Happy birthday, Meryl!

Hoje, a melhor atriz de todos os tempos completa 64 anos.
E, claro, não poderíamos deixar de registrar aqui os nossos votos de felicidade.
Parabéns, Meryl!
Abertas as inscrições para o 41° Festival de Cinema de Gramado
Atenção, realizadores! Já estão abertas as inscrições para o 41° Festival de Cinema de Gramado. Até o próximo dia 27, o evento, que acontece de 9 a 17 de agosto na cidade gaúcha, recebe filmes para todas as mostras competitivas. No ano passado, o Festival superou inúmeros problemas financeiros e administrativos, realizando uma edição bastante celebrada. A excelente mostra nacional foi o ponto forte da seleção de 2012: além do divertido Colegas (vencedor do júri oficial) e do excelente O Som ao Redor (premiado pelo júri popular e da crítica), a mostra trouxe outros ótimos exemplares, como o difícil e intenso O Que Se Move. Entre os estrangeiros, Artigas, La Redota foi o grande vencedor. Nos curtas nacionais, Menino do Cinco faturou todos os prêmios principais. Já entre os gaúchos, Elefante na Sala e Garry dividiram as atenções. Essa retomada artística e administrativa do Festival agora segue na 41ª edição, que volta a contar com José Wilker, Marcos Santuario e Rubens Ewald Filho na curadoria dos longas. O regulamento completo pode ser conferidos no site oficial: http://www.festivaldegramado.net
Os piores filmes de 2012
A minha lista de piores do ano não tem Battleship – A Batalha dos Mares, As Aventuras de Agamenon ou Abraham Lincoln – O Caçador de Vampiros. Eles não estão presentes porque sempre procuro sofrer o menos possível quando vou ao cinema. Não preciso ver esses filmes para saber que são péssimos. Simples assim. E com o ingresso do cinema cada vez mais caro, fico ainda mais atento quanto aos filmes que escolho ver. É economia de tempo, dinheiro e paciência. Por isso, a minha lista de piores do ano – que segue abaixo, em ordem alfabética – pode ser um pouco diferente do que você está acostumado a ver por aí. Dentro do universo de longas que assisti em 2012, selecionei dez que me irritaram profundamente – alguns por serem inquestionavelmente ruins mesmo e outros por serem grandes decepções. De Steven Spielberg a Phyllida Lloyd, o que eu vi de mais insuportável no cinema em 2012:

AMOR IMPOSSÍVEL, de Lasse Hallström: E pensar que, um dia, o sueco Lasse Hallström já reuniu nomes de calibre como Judi Dench em filmes que volta e meia eram celebrados pelo Oscar. Mas a verdade é que ele nunca foi um grande diretor. E Amor Impossível traz toda a sua mediocridade como cineasta. Culpa também do roteiro horroroso escrito por Simon Beaufoy (festejado mundialmente por seu trabalho em Quem Quer Ser Um Milionário?), que em nada ajuda a proposta desinteressante e monótona. Não sei quem disse aos envolvidos que uma história sobre pesca de salmão no Iêmen era um assunto estimulante. Até o elenco está murcho aqui, incluindo Kristin Scott Thomas, frequentemente beirando a caricatura. De cortar os pulsos.

CAVALO DE GUERRA, de Steven Spielberg: Talvez seja mais por implicância mesmo, mas não tenho muita paciência com esses filmes açucarados que brincam com a boa vontade do espectador. Cavalo de Guerra pede que eu acredite demais em coincidências e que, em consequência disso, eu embarque em um clima excessivamente manipulador. Há quem goste. Não é o meu caso. E, por isso, Cavalo de Guerra é o meu filme menos favorito do Spielberg em anos. Para agravar a situação, a Primeira Guerra Mundial é mal situada e retratada com todas as formalidade do gênero. Ah, e ainda tem espaço para alívio cômico, aqui representado por um “divertido” ganso… Dessa vez não deu, Spielberg.

A DAMA DE FERRO, de Phyllida Lloyd: Nunca pensei que Meryl Streep fosse ganhar o seu tão aguardado terceiro Oscar por um filme ruim. Não era nenhuma novidade que Phyllida Lloyd não tinha currículo para dirigir a cinebiografia de uma polêmica figura política, mas aqui ela impressionou – no sentido negativo – não só por trazer uma abordagem completamente neutra de Margaret Thatcher (uma personagem que merecia complexidades em função de seus posicionamentos fortes) – mas por cometer o erro de achar que, para conhecermos por completo a protagonista, precisamos acompanhar toda a sua vida. Sem falar que A Dama de Ferro é contado do ponto de vista errado, repleto de alucinações cansativas e irrelevantes de uma idosa Thatcher.

