Os vencedores do Globo de Ouro 2026 (e deu Brasil de novo, agora em dose dupla!)

Wagner Moura e o seu Globo de Ouro de melhor ator em filme de drama por O Agente Secreto.
É mais do que oficial: o cinema brasileiro vive uma verdadeira era de ouro. Não bastasse o Globo de Ouro de melhor atriz em filme de drama para Fernanda Torres e o Oscar de melhor filme internacional para Ainda Estou Aqui em 2025, agora O Agente Secreto garante nosso protagonismo na temporada de premiações pelo segundo ano consecutivo. E, mesmo já colecionando consagrações desde o Festival de Cannes, é novamente no Globo de Ouro que um representante brasileiro vê suas chances serem consolidadas na corrida pelo Oscar. O resultado, aliás, foi melhor do que o imaginado: não só o favoritismo de Wagner Moura se confirmou na categoria de melhor ator em drama, como o próprio O Agente Secreto acabou levando o prêmio de melhor filme em língua não-inglesa. A segunda conquista dá enorme gás para a produção pernambucana porque ela foi capaz de desbancar Valor Sentimental, indicado em nada menos do que oito categorias, e Foi Apenas Um Acidente, que concorria em segmentos importantíssimos como os de direção e roteiro. É uma vitória triunfante e que muda de forma radical o jogo na disputa entre os filmes internacionais. Os caminhos abertos por Ainda Estou Aqui realmente não foram poucos.
Outros ótimos momentos de uma cerimônia bastante em discursos e seus respectivos posicionamentos diante do que vem acontecendo no mundo e, mais especificamente, nos Estados Unidos, ficaram por conta dos coadjuvantes. Primeiro, Teyana Taylor voltou a tomar a dianteira na disputa de atriz coadjuvante com seu reconhecimento por Uma Batalha Após a Outra. Logo em seguida, no mesmo bloco, Stellan Skarsgård foi escolhido o melhor ator coadjuvante por Valor Sentimental. Ambos os troféus movimentam disputas ainda suscetíveis a mudanças daqui para a frente, o que é sempre muito bom para qualquer temporada. O Globo de Ouro também não fez mais do mesmo em melhor filme de drama, desbancando o favorito Pecadores — que acabou vitorioso na categoria de conquista cinematográfica e de bilheteria — para premiar Hamnet: A Vida Antes de Hamlet. A surpresa é excelente notícia para Jessie Buckley, pois evidencia o quanto sua celebração em melhor atriz vem ampliada pelo amor ao filme de Chloé Zhao. E, por falar em amor, acho que já dá para dizer que Uma Batalha Após a Outra é mesmo imparável. Definitivamente, chegou a hora de Paul Thomas Anderson.
Confira abaixo a lista de vencedores:
CINEMA
MELHOR FILME DE DRAMA: Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
MELHOR FILME DE COMÉDIA/MUSICAL: Uma Batalha Após a Outra
MELHOR DIREÇÃO: Paul Thomas Anderson (Uma Batalha Após a Outra)
MELHOR ATRIZ EM FILME DE DRAMA: Jessie Buckley (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet)
MELHOR ATRIZ EM FILME DE COMÉDIA/MUSICAL: Rose Byrne (Se Eu Tivesse Pernas, Eu te Chutaria)
MELHOR ATOR EM FILME DE DRAMA: Wagner Moura (O Agente Secreto)
MELHOR ATOR EM FILME DE COMÉDIA/MUSICAL: Timothée Chalamet (Marty Supreme)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Teyana Taylor (Uma Batalha Após a Outra)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Stellan Skarsgård (Valor Sentimental)
MELHOR ROTEIRO: Uma Batalha Após a Outra
MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO-INGLESA: O Agente Secreto (Brasil)
MELHOR ANIMAÇÃO: Guerreiras do K-Pop
MELHOR TRILHA SONORA: Pecadores
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: “Golden” (Guerreiras do K-Pop)
CONQUISTA CINEMATOGRÁFICA E DE BILHETERIA: Pecadores
SÉRIES, MINISSÉRIES E TELEFILMES
MELHOR SÉRIE DE DRAMA: The Pitt
MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA: The Studio
MELHOR MINISSÉRIE OU TELEFILME: Adolescência
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA: Rhea Seehorn (Pluribus)
MELHOR ATOR EM SÉRIE DE DRAMA: Noah Wyle (The Pitt)
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA: Jean Smart (Hacks)
MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA: Seth Rogen (The Studio)
MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU TELEFILME: Michelle Williams (Morrendo por Sexo)
MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU TELEFILME: Stephen Graham (Adolescência)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME: Erin Doherty (Adolescência)
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME: Owen Cooper (Adolescência)
MELHOR PERFORMANCE DE STAND-UP: Ricky Gervais (Ricky Gervais: Mortality)
Apostas para o Globo de Ouro 2026

Quem diria que, após tantos anos ausente na corrida pelo Oscar, o cinema brasileiro teria duas temporadas consecutivas com chances reais de cair nas graças da Academia e ainda conquistar outras estatuetas pelo caminho? E é novamente no Globo de Ouro que temos as maiores chances: se Fernanda Torres se consagrou como melhor atriz em filme de drama no ano passado com Ainda Estou Aqui, agora é Wagner Moura quem chega forte na competição de melhor ator com O Agente Secreto. Wagner se beneficia da divisão de drama e comédia no Globo de Ouro porque o favorito da temporada até aqui — Timothée Chalamet com Marty Supreme — concorre em uma categoria diferente. Também não seria surpresa ver o próprio filme de Kleber Mendonça Filho ganhando entre as produções de língua não-inglesa, visto, por exemplo, a recente vitória no Critics’ Choice Awards em cima do favorito Valor Sentimental. Há motivos para muita torcida!
Para os segmentos principais, não vejo como Uma Batalha Após a Outra possa ser desbancado em melhor filme de comédia/musical e direção. Trata-se do Oppenheimer deste ano: ao que tudo indica, desde já, é favorito absoluto ao Oscar e em todas as premiações que percorrerá até lá. Pecadores também deve confirmar sua ótima repercussão com o prêmio de melhor filme de drama, além de algum outro como trilha sonora e conquista cinematográfica/box office. O Globo também deve esclarecer se Amy Madigan (A Hora do Mal) tem mesmo o favorotismo para romper barreiras e ser premiada em melhor atriz coadjuvante por um terror. E Jacob Elordi? Será que ele, também, coadjuvante, foi apenas um caso isolado do Critics’ Choice ou tem mesmo a preferência na temporada por sua performance em Frankenstein? Em séries e minisséries, pouco a especular: basicamente todas as categorias são encabeçadas por candidatos que já gabaritaram outras premiações.
O Globo de Ouro será transmitido a partir das 21h30 no canal TNT e na plataforma de streaming HBO Max. Já a Rede Globo exibe a premiação após o fim do Fantástico.
Confira abaixo as minhas apostas:
CINEMA
MELHOR FILME DE DRAMA: Pecadores / alt: Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
MELHOR FILME DE COMÉDIA/MUSICAL: Uma Batalha Após a Outra / alt: Marty Supreme
MELHOR DIREÇÃO: Paul Thomas Anderson (Uma Batalha Após a Outra) / alt: Jafar Panahi (Foi Apenas Um Acidente)
MELHOR ATRIZ EM FILME DE DRAMA: Jessie Buckley (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet) / alt: Renate Reinsve (Valor Sentimental)
MELHOR ATRIZ EM FILME DE COMÉDIA/MUSICAL: Rose Byrne (Se Eu Tivesse Pernas, Eu te Chutaria) / alt: Kate Hudson (Song Sung Blue – Um Sonho a Dois)
MELHOR ATOR EM FILME DE DRAMA: Wagner Moura (O Agente Secreto) / alt: Michael B. Jordan (Pecadores)
MELHOR ATOR EM FILME DE COMÉDIA/MUSICAL: Timothée Chalamet (Marty Supreme) / alt: Ethan Hawke (Blue Moon)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Amy Madigan (A Hora do Mal) / alt: Teyana Taylor (Uma Batalha Após a Outra)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Stellan Skarsgård (Valor Sentimental) / alt: Sean Penn (Uma Batalha Após a Outra)
MELHOR ROTEIRO: Uma Batalha Após a Outra / alt: Foi Apenas Um Acidente
MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO-INGLESA: O Agente Secreto (Brasil) / Valor Sentimental (Noruega)
MELHOR ANIMAÇÃO: Guerreiras do K-Pop / alt: Zootopia 2
MELHOR TRILHA SONORA: Pecadores / alt: Sirāt
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: “Golden” (Guerreiras do K- Pop) / alt: “I Lied to You” (Pecadores)
