Amor e Outras Drogas

I don’t know – you meet thousands of people and none of them really touch you. And then you meet that one person and your life is changed.

Direção: Edward Zwick

Elenco: Jake Gyllenhaal, Anne Hathaway, Oliver Platt, Hank Azaria, Josh Gad, Gabriel Macht, Judy Greer, George Segal, Jill Clayburgh

Love & Other Drugs, EUA, 2010, Comédia Romântica, 112 minutos

Sinopse: Jamie Randall (Jake Gyllenhaal) é um sedutor incorrigível do tipo que perde a conta do número de mulheres com quem já transou. Após ser demitido do cargo de vendedor em uma loja de eletrodomésticos, por ter seduzido uma das funcionárias, ele passa a trabalhar num grande laboratório da indústria farmacêutica. Como representante comercial, sua função é abordar médicos e convencê-los a prescrever os produtos da empresa para os pacientes. Em uma dessas visitas, ele conhece Maggie Murdock (Anne Hathaway), uma jovem de 26 anos que sofre de mal de Parkinson. Inicialmente, Jamie fica atraído pela beleza física e por ter sido dispensado por ela, mas aos poucos descobre que existe algo mais forte. Maggie, por sua vez, também sente o mesmo, mas não quer levar adiante por causa de sua doença.

Quando terminei de assistir a Amor e Outras Drogas, fui procurar comentários sobre o filme pela internet. Para a minha surpresa, encontrei pessoas comparando esse filme de Edward Zwick com Doce Novembro, aquele longa insuportável estrelado por Keanu Reeves e Charlize Theron. Okay, dá para entender o porquê da comparação (o chororô envolvendo a doença que afeta o relacionamento do casal), mas chega até a ser um absurdo relacionar esse simpático Amor e Outras Drogas com o melodrama irritante de Doce Novembro.

O filme protagonizado por Jake Gyllenhaal e Anne Hathaway já começa acertando na escalação deles próprios. Fica evidente que Hathaway é superior a Gyllenhaal (ele ainda tem muito o que aprender sobre controlar caretas e trejeitos), mas, quando estão juntos em cena, funcionam com exatidão, principalmente por causa da perceptível intimidade e dinâmica que os dois criaram durante as filmagens. Muito à vontade, o casal dá simpatia a um filme que não faz um bom balanço entre as tramas que desenvolve.

Não sei nem se o que mais me incomodou foi o conjunto de histórias que pouco se conectam. Particularmente, acho que o problema reside na vontade de contar muito e se focar em pouco. Deveria existir uma lei que proíbisse que comédias românticas tivessem longas durações. Amor e Outras Drogas leva quase duas horas para construir diversas histórias e, no final, dá para notar que muito do que foi mostrado poderia ter sido mais resumido ou até mesmo anulado.

Agora, se todos esses erros podem passar batidos, existe algo detestável e que não dá para ignorar: o personagem do ator Josh Gad. Insuportável como o irmão do protagonista, ele ficou com as piadas mais duvidosas, que são repetidas exaustivamente e que não acrescentam nada. O personagem está fora de tom, é tratado como mais um alívio cômico (mas é, na verdade, um verdadeiro incômodo) e chega a ser cansativo de tão repetitivo. Um erro facilmente evitável e que consegue estragar – e muito! – o humor sexual proposto por Amor e Outras Drogas. Sorte que existe a química entre Hathaway e Gyllenhaal para salvar o dia.

Ainda que o roteiro se dirija a um final agridoce bem ao estilo Terapia do Amor mas não consiga abraçar essa ideia fugindo para resoluções óbvias, funciona como o de qualquer outra comédia romântica despretensiosa – e aqui, claro, existe o diferencial da nudez e das inúmeras cenas de sexo. No final, pouco importa aquela velha lição manjada de Alfie – O Sedutor sobre o cara que tem mil mulheres mas aprende a amar com apenas uma ou que o resultado do filme comece melhor do que termine. Amor e Outras Drogas é para ser assistido sem expectativas. Assim, será apreciado da melhor forma.

FILME: 6.5


12 comentários em “Amor e Outras Drogas

  1. eu achei o filme legal
    eu adoro a Anne Hathaway
    a historia é tipica de uma comedia romantica mas é legal

  2. Muito infeliz ao comentar o Doce Novembro como insuportável, vejamos se alguém vai lembrar dos rostos de Amor e outras drogas, depois de alguns anos, assim como lembramos do “insuportável”.

  3. A personagem da Maggie é uma resposta aos “neo-misóginos” de plantão, que dizem que só querem usar as mulheres para sexo. No fundo, eles querem mesmo é uma Maggie – uma deusa linda, arguta e inteligente, que os compreendem, os aceitam e os dissolvem que nem Alka Seltzer. O filme é mais inteligente que a média. Legal uma das frases finais do filme: “Mas eu vou precisar mais de você do que você de mim”. Enfim: até bem realista, apesar do final aparentemente “água com açúcar”.

  4. Reinaldo, nem dá pra comparar. “Doce Novembro” é completamente enjoativo!

    Pedro, acho que tem coisa pior por aí…

    Natalia, eu DETESTEI o personagem do Josh Gad. Toda vez que ele aparecia eu me contorcia porque sabia que um momento vergonha alheia estava prestes a acontecer…

    Alan, e o filme nem é grande coisa mesmo.

    Rafael, “Amor e Outras Drogas” é bem convencional…

    Victor, cumpre sim =)

    Otavio, como eu disse no meu texto, ele ainda tem muito o que aprender…

  5. É mai o meno. Melhora um pouco após 1h de filme. Mas o Jake Gyllenhaal faz de tudo pra estragar… O que aconteceu com ele?

    Abs!

  6. Ahh, vamo lá, o filme pode ser uma junção de Doce Novembro com Obrigado Por Fumar. xD

    “Amor e outras drogas” é uma diversão sem compromisso. Vale a pena para dias chuvosos, com a namorada.

    Digamos que promete o que cumpre.

  7. Como bom apreciador de comédias românticas, quero muito ver o filme. Mas tbm não espero ‘grande coisa’…

    Ótimo texto!
    []s

  8. Mto com seu texto! Concordo em grande parte e realmente, lendo sua critica, cheguei a conclusao de que realmente o filme contem cenas desnecessárias. Eu gostei do personagem de Josh Gad, e penso completamente o contrario, rs.

    Nao dá pra fugir do Cliche de comedias romanticas, mas eu acho que Amor e Outras Drogas está um pouco mais alem apesar de uma trama aparentemente comum (o lance do Alfie). Prova disso, são as proprias cenas de sexo que da forma que foi mostrada nao é nada comum em outros filmes do genero.

    Abs!

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