My Own Love Song

Direção: Olivier Dahan

Elenco: Renée Zellweger, Forest Whitaker, Nick Nolte, Madeline Zima, Elias Koteas, Andrea Powell, Del Pentecost, Chandler Frantz

EUA/França, 2010, Drama, 102 minutos

Sinopse: Jane Wyatt (Renée Zellweger), uma cantora paraplégica que abandonou a carreira, e seu amigo, Joey (Forest Whitaker), decidem viajar de carro para Memphis. Os dois enfrentaram tragédias na vida e buscam na companhia do outro apoio para enfrentar os problemas.

Logo na primeira cena de My Own Love Song já podemos saber qual o tipo de filme estamos prestes a assistir. Jane (Renée Zellweger) está sentada sozinha em um bar tomando cerveja quando um homem começa a puxar assunto. Ele elogia as belas mãos de Jane, sugerindo que ela poderia ser uma pianista. Ela nega, mas revela que é uma cantora. O homem gosta da ideia e a convida para uma partida de sinuca e, quem sabe, uma noite agradável de conversa. Ela aceita. Mas, quando ele levanta e vê que a moça está em uma carreira de rodas, imediatamamente se afasta e vai embora pedindo desculpas.

Para bom entendedor, só essa cena já é o suficiente para prever as escolhas posteriores de My Own Love Song. E elas são todas previsíveis, quando não vazias ou limitadas. Está certo que Olivier Dahan mostrou ser um diretor falho em diversos aspectos do seu trabalho mais marcante, a cinebiografia Piaf – Um Hino ao Amor. Mas, se existia uma coisa que dava muito certo na dramática história de Edith Piaf (Marion Cotillard) era a notável direção de atores e a emoção. Não é o que encontramos nessa inserção americana do francês. Falta vigor e uma representação mais contundente. Tanto por parte do roteiro quanto por parte dos atores.

Se Renée Zellweger já provou, de uma vez por todas, que inutilizou o seu rosto com aplicações de botox (ela simplesmente não consegue fazer qualquer expressão sem que as plásticas em seu rosto fiquem mais evidentes do que a própria emoção que ela quer passar), Forest Whitaker não tem muito o que fazer com seu papel desinteressante e sua representação até um pouco caricata, já que seu papel é o do típico louquinho que faz muitas travessuras e causa simpatia no espectador por também ter um grande coração. Os dois não conseguem segurar o filme, que já sofre por ter um roteiro que não sabe dizer ao que veio.

My Own Love Song é um road movie que não tem um propósito bem definido. Se Transamérica, um exemplo mais recente do gênero, sabia delinear bem a importância da vigem para a protagonista Felicity Huffman e seu filho Kevin Zegers, o filme de Olivier Dahan não consegue desenvolver de forma satisfatória um motivo plausível para os personagem terem ido para a estrada ou como o caminho percorrido trará mudança para ambos. Os dramas são simples e corriqueiros e não se encaixam em um filme que deseja ser um road movie. É um filme de estrada que não deixa a sensação de que o é.

FILME: 6.0


7 comentários em “My Own Love Song

  1. Grande Filme, grande elenco, grande Bob Dylan. Valeu o filme é ótimo.

  2. Kamila, ela já não consegue fazer qualquer expressão sem que o botox dela fique visível. Lamentável…

    Leandro, a música não tira o filme da inexpressividade. E só de um filme ter a Renée Zellweger, hoje em dia, já fico com o pé atrás.

    Mayara, e, realmente, o filme é bem irregular…

    Wally, não perde muita coisa…

  3. Nossa, eu não sabia deste filme e, agora com sua crítica, não fiquei com a mínima vontade de procurar.

  4. Lembro de ter lido comentários bem negativos na época que esse filme estava em Tribeca, mas só de ler o nome da Zellweger já é bom ficar com um pé atrás.

  5. Não conhecia, mas, também não tenho paciência mais com a Rene, que alias, nunca foi boa atriz, não me conformo com aquele OSCAR! Afê!

  6. Nunca pensei em assistir esse filme,Renée Zellwegger é um dos seres mais desanimadores da atualidade,como você mesmo disse,se Piaf é o filme que é,culpa total dos atores e a única coisa que mais me chamou atenção no poster foi o música de Bob Dylan,só.
    Abs

  7. Renée Zellweger acabou a carreira dela, né??? Acho engraçado que toda vez que a gente fala dela, é impossível não mencionar todo aquele botox…

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