Sala de Cinema e o Oscar

Quer saber previsões e expectativas para a próxima cerimônia do Oscar? Então escuta o primeiro Sala de Cinema do ano. O programa traz comentários dos apresentadores Luan Pires e Matheus Pannebecker, além da convidada cinéfila Laura Glüer. Clique aqui para conferir o programa!
O programa Sala de Cinema, da Rádio IPA, foi criado em abril de 2010. Apresentado por Luan Pires e Matheus Pannebecker, estudantes do 5º semestre de Jornalismo, o programa já começa sua temporada 2011 com novidades. Além de manter o formato semanal com estreias da semana, lançamentos em dvd e notícias da sétima arte, o programa agora aposta em uma maior interação com o público ouvinte.
Nos preparativos para a cerimônia do Oscar, o Sala de Cinema inclui um bolão que tem como prêmio os dvds dos quatro últimos filmes vencedores do Oscar: “Guerra ao Terror”, “Quem Quer Ser Um Milionário?”, “Onde os Fracos Não Têm Vez” e “Os Infiltrados”. Para participar, você deve ser seguidor do Twitter do programa (@sala_cinema) e enviar as suas apostas nas categorias de melhor filme, direção, ator, atriz, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, roteiro original e roteiro adaptado para o email sala_cinema@hotmail.com. A regra é simples: ganha quem acertar mais. Em caso de empate, os dvds serão entregues para aquele que enviou primeiro as apostas.
Paralelo a isso, o Sala de Cinema também inova com a transmissão da cerimônia do Oscar via Twitter. Na noite da premiação, você poderá conferir os comentários dos apresentadores Luan Pires e Matheus Pannebecker sobre os vencedores e sobre a cerimônia em si. A transmissão também tem a parceria da professora e cinéfila Laura Glüer, que fará comentários online junto com o programa. Então, se você quiser ficar por dentro do que rola no mundo do cinema e também saber tudo sobre a cerimônia do Oscar, conheça o Sala de Cinema acessando a Rádio IPA!
Indicados: Framboesa de Ouro + Oscar 2011

Se existe um prêmio que a Sandra Bullock realmente mereceu ano passado foi o Framboesa de Ouro de pior atriz pelo péssimo Maluca Paixão. Só. Ela não deveria nem ter sido indicada a qualquer outra premiação além dessa. Mas por mais que a vitória dela no Framboesa tenha sido justa, o prêmio já não é mais o mesmo. Se antes realmente celebrava os piores do ano, nos últimos anos mostrou-se uma verdadeira brincadeira que fica desvalorizando alguns profissionais gratuitamente. Portanto, assim como o MTV Movie Awards (que, num tempo que me escapa à memória, também foi legal), não tem mais credibilidade alguma comigo.
No entanto, para minha surpresa, eis que hoje me deparo com uma lista impecável vinda do Framboesa de Ouro. Impecável, com todas as letras. Possivelmente, essa deve ter sido a seleção mais justa que já vi na história do prêmio. A lista é liderada por Eclipse, O Último Mestre do Ar e, claro, Sex and the City 2. Para a saga Crepúsculo, as indicações óbvias de pior filme, diretor, roteiro e remake/sequência/prequel. O filme de Shyamalan e o longa das quatro amigas nova-iorquinas também foram indicados nessas respectivas categorias.
Falar mal de Eclipse (que também conseguiu indicações de pior atriz para a sempre péssima Kristen Stewart e pior ator para Robert Pattinson e Taylor Lautner) e de O Último Mestre do ar é cair no lugar-comum. São filmes muito ruins e que, de fato, merecem todas as indicações que receberam. Contudo, o que mais me deixou contente nessa lista foi o justo massacre de Sex and the City 2. O resultado recebeu bombardeio até dos fãs e ver todo o quarteto indicado a pior atriz, além de Liza Minelli por sua participação vergonha alheia como coadjuvante, é mais do que correto.
Além disso, outros filmes fracassados como Gente Grande, Os Vampiros Que Se Mordam, O Caçador de Recompensas e Fúria de Titãs também tiveram menções. Mais um destaque é a categoria de “Pior uso do 3D”. Uma ótima ideia para “celebrar” como a indústria de Hollywood cobra preços abusivos por filmes que nem sabem usar direito essa tecnologia. Ou seja, o Framboesa de Ouro desse ano é um completo acerto. A lista está maravilhosa (só colocaria Avitividade Paranormal 2 para completar a festa) e o prêmio parece que voltou a se dar o respeito. Isso sim é celebrar os verdadeiros piores do ano! Confira aqui a lista dos indicados.

