Cinema e Argumento

Profecias para as premiações #1

Se muita gente gosta de ficar prevendo quem serão os vencedores ou indicados, tenho a diversão de prever quem não vai ser celebrado na temporada de premiações apesar de todo o buzz. Portanto, começo essa série de posts sobre aqueles nomes que estão sendo muito cotados, mas que não figuram nas minhas apostas. Se ano passado falei por aí que Nine seria um tiro no pé e que, no ano retrasado, O Leitor seria celebrado no Oscar no lugar de BatmanO Cavaleiro das Trevas e WALL-E, esse ano me dou o direito de seguir os meus instintos novamente só que em uma lista mais elaborada. Se queimarei ou não a língua, isso veremos nos próximos meses. Mas, por enquanto, vamos nos divertindo com essas profecias infundadas.

Adoro Nicole Kidman. De verdade. Mas também sou pessimista em relação a ela. Desde As Horas – que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz – ela não conseguiu emplacar mais nenhum filme que seja abraçado pela crítica/público e celebrado por sua atuação. Ou seja, ela até podia estar bem nos longas, mas o filme sempre era um fracasso de público e crítica ou não superava as expectativas. Foi assim com Reencarnação, A Pele, Austrália e Nine (esses dois últimos, inclusive, antes de seus respectivos lançamentos, foram esperados ansiosamente como o retorno definitivo da atriz).

Então, ao menos para mim, por mais que Rabbit Hole seja um bom filme e que Nicole esteja bem, ela ainda precisa vencer preconceitos. O resultado vai ter que ser extraordinário para que os votantes voltem a apostar nessa atriz que, hoje, não tem mais aquela imensa credibilidade que tinha nos tempos de Moulin Rouge, Os Outros e As Horas. Claro que ela está a milhas de distância de se tornar uma Renée Zellweger da vida, mas ela já precisa vencer algumas barreiras criadas na sua irregular vida cinematográfica dos últimos anos. Eu, que vou contra a maré, tambpem não vi nada demais no trailer de Rabbit Hole e acredito que ainda não vai ser dessa vez que Nicole retornará com força ao circuito de premiações.

Rabbit Hole é dirigido por John Cameron Mitchell (do ótimo Hedwig – Rock, Amor e Traição). O enredo é centrado em Becca (Nicole Kidman) e Howie Corbett (Aaron Eckhart), um casal feliz, cuja vida é mudada para sempre quando seu pequeno filho, Danny, é morto em um acidente de carro. Becca tenta redefinir sua existência com a família bem-intencionada e com amigos, enquanto Howie mergulha no passado, buscando refúgio em estranhos que lhe oferecem algo que Becca é incapaz de dar. Os Corbetts, à deriva, fazem surpreendentes e perigosas escolhas enquanto decidem por um caminho que vai determinar seus destinos. O elenco também conta com a vencedora do Oscar Dianne Wiest.

As indicações ao Oscar de… Cate Blanchett

1999 – MELHOR ATRIZ

Fernanda Montenegro (Central do Brasil)

Cate Blanchett (Elizabeth)

Gwyneth Paltrow (Shakespeare Apaixonado)

Emily Watson (Hilary & Jackie)

Meryl Streep (Um Amor Verdadeiro)

Ao passo que Meryl Streep só estava presente para cumprir tabela e para ser superestimada (é o único caso onde ela não merecia uma indicação, até por não ser a principal atriz da história), todas as outras cumpriam com muitos méritos seus respectivos papéis de protagonistas. Todas, com exceção da própria vencedora Gwyneth Paltrow, que não fez absolutamente nada de notável em Shakespeare Apaixonado. O caso dela é muito parecido com o de Sandra Bullock em Um Sonho Possível: ambas venceram em uma lista onde todas as outras interpretações eram superiores. Minha favorita era Fernanda Montenegro. Não por ser nossa conterrânea. Ela estava mesmo fenomenal em Central do Brasil. Mas, não seria nada injusto ou desmerecido ver Cate Blanchett vencendo por um dos papéis mais marcantes de toda a sua carreira.

