Na coleção… Um Beijo a Mais

Para quem não sabe, Um Beijo a Mais é refilmagem de um longa-metragem italiano chamado O Último Beijo, de 2001. Como muito acontece em Hollywood, não havia necessidade de um remake. Mas, já que ele existe, devemos tentar encontrar nele algumas possíveis qualidades. E, por mais que Um Beijo a Mais não seja nada espetacular ou digno de maiores aplausos, possui alguns aspectos bem interessantes. É uma história que se sai bem não só na hora de discutir relacionamentos, mas também nas interpretações.

Michael (Zach Braff) está de casamento marcado com Jenna (Jacinda Barrett), com quem namora há três anos. Ele está prestes a chegar em seu trigésimo aniversário e acredita ter uma vida completa. Contudo, ele conhece Kim (Rachel Bilson, da série The O.C.), que faz com que ele repense tudo o que já conseguiu em sua vida e reavalia sua visão sobre relacionamentos. O filme também acompanha outras histórias, como a vida amorosa dos amigos de Michael e o casamento abalados dos sogros do protagonista.

Um Beijo a Mais ganha superficialidades por ser um produto comercial norte-americano. Algumas densidades mais dramáticas do filme italiano não estão presentes aqui. O caráter de apelo popular tira o aprofundamento de alguns conflitos (a história de Tom Wilkinson e Blythe Danner, por exemplo, merecia muito mais espaço). Entretanto, isso não chega a tirar a sensação de dever cumprido. Tudo bem que o resultado não está isento de falhas, mas a produção alcança bom desempenho no seu tipo de formato.

Se Blythe Danner e Tom Wilkinson possuem a storyline mais interessante, Zach Braff e Jacinda Barrett não desapontam com seus momentos de protagonista. Sem falar de um bom Casey Affleck como coadjuvante. O elenco é um dos principais acertos de Um Beijo a Mais, uma produção que versa sobre relações de forma satisfatória, ainda que com um desenvolvimento preso demais aos moldes norte-americanos e com um final meio abrupto. Destaque para a ótima trilha sonora.

FILME: 8.0


8 comentários em “Na coleção… Um Beijo a Mais

  1. Roberto, “O Último Beijo” é melhor… Mas, para os padrões americanos, “Um Beijo a Mais” se sai muito bem.

    Mayara, concordo!

    Luís, eu achei bem legal =/

    Vinícius, a Blythe Danner merecia mais espaço no filme, né?

    Vinicius, eu também adoro “Hora de Voltar”! O Zach Braff sempre faz filmes interessantes, mesmo que eu não goste tanto dele…

    Cleber, esse filme é cheio de momentos de “ajuda”… Entendo o que você quer dizer.

    Willian, obrigado! =)

  2. Gosto bastante desse filme e já assisti varias vezes^^
    A história como você disse não tem nada de espetacular, mas é bem humorada e tem um drama interessante.
    Mas o que deixa o filme com um toque especial em minha opinião com certeza é a trilha sonora: snow patrol, coldplay dentre outros são excelentes compositores!
    Warning sings no final “apavora “!!

    Recomendo sempre que possível ( =

    Abraço e aprecio muito seu blog, está de parabéns.

  3. PQP! Sorry. Ninguém gostava desse filme até agora. Sabe aquele filme que “te ajuda” de alguma forma? É esse, eu adoro, o elenco é exepcional, e trilha é especialmente tocante, e a história pra poucos. Òtimo filme!

  4. Essa cena que você ilustrou a postagem é muito legal. O cara fica ali durante dias, toma chuva e tudo mais, para que a mulher possa perdoá-lo. O efeito é bonito e sensível. Gosto muito desse filme.

    Aliás, os filmes do Zach Braff são interessantes. Nem preciso falar nada sobre “Hora de Voltar”, um dos meus longas favoritos.

    Abraços, Matheus!

  5. Gosto desse filme, sem dúvida um bom drama que encanta especialmente pelo elenco – adoro a Blythe Danner nessa produção, ela está ótima!

  6. Eu devo dizer que eu realmente não gostei desse filme. Não consegui me entender com o que ele havia para mostrar e achei que me faltou muito entretenimento… realmente não gostei.

  7. Ainda não assisti o original, mas gostei deste, pela questão da indecisão. O elenco está ótimo e a trilha sonora é um deleite. ;)

  8. Essa versão eu não conheço, mas o último beijo eu assisti e, na época, curti muito. Se não me engano o diretor é o mesmo que dirigiu o Will Smith em À procura da felicidade e Sete vidas.

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