E o prêmio de carreira irregular foi para Sandra Bullock! Ganhou o Framboesa de Ouro num dia e derrotou Meryl Streep e Helen Mirren no outro ao ganhar o Oscar de melhor atriz. Ela tinha o apoio do público e muita bilheteria ao seu favor, mas foi justamente bombardeada por ter vencido um Oscar que não era seu. Não foi só ela que abalou a já decepcionante visão que eu tinha da premiação (e afirmo que também abalou a de muita gente). A festa em si conseguiu o mesmo feito. Ninguém mais se lembra de Guerra ao Terror e a cerimônia não poderia ter sido mais passageira.
Agora fica a pergunta: o que o Oscar vai aprontar esse ano para tentar recuperar a série de escolhas erradas que fez ano passado? Amanhã, o presidente da Academia e a vencedora do último Oscar de atriz coadjuvante, Mo’Nique, vão anunciar a lista de finalistas para a próxima edição do prêmio. Insisto que ainda é muito cedo para afirmar que A Rede Social é o vencedor certo da festa. Não se surpreendam caso o Oscar queira fazer algo diferente da previsível cerimônia do ano passado. Eles não devem cometer o mesmo erro. Inclusive, não devem premiar outra queridinha de comédias românticas cujo prêmio não vai fazer diferença alguma em sua carreira…
O Cinema e Argumento, então, resolve arriscar alguns palpites para a lista que será divulgada amanhã. Já se foi o tempo em que tinha paciência para também apostar em categorias técnicas. Portanto, ficam, abaixo, as minhas apostas apenas para as categorias principais. Tentei fugir um pouco do óbvio (a previsibilidade anda tão grande que chega a ser um pouco suspeita) e arriscar aqui ou ali. E você, como acha que vai ser a próxima edição do Oscar?
MELHOR FILME [acertos: 10/10]
127 HORAS
BRAVURA INDÔMITA
CISNE NEGRO
O DISCURSO DO REI
INVERNO DA ALMA
MINHAS MÃES E MEU PAI
A ORIGEM
A REDE SOCIAL
TOY STORY 3
O VENCEDOR
MELHOR DIRETOR [acertos: 3/5]
DARREN ARONOFSKY / Cisne Negro
DANNY BOYLE / 127 Horas
DAVID FINCHER / A Rede Social
TOM HOOPER / O Discurso do Rei
CHRISTOPHER NOLAN / A Origem
MELHOR ATRIZ [acertos: 3/5]
ANNETTE BENING / Minhas Mães e Meu Pai
JENNIFER LAWRENCE / Inverno da Alma
LESLEY MANVILLE / Another Year
JULIANNE MOORE / Minhas Mães e Meu Pai
NATALIE PORTMAN / Cisne Negro
MELHOR ATOR [acertos: 5/5]
JAMES FRANCO / 127 Horas
JAVIER BARDEM / Biutiful
JEFF BRIDGES / Bravura Indômita
JESSE EISENBERG / A Rede Social
COLIN FIRTH / O Discurso do Rei
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE [acertos: 5/5]
AMY ADAMS / O Vencedor
HAILEY STANFIELD / Bravura Indômita
HELENA BONHAM CARTER / O Discurso do Rei
JACKI WEAVER / Reino Animal
MELISSA LEO / O Vencedor
MELHOR ATOR COADJUVANTE [acertos: 4/5]
CHRISTIAN BALE / O Vencedor
ANDREW GARFIELD / A Rede Social
MARK RUFFALO / Minhas Mães e Meu Pai
JEREMY RENNER / Atração Perigosa
GEOFFREY RUSH / O Discurso do Rei
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL [acertos: 4/5]
ANOTHER YEAR
CISNE NEGRO
O DISCURSO DO REI
MINHAS MÃES E MEU PAI
A ORIGEM
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO [acertos: 4/5]
ATRAÇÃO PERIGOSA
A REDE SOCIAL
BRAVURA INDÔMITA
INVERNO DA ALMA
TOY STORY 3
So long, farewell, 2010!
Pois é, mais um ano se passou e o Cinema e Argumento, novamente, começa a montar a lista de melhores do ano. Em breve, serão publicadas as habituais regras da premiação e a lista de filmes elegíveis. Nenhuma categoria está plenamente fechada até ser publicada. Então, se quiserem enviar seus recados de For Your Consideration, não pensem duas vezes! Só espero que, esse ano, eu não tenha nenhum momento de insanidade mental ao colocar, por exemplo, Avatar entre os melhores roteiros do ano. Vou tomar os meus remédios certinhos antes de fazer a seleção, ok? Brincadeiras à parte, espero que vocês gostem da quarta edição do prêmio Cinema e Argumento de melhores do ano.
Também gostaria de deixar registrado aqui o meu agradecimento a todos os leitores e a todas as pessoas que foram importantes na minha jornada com o blog. Sem vocês, o Cinema e Argumento não teria completado três anos de existência no último dia sete! Aproveito a ocasião, claro, para desejar a todos um feliz ano novo, com um 2011 cheio de realizações e, claro, bons filmes. Para finalizar bem o ano, vou preparando a lista de melhores de 2010. Eu adoro essa função e desejo muito que vocês gostem também! Começando o aquecimento, coloco abaixo os vencedores do ano passado.

