagem e Ator Coadjuvante

Outras indicações (5): Filme, Direção, Roteiro Adaptado, Fotografia e Edição/Mixagem de Som

5dark

Batman – O Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan

“É a confirmação de um novo, mais maduro e realista Batman, do qual Nolan consegue passar tudo que um filme de herói precisa e muito mais.” Sérgio, do Blog dos Cinéfilos

Indicações (7): Filme, Ator Coadjuvante, Elenco, Trilha Sonora, Direção de Arte, Montagem e Edição/Mixagem de Som

6blood

Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson

“É um verdadeiro épico que nos invade com diálogos bem construídos e uma dualidade que permanece até os dias de hoje, entre o Capitalismo e a Religião, entre a Fé e a Razão.” Vinicius, do Sob a Minha Lente

Vitórias (2): Direção e Ator.

Indicações (3): Ator Coadjuvante, Roteiro Adaptado e Fotografia

7mamma1

Mamma Mia!, de Phyllida Lloyd

“Uma das sabias decisões da diretora estreante, Phyllida Lloyd foi render o filme aos pés de Streep. Extremamente carismática e provando que pique e fôlego não faltam, a atriz domina e encanta o filme inteiro“. Luciano, do A Sala

Vitórias (1): Atriz

Outras indicações (1): Direção de Arte

8mist

O Nevoeiro, de Frank Darabont

“O Nevoeiro não é só um bom suspense como também se distancia dos demais exemplares do gênero por uma abordagem distinta, aliada a um estudo interessante de personagens que se tornam mais complexos quando colocados em situações-limite.” Rafael, do Moviola Digital

Vitória (1): Atriz Coadjuvante

9her

Longe Dela, de Sarah Polley

“O que Polley demonstra é ser uma diretora de estilo único, a qual é marcada pelo olhar simples, maduro e sensível diante dos acontecimentos.” Kamila, do Cinéfila Por Natureza

Indicações (3): Atriz, Ator e Roteiro Adaptado

10savage

A Família Savage, de Tamara Jenkins

“Extremamente original e até usando referências cinematográficas, o texto transforma uma situação obviamente dramática em algo agradável. Obrigatório para todos que tem ou não uma família disfuncional.” Vinícius, do Blog do Vinícius

Indicações: Atriz, Ator e Roteiro Original

Os visitantas discordaram da escolha do Cinema e Argumento e elegeram Sangue Negro como o melhor filme de 2008. Abaixo, a opinião nos votantes na pesquisa realizada:

1. Sangue Negro (11 votos, 33%)

2. WALL-E (7 votos, 21%)

3. Desejo e Reparação (6 votos, 18%)

4. Batman – O Cavaleiro das Trevas (4 votos, 12%)

5. Onde Os Fracos Não Têm Vez (2 votos, 6%)

6. Ensaio Sobre a Cegueira (1 voto, 3%)

7. Mamma Mia! (1 voto, 3%)

8. O Nevoeiro (1  voto, 3%)

9. A Família Savage (0 votos, 0%)

10. Longe Dela (0 votos, 0%)

Melhores de 2008 – Direção

art11

Impressiona a facilidade como o diretor Paul Thomas Anderson consegue criar obras marcantes. Antes de Sangue Negro ele já tinha uma obra-prima do cinema dramático chamada Magnólia (ainda seu melhor filme) e com Sangue Negro ele alcançou o auge de sua maturidade atrás das câmeras. É até compreensível que o longa estrelado por Daniel Day-Lewis não tenha levado o Oscar na categoria principal – afinal, na minha opinião, não é uma produção de efeito imediato, que só fica melhor e mais admirável com o passar do tempo – mas foi uma heresia Paul Thomas Anderson não ter levado o prêmio por seu trabalho. Ele imprime um teor de épico surpreendente ao filme, com tomadas marcantes e uma segurança de arrepiar. Como já dito aqui no blog, não faço parte do grupo que vê o filme como um dos melhores da década e um trabalho impecável, mas foi impossível eu ficar indiferente a alguns aspectos maravilhosos de Sangue Negro. Vencedor do ano passado: Alejandro González Iñárritu (Babel).

