A Mulher Invisível

Direção: Cláudio Torres

Elenco: Selton Mello, Luana Piovani, Maria Manoella, Vladimir Brichta, Fernanda Torres, Paulo Betti, Maria Luisa Mendonça, Lúcio Mauro

Comédia, Brasil, 105 minutos, 12 anos.

Sinopse: Pedro (Selton Mello) acreditava no casamento, mas foi abandonado pela esposa (Maria Luisa Mendonça). Após três meses de depressão e isolamento, ele ouve batidas na sua porta. É a mulher mais linda do mundo pedindo uma xícara de açúcar: Amanda (Luana Piovani), sua vizinha. Pedro se apaixona por aquela mulher perfeita, carinhosa, sensível, inteligente, uma amante ardente que gosta de futebol e não é ciumenta. Seu único defeito era não existir.

“Com um bom protagonista e um humor inofensivo, A Mulher Invisível até diverte, mas é previsível e enrolado demais para ser recomendável.”

Só a sinopse já mostra que A Mulher Invisível não é um filme que transborda originalidade. O filme do diretor Cláudio Torres (do ótimo Redentor) lembra bastante aquele insosso longa chamado E Se Fosse Verdade e consegue alcançar um resultado igualmente neutro. Ou seja, a produção não é um produto bom mas também não chega a ser ruim. O que acontece é que o filme em si é muito previsível e sequer tem uma cena em que o espectador possa dizer que é original. A Mulher Invisível, portanto, é uma reciclagem de todos os tipos de piadas que já foram feitas nesse estilo de história onde somente o protagonista consegue enxergar determinada personagem.

O coringa do filme, sem dúvida, é Selton Mello. Por mais que ele use e abuse de alguns trejeitos cômicos para construir a figura do personagem principal – e, talvez, seja exatamente por causa dos maneirismos que a representação funcione – Mello consegue divertir e segurar as rédeas de uma história que fica enrolando até a última cena. É aquele tipo de situação onde você pensa que, a cada minuto, a história se resolveu. Porém, logo em seguida, descobrimos que ainda temos mais coisas pela frente. Isso é um pouco irritante e A Mulher Invisível se perderia completamente nesse defeito se não fosse por Selton Mello e por figuras menores mas satisfatórias, como Vladimir Brichta e Fernanda Torres.

Relativo sucesso de público, o filme tem alguns méritos, mas não chega a convencer muito. Até porque a tal mulher invisível do título é representada por uma Luana Piovani que só traz sensualidade para a “perfeição” de sua personagem, uma vez que ela é uma atriz um pouco limitada. O diretor notou isso e colocou Piovani sempre com as curvas à mostra em todas as suas cenas (existem até alguns enquadramentos que dão privilégio às pernas da atriz, preterindo o rosto dela durante determinados diálogos). Igualmente desinteressante é Maria Manoella, com uma personagem sem vida e que não faz o espectador torcer por ela. A Mulher Invisível diverte com o seu humor óbvio, mas é previsível demais para ser entretenimento relevante. É o tipo de produção que deve ser vista somente na televisão num domingo à tarde sem nada para fazer.

FILME: 6.0

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8 comentários em “A Mulher Invisível

  1. Lixo tipicamente americano. Parecia que estava assistindo uma dessas comédias romanticas água com açucar das bem açucaradas. Tire o cérebro se for assistir esse filme. Um clichê atrás do outro. Gosto do Selton mas dessa vez: Fail!

    Tá, você gostou? Mas concorda comigo que o cinema nacional sabe fazer muito, muito, muito melhor que isso!?!? Precisa produzir esse tipo de lixo, já não basta Holywood?

    Assista “Estômago”, só pra citar um exemplo de um excelente filme nacional e depois vem me dizer que “A mulher invisível” é bom… faz-me rir. Nota -1

  2. É, esse filme enterte, e funciona enquanto dura, esperava mais, o Selton Mello tá bem legal, valeu mais a pena por ela, q acho ótimo ator, e eu ñ gosto da Luana Piovanni, ñ me simpatizo c/ela, q ñ compromete, como atriz é bastante limitada, só se aproveita nela msm é o corpo..rs..concordo com a sua nota!
    Abs! Diego!

  3. Eu acho que o roteiro desse filme se estendeu demais. Poderia ter terminado antes… De qualquer forma, o longa vale pela EXCELENTE atuação do Selton Mello. E a Luana Piovani funciona muito bem em histórias cômicas desse tipo.

  4. o que salva é o selton, ele tem um carisma fantástico e sabe até mesmo usar os clichês típicos desse filme. foi como você disse, um filme pra assistir no domingo a tarde, e só. nem locar eu recomendaria

  5. É, já fui taxado de louco e chato por muitos, mas concordo com você… O filme é previsível demais, as cenas engraçadas são puramente de humor físico baseado no Selton (que nem tá tãão bom)… Num passa de 6 MESMO…

  6. Acho que vc resumiu bem, é bem descartável; mas perto de coisas como SALVE GERAL é até bem bom. E gosto muito do Selton.

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