A HORA DA ESCURIDÃO, de Chris Gorak: Os filmes sobre o fim do mundo estão em crise. Já não bastasse o péssimo 2012, outro exemplar mostra que esse cenário pode ser bem tedioso. É A Hora da Escuridão, que até consegue criar certo clima de suspense em seus primeiros momentos, mas que, aos poucos, perde o fôlego e cai na monotonia. É uma pena ver o talentoso Emile Hirsch envolvido nesse filme B que não chega nem perto de empolgar. Exibido nos cinemas em cópias 3D e convencionais, passou completamente despercebido por todos. Também pudera: se é pra mostrar uma trama batida, que pelo menos seja de forma divertida.

MAGIC MIKE, de Steven Soderbergh: Particularmente, uma das grandes decepções do ano. Primeiro porque falta diversão: Magic Mike não é pop, descontraído ou sequer um guilty pleasure. Segundo porque perde muitas oportunidades, como a de quebrar o preconceito com a nudez masculina no cinema. Infelizmente – principalmente depois do ótimo Contágio -, é mais um atestado de que Steven Soderbergh tem pouca personalidade e não consegue mais manter uma boa média nos trabalhos que realiza. Foi lembrado em algumas associações de críticos em função do desempenho de Matthew McCounaghey – o que é um mistério, já que nada nesse filme é digno de honrarias.

NA TERRA DE AMOR E ÓDIO, de Angelina Jolie: Alguns defenderam que tem o seu valor histórico e de denúncia, mas eu só consegui ter sono. As ideias e as propostas de Angelina Jolie são nobres, mas ela falha imensamente como diretora e roteirista. No romance, erra ao não fazer o espectador torcer pelo amor impossível do casal. Na guerra, apenas choca com as cenas mais fortes, sem fazer com que alguém realmente se interesse pelos conflitos da Guerra Iugoslava. Não à toa, só foi lembrado pelo Globo de Ouro na categoria de filme estrangeiro. E foi lembrado por ser de Angelina Jolie, já que, como todos nós sabemos, o Globo de Ouro nunca perde a chance de bajular uma grande celebridade.

A SAGA CREPÚSCULO: AMANHECER – PARTE 2, de Bill Condon: A Saga Crepúsculo não poderia chegar ao fim sem, claro, estar entre os piores do ano. Apesar de ser considerado o “melhor” da série, Amanhecer – Parte 2 é repleto de falhas como qualquer outro longa protagonizado por Edward (Robert Pattinson) e Bella (Kristen Stewart). Falta consistência, desculpas convincentes e, principalmente, um fechamento que dê sentido à existência de tantos filmes. Tem uma boa cena de batalha na neve, mas até ela está cercada de decisões bastante questionáveis. É o mais açucarado e direcionado aos fãs, mas isso não justifica muita coisa.

SOMBRAS DA NOITE, de Tim Burton: Possivelmente, o pior filme de toda a carreira de Tim Burton. Além de ser extremamente repetitivo (quem ainda consegue ver algo de positivo nas recicladas interpretações de Johnny Depp, por exemplo?), o filme tem um humor batido e uma história extremamente dispersa, prejudicada pelo excesso de personagens. Copiando descaradamente longas como A Morte Lhe Cai Bem, Sombras da Noite é uma das experiências mais aborrecidas de 2012. Sorte que Burton conseguiu se reerguer posteriormente com o excelente Frankenweenie.

TED, de Seth MacFarlane: Ainda tento entender como conseguem defender essa comédia que não passa de um completo besteirol americano de mau gosto. Inclusive, também tento entender como um prêmio tão quadrado como o Oscar convocou o diretor e roteirista Seth MacFarlane para apresentar a próxima cerimônia. Rotulado como politicamente incorreto, Ted não tem ritmo e não escapa dos clichês da história do homem que não cresce e é influenciado por um amigo imaturo. Chega dar até pena ver Mila Kunis perdida no meio dessa bobagem. Lamentável.