•

Joe Wright (Desejo e Reparação)

joewrightEu até hoje fico me perguntando como o Jason Reitman foi indicado pela direção de Juno e Joe Wright não foi por Desejo e Reparação. Não querendo menosprezar o trabalho de Reitman, mas a direção de Wright era infinitamente mais impressionante e madura. Desejo e Reparação é um pacote de acertos e a direção é um dos principais pontos positivos. Não é nem por causa do maravilhoso plano-sequência que todo mundo fala, mas por causa do filme em si, muito bem arquitetado, filmado de maneira esplendorosa e com grande classe. Wright realiza cenas memoráveis e conduz o filme com muita paixão, sendo essa sua principal virtude ao filmar uma produção. Pena que não teve o merecido destaque.

Joel e Ethan Coen (Onde Os Fracos Não Têm Vez)

directjoetJoel e Ethan Coen realizaram um filme estranho. É meio difícil definir Onde Os Fracos Não Têm Vez. O que importa, na realidade, é que a produção funciona muito bem em todos os sentidos. Os irmãos Coen conseguem uma direção muito precisa, direta nas suas intenções – pouca coisa soa desnecessária. O mérito deles é que não é apenas na ação que eles apresentam maturidade mas também nas suas analogias de violência e na representação de seus personagens. Eles mudaram bastante desde Fargo – Uma Comédia de Erros e isso pode ser comprovado aqui. Joel e Ethan Coen podem até não ter realizado uma obra-prima (eu, ao menos, não vejo o filme como tal), mas entregaram um produto no mínimo interessante e com grandes qualidades positivas.

Andrew Stanton (WALL-E)

directandrewEu até que apreciava o trabalho de Brad Bird em Ratatouille, mas não o achei suficientemente merecedor para ficar entre os meus diretores finalistas do ano passado. Não pensava que outro diretor conseguisse chegar aqui, mas Andrew Stanton conseguiu realizar esse feito. Também não é pra menos, WALL-E é um desenho que impressiona com sua maturidade e com sua esplêndida técnica. Grande parte dos méritos vão para Stanton, que já realizou vários outros desenhos marcantes mas que encontrou no robozinho solitário o seu auge. Não é apenas por fazer um filme tecnicamente perfeito que ele acerta, Stanton conduz toda a história como se fosse um filme de verdade e mostra que já se passou o tempo que as animações podiam ser subestimadas.

Julian Schnabel (O Escafandro e a Borboleta)

schnabelO Escafandro e a Borboleta foi um filme que não me conquistou emocionalmente. Entretanto, me deixou impressionado com sua técnica. A fotografia e a montagem são excepcionais, pontos altos do filme. Mas também apreciei bastante o trabalho de Julian Schnabel atrás das câmeras, até porque acho que o problema do filme está apenas no roteiro. Schnabel percebeu a beleza do material que tinha em mãos e moldou um filme no mínimo interessante. Completamente magnético no visual e na técnica, O Escafanfro e a Borboleta teve sorte ao ser conduzido por um diretor tão bom como Schnabel. Pena que o filme não tenha me conquistado em um fator fundamental – o roteiro.

Os visitantes concordaram com a escolha do Cinema e Argumento e também elegeram Sangue Negro como o melhor na categoria. Abaixo, a preferência dos votantes na pesquisa realizada:

