
Direção: John Hillcoat
Elenco: Viggo Mortensen, Kodi Smit-McPhee, Charlize Theron, Guy Pearce, Robert Duvall, Molly Parker, Bob Jennings
The Road, EUA, 2009, Drama/Suspense, 111 minutos, 16 anos
Sinopse: O planeta terra foi totalmente devastado por um evento cataclísmico. Milhares de pessoas foram erradicadas por incêndios, inundações, e outras morreram de fome e desespero. Um pai (Viggo Mortensen) e seu filho (Kodi Smit-McPhee) resolvem partir em uma longa viagem pela América destruída, em direção ao oceano, em uma épica jornada de sobrevivência nesse mundo pós-apocalíptico. Os dois devem permanecer unidos, contando com uma imensa força de vontade que mantém suas esperanças vivas, não importa a qual custo, para enfrentar todos os obstáculos, desde as condições adversas de temperatura até uma gangue de caçadores canibais.

Sou muito fã de filmes apocalípticos com clima dramático. Principalmente, daqueles que retratam uma humanidade devastada, vazia e obscura. No gênero de suspense já vimos isso milhares de vezes, mas é impressionante como esse tipo de história fica bem mais interessante quando narrada sob uma forma dramática. A Estrada não é um grande filme – e até possui bastante falhas – mas consegue, com muita facilidade, criar um perfeito clima de fim de mundo na tela.
A bela fotografia de Javier Aguirresarobe é o que existe de melhor na construção visual do filme. Ela nos leva para dentro da história, como se estivéssemos vagando com os personagens e participando da agonia deles. Um trabalho que merecia reconhecimento. A direção de arte impecável é outro aspecto bem interessante, já que A Estrada não faz questão de representar um mundo destroçado e sim um mundo bagunçado, vazio e sem esperança.
Se isso não fosse o bastante, ainda existe uma espetacular trilha sonora de Nick Cave e Warren Ellis (a dupla que realizou a também ótima de trilha de O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford). Portanto, todo o setor técnico realiza um trabalho espetacular em todos os sentidos. É a técnica e o ótimo trabalho de Viggo Mortensen (um ator que, ultimamente, tem se mostrado muito versátil) que tornam a situação de A Estrada tão plausível e verdadeira. Mas se por um lado o filme de John Hillcoat tem pleno êxito em sua parte técnica, comete o erro de escorregar diversas vezes no roteiro.
O ritmo é lento e a história muito dramática. Os maiores conflitos que existem são o desespero dos dois personagens principais. Ambos não conseguem enxergar esperança no vazio mundo em que vivem. É um mundo onde a comida é escassa, as pessoas são perigosas e até uma moradia fixa é difícil de manter. O roteiro, de vez em quando, resolve colocar um suspense. Ao meu ver, não se sai feliz nessa tentativa – as cenas de tensão, apesar de funcionarem, parecem avulsas e sem muito propósito. Outro problema é a insistência de usar flashback para mostrar a personagem de Charlize Theron. Outra tentativa frustrada de causar impacto.
A Estrada tem vários problemas sequenciais no roteiro e com muita frequência não varia o que está sendo mostrado em tela. Tudo parece uma variação dos mesmos questionamentos e conflitos. Não li o livro de Cormac McCarthy, no qual o filme foi baseado, mas o roteiro se perde um pouco nesse ponto. Contudo, o mais importante aqui é que A Estrada conseguiu criar uma ambientação perfeita e um mundo que nos suga para a sua realidade. Acho que é aí que está o maior mérito: o filme pode até não envolver em seus conflitos, mas ao menos consegue nos deixar a par de tudo o que as figuras do filme estão passando.
FILME: 7.5

Realmente, concordo com as opiniões favoráveis ao filme e também às desfavoráveis (aquelas que se pautam nos “filmes da moda”).
Eu o vi na tela de casa e devo dizer que, se estivesse no cinema, sentiria totalmente o desalento, desesperança e frieza das cenas bem mais (afinal, trilhas são muitíssimo importantes).
Interessantíssimas as visões de moral cogitadas pelo enredo, o aspecto cinzento constante – com pequenas lufadas de cores – e a extrema desesperança – como se nada mais valesse a pena (utilizando-se maravilhosamente do confronto cronologico do presente mortiço e do passado viçoso). Quase uma obra-prima!
Finais são possíveis vários – e concordo ainda -, contudo, o filme continuaria mais intenso se fossem estes finais realizados de modo a nos deixar com mais perguntas ainda.
Aliás, já estudei Astronomia por um tempo e sei que um grande meteorito faria tal estrago sim!
filme 2012 é propaganda enganosa no cinema,mas A Estrada é muito bom…
Assim como os Compositores da trilha sonora, Viggo Mortensen teve sua atuação esnobada pela academia, o que é outro absurdo (hehe). Li em algum lugar que a imagem de seu persongem remete a de Jesus vagando num mundo Pós Apocalíptico, o que faz todo sentindo considerando o fantástico trabalho de maquiagem e , claro, na atuação contida, preciosista e dilacerante do ator!
Mayara, não li a história, mas o filme é interessante…
Luis Galvão, o Viggo está ótimo!
Reinaldo, os flashbacks ficam bem avulsos na história…
Vinícius, eu achei até um pouco decepcionante.
Mark, lindo mesmo haha
Ai que banner lindo desse blog, uhasuhasuhas.
Minha cotação foi a mesma. Por mais que o filme tenha seus pontos altos, no geral não me deixou uma impressão tão favorável quanto esperava. Vale mais por determinados aspectos como a atuação do Viggo e pela técnica.
Já li o livro e achi muito bom. Curioso para ver o filme. Em compensação, desdeo trailer tive a impressão que essesflashbacks com Charlize iam prejudicar o andamento do filme. Vou tirar a prova dos nove. ABS
Ainda não vi, mas já tinha lido o roteiro e o livro de filme e gostei bastante dos dois. Tou curioso pelo Viggo, que recebeu muito elogios, inclusive o seu.
Tenho bastante vontade de ler a história, parece ótimo. ;)