2005 – MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Cate Blanchett (O Aviador)

Natalie Portman (Closer – Perto Demais)

Laura Linney (Kinsey – Vamos Falar de Sexo)

Sophie Okonedo (Hotel Ruanda)

Viriginia Madsen (Sideways – Entre Umas e Outras)

Cate Blanchett foi ganhar o primeiro Oscar da sua carreira justamente por sua indicação mais sem graça. Okay, ela fez uma boa representação em O Aviador, mas não passou de uma interpretação no piloto-automático. Parece que Cate faz apenas o que deve ser feito dentro dos moldes esquemáticos para se ganhar um prêmio por uma cinebiografia. Ela só faz o necessário, não vai além. Portanto, é de se lamentar que outras interpretações mais marcantes e viscerais como a de Natalie Portman em Closer e a de Sophie Okonedo em Hotel Ruanda (essa, de qualquer forma, nunca ganharia mesmo) tenham sido deixadas de lado. O prêmio foi pelo talento que a atriz já havia demonstrado em trabalhos anteriores e não necessariamente por excelência na interpretação desse filme.

2007 – MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Rinko Kikuchi (Babel)

Adriana Barraza (Babel)

Abigail Breslin (Little Miss Sunshine)

Jennifer Hudson (Dreamgirls – Em Busca de Um Sonho)

Cate Blanchett (Notas Sobre Um Escândalo)

Judi Dench dá um show em Notas Sobre Um Escândalo. Mas, fico desapontado ao ver que tanta gente desdenhou Cate Blanchett. Ela até poderia não ser merecedora do Oscar desse ano, mas, certamente, não merecia ser tão preterida. Ela está ótima no filme de Richard Eyre. Quanto as outras indicadas, Jennifer Hudson levou pelo calor da hora, já que, se formos analisar hoje, seu prêmio foi completamente desnecessário. Se fosse para celebrar um novo talento e para impulsionar uma carreira, Abigail Breslin era a escolha ideal. Tanto, que ela se mostrou bem feliz em suas escolhas após a indicação. Bem mais que Hudson, cujo trabalho mais relevante após o prêmio foi uma cafona participação no filme de Sex and the City. No entanto, não teria sido nem um pouco injusto se o Oscar fosse da Rinko Kikuchi. Por merecimento, ela era a real merecedora. Por política, fico com Abigail mesmo. De todas as indicadas, era a que mais seria beneficiada pelo reconhecimento. Porque, de fato, ela estava excelente em Pequena Miss Sunshine e em seus filmes posteriores.

2008 – MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Cate Blanchett (Não Estou Lá)

Tilda Swinton (Conduta de Risco)

Saoirse Ronan (Desejo e Reparação)

Ruby Dee (O Gângster)

Amy Ryan (Medo da Verdade)

Tilda Swinton sempre foi boa atriz e está ótima em Conduta de Risco. Um reconhecimento para ela não foi nada injusto. Contudo, ficaria mais contente caso Cate Blanchett vencesse por sua impecável representação de Bob Dylan em Não Estou Lá. O filme é cheio de problemas e meio tedisoso, mas a atriz é o ponto alto de toda a história. Versátil na medida exata, Blanchett trouxe o melhor retrato do cantor. Em menor escala, também torcia para Saoirse Ronan, que foi um dos aspectos mais marcantes do maravilhoso Desejo e Reparação. Ruby Dee, por um outro lado, era a única que não merecia estar nessa lista, ao passo que Amy Ryan não tinha muitas chances de vencer e nem era muito merecedora.

2008 – MELHOR ATRIZ

Marion Cotillard (Piaf – Um Hino ao Amor)

Ellen Page (Juno)

Laura Linney (A Família Savage)

Julie Christie (Longe Dela)

Cate Blanchett (Elizabeth – A Era de Ouro)

Condenada por estar “exagerada” em Elizabeth – A Era de Ouro, Cate Blanchett mereceu sim a sua indicação, visto que uma certa Ellen Page também foi nomeada desnecessariamente apenas por ser ela mesma em Juno. Não era um ano tão forte para as atrizes, mas existia um duelo nervoso entre Marion Cotillard e Julie Christie. Para mim, ninguém poderia concorrer contra o singular desempenho da francesa, mas a sua vitória não era tão certa assim. Mas, não tinha como ninguém vencer de Cotillard e vale ressaltar  também que ainda existia uma Laura Linney no melhor desempenho de sua carreira (ela era a minha segunda opção). Blanchett, então, estava ali apenas para assistir a vitória de outra concorrente.