CONQUISTA CINEMATOGRÁFICA E DE BILHETERIA: Avatar: Fogo e Cinzas / alt: Pecadores
SÉRIES, MINISSÉRIES E TELEFILMES
MELHOR SÉRIE DE DRAMA: The Pitt / alt: Pluribus
MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA: The Studio / alt: Hacks
MELHOR MINISSÉRIE OU TELEFILME: Adolescência / alt: All Her Fault
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA: Rhea Seehorn (Pluribus) / alt: Kathy Bates (Matlock)
MELHOR ATOR EM SÉRIE DE DRAMA: Noah Wyle (The Pitt) / alt: Mark Ruffalo (Task)
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA: Jean Smart (Hacks) / alt: Kristen Bell (Nobody Wants This)
MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA: Seth Rogen (The Studio) / alt: Martin Short (Only Murders in the Building)
MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU TELEFILME: Sarah Snook (All Her Fault) / alt: Claire Danes (O Monstro em Mim)
MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU TELEFILME: Stephen Graham (Adolescência) / alt: Matthew Rhys (O Monstro em Mim)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME: Erin Doherty (Adolescência) / alt: Catherine O’Hara (The Studio)
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME: Owen Cooper (Adolescência) / alt: Tramell Tillman (Ruptura)
MELHOR PERFORMANCE DE STAND-UP: Ricky Gervais (Ricky Gervais: Mortality) / alt: Sarah Silverman (Sarah Silverman: Postmortem)
Os indicados ao Globo de Ouro 2026

O Agente Secreto coloca novamente o Brasil na disputa pelo Globo de Ouro.
Nós, brasileiros, já estamos mal acostumados: pelo segundo ano consecutivo, marcamos presença entre os indicados do Globo de Ouro, desta vez, com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho. A premiação apresentou hoje (08) a lista que traz o longa-metragem concorrendo nas categorias de melhor filme de drama, melhor ator (Wagner Moura) e melhor filme de língua não-inglesa, feito ainda maior que o de Ainda Estou Aqui no ano passado — o que, com certeza, também é fruto da trajetória exitosa do filme de Walter Salles. Ao que tudo indica, Wagner é favorito em sua categoria, mas isso é assunto para o início do ano que vem, quando, no dia 11 de janeiro, conheceremos os vencedores. Por ora, seguem abaixo algumas avaliações preliminares sobre os indicados:
– O Globo de Ouro segue de parabéns: com a mudança no corpo de votantes — agora muito mais internacional e plural — as indicações de gosto duvidoso, que já haviam transformado a premiação em motivo de chacota, ficaram fora do radar. Ótima notícia.
– Parte dessa mudança está perfeitamente representada na categoria de melhor filme de drama, composta por três filmes de língua não-inglesa: O Agente Secreto, Foi Apenas Um Acidente e Valor Sentimental. Agora sim a imprensa estrangeira em Hollywood se faz ouvida.
– O apreço pelos longas em língua não-inglesa também mostra o quanto 2025 foi um ano menos inspirado para Hollywood. Afinal, como explicar tanto amor para Frankenstein. Gosto do filme de Guillermo Del Toro, mas é inexplicável, por exemplo, a indicação de Oscar Isaac a melhor ator.
– O cinemão comercial corre com as pernas fracas na temporada. É o caso de Wicked, outrora um hit inclusive nos prêmios, teve quatro indicações, mas não chegou entre os indicados a melhor filme de comédia/musical. A ausência é expressiva porque o Globo de Ouro sempre foi apaixonado por musicais, sejam eles bons de verdade ou apenas medianos.
– E o que dizer de Avatar: Fogo e Cinzas, indicado à categoria de Conquista Cinematográfica e Bilheteria sem nem ter estreado ainda? A franquia de James Cameron é outra que perdeu a musculatura: antes premiada pelo Globo de Ouro como melhor filme, direção e trilha sonora com o primeiro capítulo, agora está reduzida apenas a uma indicação duvidosa.
– Entre as interpretações, uma indicação em especial me alegra: a de Julia Roberts como melhor atriz por Depois da Caçada. Ela está maravilhosa e deveria ser lembrança garantida na temporada se público e crítica não tivessem implicado com este trabalho de Luca Guadagnino.
