
Aprecio demais a carreira do diretor Stephen Frears. Não só os seus trabalhos com a realeza (Ligações Perigosas e A Rainha são ótimos), mas também aqueles pequenos filmes como Coisas Belas e Sujas. Essa produção estrelada por Chiwetel Ejiofor e Audrey Tautou recebeu, inclusive, uma indicação ao Oscar de melhor roteiro original. Nomeação merecida, uma vez que Coisas Belas e Sujas é um filme bem amarrado e que nunca perde o ritmo.
O enredo é o seguinte: o nigeriano Okwe (Chiwetel Ejiofor) está vivendo ilegalmente na Inglaterra, assim como a turca Senay (Audrey Tautou) também tem seus problemas com a legalização de sua permanência no país. Os dois estão tendo um romance e trabalhando no hotel Baltic. Uma noite, Okwe descobre o mercado de tráfico de órgãos, onde os “doadores” cedem, por exemplo, um rim para conseguir passaporte para outro país. Okwe e Senay, então, começam a se envolver cada vez mais nesse perigoso mundo clandestino para conseguir suas respectivas legalizações.
Com uma premissa dessas, diretores mais inexperientes poderiam cair no lugar-comum ou, então, criar uma história completamente irregular. Sorte que Stephen Frears foi certeiro no tom de denúncia e ainda conseguiu criar um filme que tem vários momentos de tensão e suspense. O ponto forte de Coisas Belas e Sujas é o roteiro, que tem a notável habilidade de ser eficiente sem nunca perder as rédeas. Esse é um trabalho pequeno e sem grandiosidades, mas que deve conquistar muita gente com o ótimo resultado. Só resta saber se todos vão querer embarcar nessa história que, de certa forma, é desconfortável e traz uma visão mais “negativa” de Londres.
FILME: 8.0

O filme é muito bom. Apesar da história se passar em Londres, abre espaço para debater a imigração em qualquer país. Tem uma crítica em http://www.artigosdecinema.blogspot.com/2014/05/coisas-belas-e-sujas-dirty-pretty-things.html
Também aprecio bastante a carreira do Frears, só não acho esse filme tão maravilhoso, mas tem seus bons momentos, como na cena mais ao final quando eles entregam o órgão ao contrabandista.
Isabel, certamente =)
Kamila, eu também lembrava pouco da história, mas sempre tenho na memória a forma eficiente como esse filme desenvolve os fatos…
Acauã, procurei no IMDb e não consta nada na filmografia da Marion sobre esse filme =S
Kahlil, eu também!
adoro esse filme!!
http://filme-do-dia.blogspot.com/
Tem Marion antes de de Piaf!
Stephen Frears é um diretor do qual gosto muito e essa obra dele é bem interessante, mas acho que conta um pouco contra ela o fato de eu lembrar pouco sobre a história do filme… Teu texto foi bom nesse sentido! :) Então, acho que não teria esse longa na minha coleção!
Coisas belas e sujas, a vida é cheia delas.