As indicações ao Oscar de… Kate Winslet

1996 – MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Mira Sorvino (Poderosa Afrodite)

Kate Winslet (Razão e Sensibilidade)

Kathleen Quinlan (Apollo 13)

Joan Allen (Nixon)

Mare Winningham (Georgia)

Ao passo que só conferi o desempenho de Kate Winslet e o da vencedora Mira Sorvino, fica um pouco difícil analisar a situação deste ano. No entanto, achei justa a premiação de Sorvino (ainda que, depois, ela tenha sumido e nunca mais apresentado projetos de maior relevância). Winslet estava bem no superestimado Razão e Sensibilidade, mas ainda estava muito iniciante e com um desempenho não tão marcante para ganhar a estatueta pela primeira vez. Sua primeira derrota, então, não foi injusta.

1998 – MELHOR ATRIZ

Kate Winslet (Titanic)

Helen Hunt (Melhor é Impossível)

Judi Dench (Sua Majestade, Mrs. Brown)

Helena Bonham Carter (Asas do Amor)

Julie Christie (O Despertar do Desejo)

Não sei muito bem o que passou pela cabeça dos votantes para premiarem Helen Hunt. Melhor é Impossível é um ótimo filme e Hunt está bem, mas fica a sensação de que só deram o prêmio para atriz para que ela pudesse fazer par ao também vencedor Jack Nicholson e não por merecimento. Winslet, por um outro lado, poderia ter vencido seu primeiro Oscar por Titanic. Muito segura de seu talento e conseguindo, junto com DiCaprio, segurar bem as pontas de um filme magnífico, ela merecia reconhecimento pelo simples fato de não ter sido ofuscada pela grandiosidade do filme de James Cameron. Ela também brilhou. E muito.

2002 – MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Helen Mirren (Assassinato em Gosford Park)

Maggie Smith (Assassinato em Gosford Park)

Jennifer Connelly (Uma Mente Brilhante)

Kate Winslet (Iris)

Marisa Tomei (Entre Quatro Paredes)

Apesar dos ótimos nomes, era um ano fraco para a categoria. Maggie Smith e Helen Mirren, indicadas somente pelo grande prestígio do mediano Assassinato em Gosford Park e pelo respeito que seus nomes conseguem passar, não tinham como vencer em função da dupla indicação. Kate Winslet estava apenas regular em Iris e sua indicação pode ser considerada, inclusive, meio duvidosa. Por merecimento, estava entre Marisa Tomei e Jennifer Connelly. A segunda, que tem papel de protagonista e não de coadjuvante em Uma Mente Brilhante se deu melhor em função dessa jogada que a Academia faz só para que uma atriz seja reconhecida de alguma maneira. Independente do destaque de Connelly no filme e da categoria errada em que estava classificada, a atriz estava realmente ótima e mereceu a celebração.

2005 – MELHOR ATRIZ

Imelda Staunton (O Segredo de Vera Drake)

Kate Winslet (Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças)

Catalina Sandino Moreno (Maria Cheia de Graça)

Hilary Swank (Menina de Ouro)

Annette Bening (Adorável Julia)

Muitos não gostaram quando coloquei a interpretação de Kate em Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças na minha lista pessoal de atuações femininas da década. Pois, então, aí vai uma informação: a própria Kate considera essa a sua atuação favorita. E, no ano em que concorreu pelo filme de Michel Gondry, ainda estava ótima no emocionante Em Busca da Terra do Nunca. No entanto, ela estava completamente fora da disputa, que estava entre Annette Bening e Hilary Swank. Ambas ótimas e merecedoras do prêmio. No entanto, minha total favorita era Imelda Staunton, que arrasou quarteirões com sua intensa performance em O Segredo de Vera Drake. Winslet, portanto, teve que se contentar com mais uma (merecida) indicação.