– Se houve movimento para que Amy Madigan fosse reconhecida com uma indicação de melhor atriz coadjuvante pelo terror A Hora do Mal, o mesmo entusiasmo poderia ter sido direcionado à ótima Sally Hawkins entre as protagonistas com Faça Ela Voltar.
– Infelizmente, a concorrência é pesada para o Brasil em melhor filme de língua não-inglesa, começando por Valor Sentimental, que concorre em nada menos do que oito categorias. Já Foi Apenas Um Acidente tem quatro, mas figura em melhor direção e roteiro, categorias que o filme de Kleber Mendonça Filho não conseguiu emplacar.
Confira abaixo a lista de indicados:
CINEMA
MELHOR FILME DE DRAMA
O Agente Secreto
Foi Apenas Um Acidente
Frankenstein
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Pecadores
Valor Sentimental
MELHOR FILME DE COMÉDIA/MUSICAL
Uma Batalha Após a Outra
Blue Moon
Bugonia
Marty Supreme
No Other Choice
Nouvelle Vague
MELHOR DIREÇÃO
Chloé Zhao (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet)
Guillermo Del Toro (Frankenstein)
Jafar Panahi (Foi Apenas Um Acidente)
Joachim Trier (Valor Sentimental)
Paul Thomas Anderson (Uma Batalha Após a Outra)
Ryan Coogler (Pecadores)
MELHOR ATRIZ EM FILME DE DRAMA
Eva Victor (Sorry, Baby)
Jennifer Lawrence (Morra, Amor)
Jessie Buckley (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet)
Julia Roberts (Depois da Caçada)
Renate Reinsve (Valor Sentimental)
Tessa Thompson (Hedda)
MELHOR ATRIZ EM FILME DE COMÉDIA/MUSICAL
Amanda Seyfried (The Testament of Ann Lee)
Chase Infiniti (Uma Batalha Após a Outra)
Cynthia Erivo (Wicked: Parte 2)
Emma Stone (Bugonia)
Kate Hudson (Song Sung Blue – Um Sonho a Dois)
Rose Byrne (Se Eu Tivesse Pernas, Eu te Chutaria)
MELHOR ATOR EM FILME DE DRAMA
Dwayne Johnson (Coração de Lutador: The Smashing Machine)
Jeremy Allen White (Springsteen: Salve-Me do Desconhecido)
Joel Edgerton (Sonhos de Trem)
Michael B. Jordan (Pecadores)
Oscar Isaac (Frankenstein)
Wagner Moura (O Agente Secreto)
MELHOR ATOR EM FILME DE COMÉDIA/MUSICAL
Ethan Hawke (Blue Moon)
George Clooney (Jay Kelly)
Jesse Plemons (Bugonia)
Lee Byung Hun (No Other Choice)
Leonardo DiCaprio (Uma Batalha Após a Outra)
Timothée Chalamet (Marty Supreme)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Amy Madigan (A Hora do Mal)
Ariana Grande (Wicked: Parte 2)
Elle Fanning (Valor Sentimental)
Emily Blunt (Coração de Lutador: The Smashing Machine)
Inga Ibsdotter Lilleaas (Valor Sentimental)
Teyana Taylor (Uma Batalha Após a Outra)
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Adam Sandler (Jay Kelly)
Benicio Del Toro (Uma Batalha Após a Outra)
Jacob Elordi (Frankenstein)
Paul Mescal (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet)
Sean Penn (Uma Batalha Após a Outra)
Stellan Skarsgård (Valor Sentimental)
MELHOR ROTEIRO
Uma Batalha Após a Outra
Foi Apenas Um Acidente
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Marty Supreme
Pecadores
Valor Sentimental
MELHOR FILME EM LÍNGUA NÃO-INGLESA
O Agente Secreto (Brasil)
Foi Apenas Um Acidente (França)
No Other Choice (Coreia do Sul)
Sirāt (Espanha)
Valor Sentimental (Noruega)
A Voz de Hind Rajab (Tunísia)
MELHOR ANIMAÇÃO
Arco
Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito
Elio
Guerreiras do K-Pop
Little Amélie or the Character of Rain
Zootopia 2
MELHOR TRILHA SONORA
Uma Batalha Após a Outra
F1 – O Filme
Frankenstein
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
Pecadores
Sirāt
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Dream as One” (Avatar: Fogo e Cinzas)
“The Girl in the Bubble” (Wicked: Parte 2)
“Golden” (Guerreiras do K- Pop)
“I Lied to You” (Pecadores)
“No Place Like Home” (Wicked: Parte 2)
“Train Dreams” (Sonhos de Trem)
CONQUISTA CINEMATOGRÁFICA E DE BILHETERIA
Avatar: Fogo e Cinzas
F1 – O Filme