W.E. – O ROMANCE DO SÉCULO, de Madonna: As intenções são louváveis e o requinte da parte técnica é exemplar (figurinos e trilha são o ponto alto), mas W.E. – O Romance do Século é muito e mal desenvolvido. Culpa da megalomania de Madonna, aqui exercendo total controle sobre o filme, ocupando os cargos de diretora, roteirista e produtora – o que certamente se reflete no resultado final, que deixa bem claro suas limitações em função de uma comandante que pode até ser boa na música, mas que ainda não está nem perto de ser uma cineasta de confiança. A história merecia mais.
Adeus, 2012! (e as melhores cenas do ano)
Tive a sensação que 2012 passou voando… Pessoalmente, foi um ano de desafios, mas também de muitas recompensas. Quanto ao cinema, creio que 2012 teve períodos de grandes decepções (da temporada do Oscar até mais ou menos a metade do ano, os lançamentos, em sua maioria, não cumpriram expectativas) e outros de várias surpresas (os últimos meses foram particularmente interessantes). Foi um ano que valeu – antes de mais nada – por dois momentos muito esperados pelo escriba que vos fala: o terceiro Oscar de Meryl Streep (nunca comemorei tanto frente a uma TV!) e o primeiro prêmio importante para Julianne Moore, uma atriz singular que só agora foi reconhecida – dessa vez, pelo retrato impecável da republicana Sarah Palin em Virada no Jogo. Considerando os lançamentos do circuito comercial brasileiro, conferi 69 filmes – o que é um índice relativamente satisfatório, já que, entre trabalho e faculdade, sempre escrevi sobre tudo que assisti. Agora, como de costume, encerro o ano listando os meus dez momentos favoritos dos filmes que vi durante os doze meses que passaram. A relação que segue abaixo não segue nenhuma ordem. No mais, um excelente 2013 a todos e que a paixão pela sétima arte continue sempre viva dentro de todos nós. Afinal, vale sempre lembrar, esse blog não seria possível sem vocês, leitores. Um forte abraço! =)
•

A cena final de Guerreiro

Kylie Minogue canta “Who Were We?” em Holy Motors

A visita final de Precisamos Falar Sobre o Kevin

Os créditos iniciais de 007 – Operação Skyfall

O tsunami invade a Tailândia em O Impossível

Video Killed the Radio Star no Crazy Dance em Entre o Amor e a Paixão

A cena do elevador em Drive

A cena final de O Abrigo

Matt King (George Clooney) se despede da esposa em Os Descendentes

A sequência incial com Brandon (Michael Fassbender) no metrô em Shame
Chegou a hora do CLOSE 2012!