Melhor Filme: Dúvida
“Dúvida é, acima de tudo, cinema obrigatório. Denso, reflexivo e anormalmente bem escrito. Todo o efeito irá pairar como uma nuvem sob sua cabeça por um bom tempo. E não há certeza tão forte quanto a dúvida que o texto te deixa.”
– Wally Soares (Cine Vita)
“É um filme que é caracterizado por um casamento perfeito entre atores e roteiro. O interessante, porém, é que, assim como Ian McEwan, e, ao contrário de Machado de Assis, ele tem plena consciência de que não existe um lado vencedor. A culpa sempre irá existir. A grande pergunta é: quem sabe conviver com ela? Aí, sim, teremos alguém levando vantagem – se é que isso é possível.”
– Kamila Azevedo (Cinéfila Por Natureza)
“A direção discreta é eficiente justamente por depositar no seu elenco os melhores momentos do longa. É tão intenso, que até a minúscula aparição de Viola Davis se torna inesquecível!”
– Gustavo Bezerra (Fina Ironia)











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As melhores cenas de 2010
O emocionante final de Toy Story 3.
Existe alguém que não se emocionou com o desfecho de Toy Story 3? Encerrando com precisão a história dos brinquedos de Andy, a cena toca o espectador, lembrando sobre como abandonar uma fase de nossas vidas pode ser doloroso. A sentimental composição So Long, de Randy Newman, só ajuda a melhorar ainda mais toda a emoção presente nessa sequência.
O incrível plano-sequência de O Segredo dos Seus Olhos.
É até estranho ver uma cena tão ambiciosa como essas em um filme que não tem pretensões grandiosas no setor técnico como O Segredo dos Seus Olhos. No entanto, é uma enorme satisfação ver uma sequência impecável como essa, que foi elaborada de forma genial. O diretor Juan José Campanella mostra que evoluiu muito como diretor.
A impressionante luta sem gravidade de A Origem.
Quando pensei que Christopher Nolan não pudesse me surpreender mais em A Origem, eis que ele vem com essa cena de luta sensacional. Extremamente original e beirando a perfeição, a sequência é de um brilhantismo único porque une ação e inovação. A trilha de Hans Zimmer, junto com a impressionante direção de Nolan, formam um dos momentos mais incríveis desse filme.
A narração inicial de Direito de Amar.
O que falar de um filme que já me deixou impressionado logo nos primeiros minutos? Pois é, o vídeo acima ilustra muito bem o exato momento em que Direito de Amar conseguiu me conquistar por completo. A narração inicial, “becoming George” é melancólica e dolorosa. A fusão perfeita da trilha de Abel Korzeniowski, roteiro e atuação. Espetacular!
Comunicando-se com a família na Terra em Lunar.
Lunar já tinha alcançado a minha admiração como ficção, mas não esperava que o filme também fosse me atingir como drama. A sequência em que o protagonista consegue se comunicar, pela primeira vez, com a sua filha na Terra é de cortar o coração. Não é só Sam Rockwell que torna essa cena arrepiante, mas também a arrebatadora trilha de Clint Mansell.
O desfecho de Mary & Max – Uma Amizade Diferente.
Esse desfecho já seria melancólico para um filme comum, mas ficou ainda mais especial por se tratar de um desfecho muito coerente para essa adulta animação chamada Mary & Max – Uma Amizade Diferente. É aquele tipo de final bittersweet, que deixa o espectador ainda mais satisfeito por ter visto essa produção cheia de significados especiais.
Cantando Joni Mitchell no jantar em Minhas Mães e Meu Pai.
Não é novidade a minha relutância com a possibilidade de Annette Bening ser premiada por Minhas Mães e Meu Pai. Ela está ótima no filme, mas, volto a repetir, só merece reconhecimento se Julianne Moore estiver ao seu lado. De qualquer forma, é com muita sutileza e encanto que ela tem, na cena ilustrada acima, o seu melhor momento no longa. Um momento inspirado de um filme óbvio.
O surpreendente final de Lembranças.
Podem falar mal de Lembranças (um dos filmes mais decentes da carreira de Robert Pattinson), mas aposto que todo mundo se surpreendeu com esse final, né? Tá certo que tudo acontece de forma meio gratuita, como se o roteirista tivesse inventado tudo só para chocar. Mas funcionou? Ah, funcionou! Desfecho impecável para esse bom filme.
Marion Cotillard canta My Husband Makes Movies em Nine.
O vídeo acima tem mais de uma cena, mas só a primeira deve ser considerada: aquela em que Marion Cotillard canta My Husband Makes Movies. Esnobada pelas premiações, a francesa é o coração do decepcionante Nine e ilumina o filme toda vez que aparece. Mas, nesse número em particular, ela consegue todas as atenções ao cantar com pura melancolia.
A cena final de A Enseada.
A composição Dolphins & Ric, de J. Ralph, já poderia ser o suficiente para tornar a última cena de A Enseada em algo digno de atenção. Mas o documentário foi além e reservou um de seus melhores momentos para os últimos minutos. Denúncia e qualidade cinematográfica não faltam nesse ótimo desfecho – e no filme inteiro.