Guerreiras do K-Pop
A Hora do Mal
Missão: Impossível – O Acerto Final
Pecadores
Zootopia 2
Wicked: Parte 2
SÉRIES, MINISSÉRIES E TELEFILMES
MELHOR SÉRIE DE DRAMA
The Diplomat
The Pitt
Pluribus
Ruptura
Slow Horses
The White Lotus
MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA
Abbott Elementary
The Bear
Hacks
Nobody Wants This
Only Murders in the Building
The Studio
MELHOR MINISSÉRIE OU TELEFILME
Adolescência
All Her Fault
Black Mirror
O Monstro em Mim
Morrendo por Sexo
A Namorada Ideal
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA
Bella Ramsey (The Last of Us)
Britt Lower (Ruptura)
Helen Mirren (MobLand)
Kathy Bates (Matlock)
Keri Russell (The Diplomat)
Rhea Seehorn (Pluribus)
MELHOR ATOR EM SÉRIE DE DRAMA
Adam Scott (Ruptura)
Diego Luna (Andor)
Gary Oldman (Slow Horses)
Mark Ruffalo (Task)
Noah Wyle (The Pitt)
Sterling K. Brown (Paradise)
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA
Ayo Edebiri (The Bear)
Jean Smart (Hacks)
Jenna Ortega (Wandinha)
Kristen Bell (Nobody Wants This)
Natasha Lyonne (Poker Face)
Selena Gomez (Only Murders in the Building)
MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA
Adam Brody (Nobody Wants This)
Glen Powell (Chad Powers)
Jeremy Allen White (The Bear)
Martin Short (Only Murders in the Building)
Seth Rogen (The Studio)
Steve Martin (Only Murders in the Building)
MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU TELEFILME
Amanda Seyfried (Long Bright River)
Claire Danes (O Monstro em Mim)
Michelle Williams (Morrendo por Sexo)
Rashida Jones (Black Mirror)
Sarah Snook (All Her Fault)
Robin Wright (A Namorada Ideal)
MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU TELEFILME
Charlie Hunnam (Monstro: A História de Ed Gein)
Jacob Elordi (O Caminho Estreito para os Confins do Norte)
Jude Law (Black Rabbit)
Matthew Rhys (O Monstro em Mim)
Paul Giamatti (Black Mirror)
Stephen Graham (Adolescência)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME
Aimee Lou Wood (The White Lotus)
Carrie Coon (The White Lotus)
Catherine O’Hara (The Studio)
Erin Doherty (Adolescência)
Hannah Einbinder (Hacks)
Parker Posey (The White Lotus)
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME
Ashley Walters (Adolescência)
Billy Crudup (The Morning Show)
Jason Isaacs (The White Lotus)
Owen Cooper (Adolescência)
Tramell Tillman (Ruptura)
Walton Goggins (The White Lotus)
MELHOR PERFORMANCE DE STAND-UP
Bill Maher (Bill Maher: Is Anyone Else Seeing This?)
Brett Goldstein (Brett Goldstein: The Second Best Night of Your Life)
Kevin Hart (Kevin Hart: Acting My Age)
Kumail Nanjiani (Kumail Nanjiani: Night Thoughts)
Ricky Gervais (Ricky Gervais: Mortality)
Sarah Silverman (Sarah Silverman: Postmortem)
Os vencedores do Emmy 2025

Como esperado, The Pitt, da HBO Max, levou a melhor em cerimônia que também reservou boas surpresas.
Naquela que prometia ser uma cerimônia previsível com a disputa entre The Pitt e Ruptura no segmento de drama e entre O Estúdio e Hacks nas comédias, o Emmy conseguiu surpreender e, mesmo confirmando o favoritismo das séries citadas, reservou uma boa dose de escolhas inesperadas e arejadas, o que resultou em uma das listas mais interessantes do prêmio nos últimos anos. Em direção e roteiro de drama, por exemplo, os votantes optaram por Slow Horses, um seriado já veterano, e Andor, do universo Star Wars, quando poderia ter facilmente seguido o script óbvio de celebrar The Pitt ou Ruptura, as grandes favoritas da noite. Surpreendentes também foram as vitórias de Britt Lower (Ruptura) como melhor atriz em uma categoria dada quase como certa para Kathy Bates (Matlock) e de Katherine LaNasa como atriz coadjuvante por The Pitt, a série viciante da HBO Max que revitaliza os dramas médicos e que muito merecidamente levou o prêmio principal.
