Na coleção… Um Amor Verdadeiro

Tenho um grande fraco por filmes que retratam histórias de câncer. Mas, também, não pode ser qualquer filme. Considero inadmissíveis essas produções insuportavelmente clichês e que nem atores bons possuem para trazer algum tipo de emoção. Lembro, diretamente, daquele péssimo filme com o casal Amanda Peet e Dermot Mulroney, O Amor Pode Dar Certo. Agora, quando só uma atuação acerta de forma contundente, já é o suficiente para me emocionar. E, convenhamos, a maioria dos bons filmes com essa temática são assim: não passam de um ótimo trabalho de elenco.

Um Amor Verdadeiro não se difere dos seus irmãos nessa temática. Entretanto, o que faz o diferencial aqui é que todos os atores estão em ótimos momentos. A beneficiada poderia ser apenas Meryl Streep, já que ela é a vítima da doença. Não é o que acontece. Renée Zellweger, William Hurt e Tom Everett Scott também estão impecáveis como a família que, de repente, tem que aprendar a lidar com o câncer da matriarca. A sinopse é exatamente essa e não existe muito o que se dizer: Um Amor Verdadeiro trata sobre as feridas sentimentais que ficam expostas quando as estruturas de uma família ficam fargilizadas após a doença de alguém. O que existe aqui é uma grande sinceridade – que é transmitida com muita competência pelos atores.

Meryl Streep (em uma duvidosa indicação ao Oscar de melhor atriz, já que, claramente, não é a protagonista) dá um nó em nossos corações com cenas totalmente avassaladoras – especialmente naquelas em que está aniquilada pela doença. Renée Zellweger, em ótimo momento (possivelmente, o meu favorito da atriz), representa a força da família – uma vez que é a filha que voltou para casa apenas para cuidar da mãe, já que os o pai e o outro filho não conseguem lidar direito com isso. William Hurt, como o patriarca que, a princípio, parece relapso e sem coração, entrega outro excelente desempenho ao passo que Tom Everett Scott se sai muito bem em suas poucas cenas.

Um Amor Verdadeiro é longo em demasia (chega a ultrapassar duas horas de duração para narrar uma história que poderia ser contada de forma mais objetiva) e tem vários clichês – o Natal não poderia faltar, claro. Contudo, é um desses filmes de câncer que dá muito certo. Entramos de corpo e alma na história e conseguimos sofrer junto com aquela família. E, também, notamos que não é mérito apenas de uma dedicada Meryl Streep que sofre o tempo inteiro. É mérito de uma equipe de atores e de um roteiro que sabem que existe uma linha muito tênue entre o emocionante e o forçado. Um Amor Verdadeiro pode até apelar para as formas mais convencionais, mas nunca soa forçado ou sequer incômodo por ser formulaico. E, por isso mesmo, é um ótimo longa.

FILME: 8.5


8 comentários em “Na coleção… Um Amor Verdadeiro

  1. Luís, eu não disse que vi beleza no filme… Só acho que “Um Amor Verdadeiro” se sai muito bem dentro de suas limitações.

    Leandro, essa era a época boa da Renée.

    Reinaldo, para mim, o elenco é o ponto alto do filme!

    Bruno, vale a pena dar uma chance.

    Kamila, também gosto do filme por essa razão!

    Santiago, “Um Amor Verdadeiro” é um excelente exemplo de filmes com essa temática… Sem falar, claro, que tem Meryl!

    Fael, se você não gosta de filmes assim, então nem dê uma chance – tem que gostar desses dramalhões para entrar no clima do filme.

  2. Nunca vi, e não tenho muito interesse em ver; apesar da presença de Streep, não é o tipo de filme que me desperta atenção.

  3. Vi porque vejo tudo da Streep, e como sempre, ela está muito bem. Mas acho que em alguns momentos, o longa beira o piegas, querendo nos fazer chorar a qualquer custo. É emocionante? É, “pero no mucho”. Não sei se o indicaria a alguém.

    Abraço!

  4. Assistir a obras com esta temática sempre mexem muito comigo e com minhas emoções por ter vivido uma experiência similar. Gosto de “Um Amor Verdadeiro” pela maneira como retrata a relação de mãe e filha num momento que é particularmente difícil e pela maneira como mostra a filha se fortalecendo como pessoa num momento que nos proporciona justamente esta experiência.

  5. É um tipo de filme que não me chama muito a atenção, mesmo com a Meryl Streep. Parece que foge de alguns clichês do gênero, se passar numa HBO da vida é possível que eu assista!

    Abs.

  6. Concordo contigo em tudo o que vc disse Matheus. Tb tenho esse fraco por filmes com essa temática. E nesse caso em particular, o elenco está assombroso. Tb tenho este filme na minha coleção. ABS

  7. Acho o filme um dramalhão digníssimo , Meryl Streep fazendo o de sempre ou seja perfeito.
    E Renée Zellwegger mostrando que não é essa desgraça toda que vemos hoje em dia.
    Abraços ;D

  8. Honestamente, eu discordo de você. Não consigo enxergar essa beleza que você viu no filme. Na minha opinião, é um filme bastate disperso, com poucas cenas emocionais – para se ter uma ideia, o único momento que achei intenso no filme é quando Kate grita que não é aleijada e que não pode ser tratada assim dentro de sua própria casa. Até esse momento, eu estava quase dormindo e após esse momento eu praticamente dormi.

    Quanto ao tempo do filme, longuíssimo mesmo. Propicia uma sonolência terrível, mesmo se visto no momento mais desperto do seu dia. Os atores estão corretos, nenhum grande destaque e a indicação de Meryl Streep me assustou profundamente. Não resta dúvidas de que a Academia simplesmente a tem como favorita… na falta de uma atriz, indicam-na. Creio que mesmo que ela não faça nenhum trabalho cinematográfico num determinado ano, é capaz de concorrer ao Oscar!

    Que filme chato! É o que eu tenho a dizer. Minha nota seria entre o cinco e o seis por causa do tom correto dos atores e pelo tema abordado.

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