2007 – MELHOR ATRIZ

Meryl Streep (O Diabo Veste Prada)

Judi Dench (Notas Sobre Um Escândalo)

Kate Winslet (Pecados Íntimos)

Penélope Cruz (Volver)

Helen Mirren (A Rainha)

Mais um ano em que Kate Winslet estava completamente fora da disputa. Era bem claro que ela estava em alta e que estava se firmando, cada vez mais, como uma atriz de respeito. Mas, todas as outras interpretações eram bem mais interessantes que a dela. Dame Helen Mirren, de fato, estava marcante em A Rainha e o prêmio foi merecido. Contudo, para o meu gosto pessoal, a premiação teria sido certeira caso Judi Dench ou Meryl Streep tivessem sido premiadas. Tanto Dench quanto Streep tinham se renovado nos seus respectivos papéis e arrasado nos filmes. Uma delas poderia ter sido reconhecida pela inovação.

2009 – MELHOR ATRIZ

Kate Winslet (O Leitor)

Melissa Leo (Rio Congelado)

Meryl Streep (Dúvida)

Anne Hathaway (O Casamento de Rachel)

Angelina Jolie (A Troca)

Não sei quanto a vocês, mas considero Kate Winlet coadjuvante em O Leitor. Portanto, esse foi mais um caso em que a Academia errou na hora da classificação. Tirando isso, das interpretações indicadas, ela era realmente a melhor. Sua maior concorrente era Meryl Streep, que, possivelmente, era a segunda da fila para subir ao palco e ganhar a estatueta. Marcante e intensa em O Leitor, Winslet finalmente conseguiu seu primeiro Oscar. Ainda que não tivesse sido uma vitória impecável (poderia ter vencido como protagonista, então, por Foi Apenas Um Sonho), não dá para rivalizar com a celebração de uma atriz tão competente e exemplar como ela.

_

ps: Agradecimento especial para o Luís, do Literatura e Cinema, que me lembrou dessa série de posts e pediu para que ela retornasse. Então, quem deve figurar a próxima edição dessa série de posts? (vale lembrar que só vou fazer a lista se tiver visto todas as indicações do determinado ator/atriz…)

Oscar 2010: tsc, tsc, tsc…

Meryl Streep: vestida e preparada para vencer seu terceiro Oscar. E, mais uma vez, ficou para outra hora…

Tudo o que o Oscar conquistou com a maravilhosa festa do ano passado foi por água abaixo na noite do último domingo. Não só a distribuição de prêmios foi insossa, como a festa em si foi uma completa decepção. Culpa dos apresentadores é que não foi, pois Alec Baldwin e Steve Martin fizeram um ótimo trabalho e apresentaram uma química muito boa. O problema foi a produção da cerimônia mesmo. Primeiro podemos citar a má escolha de apresentadores, onde poucas figuras realmente relevantes apareceram. Com isso, figuras inexplicáveis vieram ao palco – como Miley Cyrus apresentando o prêmio de canção, por exemplo.

Não foi só isso. Se Adam Shankman parecia ter acertado nos minutos iniciais com um número musical, eis que nada aconteceu. A cerimônia foi uma sucessão de momentos banais. Quando resolvia inventar, o resultado dava em bobagem. Aquele número dos dançarinos de rua na categoria de trilha sonora foi uma verdadeira vergonha – além das coregorafias não nos remeterem aos filmes em questão, a cena em si não foi nada impressionante. Na categoria de ator e atriz manteve-se o esquema de outros profissionais falando dos indicados. Dessa vez foi até mais emocionante, porque eram pessoas que tinham ligações com os nomeados. Isso deveria se manter todo o ano.

