Lunar

We’re not programs, Gerty. We’re people.

Direção: Duncan Jones

Elenco: Sam Rockwell, Kevin Spacey (voz), Dominique McElligott, Rosie Shaw, Adrienne Shaw, Matt Berry, Malcolm Stewart

Moon, Inglaterra, 2009, Drama/Ficção, 97 minutos

Sinopse: Sam Bell (Sam Rockwell) é um astronauta que cumpre uma missão de três anos na Lua, em uma base instalada pela Lunar Industries. Sua função é extrair do solo e enviar regularmente à Terra uma substância que ajuda a renovar a energia do planeta. Sam tem apenas a companhia do computador GERTY (Kevin Spacey) e está ansioso para completar o trabalho, o que ocorrerá dentro de duas semanas, quando um novo funcionário virá substituí-lo. Só que, repentinamente, Sam começa a delirar e sofre um acidente. A partir de então ele encontra um clone seu dentro da estação lunar.

Admiro demais atores que conseguem, com muito êxito, sustentar sozinhos uma peça de teatro ou um filme inteiro. Se eu me encantei com a vitalidade cômica de Juca de Oliveira num monólogo de 90 minutos na peça de teatro Happy Hour ou com total a entrega física de Tom Hanks ao seu solitário personagem de Náufrago, não era novidade alguma que eu iria admirar o empenho de Sam Rockwell nesse Lunar.

Chegando discretamente em dvd, essa indepedente ficção científica não fez sucesso no circuito comercial, mas acumula reconhecimento de quem o assiste. Indicado ao BAFTA de melhor filme britânico, Lunar é um dos longas mais intrigantes que tive a oportunidade de ver nos últimos tempos. Diferente em sua proposta – principalmente no que se refere ao estilo adotado pelas ficções contemporâneas – o filme tem inúmeros méritos.

Podemos citar o roteiro e a direção, que estão em plena sintonia. Esses dois fatores contribuem demais para o excelente funcionamento de Lunar. Com muita frequência é possível ficar tenso e, de uma hora para a outra, emocionado e intrigado. Isso poderia incomodar. Não é o caso. Uma montanha-russa de emoções é construída e isso tem o poder de deixar o espectador ainda mais ansioso pelo que está por vir.

A arrebatadora trilha sonora de Clint Mansell, a fotografia e a direção de arte são outros dos inúmeros acertos que formam a atmosfera magnética do filme – bem como o extraordinário desempenho de Sam Rockwell, sozinho e segurando com muita competência a história. Lunar, no final das contas, é um filme muito instigante.

Mas não dá para se dizer que chega a ser exepcional ou sequer recomendável. Explico. Não é um filme para todos. Existe muito apelo psicológico ali e os acontecimentos são lentos, mastigados com muita calma. É preciso estar de cabeça aberta para assistir Lunar, um filme que prima por ser diferente em todos os aspectos – e isso pode ser ruim ou bom. Depende do seu ponto de vista.

FILME: 8.5

4 comentários em “Lunar

  1. Vinnie, acho que ele foi além disso!

    Vinícius, concordo plenamente!

    Vinicius, eu achei que o filme teve um ritmo excelente.

  2. Sem dúvida “Lunar” é um daqueles filmes injustiçados que mereciam uma distribuição decente nos cinemas. E, claro, o Rockwell está mesmo sensacional.

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