Presságio

Direção: Alex Proyas

Elenco: Nicolas Cage, Rose Byrne, Chandler Cunterbury, Lara Robinson, Nadia Townsend, Alan Hopgood, Joshua Long

Knowing, EUA, 2009, Suspense, 120 minutos, 14 anos

Sinopse: 1959. Um grupo de alunos faz alguns desenhos sobre como imaginam que será o futuro. Eles serão guardados em uma cápsula do tempo, que apenas será aberta daqui a 50 anos. Um deles, feito por uma garota, traz uma série de números aleatórios, que ela alega terem sido ditos por alguém que não vê. Meio século depois a cápsula é aberta e este desenho chega às mãos de Caleb Koestler (Chandler Canterbury). O pai dele, o professor de astrofísica John Koestler (Nicolas Cage), percebe que trata-se de uma mensagem codificada que prediz as datas e os números de mortos de cada uma das grandes tragédias ocorridas nos últimos 50 anos. John passa a investigar melhor o desenho e descobre que ele prevê mais três catástrofes ainda não ocorridas, a última delas de proporções globais.

O histórico de filmes com mistérios numéricos nessa década não é lá muito atraente. A Profecia e Número 23, por exemplo, são exemplos de produções com essa temática que não deram certo. Presságio segue os mesmos passos, ainda que em uma escala não tão ruim. O novo filme de Alex Proyas (do bom Eu, Robô) é estrelado por Nicolas Cage, um ator que perdeu sua credibilidade faz horas, e ainda conta com a participação coadjuvante de Rose Byrne, a Ellen Parsons do seriado Damages. Ambos não seguram a trama e  também contriubuem para o resultado irregular.

Até determinado ponto, Presságio é um filme bem interessante: temos um suspense bem desenvolvido (apesar de óbvio), uma trilha de Marco Beltrami que funciona e uma abientação que aplica o tom certo para o que se está vendo na tela. Os efeitos especiais também merecem ser ressaltados, simplesmente ótimos. Mas, por causa da longa duração, o filme vai perdendo a sua força aos poucos e a trama que, no início dava propulsão para um bom encaminhamento, vai se tornando um empecilho para o roteiro. As ideias vão se esgotando e Presságio cai no previsível. E, na tentativa de dar uma reviravolta nos momentos finais, cria um final muito questionável e que causa até indignação.

É um filme irregular mas que também sabe esconder isso com habilidade, especialmente porque o diretor Alex Proyas sabe criar boas cenas com os efeitos e também com o suspense. Dá pra levar o filme tranquilamente com o seu estilo interessante. O problema mesmo é o roteiro, que não sabe segurar o filme durante as duas horas de projeção. Nicolas Cage (ainda que não esteja ruim como nos terríveis O Vidente e O Sacrifício) e Rose Byrne (que não sei de onde tiraram que é boa atriz) aparecem apáticos e não têm muito o que fazer em cena. Presságio é um passatempo de qualidade técnica e que vai fazer sucesso nas noites da Globo. Quem conseguir enxergar o filme assim, vai aprovar o resultado. O problema é que eu tenho dificuldade em fazê-lo.

FILME: 6.0

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12 comentários em “Presságio

  1. 2012 é grande porcaria,mas Preságio é muito melhor tema é bonita pai e fillho .

    Nicolas Cage é nota 10……

    Preságio é nota 7 por causa efeitos especiais…….

  2. Cleber, não odiei o filme tanto assim :P

    Pedro, eu achei os efeitos muito bons!

    Mayara, ultimamente qualquer filme com o Nicolas Cage tem que ter o pé atrás…

  3. Apesar de está com um pé atras com Nicolas Cage, tenho curiosidade em relação ao trabalho de direção de Alex Proyas, que está sendo muito comentado, principalmente nas cenas de ação. ;)

  4. Cara, os efeitos especiais do filme são absurdamente ridículos. E a história, além de previsível (com auto-sacrifício e tudo), é sem graça.

    Abraço!

  5. Vinicius, eu não gosto da Rose Byrne =P

    Brenno, acho que até dá pra gostar de algumas coisas do filme, como eu disse na resenha…

    Rafael, esse não vai ser o filme que vai mudar a situação do Nicolas Cage, pelo contrário até.

    Diego, acho que “Preságio” e “O Dia Em Que a Terra Parou” são bem parecidos, até em seus resultados de qualidade.

    Vinícius, se o filme fosse mais curto, o resultado ia ser mais aproveitável!

    Kamila
    , a direção do Alex Proyas é o que há de melhor em “Presságio”, já que fiquei impressionado com a perfeição das cenas de desastre!

  6. Matheus, como você diz, o filme até se revela um suspense interessante, mas chega uma hora em que o roteiro se perde dentro de seus próprios meandros. O que é uma pena. Mesmo assim, “Presságio” vale pela ótima direção do Alex Proyas, que dá show nas cenas de desastre.

  7. Como você comentou, “Presságio” é um filme de pontos altos e baixos. Acerta em alguns momentos e consegue ser um bom suspense (cenas de destruição fantásticas), mas peca ao criar situações desnecessárias somente para aumentar seu tempo – sem falar nos intérpretes, fraquinhos.

  8. É um bom filme. Talvez a duração atrapalhe um pouco, não sei, ou os clichês do suspense e tal. Mas eu achei que Cage consegue segurar o filme, já que Rose Byrne nem tem muito o que fazer.

    No entanto, deixou a desejar, claro. Mas ao menos ele é corajoso o bastante para fazer o que O Dia Em que a Terra Parou não conseguiu.

  9. Matheus, estou com medo desse filme. Há muita indiferença entre os blogueiros. E além do mais Nicolas Cage tem decepcionado tanto… Abraço!

  10. Olá, Matheus. Eu não vi esse filme ainda, mas até quero ver porque gosto da Rose Byrne, mas não fiquei empolgado com ele quando lançou..

    em tempo, tem um selo pra ti no meu blog, espero que não tenha recebido ainda rsss

    abraços!

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