CineCast

Depois de um bom atraso, venho divulgar aqui no blog o primeiro CineCast feito por mim, pelo Alex (Cine Resenhas), pelo Luciano (A Sala) e pelo Wally (Cine Vita). Com o intuito de ser produzido mensalmente, o CineCast tem como objetivo discutir alguns dos principais assuntos da sétima arte de forma descontraída e divertida. Já fico saber que o formato agradou o público e isso nos motiva bastante para a próxima edição. Lembrando que o público também pode contribuir com o CineCast mandando um e-mail com sua crítica, sugestão ou elogio. O nosso sucesso depende de vocês. Para ouvir a primeira edição, clique aqui.
Meme Musical
1) colocar o music player no shuffle.
2) postar a primeira linha das primeiras 25 músicas.
3) riscar a música da lista quando alguém acertar o artista e a faixa.
4) para quem for tentar adivinhar, procurar as letras não vale.
5) quem gostou, fique à vontade para postar também.
1. “Sing and I will hear you, no matter where you are”
Angela Little – By The Boab Tree (Kau)
2. “Love me, love me, say you do”
3. “Well, I can’t tell you where I’m going”
Dolly Parton – Travelin’ Thru (Vinícius P.)
4. “I will be the answer, at the end of the line”
Sarah McLachlan – Answer (Wally)
5. “Que bonitos ojos tienes debejo de esas dos cejas”
Chingon – Malagueña Salerosa (Peter)
6. “Não vejo mais você faz tanto tempo”
Caeatano Veloso – Você Não Me Ensinou a Te Esquecer (Marcel)
7. “Why do I have to fly over every town up and down the line?”
Keane – A Bad Dream (Dikssia)
8. “Desculpe estou um pouco atrasado”
Nando Reis – Por Onde Andei (Vinícius P.)
9. “My Lord, I have read this book so many times”
M.J. Blige e Aretha Franklin – Never Gonna Break My Faith (Vinícius P.)
10. “Não sei porque, insisto tanto em te querer”
Fagner – Deslizes (Marcel)
11. “Some day, when I’m awfully low”
Frank Sinatra – The Way You Look Tonight
12. “Mil acasos me levam a você”
Skank – Mil Acasos (Marcel)
13. “Help, I have done it again”
Sia – Breathe Me (Vinícius P.)
14. “I was dancing when I was twelve”
T. Rex – Cosmic Dancer (Vinícius P.)
15. “Acabei com tudo, escapei com vida”
Maria Bethânia – Fera Ferida (Peter)
16. “I can’t see why people look at me and only see the color of my face”
Elijah Kelly – “Run and Tell That” (André Luiz
17. “All my bags are packed, ready to go”
John Denver – Leaving On a Jet Plane (Peter)
18. “Why you wanna tell me how to live my life?”
Bon Jovi – Have a Nice Day (Kau)
19. “Whenever I come back, the air on railroad is making the same sounds”
Death Cab For Cutie – A Movie Script Ending (Kau)
20. “Feeling in your kiss, I can see you in the stars”
David Guetta – Stay (Kau)
21. “I swapped my innocence for pride”
Franz Ferdinand – Walk Away (Kau)
22. “There’s a light in you, I have fallen into”
23. “So, while I’m turning in my sheets”
Same Mistake – James Blunt (Marcel)
24. “Think I’m stranded but I don’t know where”
25. “There is a town in north Ontario”
Neil Young – Helpless (Luciano)
Road To The Oscars – Brasil, o País do Carnaval (definitivamente!)

De vez em quando, o Brasil (mais necessariamente a emissora Globo) inventa que tem cultura – faz umas minisséries de caráter teatral (Hoje é Dia de Maria e, mais recentemente, Capitu), aposta em estrangeirismos nas suas novelas (a recente Caminho das Índias) e até inventa nas suas dramaturgias que curtas brasileiros, como A Batalha da Portelinha, vencem o Oscar.
O problema é que a Globo não sabe mostrar que o nosso país tem cultura quando consegue a oportunidade de mostrar isso. Fato que comprova essa idéia é o total descaso da emissora com a maior festa do cinema. Respeito a opinião de darem cobertura total ao Carnaval – já que é o grande evento que nos representa no exterior – mas não consigo entender o egoísmo da emissora de simplesmente comprar os direitos do Oscar, não transmitir a festa e estarem completamente alheios ao público que aguardam ansiosamente a produção.
Já não é de hoje que a Globo faz isso. Em anos anteriores, cortavam um belo pedaço da festa para transmitir o milésimo Big Brother Brasil que estava em andamento. Não deixavam de exibir nenhum programa e todo o domingo acontecia como se nada estivesse acontecendo. O Oscar é, para eles, algo idiota. O que eles gostam é de encher o peito e dizer que somente eles têm os direitos de transmissão na TV aberta.
Nós, cinéfilos de TV aberta, saimos perdendo. Vamos ver a Beija-Flor ser campeã pela centésima vez (e sendo a última escola a desfilar, como sempre), muito samba e famosos inuteis abanando para o público em cima de um carro alegórico que corre o risco de empacar ou pegar fogo antes de entrar na Sapucaí. A cultura do Brasil é essa, a do carnaval. Cultura que nunca me conquistou e que sempre achei fútil. Culpa de quem? Da Globo, egoísta e indiferente na hora de tomar suas decisões.
# Antes que alguém me acuse de plágio, aviso que já tinha esse post pronto antes do Pablo Villaça, do Cinema em Cena, publicar o dele. O assunto é o mesmo e a opinião também.
Últimas Trilhas Sonoras