Entre as comédias, pode ser que The Studio tenha mesmo dominado a ponto de quebrar o recorde de estatuetas para uma série estreante do gênero, mas dois momentos salvaram o segmento do marasmo. O melhor deles, sem dúvida, foi ver Jeff Hiller ganhando a categoria de ator coadjuvante pela preciosa Alguém em Algum Lugar, série pouquíssimo vista e centrada nos dilemas cotidianos de pessoas banais. Já cancelada pela HBO Max, a produção recebe, aos 45 do segundo tempo e com justiça, pelo menos esse reconhecimento após três temporadas coesas e sensíveis. O segundo, por sua vez, também é uma reparação, no caso, a de Hannah Einbinder, finalmente reconhecida por seu trabalho inspirado em Hacks. Vale lembrar, no entanto, que seu trabalho na série não é, nem nunca, foi de coadjuvante. Por fim, considerando as minisséries, tudo conforme o esperado: Adolescência, da Netflix, reinou absoluta.
Confira os vencedores:
MELHOR SÉRIE DE DRAMA: The Pitt
MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA: O Estúdio
MELHOR MINISSÉRIE OU ANTOLOGIA: Adolescência
MELHOR REALITY DE COMPETIÇÃO: The Traitors
MELHOR TALK SHOW: The Late Show with Stephen Colbert
MELHOR PROGRAMA DE VARIEDADES COM ROTEIRO: Last Week Tonight with John Oliver
MELHOR ESPECIAL DE VARIEDADES: Saturday Night Live 50th Anniversary Special
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA: Britt Lower (Ruptura)
MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA: Jean Smart (Hacks)
MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE, ANTOLOGIA OU FILME PARA TV: Cristin Milioti (Pinguim)
MELHOR ATOR EM SÉRIE DE DRAMA: Noah Wyle (The Pitt)
MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA: Seth Rogen (O Estúdio)
MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE, ANTOLOGIA OU FILME PARA TV: Stephen Graham (Adolescência)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE DRAMA: Katherine LaNasa (The Pitt)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA: Hannah Einbinder (Hacks)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM MINISSÉRIE, ANTOLOGIA OU FILME PARA TV: Erin Doherty (Adolescência)
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE DRAMA: Tramell Tilman (Ruptura)
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA: Jeff Hiller (Alguém em Algum Lugar)
MELHOR ATOR COADJUVANTE EM MINISSÉRIE, ANTOLOGIA OU FILME PARA TV: Owen Cooper (Adolescência)
MELHOR DIREÇÃO EM SÉRIE DE DRAMA: Adam Randall (Slow Horses, pelo episódio Hello Goodbye)
MELHOR DIREÇÃO EM SÉRIE DE COMÉDIA: Seth Rogen e Evan Goldberg (O Estúdio, pelo episódio The Oner)
MELHOR DIREÇÃO EM MINISSÉRIE, ANTOLOGIA OU FILME PARA TV: Philip Barantini (Adolescência)
MELHOR ROTEIRO EM SÉRIE DE DRAMA: Dan Gilroy (Andor, pelo episódio Welcome to the Rebellion)
MELHOR ROTEIRO EM SÉRIE DE COMÉDIA: Seth Rogen, Evan Goldberg, Peter Huyck, Alex Gregory e Frida Perez (O Estúdio, pelo episódio The Promotion)
MELHOR ROTEIRO EM MINISSÉRIE, ANTOLOGIA OU FILME PARA TV: Jack Thorne e Stephen Graham (Adolescência)
Os vencedores do Oscar 2025 (e o Brasil orgulhosamente leva o dourado para casa!)

O diretor Walter Salles recebe o Oscar de melhor filme internacional para Ainda Estou Aqui.
