Avatar

Direção: James Cameron

Elenco: Sam Worthington, Sigourney Weaver, Micelle Rodriguez, Giovanni Ribisi, Zoe Saldana, Peter Mensah, Matt Gerald

EUA, 2009, Ficção Científca, 164 minutos, 12 anos

Sinopse: Jake (Sam Worthington), um veterano de guerra paraplégico, é levado em uma missão à Pandora, um planeta habitado pelos Navi, uma raça humanóide que possui cultura e idioma próprios. O encontro com esses seres muda a vida dele para sempre.

Deve ser um enorme fardo ter um filme chamado Titanic na carreira. E também deve ser no mínimo amendrotador tentar fazer algum outro trabalho depois do astronômico hit estrelado por Kate Winslet e Leonardo DiCaprio. O público vai ser exigente e a crítica mais ainda, sem falar que as expectativas em torno do projeto são imesas – principalmente quando um diretor fica doze anos sem sequer lançar qualquer outra produção. No entanto, James Cameron é um sujeito de coragem. Não apenas está dando a cara à tapa com Avatar como também realiza aqui um blockbuster cheio de ambições.

A espera valeu a pena: Avatar é um dos maiores deleites visuais que o cinema nos apresentou nessa década que se encerra. Toda a parte estética é de uma perfeição realmente impressionante, onde o fato de que quase dois terços da película são somente efeitos nunca incomoda. A ação também é beneficiada com isso, pois Cameron utilizou toda a melhor tecnologia possível não só para criar o mundo fantasioso dos personagens, mas também para trazer muita adrenalina ao desenvolvimento narrativo.

A abordagem cinematográfica de Avatar foi, claramente, influenciada por outros filmes contemporâneos. É possível notar referências que vão desde Matrix (olhem como as propostas de dois mundos paralelos nos dois filmes são idênticas) até King Kong (as cenas nas florestas com bichos desconhecidos e rituais, por exemplo). Portanto, toda a aparência de superprodução não fica só nos padrões técnicos, mas também na forma como a trama se desenvolve – é fácil notar que estamos diante de um filme bem produzido em seu miolo.

Não vou mentir, Avatar é um grande entretenimento e absurdamente perfeito em sua tecnologia. Mas não sei se ele chega a ser um filme tão definitivo como estão apontando por aí. Fiquei com a impressão de que o diretor James Cameron realizou apenas um blockbuster digno de aplausos – no mesmo nível de outro exemplar desse gênero em 2009, Star Trek. Agora, se o resultado é filosófico ou genial… Bom, aí é outra história. É um longa que facilmente conseguirá inúmeras indicações ao Oscar – e a maioria delas merecidas. Isso se for valorizado da maneira correta.

FILME: 8.0

NA PREMIAÇÃO DO CINEMA E ARGUMENTO:

14 comentários em “Avatar

  1. Sem dúvida Avatar é um filme atual de ponta e que rege o argumento político das evasões americanas. através da vivência o publico é levado a entender o amor a natureza e o respeito aos povos.

  2. Vi na segunda feira com toda a família no horário da tarde. Mesmo assim mais de 50 pessoas na sala. Fazia muito tempo, acho que desde o ET que eu não via pessoas comemorando as vitórias dos personagens com “uhuuu” e punhos levantados. No final quase todo o cinema explodiu em palmas. O filme é sensacional. A pele dos avatar, os lábios e os olhos realmente transmitem sentimentos dos navi. O beijo de um personagem de computador com um ser humano nunca foi tão perfeito. Me emocionou e vou ver de novo. Um grande filme de James Cameron, sem medo de ser feliz!

  3. Pingback: Filme da Semana « Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos

  4. Otávio, eu sou um pouco cabeça fechada pra essas coisas… Eu prefiro bem mais esses filmes acadêmicos como “O Leitor” do que esses blockbusters… Portanto, sempre costumo ver essas grandes produções somente como grandes produções. Raramente consigo ver alguma coisa além disso. E isso aconteceu, novamente, com “Avatar”.