A festa, que muita gente diz ter até dormido de tão monótona, foi uma sucessão de escolhas corretinhas demais. Se antes reclamavam daquela edição de Onde os Fracos Não Têm Vez, dessa vez receberam a decepção em dobro. Não funcionou como festa e muito menos como premiação. Quer dizer, todos os prêmios foram para quem a maioria apostava (apareceu uma ou outra surpresa, como Preciosa roubando, injustamente, o roteiro de Amor Sem Escalas), mas o Oscar vem se mostrando cada vez mais um prêmio sem personalidade. Desde que premiou Crash – No Limite (muitos podem até não gostar, mas ao menos os votantes foram autênticos na hora de votar), a Academia não investe mais em surpresas. Uma coisa é certa: aposte no óbvio e você ganhará qualquer bolão do Oscar.

Correto estava eu quando disse que Avatar estava com pinta de Benjamin Button: maravilhoso tecnicamente, milhares de indicações e sai só com uma ou outra estatueta. Levou apenas três. O que confirma algo que há muito tempo já dá pra se notar: o Oscar gosta de filmes pequenos. Blockbusters devem se contentar apenas com prêmios técnicos. Se bem que a derrota do filme de James Cameron não quer dizer grande coisa, uma vez que o próprio vencedor da noite, Guerra ao Terror, é mais um exemplar de filme superestimado (assim como a maioria dos indicados no segmento principal).

De resto, tudo seguiu a regra, mas o grande acontecimento da noite (no péssimo sentido, claro) foi a vitória de uma certa Sandra Bullock. Ela estava linda e simpática como sempre – mas o fato é que nem ela parecia acreditar na própria vitória. Não é para menos, ela não merecia de jeito nenhum aquele prêmio. Fez um discurso inteligente, é verdade. Mas não seria muito mais gratificante ver Meryl Streep subindo ao palco para finalmente receber o seu terceiro Oscar (e, por favor, não me venham com essa ladainha de que Meryl sempre tá fazendo coisa boa, ela vai ganha depois com certeza)? Isso, junto com a vitória da Kathryn Bigelow, poderia, ao menos, nos remeter a essa cerimônia com afeto. E não com indignação de termos assistido a um prêmio injusto de atriz e a uma festa tão decepcionante. Alguém colocou teu nome numa galinha recheada com pipoca e cercada por velas, hein, Meryl! Hora de ir num pai de santo para reverter essa macumba.

Oscar 2010: Apostas

MELHOR FILME

QUEM LEVA: Guerra ao Terror. Olha, já venceu tudo (o Globo de Ouro não conta porque é comercial), é o queridinho da crítica e ainda é favorecido por todo o buzz em torno da Kathryn Bigelow.

PODE VENCER: Avatar. Sucesso estrondoso, maior bilheteria da história, alto indíce de aprovação. Isso basta. Mas vai lembrar que é desfavorecido por não ter nenhum ator e nem o roteiro indicado.

MEU VOTO: Direito de Amar. Oi? Não tá indicado? Então vai Educação mesmo ou até Up – Altas Aventuras. Se bem que eu ficaria feliz até se o Amor Sem Escalas vencesse.

QUEM MENOS MERECE: Um Sonho Possível e Um Homem Sério. Obras decepcionantes e que nem deveriam estar entre os dez indicados.

MELHOR DIREÇÃO

QUEM LEVA: Kathryn Bigelow. Ela se saiu muito bem mesmo em Guerra ao Terror e vai ser legal ver uma mulher finalmente levando o prêmio. Prêmio que não contesto – e até apóio.

PODE VENCER: Meio difícil a Bigelow perder, mas não seria surpresa se o James Cameron vencesse novamente.

MEU VOTO: Kathryn Bigelow.

QUEM MENOS MERECE: Lee Daniels, mas vale lembrar que eu não desmereço a indicação dele.

.

MELHOR ATRIZ

QUEM VENCE: Meryl Streep. Pelas razões mais óbvias: merece e já está à beira de um novo prêmio faz horas.

PODE VENCER: Sandra Bullock. Vai entender o porquê, né. Não faz absolutamente nada no filme.

