Katy Perry: Part of Me

Direção: Dan Cutforth e Jane Lipsitz

EUA, 2012, Documentário, 93 minutos

Sinopse: Documentário em 3D sobre a cantora Katy Perry, abordando o início de sua trajetória musical como cantora gospel até se tornar um dos maiores ícones da música pop. Trata ainda de seu relacionamento e divórcio com o ator Russel Brand.

Quem gosta de Katy Perry certamente encontrará momentos de diversão no documentário Katy Perry: Part of Me, exibido nos cinemas em versão 3D. E não é para menos: dona de irresistíveis hits pop como I Kissed a GirlFireworkHot ‘n’ Cold, a estadunidense tem um repertório de dar inveja em muita gente. Não à toa, bateu recordes com seu segundo disco, Teenage Dream, tornando-se a primeira artista a ter alcançado o primeiro lugar das paradas de sucesso com cinco singles de um mesmo álbum – façanha que nem Elvis Presley ou Beatles conseguiram. Portanto, entrar no mundo colorido de Katy Perry nesse documentário dirigido por Dan Cutforth e Jane Lipsitz empolga nos momentos musicais. No entanto, como retrato de uma cantora, falha por cair no velho e manjado discurso da humilde garota sonhadora que sempre sonhou ser uma pop star.

Apesar dos recordes que alcançou, Katy Perry não tem uma carreira extensa. E muito menos polêmicas, grandes acontecimentos ou trajetória cheia de experiências que a coloquem em um patamar de outras divas como Madonna e Kylie Minogue. Por isso, em termos de relatos e conteúdo, Katy Perry: Part of Me é bastante frustrante. Tudo que é contado por fãs, amigos e pela própria cantora não é nada que não pudéssemos encontrar em qualquer entrevista de Perry com um bom jornalista, por exemplo. Passando por todas as fases da vida da cantora, desde quando era uma jovem cantora gospel, sua dolorosa separação com o Russel Brand e seus momentos nos palcos e fora deles, o documentário encontra seu maior problema não na forma como executa tudo, mas sim na falta de material – o que deixa evidente que Katy Perry: Part of Me é prematuro. A cantora ainda não tem background pra sustentar um longa. Pelo menos não até agora.

É por cair em discursos convencionais – e que, claro, tiram o empolgante ritmo das canções de sua intérprete – que esse documentário-musical não consegue ir além de um mero produto dirigido aos fãs. E quando me refiro a eles, falo dos fãs de verdade, aqueles que realmente estão dispostos a ir ao cinema e pagar o preço abusivo do 3D para conferir mais sobre a cantora. Eu, como apenas simpatizante – e não grande entusiasta – das músicas de Perry, conferi tudo sem grandes expectativas e, mesmo assim, senti falta de maior personalidade no longa de Cutforth e Lipsitz. Do jeito que ficou, se fosse para ver a cantora nas telas de cinema, que fosse, então, como o registro de Kylie Minogue em Aphrodite: Les Folies: a turnê em questão na íntegra, com um excelente uso do 3D e que trouxesse empolgação do início ao fim. Nem Kylie, que tem 25 anos de carreira, resolveu fazer um documentário sobre sua vida. Perry deveria ter seguido o mesmo rumo. Com certeza, seria mais animador.

FILME: 6.0

2 comentários em “Katy Perry: Part of Me

  1. Não entendo essa onda recente de documentários sobre essas personalidades musicais da cena pop…. Como não gosto de Katy Perry, não assistiria a este filme.

  2. Eu honestamente não assistiria ao documentário, não apenas porque não acompanhar a carreira dela, como também por conhecer poucas músicas e não simpatizar com elas. Assim, acho que eu verdadeiramente não me entreteria de modo algum.

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