1. Paul Thomas Anderson – Sangue Negro (15 votos, 63%)

2. Joe Wright – Desejo e Reparação (4 votos, 17%)

3. Joel e Ethan Coen – Onde Os Fracos Não Têm Vez (2 votos, 8%)

4. Julian Schnabel – O Escafandro e a Borboleta (2 votos, 8%)

5. Andrew Stanton – WALL-E (0 votos, 0%)

Melhores de 2008 – Elenco

melhorelenco02

A Barcelona de Woody Allen é encantadora e charmosa. Assim também é o seu elenco, que transborda naturalidade em cada atuação. Seria clichê falar só do espetáculo arrasador de Penélope Cruz – que literalmente é a estrela absoluta quando está em cena – já que todos os atores do filme merecem elogios. A começar pela Vicky e pela Cristina do título. Rebeca Hall e Scarlett Johansson estão ótimas como o oposto um da outra. A primeira, correta e segura de seus princípios, a segunda ousada e sempre disposta a provar do novo. As duas se complementam, Rebeca com uma atuação inteligente e Scarlett com sua beleza que hipnotiza. Javier Bardem, a sortuda figura masculina no meio de tantas belas mulheres, é outro que aplica incrível naturalidade ao seu personagem, que soa verossímil em todos os momentos. Por mais que a estrela do filme seja mesmo Penélope Cruz e sua Maria Elena, seria uma grande bobagem ignorar o talento de todos os atores que estão presentes no iluminado elenco. No setor dos coadjuvantes ainda temos a sempre ótima Patricia Clarkson e o Chris Messina de Six Feet Under. Vencedor do ano passado: Bobby.

•

melhchegChega de Saudade / Fica bem evidente que os desempenhos de Chega de Saudade são resultado de um trabalho conjunto. Nenhum dos atores se destaca mais individualmente, já que a impressão que o filme transmite é que a qualidade vem do grupo. Também não é para menos, temos excelente seleção de veteranos atores das mais variadas origens – cômicas e dramáticas. É por causa deles que o longa funciona tão bem.

melhdesDesejo e Reparação / São muitos os destaques no elenco de Desejo e Reparação. Unindo rostos promissores e outros já conhecidos do público, o longa de Joe Wright prima por ter um elenco que dá completa verossimilhança para a bonita história de amor que é contada. Ninguém soa deslocado e ainda o conjunto tem a felicidade de ter algumas aparições que causam surpresa – em especial Vanessa Redgrave, no último ato do longa.

batman21Batman – O Cavaleiro das Trevas / É um grande mérito quando um filme baseado em quadrinhos consegue fazer um excelente trabalho com o elenco. Batman – O Cavaleiro das Trevas é um exemplo de como se conduzir os atores nesse tipo de história. Ninguém está com excessos e cada figura convence a cada minuto. E não apenas Ledger, mas Aaron Eckhart e Gary Oldman estão em presenças maravilhosas.

castburnQueime Depois de Ler / Ultimamente eu tenho ficado mais satisfeito com os resultados que as comédias apresentam em seus elencos. Queime Depois de Ler é um dos melhores exemplos desse ano de como uma comédia pode ser extremamente prazerosa quando os atores estão em plena simpatia. Todos entenderam a proposta do roteiro e parecem muito a vontade, entrando no espírito cômico do longa.

Os visitantes concordaram com a escolha do Cinema e Argumento e também elegeram Vicky Cristina Barcelona como o melhor na categoria. Abaixo, a preferência dos votantes na pesquisa realizada:

1. Vicky Cristina Barcelona (9 votos, 38%)

2. Queime Depois de Ler (6 votos, 25%)

3. Desejo e Reparação (4 votos, 17%)

4. Batman – O Cavaleiro das Trevas (4 votos, 17%)

5. Chega de Saudade (1 voto, 4%)

Melhores de 2008 – Atriz

art01

Meryl Streep já podia muito bem estar aposentada. Sério, a mulher tem uma carreira impecável, milhões de prêmios, é uma unânimidade e já fez tudo que é tipo de filme. Se não bastasse um grande sucesso chamado O Diabo Veste Prada (que, convenhamos, tem quase todo seu encanto na figura da atriz) que lhe rendeu mais uma indicação ao Oscar, ela inventou de soltar a voz em um musical. Em Mamma Mia! surpreendeu mais uma vez – parece ter ficado dez anos mais jovem, canta de forma exemplar e sabe os tons certos de sua atuação. Presente maravilhoso dessa grande atriz. Normalmente não costumo dar muito destaque para interpretações comédia/musical, mas fui completamente conquistado por essa sua aparição, onde novamente conseguiu ser a grande estrela de um filme totalmente simples e descontraído. É por momentos como em que canta The Winner Takes It All, que a escolho como a melhor atriz de 2008. E, sim, podem criticar a minha escolha! Hahaha. VITÓRIAS ANTERIORES: Melhor Atriz Coadjuvante em 2006 por O Diabo Veste Prada. INDICAÇÕES ANTERIORES: Melhor Atriz Coadjuvante em 2006 por A Última Noite e Melhor Atriz Coadjuvante em 2007 por Leões e Cordeiros.

•

Julianne Moore, como a “Mulher do Médico”, em Ensaio Sobre a Cegueira

juliannemooreA bela Julianne Moore teve um grande retorno com Ensaio Sobre a Cegueira. O que justamente me conquistou em seu trabalho foi que a abordagem que atriz deu ao papel foi totalmente diferente da que eu imaginava. Ela não se aproveita de cenas mais intensas para demonstrar seu talento (e poderia muito bem fazer isso), conquista com baixos tons de voz e olhares significativos. Como a única pessoa que enxerga no meio de um manicômio cheio de cegos, Julianne conseguiu segurar o filme durante o tempo inteiro. Considero sua atuação até um pouco subestimada, já que outros aspectos do longa foram mais destacados e pouco se falou dela. Ela pode até não ter uma carreira exemplar nos últimos tempos, mas sabe acertar muito bem quando quer. O seu trabalho aqui é um exemplo disso.

Laura Linney, como Wendy Savage, em A Família Savage

lauralinneyLaura Linney faz parte daquele grupo de atores que “um dia vai ganhar Oscar”, composto também por Kate Winslet e Johnny Depp. Extremamente versátil, Linney achou em A Família Savage o melhor desempenho de sua carreira. Certamente é o papel mais complexo que ela já enfrentou, e também o mais dramático. Por mais que ela atue ao lado de outro grande ator do mesmo calibre que ela (Philip Seymour Hoffman, de Capote), não se intimidou, e até levou Hoffman para o escanteio. Pena que o filme não teve a repercussão que merecia e que muita gente enxergue o trabalho de Linney nesse filme como “convencional”. O papel não tem nada de muito “difícil” se comparada aos outros desempenhos desse ano, mas é por fazer muito com pouco que Linney teve marcante atuação.

Julie Christie, como Fiona Anderson, em Longe Dela

juliechristieÉ certo que Longe Dela é um dos melhores filmes já feitos sobre o mal de Alzheimer, mas Christie fica um pouco aquém das concorrentes da lista justamente por não possuir a “emoção” da trama – que está concentrada na real figura protagonista do longa, o marido Grant, interpretado por Gordon Pinsent. Contudo, é praticamente impossível resistir ao charme da atriz. Envelheceu lindamente, mantendo grande elegância. Na realidade ela não consegue maiores momentos no filme e molda sua personagem de forma muito singela, mas por isso mesmo sincera. Sua interpretação é cheia de méritos sim, especialmente por causa da presença de Christie, que hipnotiza com sua naturalidade ao proferir palavras e encanta com suas expressões de uma grande veterana.

Cate Blanchett, como rainha Elizabeth I, em Elizabeth – A Era de Ouro

cateblanchettMuita gente vai me apedrejar por acrescentar a Cate Blanchett nessa lista, especialmente porque quase ninguém gostou de A Era de Ouro. Mas como bem a minha crítica disse, sou um defensor do filme e especialmente de Blanchett. Óbvio que não posso negar que a rainha Elizabeth dela é calcada em imitações visíveis e até em alguns exageros; porém, por alguma razão misteriosa, Blanchett encanta toda vez que entra em cena e cada minuto dela é um sopro de frescor a um longa um pouco sem vida. O que também vale ressaltar é que Blanchett se beneficiou bastante por causa do roteiro, que dessa vez preferiu dar um tom mais humano para a personagem. INDICAÇÕES ANTERIORES: Melhor Atriz Coadjuvante em 2007 por Notas Sobre Um Escândalo.

