O Amor Nos Tempos do Cólera

Direção: Mike Newell

Elenco: Javier Bardem, Giovanna Mezzogiorno, Fernanda Montenegro, Catalina Sandino Moreno, Benjamim Bratt, Liev Schreiber, John Leguizamo

Love In The Time Of Cholera, EUA, 2007, Drama, 145 minutos, 14 anos.

Sinopse: Florentino Ariza (Javier Bardem), ainda jovem, se apaixonou perdidamente por Fermina Daza (Giovanna Mezzogiorno). Entretanto, como Florentino apenas trabalha numa agência dos Correios, ele não é visto como um bom partido por Lorenzo Daza (John Leguizamo), pai de Fermina. Florentino pede Firmina em casamento, e ela aceita. Ao saber disso, Lorenzo a envia para a fazenda de sua prima Hildebranda Sanchez (Catalina Sandino Moreno), onde fica alguns anos. Florentino aguarda o retorno de sua amada, mas, quando a reencontra, ela diz que nada quer com ele.

O amor é algo muito complicado nos dias de hoje. Perdeu-se todo aquele encanto dessas histórias que, hoje, para a maioria, são motivos de risadas e decoches. Saí da sessão me perguntando se o público atual ainda tem coração pra assistir histórias como essa de O Amor Nos Tempos do Cólera, sobre uma intensa paixão que atravessa vários anos e nunca se acaba. Alguns entrarão de cabeça, outros nem tanto. Fui um daqueles que não conseguiu se cativar com a história, mas não por causa do tema já batido ou porque não tenho um espírito romântico dentro de mim, mas porque faltou mais emoção e intensidade na história.

Baseado em livro de mesmo nome, de Gabriel García Marquez, O Amor Nos Tempos de Cólera é um filme completamente latino que seria mais verdadeiro e sincero se não fosse dirigido por um diretor completamente… inglês. Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Canção Original (a chata Despedida, interpretada por Shakira), o filme sofre do mal de não conseguir transmitir muito sentimento. Pela sinopse, era de se imaginar que seria uma produção melosa, mas o fato é que O Amor Nos Tempos de Cólera só consegue criar uma verdadeira história de amor no início e no final, enquanto durante todo o seu desenvolvimento não trabalha bem a paixão entre os personagens principais que, na maioria do tempo, parece não existir.

A escolha do elenco não é muito acertada – John Leguizamo está terrível e caricato, mas alguns atores tem grande valor para o bom funcionamento de tudo. Javier Bardem (que apesar de parecer um débil mental em certos momentos, está ótimo) e a desconhecida Giovanna Mezzogiorno são os únicos que trazem grandes dimensões para seus personagens. O público brasileiro deve se contentar com a pequena participação de Fernanda Montenegro, que aproveita bem o espaço que lhe foi dado.

Desnecessariamente longo, O Amor Nos Tempos de Cólera é correto em excesso, por mais que seja produzido por mãos competentes. Mas, o fato foi que algo se perdeu na adaptação. Como podemos ver, é um absurdo que a história seja falada em inglês, sendo que sua origem não é essa. Não achei o resultado do filme satisfatório, mas ao menos não é uma produção ruim, muito pelo contrário. Só faltou algo a mais na produção. Talvez paixão pelo livro do escritor. No entanto, deve satisfazer os menos críticos…

FILME: 6.5

3

5 comentários em “O Amor Nos Tempos do Cólera

  1. Concordo plenamente com a Kamila. Até que foi uma sessão satisfatória, mas extremamente falha. Valeu pelo visual, pela técnica e pelas performances, e algumas nuances de seus personagens que achei excelentes.

    Nota 7,0 [***]

    Ciao!

  2. Sem ter lido o livro, devo concordar que o filme carece de mais emoção, de mais coração – embora quase chegue lá pelo fim. É bem longo mesmo.
    Algumas atuações pareceram estranhas, em especial a de Mezzogiorno, que exasperava o tempo inteiro. Mas é bonito e com bons Bardem e Montenegro. Daria um 7.0!

    Cumps.

  3. O filme é um primor do ponto de vista técnico, mas falha em tentar nos mostrar o por quê da história de amor entre Florentino e Fermina valer a pena. Não me simpatizei com os dois e nem me emocionei com o reencontro definitivo do casal.

  4. Como já disse outras vezes, não tenho a mínima expectativa em relação a esse filme, tanto que vou deixar para o DVD – afinal os comentários (inclusive os seus) não foram nada animadores para eu mudar de opinião e ir assistir no cinema. E também acho “Despedida” chata, apesar da bela composição.

    Abraço!

  5. Tem gosto de novelão. Acho que nem a presença inusitada da nossa querida Fernanda Montenegro de deixou curioso em ver este filme…

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