O Solteirão

– He’s tender and sweet and smart and funny and a million things that you aren’t.

– I was once, honey. It doesn’t last.

Direção: Brian Koppelman e David Levien

Elenco: Michael Douglas, Jenna Fischer, Mary-Louise Parker, Susan Sarandon, Danny DeVito, Jesse Eisenberg, Imogen Poots

Solitary Man, EUA, 2009, Drama, 90 minutos

Sinopse: Há seis anos atrás, Ben Kalmen (Michael Douglas) descobriu que tem um problema cardíaco. Foi a partir de então que sua vida degringolou de vez. Sua famosa concessionária de carros foi à falência, graças à descoberta de um golpe. Seu casamento com Nancy (Susan Sarandon) também foi por água abaixo, já que Ben passou a ter diversos casos. Sem dinheiro e com o nome na lama, hoje ele conta com a filha Susan (Jenna Fischer) e o neto, mas enfrenta resistência do genro Gary (David Costabile).

Em O Solteirão, Michael Douglas faz novamente o papel de um sujeito cafajeste e que engana as pessoas – incluindo sua própria família. Se o Gordon Gekko do recente Wall Street – O Dinheiro Nunca Dorme tinha esse perfil porque era ganancioso e sedento por poder, o Ben Kalmen de O Solteirão tem esse jeito simplesmente porque não consegue ter outro perfil, ele é assim (e não faz a mínima questão de mudar essa situação). Apesar dessas diferenças, tanto os filmes quanto os personagens não se repetem em suas propostas. As abordagens são diferentes.

O péssimo título brasileiro para Solitary Man nada diz sobre o estilo desse filme da dupla Brian Koppelman e David Levien. Quem acha que encontrará uma história cômica, onde o personagem se envolve a todo minuto com mulheres lindas ao estilo Alfie – O Sedutor pode ter uma bela surpresa. O Solteirão tem todo o seu foco no caráter mentiroso do personagem e como ele decepciona as pessoas em sua volta. Ou seja, essa produção pode ser vítima de uma divulgação errada. Na realidade, independente de como é vendido, o filme não ganha nem perde muita coisa por isso.

Digo isso porque O Solteirão é apenas regular em praticamente todos os aspectos. Como drama, não consegue ir muito além da velha história do homem que não consegue se conectar com ninguém e que tende a machucar seus familiares e amigos. Uma história batida e que é tratada de forma corriqueira, incluindo o personagem de Douglas, que está longe de ser magnético como o ótimo Gekko de Wall Street. O ator, por sinal, é, de fato, o grande destaque do filme, uma vez que o elenco de suporte (Danny Devito, Jenna Ficher, Susan Sarandon e Mary-Louise Parker) são mal aproveitados e não possuem o espaço em cena que mereciam.

No balanço final, ao menos para mim, fica a sensação de que O Solteirão não inova e entrega um filme que todos nós já vimos em algum momento da vida. Ainda que esteja longe de ser um filme ruim, a produção nunca engata e fica naquele nível do satisfatório educado. Ou seja, são poucos os que vão reclamar e também são poucos os que vão elogiar. É apenas ok. Se tivesse um roteiro mais original ou, então, um melhor aproveitamento do elenco de suporte, seria bem mais do que uma opção de dvd para se ver sem exigências.

FILME: 7.0


8 comentários em “O Solteirão

  1. Reinaldo, ao menos para mim, um filme tem que apresentar coisas noas para ir além do “satisfatório”. E “O Solteirão” só traz mais do mesmo…

    Cleber, eu gosto do Michael Douglas e ele é o principal atrativo de “O Solteirão”!

    Wally, pena que os coadjuvantes sejam tão desperdiçados…

    Roberto, pena que eu não curti o filme como a maioria, então =/

    Mayara, o filme bem que poderia ter sido lançado diretamente em DVD. Não sei o porquê de ter ido para os cinemas.

    Kamila, não vejo muitas razões para elogiar “O Solteirão”…

  2. Tem muita gente elogiando este filme. A sua opinião é a primeira que leio que é mais pé no chão. A conferir!

  3. Estava com ele na mão, mas as legendas estavam fora de sincronia (e eu detesto filmes dublados!). Preciso conferir. Tem muita gente falando bem dele na blogosfera.

  4. Não acho que porque um filme não apresenta nada genuinamente novo ele seja apenas satisfatório. O solteirão é um ótimo filme que se afiança na excelente interpretação de Michael Douglas. É o tal do filme de ator.

    Abs

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