MEU VOTO: Meryl Streep. Se fosse por merecimento exclusivamente do desempenho nomeado, Carey Mulligan venceria. Mas como a jovem nem tem chances e eu costumo sempre apoiar a Streep por um terceiro Oscar, meu voto seria para ela.

QUEM MENOS MERECE: Sandra Bullock mesmo. Seria uma das maiores palhaçadas da categoria em anos.

MELHOR ATOR

QUEM LEVA: Jeff Bridges. Nessa altura do campeonato é meio difícil ele perder. Levou tudo quanto é prêmio e tem uma carreira que todos dizem ser merecedora de reconhecimento.

PODE VENCER: Colin Firth. Ganhou o BAFTA e ainda realiza um dos melhores trabalhos dos últimos anos. Querem fazer justiça? Coloquem os prêmios nas mãos dele.

MEU VOTO: Colin Firth. Sou fã absoluto de Direito de Amar e Firth arrasou completamente no filme. Algo de impressionar mesmo.

QUEM MENOS MERECE: Morgan Freeman, que não poderia estar cômodo e mais básico em Invictus. Interpretação sem qualquer atrativo maior.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

QUEM LEVA: Mo’Nique, que é outra figura que faturou todos os prêmios da temporada. Algo ia parecer muito errado se ela não vencesse.

PODE VENCER: Vera Farmiga, a coadjuvante mais interessante de Amor Sem Escalas. Não só por merecimento, mas por ter uma interpretação bem sutil e contida. Contudo, é uma possibilidade que vai além da remota.

MEU VOTO: Não sei. Não sou fã de carteirinha de ninguém nessa categoria. Mas fico entre Farmiga e Mo’Nique.

QUEM MENOS MERECE: Penélope Cruz. Estaríamos diante de uma verdadeira piada se ela vencesse. Indicação absurda e vitória mais absurda ainda caso aconteça.

MELHOR ATOR COADJUVANTE

QUEM VENCE: Christoph Waltz. Precisa explicar?

PODE VENCER: Ninguém, é só Waltz.

MEU VOTO: Waltz, de novo.

QUEM MENOS MERECE: Matt Damon. Aliás, o que ele tá fazendo indicado, hein?!

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

QUEM LEVA: Amor Sem Escalas, já que o filme tem que ser premiado de alguma maneira e é aqui que reside a grande chance de vitória do filme. Mas, além disso, é um ótimo roteiro – que merece a estatueta.

PODE VENCER: Meio difícil outro concorrente vencer…

MEU VOTO: Amor Sem Escalas. Gosto muito de Educação e aprecio demais o roteiro, mas o de Amor Sem Escalas é de uma maturidade notável. Sem falar, claro, que é o principal atrativo do longa.

QUEM MENOS MERECE: Distrito 9, porque eu estou até agora tentando entender o que viram nesse filme (sem falar que nem tem um trabalho bom no que se refere a roteiro).

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

QUEM LEVA: Bastardos Inglórios. É meio improvável que um filme tão celebrado e com tantas indicações vá sair só com o prêmio de ator coadjuvante. E vale considerar também que o Tarantino tem que ser celebrado de alguma maneira…

PODE VENCER: Guerra ao Terror, que está quase com a mão no prêmio.

MEU VOTO: Não é novidade aqui que eu tenho muita resistência com o texto de Bastardos Inglórios. E como não acho Um Homem Sério e Guerra ao Terror grande coisa, fico com o sentimentalismo de Up – Altas Aventuras.

QUEM MENOS MERECE: Um Homem Sério. Eita filmezinho mais chato…

_

OUTRAS CATEGORIAS:

Direção de Arte: Avatar

Trilha Sonora: Up – Altas Aventuras

Fotografia: A Fita Branca

Filme Estrangeiro: O Segredo de Seus Olhos

Canção Original: “The Weary Kind” (Coração Louco)

Figurino: A Jovem Vitória

Maquiagem: Star Trek

Efeitos Visuais: Avatar

Edição de Som: Guerra ao Terror

Mixagem de Som: Avatar

Montagem: Guerra ao Terror

Animação: Up – Altas Aventuras