O Brasil finalmente tem um Oscar de melhor filme internacional em casa, e não há melhor notícia para resumir o Oscar 2025. A conquista por si só é gloriosa, uma vez que Ainda Estou Aqui chegou lá com uma trajetória das mais bonitas, começando pela grande estratégia de lançamento e campanha promovida pela Sony Pictures Classics nos Estados Unidos. Fernanda Torres, protagonista do filme, também foi fundamental na estratégia de divulgação do longa: incansável, a atriz tomou frente em todas as aparições na imprensa e se tornou um fenômeno também em terras estrangeiras. Tão impressionante quanto a visibilidade alcançada por Ainda Estou Aqui foi a circunstância: o filme de Walter Salles derrotou nada menos do que Emilia Pérez, filme que, sim, teve sua trajetória implodida pela protagonista Karla Sofía Gascón, mas que, ainda assim, tinha 13 indicações ao Oscar, mais do que qualquer outro filme em língua não-inglesa em quase 100 anos da premiação. Ou seja, tudo envolvendo o reconhecimento brasileiro é repleto de triunfos e significados.

Indicada a melhor atriz, Fernanda Torres exerceu papel fundamental na campanha de Ainda Estou Aqui.
Nas categorias principais, a Academia realmente caiu de amores por Anora, concedendo ao filme de Sean Baker um reconhecimento raro, afinal, poucos são os trabalhos que saem da cerimônia levando para casa as estatuetas de melhor filme, direção, atriz, roteiro e montagem. Se Anora não é nem mesmo o trabalho mais interessante da carreira de Baker (isso sim é frequente no Oscar: realizadores sendo reconhecidos por suas obras menos marcantes), a notícia não poderia ser melhor para o cinema independente, reconhecido ainda em outras categorias como melhor animação (Flow) e melhor documentário (Sem Chão). Até mesmo O Brutalista pode se encaixar nessa lógica: mesmo que tenha ares de uma grande produção, o longa de Brady Corbet custou apenas 10 milhões de dólares e, para fins de categorização, chegou, inclusive, a concorrer ao Independent Spirit Awards de melhor direção. Qualquer reconhecimento ao cinema que foge do mainstream e do padrão blockbuster é sempre bem-vindo.

Mikey Madison com o Oscar de melhor atriz por Anora.
A parcela de gosto amargo que o Oscar 2025 deixa reside na escolha de Mikey Madison em melhor atriz por Anora. Como a vitória de Fernanda Torres era mais um wishful thinking do que exatamente um favorotismo real, a injustiça acabou recaindo sobre Demi Moore (A Substância), que, indiscutivelmente, encabeçava as apostas após vitórias no Globo de Ouro e no Screen Actors Guild Awards. Protagonista de um filme que, entre outras críticas, lança luz sobre a cruel maneira com que a indústria do entretenimento é intolerante ao envelhecimento e não pensa duas vezes antes de jogar alguém no lixo para dar lugar ao frescor da juventude, Demi viu o Oscar, em uma indigesta coincidência, fazer justamente aquilo que o seu filme tanto critica. Mikey, que tem apenas 25 anos, não era, ao meu ver, uma das melhores da categoria, e certamente terá um punhado de outras chances para ganhar prêmios na vida, enquanto Demi, uma popcorn actress segundo sua própria definição, está no auge de sua carreira em A Substância. Mais do que uma injustiça, tenho a impressão de que a vitória de Mikey Madison foi prematura e possível apenas pelo grande impulso tomado por Anora nas demais categorias.
Confira abaixo a lista completa de vencedores:
MELHOR FILME: Anora
MELHOR DIREÇÃO: Sean Baker (Anora)
MELHOR ATRIZ: Mikey Madison (Anora)
MELHOR ATOR: Adrien Brody (O Brutalista)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Zoe Saldaña (Emilia Pérez)
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Kieran Culkin (A Verdadeira Dor)
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Anora
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Conclave
MELHOR FILME INTERNACIONAL: Ainda Estou Aqui (Brasil)
MELHOR ANIMAÇÃO: Flow
MELHOR DOCUMENTÁRIO: Sem Chão
MELHOR MONTAGEM: Anora
MELHOR FOTOGRAFIA: O Brutalista
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO: Wicked
MELHOR FIGURINO: Wicked
MELHOR TRILHA SONORA: O Brutalista
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: “El Mal” (Emilia Pérez)
MELHOR SOM: Duna: Parte 2
MELHORES EFEITOS VISUAIS: Duna: Parte 2
MELHOR MAQUIAGEM E CABELOS: A Substância
MELHOR CURTA-METRAGEM: I’m Not a Robot
MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO: In the Shadows of the Cypress
MELHOR CURTA-METRAGEM DE DOCUMENTÁRIO: The Only Girl in the Orchestra