Começa, na próxima terça-feira (16), a edição 2012 do CLOSE – Festival Nacional de Cinema da Diversidade Sexual, em Porto Alegre. A programação, que se estende até domingo (21), terá exibições no CineBancários e na sala Norberto Lubisco, da Casa de Cultura Mário Quintana. Com ênfase em filmes de baixo orçamento, o festival traz um panorama do cinema contemporâneo independente do Brasil e do mundo, com foco, claro, na diversidade sexual. O CLOSE é uma co-realização do SOMOS e da Avante Filmes. Confira, abaixo, a programação completa:
CINE BANCÁRIOS
16/10 – TERÇA-FEIRA
19h – Cerimônia de abertura
19h30 – Panorama (classificação indicativa: 18 anos)
Tudo o que Deus Criou, de André da Costa Pinto (ficção, Brasil, 105 min, 2012)
17/10 – QUARTA-FEIRA
17h – Cinema Social, Cinema Transformador + Mostra da Casa (classificação indicativa: 10 anos)
Um Diálogo de Ballet, de Filipe Matzembacher e Márcio Reolon (documentário, RS, 7 min, 2012)
Máscaras, de Filipe Matzembacher e Márcio Reolon (videoclipe, RS, 4 min, 2012)
Ontem, de Guilherme Ferreira (ficção, RS, 2 min, 2012)
Donaléo, de Rodrigo Paulino (documentário, CE, 14 min, 2012)
Onde o Tempo Corre Devagar, de Marcos Rocha e Iara Moura (documentário, CE, 26 min, 2012)
Mulheres da Comuna, de Daiana Gomes e Roger Garcia (documentário, CE, 18min, 2012)
20h – Panorama (classificação indicativa: 12 anos)
As Filhas da Chiquita, de Priscilla Brasil (documentário, Brasil, 51 min, 2006)
18/10 – QUINTA-FEIRA
15h – Panorama: Curtas Internacionais (classificação indicativa: 14 anos)
Alle Werden, de Piet Baumgartner (ficção, Suíça, 19 min, 2012)
Out of Bounds, de Nicholas Paul Ybarra (ficção, Estados Unidos, 17 min, 2012)
What do you Know?, de Ellen Brodsky (documentário, Estados Unidos, 13 min, 2012)
Teens Like Phil, de Dominic Rosler e David Rosler (ficção, Estados Unidos, 20 min, 2012)
It’s Consuming Me, de Kai Stãnicke (ficção, Alemanha, 3 min, 2012)
17h – Panorama (classificação indicativa: 18 anos)
Mary Marie, de Alexandra Roxo (ficção, Estados Unidos, 80 min, 2010)
20h – Panorama (classificação indicativa: 12 anos)
The Children of Srikandi, de Laura Coppens, Hera Danish, Yulia Dwi Andriyanti, Dian Eggie, Oji Ijo, Angelika Levi, Stea Lim, Afank Mariani, Imelda Taurinamandala e Winnie Wibowo (documentário, Indonésia, 73 min, 2012)
19/10 – SEXTA-FEIRA
15h – Panorama: Curtas Internacionais II (classificação indicativa: 14 anos)
Akin, de Chase Joynt (documentário, Canadá, 9 min, 2012)
Mariquita, de Bill Bilowit (ficção, Estados Unidos, 14 min, 2011)
Gasp, de Eicke Bettinga (ficção, Alemanha/Taiwan, 15 min, 2012)
Tsuyako, de Mitsuyo Miyazaki (ficção, Japão, 24 min, 2011)
17h30 – Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens I
Desvelo, de Clarissa rebouças (ficção, BA, 15 min, 2012)
O Segredo dos Lírios, de Brunna Kirsch e Cris Aldreyn (documentário, RS, 16 min, 2012)
Homem Completo, de Rui Calvo (ficção, SP, 15 min, 2012)
Assunto de Família, de Caru Alves de Souza (ficção, SP, 12 min, 2010)
Uma, Duas Semanas, de Fernanda Teixeira (ficção, RJ, 17 min, 2012)
20h – Panorama (classificação indicativa: 18 anos)
Reincarnate, de Thunska Pansittivorakul (ficção, Tailândia, 73 min, 2010)
20/10 – SÁBADO
15h – Panorama (classificação indicativa: 18 anos)
Aqueles Dois, de Sérgio Amon (ficção, Brasil, 75 min, 1985)
17h30 – Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens II
Diálogo, de Dannon Lacerda (ficção, RJ, 18 min, 2010)
Na Sua Companhia, de Marcelo Caetano (ficção, SP, 21 min, 2011)
Chapô, de Eduardo Mattos (ficção, SP, 23 min, 2012)
Leve-me Para Sair, de José Agripino (documentário, SP, 20 min, 2012)
30 Segundos, de Wagner Pina (ficção, PB, 12 min, 2012)
20h – Panorama (classificação indicativa: 18 anos)
Otto; Or, Up With Dead People, de Bruce LaBruce (ficção, Alemanha/Canadá, 94 min, 2008)
21/10 – DOMINGO
14h – Panorama (classificação indicativa: 18 anos)
All About Evil, de Joshua Grannel (ficção, Estados Unidos, 98 min, 2010)
16h – Panorama (classificação indicativa: 18 anos)
Bedways, de Rp Kahl (ficção, Alemanha, 79 min, 2012)
18h30 – Panorama (classificação indicativa: 16 anos)
Todo El Mundo Tiene a Alguien Menos Yo, de Raúl Fuentes (ficção, México, 100 min, 2011)
21h – Cerimônia de encerramento
SALA NORBERTO LUBISCO – CCMQ
17/10 – QUARTA-FEIRA
19h30 – Mostra Paralela
Gaydar, de Felipe Cabral (ficção, RJ, 11 min, 2012)
A Arte de Andar pelas Ruas de Brasília, de Rafaela Camelo (ficção, DF, 17 min, 2011)
Resiliência, de Juba Bezerra (ficção, RS, 16 min, 2012)
Joelma, de Edson Bastos (ficção, BA, 20 min, 2011)
Abismo, de Aleques Eiterer (ficção, RJ, 20 min, 2011)
18/10 – QUINTA-FEIRA
19h30 – Mostra Paralela II
Apenas Um, de Leo Tabosa (ficção, PE, 7 min, 2011)
Tchaka em Transe, de Lívia Vieira (documentário, SP, 23 min, 2012)
E Resta Dúvida?, de Luini Nerva (ficção, RS, 12 min, 2012)
Além das 7 Cores, de Camila Biau, (Documentário; SP; 19 min; 2012)
Young Girl, de Cadu Barros (ficção, RJ, 10 min, 2012)
19/10 – SEXTA-FEIRA
19h30 – Panorama (classificação indicativa: 12 anos)
The Children of Srikandi, de Laura Coppens, Hera Danish, Yulia Dwi Andriyanti, Dian Eggie, Oji Ijo, Angelika Levi, Stea Lim, Afank Mariani, Imelda Taurinamandala e Winnie Wibowo (Indonésia, 73 min, 2012)
20/10 – SÁBADO
19h30 – Panorama (classificação indicativa: 18 anos)
Reincarnate, de Thunska Pansittivorakul (Tailândia, 73 min, 2010)
21/10 – DOMINGO
19h30 – Panorama (classificação indicativa: 18 anos)
Otto; Or, Up With Dead People, de Bruce LaBruce (Alemanha/Canadá, 94min, 2008)