Os visitantes concordaram com a escolha do Cinema e Argumento e também elegeram Mamma Mia! como o melhor na categoria. Abaixo, a opinião dos votantes na pesquisa realizada.

1. Meryl Streep – Mamma Mia! (8 votos, 32%)

2. Julianne Moore – Ensaio Sobre a Cegueira (6 votos, 24%)

3. Laura Linney – A Família Savage (6 votos, 24%)

4. Julie Christie – Longe Dela (5 votos, 20%)

5. Cate Blanchett – Elizabeth: A Era de Ouro (0 votos, 0%)

Melhores de 2008 – Roteiro Adaptado

art10

Tem gente que pode criticar bastante o trabalho realizado no roteiro adaptado de Desejo e Reparação. Alguns alegam que o segundo ato da história é monótono, enquantro outros partilham da idéia de que o longa é apenas um previsível resgate de um tipo de história romântica que o cinema não trabalha nos dias de hoje. Bobagem, Desejo e Reparação é uma das mais marcantes histórias de amor do cinema contemporâneo. O roteirista Christopher Hampton criou um roteiro muito maduro e cuidadoso, cheio de poesias simbólicas e sobre como uma determinada análise equivocada pode destruir a realidade. É por conter tantos aspectos bonitos em sua estética narrativa que o filme de Joe Wright se consolida como o dono do melhor roteiro adaptado desse ano. Vencedor do ano passado: Notas Sobre Um Escândalo.

•

adacounOnde Os Fracos Não Têm Vez / Pode ser considerado um relato de ação sobre os riscos de como se enfrentar um mal desconhecido. Também pode ser um drama que discursa sobre a insanidade dos seres humanos. Outra análise possível é como a violência evolui exponencialmente nos dias atuais. O roteiro é cheio de múltiplas análises e funciona em todas elas. E essa é sua grande qualidade.

adablindEnsaio Sobre a Cegueira / Adaptação cuidadosa da obra de mesmo nome de José Saramago. Sem dúvida a história é restrita e o tratamento que ela recebe é difícil, mas o roteiro consegue o feito de transformar tudo em um produto de excelente qualidade e que tem o poder de despertar diversos sentimentos em seus espectadores. Para uma obra que era considerada impossível de se adaptar, temos um grande trabalho.

adaherLonge Dela / Está nessa lista justamente por representar a impressionante maturidade de uma jovem chamada Sarah Polley, que fez maravilhas com um conto limitadíssimo e falou lindamente sobre assuntos profundos. A história de amor aqui é diferente das que estamos costumados a assistir e o roteiro fala exatamente sobre o ponto forte do enredo – como o amor sobrevive através do tempo, da memória e de nossos sentimentos.

adabloodSangue Negro / Ambição, fé e princípios éticos são discutidos no texto usado em Sangue Negro, que foi baseado em uma obra literária chamada Oil! Por mais que estenda sua história em diversos momentos, o roteiro já é cheio de momentos inesquecíveis e cenas antológicas. Sem falar, claro, da imensa dimensão psicológica proporcionada a cada figura do grande filme de Paul Thomas Anderson.

Os visitantes discordaram da escolha do Cinema e Argumento e elegeram Ensaio Sobre a Cegueira como o melhor na categoria. Abaixo, a preferência dos votantes na pesquisa realizada:

1. Ensaio Sobre a Cegueira (6 votos, 38%)

2. Sangue Negro (5 votos, 31%)

3. Desejo e Reparação (4 votos, 25%)

4. Onde Os Fracos Não Têm Vez (1 voto, 6%)

5. Longe Dela (0 votos, 0%)