Na coleção… Coisas Belas e Sujas

Aprecio demais a carreira do diretor Stephen Frears. Não só os seus trabalhos com a realeza (Ligações Perigosas e A Rainha são ótimos), mas também aqueles pequenos filmes como Coisas Belas e Sujas. Essa produção estrelada por Chiwetel Ejiofor e Audrey Tautou recebeu, inclusive, uma indicação ao Oscar de melhor roteiro original. Nomeação merecida, uma vez que Coisas Belas e Sujas é um filme bem amarrado e que nunca perde o ritmo.

O enredo é o seguinte: o nigeriano Okwe (Chiwetel Ejiofor) está vivendo ilegalmente na Inglaterra, assim como a turca Senay (Audrey Tautou) também tem seus problemas com a legalização de sua permanência no país. Os dois estão tendo um romance e trabalhando no hotel Baltic. Uma noite, Okwe descobre o mercado de tráfico de órgãos, onde os “doadores” cedem, por exemplo, um rim para conseguir passaporte para outro país. Okwe e Senay, então, começam a se envolver cada vez mais nesse perigoso mundo clandestino para conseguir suas respectivas legalizações.

Com uma premissa dessas, diretores mais inexperientes poderiam cair no lugar-comum ou, então, criar uma história completamente irregular. Sorte que Stephen Frears foi certeiro no tom de denúncia e ainda conseguiu criar um filme que tem vários momentos de tensão e suspense. O ponto forte de Coisas Belas e Sujas é o roteiro, que tem a notável habilidade de ser eficiente sem nunca perder as rédeas. Esse é um trabalho pequeno e sem grandiosidades, mas que deve conquistar muita gente com o ótimo resultado. Só resta saber se todos vão querer embarcar nessa história que, de certa forma, é desconfortável e traz uma visão mais “negativa” de Londres.

FILME: 8.0


7 comentários em “Na coleção… Coisas Belas e Sujas

  1. Também aprecio bastante a carreira do Frears, só não acho esse filme tão maravilhoso, mas tem seus bons momentos, como na cena mais ao final quando eles entregam o órgão ao contrabandista.

  2. Isabel, certamente =)

    Kamila, eu também lembrava pouco da história, mas sempre tenho na memória a forma eficiente como esse filme desenvolve os fatos…

    Acauã, procurei no IMDb e não consta nada na filmografia da Marion sobre esse filme =S

    Kahlil, eu também!

  3. Stephen Frears é um diretor do qual gosto muito e essa obra dele é bem interessante, mas acho que conta um pouco contra ela o fato de eu lembrar pouco sobre a história do filme… Teu texto foi bom nesse sentido! :) Então, acho que não teria esse longa na minha coleção!

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