    Robson, os meus olhos não pereceberam tudo o que a maioria percebeu. Talvez, numa revisão, eu consiga ver algo a mais…

    Vinnie, recomendável. Mas, “Titanic” continua milhas de distância à frente.

    Kamila, o James Cameron me deixou mais de boca aberta em “Titanic”. Muito mais…

    Reinaldo, concordo contigo! Exceto na parte que você fala sobre a parte técnica.

    Mayara, a trilha é ótima mesmo!

    Vinícius, “Avatar” alcança sim os seus objetivos.

    Weiner, “Avatar” tem sim mais pretensões artísticas que “Titanic”. Mas eu continuo preferindo bem mais o filme anterior de James Cameron.

  5. Com toda a certeza “Avatar” não é um mero blockbuster, mas claro, esta é minha opinião. Aliás, se você pesnar bem, este filme tem mais pretensões artísticas (em todos os níveis) que o próprio “Titanic”. Mas, veja, bem não estou dizendo que é melhor que o filme de 1997, tá?
    Fato é que “Avatar” é um filme repleto de simbolismos, e quer chamar a atenção das audiências para algo mais que simples efeitos visuais. Concordo que ele demorou um pouco para decolar, mas depois de 20 minutos já estava absolutamente envolvido com a história. Destaco também a excelente trilha de Horner, levemente prejudicada pela música de Leona Lewis, que enjoa fácil demais.

  6. É curioso ver que até mesmo aqueles que não acharam “Avatar” a melhor coisa do mundo reconheceram seus méritos técnicos. Por isso mesmo acho que o filme deve ter alcançado seu objetivo. Ainda não vi…

  7. Tentarei ver neste feriado, ou na semana que vem, mas só adianto, a trilha é um deleite para os ouvidos, rsrs. Òtima. ;)

  8. Na minha modesta opinião é ótimo cinema de entretenimento. O que é ótima pedida, mas não é, nem de longe, a evolução cinematográfica antecipada. No mundo que vivemos, com o aparato tecnológico disponivel o que se testemunha em Avatar é o esperado. Sinceramente, não me impressionou! Os efeitos de um filme como Distrito 9, com minguados 30 milhões de dólares me impressionaram mais.
    ABS

  9. Do ponto de vista visual, esse filme é um verdadeiro deslumbre! Acho que, na realidade, “Avatar” fica como uma prova do que a atual tecnologia cinemaotgráfica é capaz de fazer. O James Cameron é visionário, não sou fã de “Titanic”, mas neste filme ele me deixou de queixo caído!

  10. Que o filme é um excelente blockbuster e que a parte técnica é maravilhosa, isso ninguém pode negar. Agora, se ele é daqueles que realmente nos conquistam ou não, é uma questão bem pessoal mesmo. Nesse ponto estou contigo também. Ele entretém do início ao fim, não ficando maçante em nenhum momento. Mas quanto a atingir níveis geniais de grandeza, pode ser que pra alguns atinja, pra mim, ele teve o mesmo resultado que teve pra ti. Um filme, com certeza, recomendável!

  11. Eu não consigo encará-lo como apenas um blockbuster… acho que ele vai muitoi além dele, na verdade, consegue juntar os dois, consegue fazer com que o blockbuster e uma superprodução e um roteiro bem estruturado possam co-existir sem que um perjudique o outro.

    Avatar é muito mais do que os olhos podem perceber, ele deve ser sentido de outra maneira. Pelo menos foi o que eu vi… e não tenho medo de dizer!

  12. Fala Matheus! Beleza?

    Por que “apenas um blockbuster”? Não entendi. Você quer dizer que um filme desses, mesmo sendo bom, deve ser colocado abaixo de um filme sério como “O Leitor”, por exemplo?

    Abs!

Deixar mensagem para Pedro Henrique Cancelar resposta