Na coleção… Boogie Nights – Prazer Sem Limites

São poucos os diretores que, a cada trabalho, conseguem mostrar superação e também despertar no público a sensação de que estamos diante de um “mestre”. Paul Thomas Anderson pode se considerar um desses caras. Tem, pelo menos, três filmes no seu currículo que são definidos como “obra-prima”. Se Magnólia e Sangue Negro (esse não chega a despertar minha admiração) são os exemplares mais recentes, foi Boogie Nights – Prazer Sem Limites que abriu os olhos do mundo para Anderson – e o filme justifica muito bem o porquê.

Não é só em função da temática no mínimo curiosa (os bastidores da indústria pornográfica) que o filme obteve sucesso. A produção, em um conjunto geral, tem aspectos extremamente interessantes. Anderson já demonstra absurda segurança em um de seus primeiros trabalhos. O talento dele está nas tomadas bem trabalhadas ou, então, no lado pop da história (a trilha sonora maravilhosa tem papel fundamental no desenrolar dos fatos). Sem falar, claro, na própria direção de atores.

Lançado em 1997, Boogie Nights lançou Mark Wahlberg ao estrelato (e ainda o ator tem aqui o melhor desempenho de sua carreira) e também já contava com nomes que estavam prestes a serem reconhecidos nos próximos anos, como Julianne Moore (no auge de sua beleza e em uma interpretação indicada ao Oscar de atriz coadjuvante) e Philip Seymour Hoffman. Burt Reynolds, como o diretor de filmes pornográficos, também tem excelente destaque.

A princípio, é um filme que pode parecer demasiado longo. Mas, se formos levar em conta o número de personagens e como cada história tem satisfatórios desenvolvimentos, isso não é um problema. Boogie Nights, portanto, marcou uma década e é um dos filmes que melhor definem o jeito de fazer cinema nos anos 90. Difícil escolher entre esse trabalho ou Magnólia. Mas, independente disso, afirmo, sem pestanejar, que Paul Thomas Anderson é um sujeito que não se encontra em qualquer canto.

FILME: 9.0

10 comentários em “Na coleção… Boogie Nights – Prazer Sem Limites

  1. Luís Galvão, considero “Boogie Nights” e “Magnólia” melhores que “Sangue Negro”.

    Vinícius, concordo com tudo que você disse!

    Tunay, legal \o/

    Kamila, poderia ter vencido fácil, né? Porque aquele Oscar para a Kim Basinger foi uma coisa tão sem noção…

    CaroLL-E, PTA é gênio!

    Jenson, tem que ver logo, é maravilhoso!

    Acauã, eu não lembro hahaha

    Wally, masterpiece \o/

    Reinaldo, é raro encontrar pessoas que não se entusiasmam com “Sangue Negro”. Não estou sozinho, então!

  2. Concordo plenamente com tudo o que vc disse. Tb não sou grande entusiasta de Sangue negro e é difícil escolher entre este e Magnólia como a obra prima mor desse grande mestre.
    abs

  3. AMO! Também tenho.
    Ainda lembro quando passava super proibidão no SBT hehehe

  4. PTA é genial e isso é incontestável, seus filmes são obras para serem vistas e analisadas. Magnólia e Sangue Negro estarão no meu coração de cinéfila para sempre!
    ótimo texto!

  5. Depois de “Magnolia”, o melhor filme feito pelo PT Anderson. Acho, inclusive, que a Julianne Moore deveria ter ganho o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pela performance em “Boogie Nights”.

  6. Eu sou um dos que define esses três filmes do diretor como obra-prima e para mim “Boogie Nights” é um dos melhores filmes dos anos 90 – até um tanto subestimado.

  7. PTA já escreveu seu nome no hall de grandes mestres do cinema exatamente por se mostrar hábil a qualquer filme. Os três que você citou mostram bem isso, diferentes, mas com um estilo próprio. Não acho Boogie Night melhor que Sangue Negro, mas sem dúvida é um dos melhores.

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