Slumdog Millionaire, por A. R. Rahman
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É estranho como a trilha sonora de Quem Quer Ser Um Milionário? soa mais como uma coletânea do que como uma composição original. Talvez por ter um grande número de canções cantadas e não apenas instrumentais. Confesso que tenho um pouco de relutância com trilhas desse tipo, mas não conseguir se cativar com o trabalho de A.R. Rahman é impossível. Todo o trabalho tem um clima animador, até mesmo aquelas canções que são puramente de instrumentos. Ainda que pareça mais um produto musical do que cinematográfico, a trilha de Quem Quer Ser Um Milionário? é uma das mais originais que surgiram nos últimos tempos. Agora, se merece Oscar é uma história completamente diferente… Destaque, claro, para Jai Ho.

The Reader, por Nico Mulhy
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Essa é a trilha mais injustiçada da temporada 2009 de prêmios. Nico Muhly realizou um grande trabalho no álbum de The Reader. O resultado funciona muito bem dentro do filme do Stephen Daldry e também fora dele. Assemelhando-se um pouco com o trabalho de Philip Glass, a trilha do longa é díficil de definir – não é triste nem contundente. Tem uma característica própria, talvez sutileza. Nenhuma faixa cai no exagero e todas são bem interessantes do ponto de vista auditivo. Merecia mais reconhecimento por não ser um simples trabalho. É Muhly dando um tom muito competente para o longa e realizando um trabalho bem satisfatório para os ouvidos dos espectadores.

The Curious Case Of Benjamin Button, por Alexandre Desplat
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Eu já estava começando a desconfiar que Alexandre Desplat era uma enganação. Depois de ter aparecido no Oscar, nunca mais realizou um trabalho sequer interessante. Contudo, voltou a me conquistar com essa bela trilha de O Curioso Caso de Benjamin Button – que, possivelmente, é a minha favorita na corrida para o Oscar. O mais interessante dess álbum é que, além de apresentar as maravilhosas técnicas do compositor, cria faixas muito memoráveis. A melancolia é algo constantemente presente, especialmente em passagens como Benjamin And Daisy e Some Things Last. Desplat entendeu a sutileza dramática da jornada do curioso Benjamin Button e realizou um produto à altura da qualidade técnica do filme de Fincher.

Doubt, por Howard Shore
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Não sou grande fã do compositor Howard Shore, mas acho seu trabalho como compositor satisfatório. É o caso dessa trilha de Dúvida, que pode até não ser grandiosa e original, mas ao menos não peca em cometer exageros. O problema é que nada é exatamente marcante, nem a música-tema. Tudo correto e satisfatório – não impressiona nem incomoda. As faixas são relativamente curtas e não ficam mais compridas do que deveriam. Sem dúvida é um trabalho satisfatório de Shore, mas que poderia ter recebido uma cotação bem maior se o compositor não tivesse medo de ousar.

Burn After Reading, por Carter Burwell
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Carter Burwell é um compositor muito interessante. Desde que fez uma bela trrilha para A Pele, venho acompanhando atentamente os seus trabalhos. Em Queime Depois de Ler, ele realiza um álbum inusitado e que funciona por causa dessa característica. Algumas canções são propositalmente exageradas (condizendo com alguns tons narrativos do longa) – como Earth Zoom In e Earth Zoom Out – enquanto outras tentam achar um tom mais sério (mas ainda assim bizarro), a exemplo de Linda Looks For Love. Burwell segue o mesmo caminho dos irmãos Coen no longa – o resultado tem algumas falhas, mas é divertido.

Changeling, por Clint Eastwood
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Sempre gosto das composições de Clint para seus filmes. Acho que elas se tornam memoráveis em alguns casos, por causa das lindas melodias. O problema é quando eu vou ouvir o cd separadamente. Não consigo ficar tão satisfeito e as faixas me parecem repetitivas demais, sem inspiração. O mesmo aconteceu em Menina de Ouro, que era um lindo trabalho mas que em disco era uma enrolação sem fim. A trilha de A Troca tem momentos bem interessantes, mas resulta previsível como todos os outros trabalhos do diretor nas trilhas.
uma estréia nada revolucionária

Hoje entrou em cartaz o longa Foi Apenas Um Sonho, de Sam Mendes. O filme já foi avaliado pelo Cinema e Argumento, que não achou o resultado empolgante. Enfim, só uma citação para relembrar que o filme já passou aqui no blog. Para ler a opinião, clique aqui.
ps: essa foto aí não lembra As Horas?